AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O TRAIRÃO - Hoplias macrophthalmus

                                          
FAMÍLIA: erythrynídeos

COMPRIMENTO: 100 cm

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0- 15 m

PESO: 20 kg

 
DISTRIBUIÇÃO: América do Sul (Brasil, rios Amazonas e Orinoco e Guiana Francesa).

 
BIOLOGIA: predador voraz, vive normalmente em pouca profundidade, com preferência pelas margens de rios e lagos, onde se oculta entre a vegetação para atacar as suas presas.
A cor predominante no dorso é o negro, flancos acinzentados e o ventre branco. A fisionomia do corpo é cilindrica. É possuidor de uma dentição impressionante e perigosa, a qual deve ser tida em conta ao retirar os anzois, pois causa perigosas dentadas. Na família dos trairões existem também o Hoplias lacerdae e o Hoplias aimara, cuja única diferença com o primeiro é a cor e o tamanho. Estes mais pequenos que o macrophthalmus, mas igualmente vorazes e excelentes adversários desde que se pesquem com o equipamento adequado. Gosta da águas paradas para desovar, onde a fêmea põe os ovos e o macho os cobre com sémen. Depois da eclosão, o macho vigia os alevins defendendo-os ferozmente. Prefere caçar ao entardecer e é portanto a melhor hora para a sua pesca. Extremamente territorial ataca qualquer intruso que invada o seu território.
O trairão azul da foto superior é um dos mais belos da espécie. Este em particular encontra-se com mais frequência no rio Paraná (fronteira entre Brasil e Paraguai.

                                                           Cortesia de S. Bersano


O VIDEO: a captura do trairão um peixe super combativo.




ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat tais como, cachorra, matrinxa,carimbata,etc e amostras (principalmente de superfície e de meia-água).


MÉTODOS DE PESCA: spinning, ao fundo, à bóia e à mosca.


RECORD IGFA: (categoria All-Tackle): encontra-se em 14.950 kg capturado por Cittadini Gerard no dia 21/03/2007 no rio Sinamary na Guiana Francesa.


                               ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.


                                                               CAPTURA E SOLTA


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A CANA - UM POUCO DE HISTÓRIA


Até meados do século 19, as canas de pesca eram feitas de madeira de avelaneira, freixo, nogueira americana e nectandrea, mas nos anos 40 do seculo passado, William Blacker (Inglaterra) e Samuel Phillipe, (Pensilvania), começaram a fazer canas de bambu corrigido, ou seja, bambu cortado em tiras longitudinais que se colavam umas às outras.
As canas de bambu corrigido revelaram-se mais leves, mais flexíveis e mais resistentes do que as de madeira, e o bambu viria a ser o material mais popular para canas de pesca durante mais de cem anos.
É ainda usado actualmente para canas de pesca à mosca dispendiosas e feitas à mão, mas desde o fim dos anos 40 o seu uso caiu rapidamente face à forte concorrência dos materiais sintéticos. O aço tubular e o alumínio foram os seus primeiros adversários, mas rapidamente se viram também eles substituídos pela fibra de vidro. Esta última foi suplantada por materiais ainda mais modernos, incluindo o boro, o kevlar e o que mais êxito alcançou: a fibra de carbono (grafite).


Assim, com o passar dos tempos, a nossa querida cana evoluiu, para hoje em dia ser uma extensão da nossa personalidade, dos nossos desejos e dos nossos sentimentos. Obrigado William Blacker e Samuel Phillipe.



sábado, 14 de novembro de 2009

O ESPADIM AZUL - Makaira nigricans

                                       
FAMÍLIA: istioforídeos

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 500 cm

PESO: 900 kg

PROFUNDIDADE: 0-200 m



DISTRIBUIÇÃO: global(com preferência por climas tropicais e subtropicais).


