AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

domingo, 18 de outubro de 2009

A CARPA DE SIAM - Catlocarpio siamensis




FAMÍLIA: ciprinídeos

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 3 mts

PESO: 150 kg

PROFUNDIDADE: 0-30 mts



DISTRIBUIÇÃO: Ásia, principalmente na Tailândia e Singapura.

BIOLOGIA: a "mãe" de todas as carpas, similar em certo ponto às nossa carpas, tem a peculiaridade de alimentar-se 90% de vegetais; o que mais chama a atenção desta carpa (para além do seu descomunal tamanho) são os seus grandes olhos e a sua boca perfeitamente adaptada para arrancar algas e vegetação em geral. Com um corpo compacto coberto de enormes escamas de um tom esverdeado devido possivelmente à alimentaçao, possui uma única barbatana dorsal curta mas alta e uma grande caudal com a qual se pode imaginar a potência deste peixe ao ser capturado. Quando juvenil habita pequenos cursos de água e lagos. Pode ser criada em cativeiro desde que o seu habitat seja rico em vegetação. Um dos lagos mais famosos para a sua pesca desportiva está em Bangkok.


ALIMENTAÇÃO: básicamente vegetais, pão, batata e algumas massas confeccionadas com queijo e ainda minhocas de grandes dimensões.

MÉTODOS DE PESCA: á bóia, ao fundo e buldó.


O VIDEO: a captura de uma carpa de Siam.


RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 120 kg e 150 cm, capturada no lago Bung Sam Lan em Tailândia no ano 2007.

A CORVINA - Argyrosumus regius (Asso, 1801)



FAMILÍA: moronídeos

LONGEVIDADE: 50 anos

COMPRIMENTO: 2,30 mts

PESO: 100 kg

PROFUNDIDADE: 0-300 mts

DISTRIBUIÇÃO: a oeste do Oceano Atlântico, Gibraltar, Noruega, Congo, Mediterrãneo, Mar Negro; emigra para o Mar Vermelho através do Canal do Suez.


BIOLOGIA: é um dos peixes mais imponentes e espectaculares que qualquer pescador pode desejar. Com o seu mimetismo podem apresentar desde uma cor bronze escura que quase parece preto ou um bronze claro quase branco; em qualquer dos casos, as pintas claras ou escuras contrastando com o seu corpo, fazem este peixe inconfundível. É uma das espécies de roncadores, pois com a ajuda da bexiga natatória conseguem produzir ruídos parecidos ao roncar, que utilizam para manter o cardume agrupado, principalmente em condições de águas turvas. Predador de todo tipo de seres vivos do seu habitat, tem um especial delirio pelas lulas e chocos. Nas costas portuguesas podem ser pescadas todo o ano com maior incidencia nos meses de Maio a Outubro. Dão preferência a zonas de pedra e areia, entrando também em rios e estuários, onde desovam e se alimentam de tainhas. Poderoso lutador que utiliza tudo o que tem para tentar escapar, só se entrega quando está completamente extenuada.

                                                                     Cortesia de:


 
ALIMENTAÇÃO: lulas, tainhas, cavalas, chocos(preferencialmente vivos) e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, corrico, bóia, fundo e surfcasting.

O VIDEO: captura de uma corvina pelo amigo Luis Ceia.




                              ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 48 kg capturada por Laurent Morat no dia 30/03/1986 em Nouadhibou, Mauritânia.


*Dedicado ao meu pai, grande pescador de corvinas e com o qual tanto aprendi.




                                                   HOMENAGEM AOS AMIGOS




sábado, 17 de outubro de 2009

A DOURADA - Sparus aurata (Linnaeus, 1758)



FAMÍLIA: esparídeos

LONGEVIDADE: 11 anos

COMPRIMENTO: 70 cm

PESO: 17 kg

PROFUNDIDADE: 0-150 mts


DISTRIBUIÇÃO: Oeste do Oceano Atlântico, Mediterrâneo, Ilhas Canárias, estreito de Gibraltar, Ilhas Britânicas, Mar Negro e Cabo verde.


BIOLOGIA: é um esparídeo primo direito do Pargo, com uma fisionomia quase gêmea mas variando a tonalidade. A côr base é o cinzento-prateado, branco na barriga, "bochechas" alaranjadas e uma mancha transversal dourada na cabeça que lhe dá o nome. Provida de uma dentadura que faz inveja a muito peixe maior, utiliza-a para trincar os seus petiscos favoritos, os ouriços e os mexilhões, embora também revolva os fundo à procura da tiagem (outro "grumet" para a dourada). Hemafrodita, macho em jovem e fêmea em estado adulto, a dourada é um peixe desconfiado, mas por vezes curioso; desloca-se sempre em cardume salvo quando atinge uma idade considerável, momento em que se torna solitária. Habita em fundos de abundante vegetação subaquática e fundos de areia, junto a costa, fazendo com regularidade incursões em baías e estuários. A sua pesca pratica-se com mais regularidade desde costa na modalidade de surfcasting, porém a dorada pode ser captura em qualquer situação, é um lutador formidavél que nos deixará o coração num punho com as terriveis cabeçadas que dá ao tentar escapar-se.

