UMA PEQUENA HOMENAGEM AOS PEIXES DESPORTIVOS DOS NOSSOS MARES E RIOS, TENTANDO CRIAR UMA MENTALIDADE DESPORTIVA PARA COM ELES. PENSAR NA CAPTURA E SOLTA COMO ALGO NORMAL, LEMBREM-SE QUE UM VERDADEIRO PREDADOR NÃO MATA POR PRAZER!!!
DISTRIBUIÇÃO: desde a parte oriental da Irlanda, passando por grande parte do norte, centro e sul da Europa, até aos Urais e algumas zonas de Ásiacentral.
BIOLOGIA: as Bremas estão largamente distribuídas por águas paradas, canais e rios profundos de corrente lenta. Alimenta-se básicamente no fundo e é uma espécie muito popular entre os pescadores, principalmente dos que praticam a pesca à francesa ou coup. Têm uma cabeça sem escamas e um corpo achatado dos lados, com escamas pequenas e uma generosa camada de garro. A cor predominante é o castanho-dourado e as barbatanas peitorais e pélvicas estão tingidas de vermelho.
A Brema quando se alimenta coloca-se na vertical e projecta a boca para baixo como um autêntico aspirador com a finalidade de sugar minhocas, larvas, moluscos, crustáceos e larvas de insectos.
Um cardume de Bremas ao alimentar-se pode trair a sua presença devido á nuvens de lodo do fundo. Ultimamente exemplares de tamanho consideravél têm sido capturados com micro-boilles.
ALIMENTAÇÃO: asticot, minhoca da terra, cáster (pupas de mosca), pão, milho, boille, moscas.
MÉTODOS DE PESCA: á francesa, ao coup, á inglesa, á bolonhesa, carpfishing, á mosca.
RECORD IGFA: encontra-se em 6,01 kg capturado por Luis Rasmussen em Hagbyan Creek, Suiça no dia 11/05/1984. !! HOMENAGEM AOS AMIGOS!!
DISTRIBUIÇÃO: Global desde que sejam àguas temperadas.
BIOLOGIA: a sua principal caracteristica é obviamente o tamanho, é um peixe pequeno mas extremadamente popular, principalmente entre os profissionais e aficionados da pesca de competição em água doce, principalmente nas modalidades de pesca à Francesa ou Inglesa, existem duas espécies de Alburnos. O Alburno comum (Alburnus alburnus) e o Alburno prateado ( Aspius spirlinus bipunctatus). O alburno comum é uma espécie bastante frequente nas nossas águas, possui um corpo delgado de côr prateada com o lombo de côr verde ou azul. Entre os meses de Maio a Junho dá-se a época de reprodução e o alburno deposita os seus infímos ovos em plantas perto da margem dando lugar a sua eclosão ao final de 48 horas. São peixes que devido ao seu reduzido tamanho se deslocam em imensos cardumes, para sua protecção. Com o aumento da temperatura sobe à superficie para alimentar-se de qualquer tipo de insecto que cai na àgua. Embora seja da familia dos ciprinideos é incrivelmente voraz o qual facilita bastante a sua captura.
O alburno prateado é parecido ao comum, salvo a diferença de que prefere águas mais vivas e a sua côr é mais escura e possui uma fila de pontos negros que vai desde a cabeça até á cauda.
A sua intrudução em muitos países, foi uma bendição para espécies predadoras como por exemplo o Achigã, o Lúcio ou o Lúcio-perca, pois em pouco tempo começaram a fazer parte favorita da sua dieta. Devido à facilidade com que se reproduzem em poucos anos colonizaram a maior parte das barragens e lagos existentes assim como rios, devido ao alto poder de adaptação que têm esta espécie. A sua colonização deve-se em grande parte ás aves que levando nas suas patas esses infímos ovos transportando uma nova geração para outras águas por elas frequentadas.
ALIMENTAÇÃO: asticot, vert de vasse, pikes (uma espécie de asticot mais pequeno) milhoca da terra.
MÉTODOS DE PESCA: á Francesa, á Inglesa, ao Coup.(ou com umas canas especialmente desenhadas para esta espécie que se chamam Pardilheiras).
O VIDEO: pescando alburnos no embalse de Guajaraz.
CURIOSIDADES: a sua pesca é sofisticada e técnica, pois ao ser um peixe com dimensões reduzidas, para conseguir uma boa classificação devemos contar com um minimo de 100 ou mais capturas. É um verdadeiro gozo ver a profissionais do sector que parecem verdadeiras máquinas automáticas nos seus movimentos na captura destes diminutos ciprinideos, pois a sua técnica é tão extrema que parece que estão sempre a capturar o mesmo peixe, tal é a rapidez que possuem em fisgar captura pós captura durante horas sem romper o ritmo e conseguindo que o cardume permaneça no seu posto de pesca através de habilidosas bolinhas de engodo que explodem no contacto com a água provocando nuvens que evitam que o cardume se disperse.
DISTRIBUIÇÃO: Europa, América do Norte, Àsia e Austrália.
BIOLOGIA: a tenca é uma espécie muito popular entre os pescadores das suas águas nativas da Europa e Àsia, intruduzida com êxito em águas de Austrália e América do Norte. É sobretudo uma espécie de águas paradas, embora também se encontre nas zonas baixas dos rios. Pode-se determinar o sexo das tencas através das suas barbatanas pélvicas, as do macho são muito mais compridas que as da fêmea e prolongam-se para além do orificio anal. As diminutas escamas da tenca estão cobertas por uma camada protectora de garro, tão espessa que nos dá a ideia que esta não possui escama alguma, as barbatanas são suavemente arredondadas e a sua coloração normal é de um verde azeitona passando por vezes a um verde escuro ou amarelado, dependendo do habitat, o qual é um presente da natureza já que lhe serve de perfeita camuflagem para ocultar-se dos seus predadores. Amiga da vegetação onde pode encontrar comida e refúgio não se desloca para muito longe desta, o que nos dá uma excelente pista para a sua localização. Na sua juventude alimenta-se de pequenos invertebrados, insectos e anélidos, passando depois a comer quase de tudo como qualquer outro ciprinídeo
É um peixe bonito de picada delicada, mais parecida a um pequeno beijo que a uma picada, a sua pesca não é apta a nervosos ou pescadores de pouca paciência pois a Tenca é um peixe subtil cuja presença apenas se nota, a não ser depois de fisgada. Embora não seja grande combatente sabe utilizar o seu habitat com astúcia para enroscar-se no tronco mais próximo com a finalidade de evitar a sua captura.
ALIMENTAÇÃO: asticot, milhoca da terra, milho, pellets, pão.
MÉTODOS DE PESCA: pesca à Francesa, à Inglesa, carpfishing.
RECORD IGFA: encontra-se em 4, 640 kg capturada em Ljungbyan, Suíça no dia 02/07/1985 por Dan Dellerfjord. HOMENAGEM AOS AMIGOS
DISTRIBUIÇÃO: Ásia (China), este de Sibéria, (exportado para muitos países como meio para combater pragas de vida vegetal ).
BIOLOGIA: o amur ou carpa verde, também conhecida como carpa herbívora, é sem dúvida um peixe desportivo excepcional. Original da Ásia Ocidental, nos primeiros anos alimentam-se exclusivamente de zooplâncton, passando depois a uma dieta omnívora, com especial predilecção por plantas aquáticas tais como: Elodea canadense, Potamogeton pectinatus e Myriophyllum spicatum. Ao chegar a Primavera, o amur inicia a sua tarefa alimentar. Não quero dizer com isto que não se alimente durante o Inverno, porém nos meses estivais come entre 100% a 150% do seu peso corporal e durante o inverno práticamente vive dessas reservas. Utilizado em muitos países como controladora de invasões vegetais em águas paradas tais como barragens, lagos, ou canais e também em rios, mediante o seu incrível potencial para devorar toda a classe de vida vegetal. Os seus maiores aficionados são os amantes do carpfishing, porém pode ser pescado de várias maneiras. Apesar de ser um ciprinídeo o que à priori indica um comportamento pacífico, esta espécie encontra-se fora deste adjectivo, principalmente na época reprodutiva, tornando-se extremamente territorial. Para defender a área de acasalamento não hesita em atacar o que seja para manter a salvo a sua prole. A sua fisionomia é bastante mais parecida à de um barbo do que à da carpa devido ao seu corpo largo e esbelto. A maior diferença reside na sua boca, que ao contrário da carpa não está feita para aspirar, mas sim para cortar. Com lábios finos e duros, protegidos por uma placa óssea o que dificulta muito a fixação dos anzóis, é um lutador incansável devido ao seu habitat natural - rios com fortes correntes, daí a espectacular barbatana caudal que possui.