BIOLOGIA: o espadim azul do atlântico é o maior dos espadins. O seu único rival é o espadim negro (Makaira indicus). Exemplares de ambas as espécies foram capturados com cana e carreto com pesos superiores aos 455 kg. Uma vez ferrado, o espadim de grande tamanho oferece uma luta tremenda, levando em ocasiões horas a consumar a captura. Os espadins alimentam-se de peixe, crustáceos e lulas, (especialmente de arenques e atuns). Uma vez iniciada a caça, a presa tem poucas possibilidades de escapar a estes predadores poderosos e vorazes.
O seu nome provém da peculiar forma que tem a sua boca, cuja mandíbula superior se prolonga, formando um bico ou espada. Na família dos espadins existem também outros adversários de bom porte como por exemplo o espadim raiado (Tetrapturus audax), o espadim bicudo(Tetrapturus pflugeri), o veleiro (Istiophorus platypteurus), o espadim de bico curto (Tetrapturus angustirostris) e o espadarte (Xiphias gladius), todos eles adversários de altura. O máximo degrau alcança-se com a captura do espadim azul do Atlântico, considerado pelos seus maiores aficionados (os pescadores de BigGame) como o máximo que se pode atingir num palmarés. Pessoalmente, penso que já vai sendo hora de que se utilize outro método para demonstrar a magnífica captura de um espadim, que não passe por levar o exemplar para o porto e exibir o espadim pendurado, dando assim morte a um dos mais magníficos peixes que existem nos nossos mares.

                                                                    Cortesia de C. Butman
 

ALIMENTAÇÃO: arenques, cavalas, atuns, lulas e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: ao corrico, spinning e jigging, a deriva e a mosca.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 636 kg capturado por Paulo Amorim no dia 29/02/1992 em Vitoria, Brasil.

domingo, 8 de novembro de 2009

O SARGO - Diplodus sargus sargus




FAMÍLIA: esparídeos

LONGEVIDADE: 10 anos

COMPRIMENTO: 45 cm

PESO: 2 kg

PROFUNDIDADE: 0-100 m

DISTRIBUIÇÃO: oeste do Oceano Atlântico, Mediterrâneo e mar Negro.


BIOLOGIA: com preferência por zonas de pedra onde se oculta com habilidade surpreendente, o sargo é um excelente nadador, capaz de suportar as mais fortes correntes para se alimentar. Gregário salvo quando atinge grandes tamanhos, altura em que se torna mais solitário. Juntam-se em cardumes na época de reprodução e na minha humilde opinião constitui um dos mais belos acontecimentos que se podem ver no reino animal. Existem zonas da costas específicas em que se concentram centenas de milhar de indivíduos para procriar. Nesses dias encontram-se em pleno frenesim, momento em que certos afortunados (que tem o privilégio de conhecer a localizaçao dos sargos) fazem pescarias incríveis.

A família dos sargos é extensa, variando do que atinge maior tamanho - sargo veado( diplodus cervinus cervinus), passando pelo sargo bicudo, safia etc. Não conheço nenhum pescador que não se apaixone por este peixe. Ainda me continua a surpreender como um animal tão pequeno possui tamanha força.
Quando fisgado, a tenacidade com que se defende faz-nos pensar (sempre), que o peixe tem o dobro do tamanho que tem na realidade, com corridas interrompidas por fortes "cabeçadas", tenta por todos os meios alcançar um buraco onde esconder-se. Quando o consegue, dificilmente conseguimos ganhar a batalha, porque a segunda estratégia do sargo consiste em abrir as espinhas dorsais e ficar literalmente cravado na pedra. Com as nossas tentativas de tirar do buraco o merecido "trofeu", só o conseguimos ajudar, pois ao fim de algum tempo o nylon corta na pedra e o sargo escapa-se.


ALIMENTAÇÃO: toda espécie de anelídeos, crustáceos (ralos, caranguejos), bivalves (ameijoas, berbigão, lingueirão).

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, chumbadinha, bóia e ao fundo.


RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 1.870 kg capturado por Anthony Loddo no dia 28/04/1996 na Baia de Gibraltar.

                                                         HOMENAGEM AOS AMIGOS



sábado, 7 de novembro de 2009

O AMUR - Ctenopharyngodon idella

                                        

FAMÍLIA: ciprinídeos

LONGEVIDADE: 21 anos

COMPRIMENTO: 150 cm

PESO: 45 kg

PROFUNDIDADE: 0 - 30m

DISTRIBUIÇÃO: Ásia (China), este de Sibéria, (exportado para muitos países como meio para combater pragas de vida vegetal ).


BIOLOGIA: o amur ou carpa verde, também conhecida como carpa herbívora, é sem dúvida um peixe desportivo excepcional. Original da Ásia Ocidental, nos primeiros anos alimentam-se exclusivamente de zooplâncton, passando depois a uma dieta omnívora, com especial predilecção por plantas aquáticas tais como: Elodea canadense, Potamogeton pectinatus e Myriophyllum spicatum. Ao chegar a Primavera, o amur inicia a sua tarefa alimentar. Não quero dizer com isto que não se alimente durante o Inverno, porém nos meses estivais come entre 100% a 150% do seu peso corporal e durante o inverno práticamente vive dessas reservas. Utilizado em muitos países como controladora de invasões vegetais em águas paradas tais como barragens, lagos, ou canais e também em rios, mediante o seu incrível potencial para devorar toda a classe de vida vegetal.

Os seus maiores aficionados são os amantes do carpfishing, porém pode ser pescado de várias maneiras. Apesar de ser um ciprinídeo o que à priori indica um comportamento pacífico, esta espécie encontra-se fora deste adjectivo, principalmente na época reprodutiva, tornando-se extremamente territorial. Para defender a área de acasalamento não hesita em atacar o que seja para manter a salvo a sua prole. A sua fisionomia é bastante mais parecida à de um barbo do que à da carpa devido ao seu corpo largo e esbelto. A maior diferença reside na sua boca, que ao contrário da carpa não está feita para aspirar, mas sim para cortar. Com lábios finos e duros, protegidos por uma placa óssea o que dificulta muito a fixação dos anzóis, é um lutador incansável devido ao seu habitat natural - rios com fortes correntes, daí a espectacular barbatana caudal que possui.

                                                                       Cortesia de:



ALIMENTAÇÃO: milho, pelletes, boillies,(desde que sejam ricos em proteínas vegetais e lácteas).

MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, bóia, fundo e à mosca.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 36.280 kg capturado por Nathan Taylor no dia 24/06/2004 no lago Wedington Arkansas U.S.A.

O PEIXE-PORCO - Balistes capriscus

                                          

FAMÍLIA: balistídeos

LONGEVIDADE: 20 anos

COMPRIMENTO: 60 cm

PESO: 6 kg

PROFUNDIDADE: 0- 100 m

 
DISTRIBUIÇÃO: oeste do Oceano Atlántico, Angola, Mediterrãneo, Canadá, Bermudas, Golfo do México e canal de Suez.



BIOLOGIA: habitante de recifes, rápidamente se adaptou a baías, estuários, portos e qualquer outro habitat que lhe ofereça comida com relativa assiduidade. Na sua juventude desloca-se muitas vezes com os cardumes de sargos, que utiliza como camuflagem devido à forma similar que tem com esta espécie. Ao atingir a maturidade desloca-se normalmente sozinho ou em pequenos cardumes. Alimenta-se de invertebrados, moluscos e crustáceos, mas não rejeita qualquer outro tipo de alimento que lhe caia na boca. Dotado de uma mandíbula que faria inveja a muito peixe maior, o peixe-porco tem um aspecto quase anedótico, porém é um grande lutador.


Utiliza o seu corpo de forma oval comprimido lateralmente, como escudo, oferecendo uma enorme resistência. Além disso, possui uma formidável barbatana anal. O que mais se destaca neste peixe para além dos seus dentes, é provavelmente o facto de não possuir escamas mas sim uma "pele" rígida de onde provavelmente vem o seu nome. Aconselha-se extremo cuidado ao manejar este peixe, porque além da tendência que tem em morder, possui na barbatana dorsal alguns espinhos bastante perigosos que podem provocar feridas, e arruinar o dia de pesca.

                                                                         Cortesia de:


ALIMENTAÇÃO:o peixe porco alimenta-se practicamente de tudo o que encontra, para a sua pesca utiliza-se a lula, lingueirão, choco, berbigão, devido a sua perdilecção pelos iscos de cor branca.




MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, à bóia, buldo e mosca.


RECORD IGFA: categoria All-Tackle. encontra-se em 6.150 kg capturado por Jim Hilton no dia 03/05/1989 em Murrells Inlet, Carolina do Sul, U.S.A.

O DENTÃO - dentex dentex


                                
FAMÍLIA: espárídeos

LONGEVIDADE: 20 anos

COMPRIMENTO: 1 m

PESO: 15 kg

PROFUNDIDADE: 0-200 m


DISTRIBUIÇÃO: oeste do oceano Atlântico, ilhas Britânicas, Mauritânia, Senegal, ilhas da Madeira e Açores, Mediterrâneo e ilhas Canarias.



BIOLOGIA: enquanto jovem, é um peixe gregário, costume esse que vai perdendo ao fazer-se maior. Os adultos normalmente andam sózinhos, alimentam-se de peixes, moluscos e cefalópodes. Com clara preferência por fundos rochosos, este predador possui uma dentadura temível. Apesar de possuír molares, o que mais chama a atenção são os seus caninos, que utiliza com eficácia provada na captura de peixes e cefalópodes. A estrutura do seu corpo é oval e típica neste género. Normalmente de cor vermelha ou alaranjada com manchas de azul ou verde e ventre branco. Excelente adversário, que nos proporciona uma luta titânica antes de dar-se por vencido. Normalmente os maiores exemplares são capturados na pesca embarcada, porém existem excepções de exemplares enormes capturados de costa. A sua reprodução dá-se nos meses de Março a Junho em zonas da costa com profundidades entre os 10-12 m.

                                                           Cortesia de L. Ceia


ALIMENTAÇÃO: peixe, lulas ou chocos ( preferencialmente) e todo o tipo de anelídeos e moluscos.


MÉTODOS DE PESCA: spinning, jiginng, ao fundo, a deriva.

A BOCA: reparem bem na dentadura do bichinho.


                              ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.


RECORD IGFA: categoria All-Tackle encontra-se em 14.250 kg capturado por Torsten Wetzel no dia 29/01/1999 em Los Cristianos, Tenerife Espanha.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A FERREIRA - Lithognathus mormyrus

 

FAMÍLIA: espárídeos

LONGEVIDADE: 12 anos

COMPRIMENTO: 55 cm

PESO: 2 kg

PROFUNDIDADE: 0-150 m

DISTRIBUIÇÃO: oceano Atlântico, Madeira e Açores, golfo da Biscaia, estreito de Gibraltar, Mediterrâneo, Ilhas Canárias, Cabo Verde e Moçambique.



BIOLOGIA: este esparídeo encontra-se normalmente em fundos de areia ou lodosos, estuarios e rias. Alimenta-se de toda a classe de anelídeos atraves de sucção, camarões e inclusive de caranguejos. Gosta pouco de agitação e por esse facto aproxima-se mais da costa com o mar calmo ou "chão", momento aproveitado por pescadores conhecedores deste facto para fazer grandes pescarias. Utiliza os estuários e rias para procriar como tantas outras espécies de inferior tamanho. Apesar de não alcançar grande tamanho ou peso (uma ferreira com 1 kg é um excelente troféu), é um digno adversário para qualquer pescador que utilize o equipamento adequado para a sua pesca.


                                                                   Cortesia de: J. Ribeiro



ALIMENTAÇÃO: ameijoa, berbigão, navalha e toda classe de anelídeos.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, bóia e ao fundo.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 0.800 kg capturada no dia 17/09/1993 por Patrick Sibile em Dakhla, Marrocos.

sábado, 31 de outubro de 2009

O PACÚ - Colossoma macropomum


FAMÍLIA: characídeos

LONGEVIDADE: 13 anos

COMPRIMENTO: 108 cm

PESO: 50 kilogramos.

PROFUNDIDADE: 0-20 metros.

DISTRIBUIÇÃO: América do sul (rios Amazonas e Orinoco). Introduzido com sucesso na Tailândia.

BIOLOGIA: durante a sua juventude alimenta-se de vegetação subaquática, frutas e sementes variadas. Ao atingir o estado adulto, abandona as margens e procura águas mais profundas onde introduz na sua alimentação caracóis. Na época das cheias tem o custume de invadir as florestas inundadas para se alimentar. Espécie migratória, que tem a particularidade de não se alimentar durante a desova, sobrevivendo devido à gordura que acumula durante a época das cheias. É muito utilizado na aquariofilia, devido à capacidade de viver em águas pobres e à sua grande resistência a doenças. Esta espécie é normalmente solitária e em raras ocasiões encontram-se em cardume, excepto durante a época de reprodução. No Brasil é conhecido como Tambaqui, e existe uma verdadeira legião de pescadores que adora este peixe. Possuidor de uma excelente dentadura, corta com muita facilidade o nylon e aconselham-se anzóis de haste longa.

ALIMENTAÇÃO: frutos ou sementes da região e em minhocas a preferida do Pacu é a minhocuçu. (minhoca de dimensões extraordinárias que atinge mais de 50 cm de comprimento e 2 cm de diâmetro).

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo e à bóia.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 32.400 kg capturado por Jorge Masullo de Aguiar no dia 25/08/2007 no lago Grande, Brasil.

CURIOSIDADES: existem capturas esporádicas com artificiais de vinil que imitam a minhocuçu.

                                                       HOMENAGEM AOS AMIGOS

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O GIANT FEATHERBACK - Chitala lopis


FAMÍLIA: notopterídeos

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 150 cm

PESO: 30 kg

PROFUNDIDADE: 0-20 mts


DISTRIBUIÇÃO: Ásia

BIOLOGIA: também conhecido como peixe faca (knifefish), esta espécie, habita rios e lagos, com preferência por águas lentas ou paradas. Alimenta-se de pequenos peixes do seu habitat e pequenos invertebrados e insectos. A sua máxima actividade dá-se em horas crepusculares ou nocturnas. Tímido e reservado, é de difícil captura. É um adversário digno, pela bravura com que se defende, saltando como um autêntico diabo e empreendendo corridas meteóricas.

                                                          Cortesia de J.F. Helias




ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca e à bóia.

                             ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 9.800 kg capturado por A. Sungwichien-Helias no dia 21/04/2006 na reserva Srinkain Dam, Tailândia.

Nota. J.F. Helias, não só é um grande pescador com vários record IGFA. É também o proprietário da famosa agência de guias de pesca "Fishing adventures Thailand".

A PAYARA - Hydrolycus scomberoides


FAMÍLIA: cynodonterídeos

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 117 cm

PESO: 17,8 kg

PROFUNDIDADE: 0-50 mts


DISTRIBUIÇÃO: América do sul, rio Amazonas e afluentes.

BIOLOGIA: encontra-se principalmente em águas rápidas, especialmente ao redor de rápidos e formações rochosas; também em águas profundas onde podem caçar mais facilmente. Existem muitas espécies de payaras. Embora sejam predadores rápidos e ferozes sao mais pequenas. A maioria raramente excede os 2,5 kg. Caçam em cardume e o mais impressionante da sua fisionomia são sem dúvida os seus dentes, especialmente dois caninos proeminentes de cerca de 10-15 cm nas payaras adultas, que apesar de serem tão extravagantes nao incomodam nada, visto que a payara tem duas cavidades no maxilar superior, onde estes caninos encaixam na perfeição. Com uma agressividade extrema, atacam de baixo para cima empalando literamente as suas presas com esses temíveis caninos. Muitas vezes, as presas possuem metade do seu tamanho.
Devido à estrutura da sua boca (puro osso), a payara é muito difícil de fisgar.
Diz-se que se conseguirmos capturar 5 de cada 10 picadas é porque se está a pescar bem! No caso de se optar por uma pesca mais desportiva (com amostras) aconselha-se o uso de amostras de madeira de balsa vistos que estas continuarão a funcionar perfeitamente depois de esburacadas pelos dentes da Payara, enquanto que as de plastico não, porque lhes entrará água pelos orifícios desestabilizando a amostra. A reprodução dá-se nos meses de Novembro-Abril e sobe o rio para a realizar. Isto ocorre quando o peixe alcança cerca de 27 cm de comprimento.
Tambem conhecida como "cachorro ou cachorra" pelo aspecto que tem e a ferocidade dos seus ataques.
                                                                 Cortesia de T. Sakumi



ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat tais como, lambaris, tuviras e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca, fundo e à bóia.

                              ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 17.800 kg capturado por Bill Keelly no dia 10/02/1996 nas cataratas Uraima em Venezuela.

O TARPÃO - Megalops atlanticus


FAMÍLIA: elopídeos.

LONGEVIDADE: 30 anos nos machos e 50 anos nas fêmeas.

COMPRIMENTO: 2 m

PESO: 160 kg.

PROFUNDIDADE: ?


DISTRIBUIÇÃO: Atlântico ocidental, golfo do México, Caraíbas, costa ocidental da América central e costa do noroeste de África.



BIOLOGIA: o rei de prata, é apenas um dos nomes que tem este espectacular peixe. Valenciennes descreveu pela primeira vez o tarpão em 1847 classificando-o no género Megalops, nome derivado do grego que significa "o dos olhos grandes" uma das características do tarpão. É o peixe que tem a maior capacidade de pôr ovos, cerca de 12 milhões. A emigração para a reprodução dá-se nos meses de Maio a Junho e fazem incursões em rios e estuários para o acto. A típica cor prateada com tons de azul escuro ou verde no lombo, muda a castanho escuro ou negro quando permanecem muito tempo em águas interiores.

 
O grande tarpão pesca-se normalmente em ribeiros em que entra a maré, estuários, mangues e lagoas, podendo por vezes ser capturado ao largo da costa. As suas escamas são grandes e rijas, com um brilho metálico e o ultimo raio da barbatana dorsal é extremamente alongado. Na mesma família existe também o tarpão do Indo-Pacífico (megalops cyprinoides, bastante mais pequeno - 18 kg). Devido às características da sua cabeça e da sua boca, extremamente óssea, o tarpão é um adversário difícil de capturar, pois a sua boca tem pouca aderência a qualquer tipo de anzol. O tarpão tem que engolir o anzol para que exista uma possível prisão. Para além de tudo isto, o tarpão tem a "técnica" apuradíssima de saltar e sacudir a cabeça no ar para se libertar. Tem também a capacidade de respirar oxigénio do ar, devido a possuír uma bexiga gasosa modificada. Esta bexiga, contém tecido alvéolar e esponjoso, com um canal que comunica directamente com o esófago, o que na natureza é o mais parecido com um pulmão. Portanto cada vez que salta para se libertar, enche o "depósito de combustível", o que faz do tarpão uma autêntica máquina. Se a isso juntarmos o peso médio que é de 30 a 50 kg, já se pode fazer uma ideia do que é pescar este peixe. Temperamental, pode comer até pedras e noutras ocasiões não querer nada.

                                                                 Cortesia de J.C. Poiret    
                                         


ALIMENTAÇÃO: qualquer peixe do seu habitat e amostras ou moscas.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca, a bóia e a deriva.

O VIDEO: pura prata.





                            ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 129.982 kg capturado por Max Domecq no dia 20/03/2003 em Rubane Guine Bissau.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O TUCANARÉ - Cichla ocellaris (Bloch & Schneider, 1801)


FAMILIA: ciclídeos

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 1 m

PESO: 15 kg

PROFUNDIDADE: 0-20 m

DISTRIBUIÇÃO: América do sul, rio Amazonas e Orinoco e seus afluentes.




BIOLOGIA: se existe um adjectivo para qualificar este peixe, é sem duvida "explosivo". São quatro as espécies de peacock ou tucanaré, como são conhecidos em grande parte do mundo.
O tucanaré grande (Cichla temensis) caracteriza-se por três riscas verticais situadas atrás dos olhos na altura das faces. A parte superior do seu corpo apresenta um verde brilhante.

O speckled tucanaré, é o mais escuro dos peacock. Esta subespécie caracteriza-se por uma série de manchas de cor amarelo claro e branco ou linhas discontínuas em filas horizontais ao longo do corpo. São os lutadores mais duros, embora sejam mais pequenos.


O butterfly tucanaré distingue-se dos outros porque tem três círculos negros em cada lado do corpo, no lugar das riscas verticais e não são muito grandes. O seu peso ronda os 6 kg.


Finalmente o royal tucanaré, comparável em tamanho ao butterfly, possui uma risca escura irregular que percorre longitudinalmente o corpo. A cor predominante dos tucanarés é o verde.

                                                            Cortesia de:


A força de um peacock bass não corresponde ao seu tamanho e muitos pescadores já foram surpreendidos pela ruptura da cana devido à sua inexperiência e consequente fuga do peixe. Embora o seu nome nos recorde o black bass, nada mais longe da realidade. O tucanaré pertence à família dos ciclídeos, a que pertencem mais de mil espécies. Com diferenças notáveis como o facto de que nunca desiste de atacar a sua presa até conseguir o seu objectivo, alimenta-se de qualquer ser vivo do seu habitat. Extremamente territoriais, atacam muitas vezes não para alimentar-se, mas para proteger o seu territorio. Na época da desova, os machos desenvolvem um crista ou perturberância sobre a cabeça.

O VIDEO: simplesmente explosivo.



ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat, caranguejos, rãs, cobras e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca e à bóia.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 12,240 kg, capturado por Gerald Lowson no dia 04/12/1994 no Rio Negro, Brasil.

                                             HOMENAGEM AOS AMIGOS




quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O ATUM RABILHO - Thunnus thynnus


FAMÍLIA: escombrídeos

LONGEVIDADE: 50 anos

COMPRIMENTO: 4,30 m

PESO: 680 kg

PROFUNDIDADE: 0-985 mts


DISTRIBUIÇÃO: Atlântico (oeste), Golfo do México, Caraíbas, Venezuela, Noruega, Ilhas Canárias e Mediterrâneo. Também na África do Sul.



BIOLOGIA: o maior dos atuns, é uma autêntica "bala", capaz de alcançar velocidades da ordem dos 104 km/h. Deslocam-se em cardumes, mas todos os membros têm tamanhos similares. Alimenta-se de qualquer peixe do seu habitat, com especial interesse denotando particular interesse por pequenos cardumes de anchovas, lulas e caranguejo vermelho. A sua defesa mais espectacular consiste no facto de que quando são ferrados, mergulham a pique a uma velocidade tremenda, causando muitas vezes a ruptura do nylon. A família dos escombrídeos está espalhada pelas águas temperadas e tropicais e tem uma grande importância tanto a nível comercial como da pesca desportiva. O seu grande valor comercial faz com que sejam pescados com grandes redes derivantes, mas o uso dessas redes foi restringido por acordos internacionais, dado que apanhavam não só uma grande percentagem de atuns, como também outras especies tais como: dourados, espadins, etc.
Alguns dos nomes mais conhecidos desta espécie são; o atum gaiado (euthynnus pelamis) que pode atingir os 35 kg, o atum de barbatana negra (thunnus atlanticus) sendo um dos mais pequenos que só atinge 19 kg e o atum voador (thunnus alalunga ) cujo nome vem das suas barbatanas peitorais que se estendem até ultrapassar a barbatana anal e atinge o peso de 43 kg.

                                                              Cortesia de:


ALIMENTAÇÃO: sardinha, cavala, lulas, anchovas e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, trolling, jigging, a mosca e a deriva.

O VIDEO: a extraordinária captura de um atum vermelho a spinning de superficie.



                             ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 678.580 kg capturado por Ken Fraser no dia 26/10/1979 em Aulds Cove Nova Escócia, Canada.

domingo, 25 de outubro de 2009

O DOURADO - Coryphaena hippurus



FAMÍLIA corifenídeos

LONGEVIDADE: 4 anos

COMPRIMENTO: 1,27 m

PESO: 40 kg

PROFUNDIDADE: 0-85 m

DISTRIBUIÇÃO: global (em águas abertas de mares temperados e tropicais).


BIOLOGIA: um peixe belíssimo, grande lutador que nos deleita com os seus espetaculares saltos e corridas vertiginosas. Habitante de mar aberto, move-se com destreza nas capas superficiais, onde caça o seu manjar favorito, o peixe-voador. O sexo é facilmente visível devido ao facto da fêmea ter a cabeça arredondada e o macho uma forma mais quadrada o que lhe dá um aspecto muito mais feroz. Mas o que realmente chama a atenção neste peixe, são as suas cores, com um azul eléctrico e verde no lombo e um amarelo e branco no ventre que fazem um contraste espetacular. Adoram esconder-se em plataformas que encontram em qualquer parte do seu habitat tais como, troncos, algas de superficie, plataformas ou boias de sinalização, deslocam-se em cardume.

                                                                 Cortesia de:  


ALIMENTAÇÃO: peixe (especialmente peixes-voadores), lulas e crustáceos.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, corrico, à mosca e à deriva.

O VIDEO: um arcoirís no mar

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                          ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE!!

RECORDE IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 39.460 kg capturado por Manuel Salazar no dia 25/09/1976 no Golfo de Papagallo, Costa Rica.

                                                         HOMENAGEM AOS AMIGOS





sábado, 24 de outubro de 2009

O MERO TIGRE - Epinephelus itajara (Lichtenstein, 1822)


FAMÍLIA: serranídeos.

LONGEVIDADE: 37 anos.

COMPRIMENTO: 250 cm.

PESO: 450 kg.

PROFUNDIDADE: 0 - 300 m.



DISTRIBUIÇÃO: Oceano Atlântico(oeste), USA, Sudoeste do Brasil, Caraíbas, Congo e Senegal.


BIOLOGIA: os serranídeos pertencem a uma grande família de peixes que compreendem mais de 375 especies. São na sua maioria peixes marinhos de águas temperadas e tropicais cujas dimensões oscilam entre menos de 30 cm e os 3,7 m. Encontram-se junto de rochas, recifes e destroços de navios e molhes, em águas costeiras. Os membros maiores da família são peixes robustos, de dentes afiados, vivem junto ao fundo e alimentam-se de peixe, crustáceos e marisco em geral. Têm a tendência para ser mais solitários que gregários, excepto na época da desova. Os indivíduos de muitas espécies mudam de sexo à medida que crescem, amadurecem e reproduzem-se como fêmeas, tornando-se machos quando ficam mais velhos e maiores. Sabe-se que esta espécie pode atingir 2,50 m de comprimento e 450 kg de peso. Não é um grande lutador, mas o seu peso e a atitude de esconder-se em buracos ou gretas quando capturado, tornam-no difícil de trazer a terra. O mero de Queensland (Promicrops lanceolatus) é ainda maior e pode crescer até aos 3,7 m e pesar 500 kg.
                                                                        
                                                                      Cortesia de:


ALIMENTAÇÃO: peixe, lulas, minhocas, camarões, ameijoas, caranguejos e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: fundo, corrico, jigging e spinning.

O VIDEO: uma verdadeira batalha!!



RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 308.440 kg capturado por Lynn Joyner no dia 20/05/1961 na praia Fernandina, Florida U.S.A.

A ARAPAIMA - Arapaima Gigas (Cuvier 1829)



FAMILIA: arapaimídeos.

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: metros.

PESO: 200 kilogramos.

PROFUNDIDADE: 0 -10 metros.

DISTRIBUIÇÃO: América do Sul, Equador, Perú, Bolívia, Guiana Francesa e norte do Brasil.



BIOLOGIA: também chamado Pirarucu,( no Brasil, derivado Tupí-Guaraní Pirá ) este predador pré-histórico e misterioso, é uma das maiores espécies de água doce do mundo. Nos poucos lugares onde os arapaimas podem ser vistos em grande número, podem ser ouvidos enquanto caçam os pequenos peixes dos quais se alimentam. É normal subirem à superfície para engolir ar fresco, pois assim como o tarpão têm a capacidade de respirar ar. Embora seja um peixe de dimensões extraordinárias, é um perdador silencioso movendo-se com elegância com o seu corpo largo e flexível, em busca de pequenas presas. Apesar do tamanho da sua cabeça, a sua boca é relativamente pequena e nao pode ingerir animais de grande porte. Tem uma taxa de crescimento muito rápida e nos dois primeiros anos, um peixe com 1,40 metros e 30 kg ronda em idade os 3 ou 4 anos. Ao ser pescado, utiliza todo o seu peso para saltar no ar e caír em cima da linha para tentar parti-la. Assim, a tarefa mais árdua do pescador é tentar evitar o facto anterior, para além dos saltos permitirem recarregar energias porque respira (ar), o que aumenta a intensidade da luta, outra vez!! Pescam-se principalmente na estação seca, ao ficarem presos em poças.

ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat tais como piranhas, peixes gato e caranguejos.

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, á bóia e spinning.

O VIDEO: monstruoso!!! Fábio Fregona "Baca" ao limite do impossivel!!


                            ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 130 kg capturado por Jakub Vagner no dia 17/08/2008 na Amazónia, Brasil.

                                                   ¡¡ HOMENAGEM A@S AMIG@S !!