                                                                    Cortesia de:
     

ALIMENTAÇÃO: Todo tipo de anelídeos, mexilhões, tiagem, ouriços, caranguejos e caracóis de terra.

MÉTODOS DE PESCA: Surfcasting, à Bóia, ao Fundo.

O VIDEO: a captura de uma dourada a surfcasting.





RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 7.360 kg capturada por Jean Serra no dia 13/10/2000 no estuário Florn, França.

CURIOSIDADES: um dos iscos mais exóticos para a captura da dorada, é o caracol de terra, pode parecer estranho no entanto a dourada é louca por este bichinho.

A BOCA: só assim se pode apreciar a sua magnifica dentadura. 



                                                     HOMENAGEM AOS AMIGOS



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A BAILA - Dicentrarchus punctatus


FAMILÍA: moronideos

LONGEVIDADE: 10 anos

COMPRIMENTO: 70 cm

PESO: 3 kg

PROFUNDIDADE: 0-30 mts

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico, Canal da Mancha (ocasional), Marrocos, Senegal, Mediterrâneo e Canal do Suez.
BIOLOGIA: a baila é um dos peixes mais conhecidos da costa sul Portuguesa.
Do ponto de vista morfológico, caracteriza-se por ter algumas semelhanças com o robalo, não atingindo porém as mesmas dimensões. Possui um típico dorso sarapintado e é um peixe bastante mais frenético que o robalo. Os habitats preferidos destes peixes são os mais variados: fundos arenosos, mistos ou até lodosos. A sua presença é comum em praias, rias ou na entrada de rios/rias. Na costa Algarvia são frequentes todo o ano e a sua captura não oferece grandes dificuldades. Reproduz-se no Inverno em grandes cardumes. As maiores ameaças para estes peixes são as redes de cerco que capturam centenas de quilos de peixe, no período reprodutivo. Para além disso, nas competições de surfcasting (através de uma legislação infeliz e desajustada, criada para favorecer a pesca de competição) matam-se todos os anos milhares de juvenis. Independentemente da predação levada a cabo pelo ser humano, esta espécie é controlada por outras espécies marinhas. De modo cíclico, a anos excelentes sucedem-se anos com uma redução significativa dos seus efectivos em muitos pontos da nossa costa (assim como sucede com outras espécies marinhas).
ALIMENTAÇÃO: toda espécie de anelídeos, camarões, sardinha, biqueirão e ralos.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, á bóia, spinning.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 1.700 kg capturado por Patrick Sebile no dia 23/05/2003 em Dakhia, Marrocos.

                                                  HOMENAGEM AOS AMIGOS 


O PARGO CAPATÃO - Dentex gibbosus



FAMILIA: espárídeos.

LONGEVIDADE: 20 anos

COMPRIMENTO: 1 mt

PROFUNDIDADE: 0 - 220 m

PESO: 15 kg


DISTRIBUIÇÃO: Atlântico este, desde Portugal a Angola, Mediterrâneo, Ilhas Canárias, Ilhas de S. Tomé e Príncipe e Grã-Bretanha.



BIOLOGIA: é vulgarmente conhecido como pargo capatão e caracteriza-se por um alto volumoso e proeminente na cabeça e por apresentar uma coloração avermelhada.Habita em fundos rochosos ou mistos estando quase sempre associado a barcos naufragados ou a grandes formações no relevo submarino. É um peixe muito potente sendo considerado um troféu na pesca desportiva. A família do pargo é extensa e entre eles estão, o pargo dourado (Dentex dentex), o Pargo Raiado ou Sêmea (Pargus auriga ou Sparus auriga), o pargo comúm ou legítimo (Pargus pargus ou Sparus pagrus).
O pargo é um peixe dotado de grande astúcia e super desconfiado, o que valoriza a sua captura.


                                                                     Cortesia de:




                           ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE!!!


ALIMENTAÇÃO: a base da sua alimentação sao os crustáceos, moluscos, cefalópodes e peixes do género diplodus e afins.

MÉTODOS DE PESCA: jigging, spinning, corrico e fundo.

O VIDEO: aqui podemos apreciar a captura de um pargo capatão.


RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 13.800 kg capturado por P.A. Dunham no dia 05/04/1996 em Gibraltar.