Cortesia de:
ALIMENTAÇÃO: milho, pelletes, boillies,(desde que sejam ricos em proteínas vegetais e lácteas).
MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, bóia, fundo e à mosca.
RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 36.280 kg capturado por Nathan Taylor no dia 24/06/2004 no lago Wedington Arkansas U.S.A.
BIOLOGIA:considerado um peixe sagrado na India, o mahseer dourado dos Himalaias tem vários "primos" entre eles o famoso Humpback Mahseer do rio Kaveri que também alcança tamanhos extraordinários; é um peixe realmente bonito, para além de grande lutador; alimenta-se de peixes, moluscos, caranguejos; possui um formidável jogo de dentes farígenos na garganta com os quais tritura as conchas mais duras. Nâo existe corrente que possa impedir este peixe, visto que a superfície das suas barbatanas e rabo são maiores que o seu próprio corpo; gosta dos rios com rápidos, rochas e poças.
Cortesia de Misty Dhillon
ALIMENTAÇÃO:peixes, caranguejos; podem ser engodados com boilles.
MÉTODOS DE PESCA:Ao fundo, bóia, mosca e amostra.
O VIDEO: a incrível luta do Golden Mahseer.
ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.
RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 12.246 kg capturado por Jeff Currier no dia 29/05/2008 no rio Ramganga, India. CAPTURA E SOLTA
DISTRIBUIÇÃO:Ásia, principalmente na Tailândia e Singapura.
BIOLOGIA:a "mãe" de todas as carpas, similar em certo ponto às nossa carpas, tem a peculiaridade de alimentar-se 90% de vegetais; o que mais chama a atenção desta carpa (para além do seu descomunal tamanho) são os seus grandes olhos e a sua boca perfeitamente adaptada para arrancar algas e vegetação em geral. Com um corpo compacto coberto de enormes escamas de um tom esverdeado devido possivelmente à alimentaçao, possui uma única barbatana dorsal curta mas alta e uma grande caudal com a qual se pode imaginar a potência deste peixe ao ser capturado. Quando juvenil habita pequenos cursos de água e lagos. Pode ser criada em cativeiro desde que o seu habitat seja rico em vegetação. Um dos lagos mais famosos para a sua pesca desportiva está em Bangkok.
ALIMENTAÇÃO:básicamente vegetais, pão, batata e algumas massas confeccionadas com queijo e ainda minhocas de grandes dimensões.
MÉTODOS DE PESCA:á bóia, ao fundo e buldó.
O VIDEO: a captura de uma carpa de Siam.
RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 120 kg e 150 cm, capturada no lago Bung Sam Lan em Tailândia no ano 2007.
BIOLOGIA: A carpa selvagem começou a ser criada para consumo na Ásia, cerca de 400 a.C. Desde então, a reprodução selectiva em viveiros da Europa de Leste, deu origem a uma série de variantes tais como: a carpa royal ou de espelhos ou a de couro. São peixes que apresentam uma cabeça sem escamas e o corpo completamente coberto pelas mesmas, salvo a carpa couro que daí provém o seu nome, apresentando uma coloração variável; alimenta-se de plantas, algas, caracóis, minhocas, larvas de insectos, camarões, mexilhões e de muitos outros organismos existentes no fundo, a meia água e na superfície, utilizando a sua larga boca como um "aspirador" para sugar os alimentos; consegue digerir alimentos bastante duros devido aos dentes farígenos. A sua reprodução dá-se no início da Primavera e uma carpa fêmea de aproximadamente 4 kg tem a capacidade de pôr 300.000 ovos, os quais possuem uma seiva pegajosa com a qual se aderem a plantas e raízes até à eclosão.
ALIMENTAÇÃO: A carpa pode ser pescada com um sem fim de iscos, estando de entre os mais "caseiros" o pão, minhocas ou larvas de mosca verde, passando pela carne, milho doce e batatas. Hoje em dia a pesca da carpa evolui a cada minuto, passando por iscos confecionados pelo pescador, até aos famosos "boillies" que não são mais que bolas de engodo em pequenas dimensões, fabricados com farinhas e adulçorantes, aos quais se inpregnam aromatizantes de maneira a atraír as carpas.
MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, pesca à Francesa ou pesca directa, pesca à Inglesa, à mosca e à Bolonhesa.
O VIDEO: a captura da carpa da foto.
RÉCORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 41kg capturada por Andy Komornicki em águas francesas conhecidas como Les graviers.