                                                             HOMENAGEM AOS AMIGOS


O ROBALO RISCADO - Morone saxatilis



FAMILIA: moronídeos

LONGEVIDADE: 40 anos

COMPRIMENTO: 2 mt

PESO: 57 kg

PROFUNDIDADE: 0-30 mts

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico, rio St. Lawrence no Canadá, rio St. John's a Norte da Flórida, a Norte do Golfo do México.


BIOLOGIA: É o maior da espécie, inconfundível pelas riscas longitudinais dos seus flancos. Na fase juvenil alimenta-se de zooplancton, insectos, anelídeos, camarões e outros crustáceos. Vive em águas costeiras fazendo incursões em baías, rias e estuários para se alimentar. Ao atingir a maturidade, a sua dieta muda para peixes de maior porte tais como, enguias, tainhas, cavalas, polvos e caranguejos.Durante a fase de reprodução não se alimenta. Predador feroz e oportunista e grande lutador, utiliza de forma hábil as correntes para caçar. Em alguns lugares também se denomina Robalo-muge devido à semelhança que tem com a tainha(muge).

                                                              Cortesia do Cpt. J. Murray



ALIMENTAÇÃO: qualquer dos alimentos anteriormente descritos e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, jigging, spinning, a mosca e a bóia.


O VIDEO: um conselho!!


                        ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 35.600 kg capturado por Albert McReynolds no dia 21/09/1982 em Atlantic City, New Jersey U.S.A.

APRENDE & ENSINA

A captura e solta deveria ser antes de uma obrigação, uma atitude. Esta bela frase:"se não o levo eu, levá-lo-á outro" deve ter sido inventada por alguém cujo ego era superior à sua inteligência. Não se pode compreender tal grau de egoísmo. Antigamente, quando não havia outro meio de mostrar uma captura, a não ser levá-la para mostrar aos amigos, talvez se pudesse compreender o acto; porém, hoje em dia quem não tem uma máquina fotográfica? Com a qual poderemos tirar várias fotos ao exemplar e assim satisfazer o nosso ego. Sim. Nosso, porque todos o temos.

As horas intermináveis à espera da picada da nossa vida, a arte de vencer e ludibriar o peixe, dão-nos um misto de sensações (subida de adrenalina, garganta seca, nervosismo) que somente terminam nesse momento glorioso em que vemos o exemplar aos nossos pés e nos sentimos como deuses, porque mais uma vez fomos mais "inteligentes" e conseguimos enganar o animal. A "inteligência" desaparece quando nos esquecemos que essa magnifica fêmea que acabamos de capturar carregada de ovas (facto que a leva a pesar mais um quilito no nosso ego), contém milhares de futuros peixes que nos darão imensas alegrias no futuro.

Por isso, peço que antes de sacrificar um animal, parem por momentos e reflictam se realmente vale a pena.

JLopes

O ROBALO EUROPEU - Dicentrarchus labrax


FAMILIA: moronídeos

LONGEVIDADE: 20 anos

COMPRIMENTO: 1 mt

PESO: 14kg

PROFUNDIDADE: 0-100 mts

DISTRIBUIÇÃO: oeste do oceano Atlântico, Noruega, Ilhas Canárias, Mediterrãneo e Senegal.

BIOLOGIA: Enquanto juvenil, vive em estuários e rias, caçando em cardume e capturando camarões, pequenos peixes tais como tainhas, peixe-rei, biqueirão, sardinhas etc. Ao atingir a maturidade caça mais na costa embora continue a fazer incursões em estuários e rias. Caçador implacável, o rei prateado não gasta energia sem necessidade; quando falha um ataque prefere esperar por outra oportunidade e só em raras ocasiões volta a atacar a mesma presa. À família dos moronideos pertencem também o robalo riscado/stripped bass (o maior da espécie), o robalo branco, o robalo do norte, o robalo Australiano e a Baila. Prefere águas com energia e espuma, onde deambula com destreza. O acasalamento dá-se no Inverno, mais própriamente entre os meses de Novembro a Fevereiro, com maior incidência nos dois primeiros meses do ano; uma grande fêmea põe os ovos no fundo e uma corte de machos(menores em tamanho) cobrem-nos de sémen; reproduzem-se em zonas próximas da costa com fundos de areia grossa e onde existam pedras.


ALIMENTAÇÃO: o robalo é um predador voraz alimenta-se práticamente de tudo, desde caranguejos, camarão, lulas, chocos e peixes.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, surfcasting, à bòia, ao corrico.

O VIDEO: Mário Barros explicando como "trabalham" as amostras de spinning.

                           ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 10.120 kg capturado por Phillip Boulet no dia 28/05/1999 em Pirou, Francia.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIGOS