AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

quarta-feira, 24 de março de 2010

A MINHOCA DA TERRA - REGRESSO ÀS ORIGENS

 Muitas vezes penso; nesta época de modernização massiva onde a palavra de ordem é inovar, lanço a vista atrás aos meus anos de moço com uma cana-da-india na mão sem mais preocupações que tentar divertir-me pescando algum peixe que se deixa-se enganar pela espetácular minhoca da terra que apanhava num abrir e fechar de olhos lá no quintal. Nessa época não existiam os técnicísmos de hoje em dia, não havia "poppers", "spinnerbaits", "buzzers", enfim, toda essa quantidade indescritivel de amostras, que existem hoje em dia. E pescava, aí se pescava!!! Era cada "bicho", e tudo graças à paciência e à famosa minhoca da terra. E pregunto eu? Porque razão hoje em dia não se pesca com ela?

Exemplar de Minhocuçu

Pensando nestas questões, resolvi escrever este pequeno artigo alabando as virtudes da nossa esquecida amiga, que como a mim deve ter dado muitissimas alegrias a muitos de vós.

Minhoca da terra é como normalmente chamamos a espécie de anélidos que habitam o subsolo da nossa terra, sem falar claro está na incrivel quantidade de minhocas que existem no litoral.
Começarei por apresentar-vos a Minhocuçu (Rhinodrilus alautus) uma verdadeira obra prima da engenheria genética, esta "pequenina" originária do Brasil chega a atingir o metro de comprimento e 2 cm de circunferência ou mais, imaginam as maravilhas que produziria um bichinho destes num anzol?
Embora seja um animal de gigantescas proproções para a sua espécie situa-se cerca da superficie, normalmente junto às raizes das graminías, e é muito importante para o solo porque produz grande quantidade de hùmus. Geralmente têm uma cor negra mas pode passar a avermelhado ou acastalhado.
As caracteristicas na vida deste anélido estão intimamente ligadas ás épocas do ano. A partir de Março entram em estado de hibernação, numa cavidade que pode medir entre 20 a 40 cm, à qual se chama vulgarmente "panela". Esta é a melhor época para a sua captura visto que estão imóveis. A região de Caetanopólis localizada a 100 km da capital mineira Belo Horizonte é o polo da existência destes animais que estão ameaçados de extinção pela busca de exemplares para pescar.




Nós não possuimos esse mágnifico animal, pórem existem várias espécies fáceis de adquirir que produzem os mesmos efeitos entre os nossos tão admirados "troféus".
A milhoca de anilhas: é a mais dificil de encontrar, as suas principais virtudes encontram-se em dois factores estão cheias de um liquido amarelo, riquissímo em aminoácidos que liberta com o mais leve pelisco e têm uma resistência incrível. Normalmente encontram-se debaixo dos montes de estrume, possivelmente daí vêm a dificuldade de encontrar este tipo de minhocas.

A minhoca comum: encontra-se em qualquer zona húmeda que não receba o sol directamente durante demasiadas horas, e em qualquer época do ano. Têm um tamanho médio de 6 cm, feita há medida para o mais comum dos anzóis.


A minhoca verde: é uma variante da minhoca comum encontra-se na primeira capa de terra que existe em zonas próximas a rios ou lagos, devido ao facto de que estas zonas normalmente contém pedras ou troncos estas minhocas são bastante "musculosas" até ao ponto que ao iscar convém "travar" os seus movimentos com uma folha ou qualquer outro invento para que não se escapem do anzol. Nas zonas onde vivem e principalmente durante a época de chuvas têm um efeito devastador sobre os barbos.

Como guardar: seja qual for o tipo de milhoca a sua manutenção têm de cumprir duas normas básicas, o grau de húmidade e a sua alimentação. A segunda norma só é necessária quando as queremos manter mais de 15 dias, que em tal caso seria suficiente, misturar na terra cascas de batata, ou pedaços de fruta. Se pretendemos que estajam brilhantes, no dia anterior há pesca devemos salpicar a terra com uma ou duas colheres de sopa com açúcar. No caso da húmidade devemos estar mais alertas, pois demasiada húmidade acabaria com elas, assim que se verificamos que a terra está "empapada" devemos antes de guardar as minhocas num recepiente, colocar essa terra em vários jornais ou qualquer outro papel absorvente de maneira a eliminar o excesso de líquido.

domingo, 21 de março de 2010

O CONGRO - Conger conger

FAMÍLIA: congrídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 1000

COMPRIMENTO: 3 m

PESO: 60 kg

DISTRIBUIÇÃO: oceano Atlântico, Mediterrâneo e Báltico.

BIOLOGIA: existem várias espécies de congros ou safios, diferem das moreias por possuírem barbatanas peitorais (coisa que estas não têm) e das enguias de água doce por não possuírem escamas ( enquanto estas possuem minúsculas escamas profundamente embutidas). Os congros podem também apresentar uma franja escura associada às suas barbatanas, dorsal e anal. O seu habitat natural são fendas de rochas ou corais, ou então no meio de destroços de navios ou estacas dos molhes. Ficam numa posição aparentemente inerte com a boca aberta, há espera de que passe perto a possivel victima, atacando então como uma rapidez asombrosa, têm tendência a ser mais activos durante as horas nocturnas que diurnas, ao atingir tamanhos consideráveis a sua pesca torna-se uma aventura épica, não pelo facto de conseguir a picada mas sim para tentar retirar da "toca" semelhante montanha de músculos, para além da tremenda força que possui um congro de 10-12 kg temos o valor aderido de que para defender-se, normalmente dá um nó no seu corpo ficando entalado, no buraco donde vive, são presa habitual de praticantes da caça submarina, devido a vida estática que levam. É com diferença uma captura para recordar. 
ALIMENTAÇÃO: devem ser olorosos, tais como sardinhas, carapaus, ou chocos, lulas e polvos (especialmente os seus tentáculos).

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, à deriva, surfcasting.

O VIDEO: Luis Ceia capturando um congro em condições extremas.



RECORD IGFA: encontra-se em 60,440 kg capturado por Vic Evans no dia 05/06/1995 em Berry Head United Kingdom.

                                                HOMENAGEM AOS AMIGOS

segunda-feira, 15 de março de 2010

O BODIÃO GIGANTE MAORI - Cheilinus undulatus




FAMÍLIA: labrídeos

LONGEVIDADE: 30 anos nas fêmeas e 25 nos machos.

PROFUNDIDADE: 100 m

COMPRIMENTO: 2,30 cm

PESO: 190 kg



DISTRIBUIÇÃO: global desde que sejam águas tropicais ou temperadas.(Maldivas, Papúa, China, Indonésia).


 
BIOLOGIA: a familia dos labrídeos compreende mais de 400 espécies distribuídos por inumeráveis águas costeiras tropicais e temperadas. Um bodião tipico tem lábios grossos e dentes fortes, que usa para esmagar o marisco, e nada oscilando as barbatanas peitorais sem praticamente se servir da cauda. O tamanho dos bodiões varia entre os 10 cm das espécies mais pequenas e os 2,30 cm do bodião gigante maori, ao qual vamos dedicar este pequeno artigo. Vive nas águas indo-pacíficas e é uma autêntica beleza, pois até aos dias de hoje não se conseguiu definir a cor exacta da espécie.


Existe uma incrível deversidade de cores passando pelo verde, azul, laranja, negro, vermelho, enfin um verdadeiro arco-iris, como atractivo para a sua pesca para além deste magnifico aliciante é também um lutador espetacular, capaz de levar a exaustão o mais aguerrido dos pescadores. Se um bodião considerado "normal" como os que alguns de nós capturamos de vez em cuando já oferece uma luta digna para o seu tamanho, imaginem o que será esta maravilha da natureza no extremo da linha. A sua dieta baseia-se sobretudo em moluscos, para tal possui essa impressionante dentadura, que lhe permite partir práticamente todo tipo de conchas que encontra no seu habitat, é um dos poucos peixes que come sem dificuldade ouriços-do-mar ou estrelas. No entanto ao atingir tamanhos superiores inclui na sua dieta qualquer tipo de peixe que se deixe capturar.


Perferem fundos de coral ou rochosos donde encontram em abundância o seu alimento. São bastante solitários e normalmente encontram-se em casais, outra particularidade desta espécie é a "fidelidade" dos casais, pois tanto o macho como a fêmea só busca um novo companheiro no caso da morte do actual. São hemafroditas e a definição do seu sexo dá-se ao alcançar os 8-9 anos de idade. Em muitos paises é conhecido também pelo nome de peixe Napoleão devido a pertuberância que possui na cabeça.

                                                          Cortesia de Luis G.


ALIMENTAÇÃO: cualquer tipo de moluscos do seu habitat e amostras.

 
MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, corrico, jigging, à deriva.




                            ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.




RECORD IGFA: encontra-se em 19.800 kg capturado por Vincent Hock Boon no dia 04/04/1997 em Platt Island Seychelles.

domingo, 7 de março de 2010

A TAINHA OLHALVO - Mugil cephalus


FAMÍLIA: mugilídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 20 m

COMPRIMENTO: 50 cm

PESO: 5-6 kg


DISTRIBUIÇÃO: na maioria das àguas temperadas e tropicais do planeta.


BIOLOGIA: existem cerca de 70 espécies de tainhas na família dos mugilídeos, distribuídas pelas águas temperadas e tropicais de todo o mundo. A maioria vive junto à costa e penetra frequentemente em estuários e rios, e algumas, incluindo a tainha autraliana, vivem em água doce. Alimentam-se sobretudo no fundo, à base de algas, detritos orgânicos e pequenos organismos que habitam no lodo. São pescadas tanto para fins comerciais como desportivos. Neste caso o objectivo é a Tainha olhalvo, porque além de ser a que atinge maior tamanho, também é a que nos dá mais prazer na pesca desportiva. Apresenta riscas formadas por filas horizontais de pequenas manchas escuras e uma mais acentuada na base de cada barbatana peitoral. A segunda barbatana dorsal nasce paralelamente à anal.


Uma das principais caracteristicas da Tainha olhalvo são os seus lábios carnosos que ofrecem um magnífico suporte para os nossos anzóis. Não todas possuem estas caracteristicas, a Tainha Fataça (Liza ramada) por exemplo possui os lábios mais finos do que os da sua congénere. Embora a sua fisionomia seja muito parecida todas têm pequenas diferenças que nos primitem distinguir umas das outras tais como pequenas manchas negras ou amarelas desiminadas pelos seus corpos. Além de ser um lutador formidavél é um sobrevivente nato, pois adapta-se a baixos niveis de salinidade e alimenta-se práticamente de tudo, enfim uma verdadeira força da natureza. Outro factor a ter em conta durante a sua pesca é que sempre se desloca em cardumes bastante numerosos, a sua reprodução é antagónica à maioria das outras espécies de peixes de água salgada, visto que a Tainha se reproduz no Inverno. Provavelmente por isso a sua taxa de crescimento é tão grande.

                                                                         Cortesia de:



ALIMENTAÇÃO: pequenos pedaços de sardinha, carapau, pão, asticot e toda espécies de anélidos com preferência pela minhoca da lama.

MÉTODOS DE PESCA: á bóia, surfcasting, à mosca, também se podem pescar com pequenas colheres rotativas, porém deve-se iscar os anzóis da fateixa com minhoca da lama de maneira a formar um pequeno "polvo".


RECORD IGFA: encontra-se em 4.706 kg capturado no dia 13/03/2009 por Scott Lindner em Upper Laguna Madre Texas, USA.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A SEREIA AFRICANA - Alectis ciliaris


FAMÍLIA: carangídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 1000 m

COMPRIMENTO: 150 cm

PESO: 22.900 kg


DISTRIBUIÇÃO: águas tropicais de todo o mundo e zonas temperadas do Oceano Atlântico.




BIOLOGIA: a Sereia Africana ou African Pompano, encontra-se em muitas águas temperadas e está distribuída pelos mares tropicais de todo o mundo. O seu habitat preferido são os recifes rochosos das águas profundas. Os exemplares jovens desta espécie conhecidos como "peixe-fio" apresentam corpos muito comprimidos e raios muito prolongados nas barbatanas dorsal e anal que parecem fios. Possuem um corpo em forma de diamante cuja cor normalmente é prateada, possui escamas ósseas na barbatana caudal.

 

Quando jovem possui várias manchas em forma de bomerang de cor azul que se distribuem de uma forma longitudinal, porém desaparecem na fase adulta assim como as famosas prolongações das barbatanas dorsais e anais. Ganha então uma mancha dorsal de um azul metálico, e uma pequena mancha da mesma cor nos opérculos. Como peixe de águas profundas as suas capturas costeiras são escassas e só possiveis durante a sua juventude, altura em que fazem breves incrusões para capturar caranguejos, uma das suas dietas favoritas, alimenta-se também de pequenos peixes e outros crustáceos. Desloca-se normalmente em cardume com excepção de exemplares muito grandes que perferem a vida solitária.

                                                                          Cortesia de:


ALIMENTAÇÃO: pequenos crustáceos, peixes do seu habitat e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: Surfcasting, Spinning, Jigging, Corrico, à deriva, ao fundo.


                           ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.


RECORD IGFA: encontra-se em 22.900 kg capturado por Tom Sargent, no dia 21/04/1990 em Daytona Beach Flórida, USA.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A CASTANHOLA CUBERA - Lutjanus cyanopterus



FAMÍLIA: lucianídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 55 m

COMPRIMENTO: 160 cm

PESO: 60 kg



DISTRIBUIÇÃO: oeste do oceano Atlântico desde Escócia até às Bermudas.



BIOLOGIA: a maioria das 230 espécies que constituem a familia dos lucianídeos encontra-se em mares tropicais, mas algumas surgem em águas temperadas. São peixes predadores com dentes cónicos e afiados que incluem um ou dois grandes caninos de cada lado da parte da frente da mandíbula superior. Este é o caso da Castanhola Cubera também conhecida com "Snapper cubera", vive normalmente em profundidades que oscilam entre 0 e 55 metros embora existam capturas esporádicas a maior profundidade. As castanholas também penetram nos estuários e nos braços de ribeiros e canais de água doce influenciados pela maré.

A sua coloração geral vai desde o cinzento ao castanho-purpúra e é a maior castanhola do Atlântico, perfere fundos de recifes cobertos de coral, embora seja capturada em águas costeiras com fundos de rocha dispersa.  Muitas vezes confundida com o mero ou garoupa a castanhola têm uma identidade própria que nenhuma das outras espécies possui. São exactamente esses caninos de tão feroz aspecto que antes mencionei. As castanholas de pequeno tamanho (entre 1 e 2 kg ) são muito apetitosas, porém podem causar "ciguatera" um tipo de envenenamento alimentar que pode ser fatal. Puro nervo, quando fisgadas os minutos transformam-se em horas devido a intensidade de combate que produz a Castanhola cubera, a sua luta consiste em fortes cabeçadas buscando o fundo para poder ocultar-se em qualquer fenda ou buraco, se o conseguir já podemos dizer adeus á nossa captura.

                                                                Cortesia de M. Bank



ALIMENTAÇÃO: camarão, caranguejo, peixes do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, corrico, jigging e á mosca.

                          ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.

RECORD IGFA: encontra-se em 56.585 kg capturado por Marion Rose no dia 23/06/2007 em Garden Bank, USA.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O TIGERFISH - Hydrocynus goliath



FAMÍLIA: characídeos

COMPRIMENTO: 133 cm

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 25 m

PESO: 50 kg


DISTRIBUIÇÃO: África, bacia do rio Congo, rio Lualaba, lago Upemba e lago Tamganica.


BIOLOGIA: pertence á mesma familia que as piranhas, porém como se pode observar com uma "pequena" diferença de tamanho, por todos é conhecida a famosa voracidade da piranha e a sua extrema agressividade, se juntamos a estes dois ingredientes, 50 kg e uma boca com 32 razões afiadas em forma de caninos, já nos podemos fazer uma ideia aproximada do que é um Tigerfish ou (peixe-tigre). Uma particularidade deste peixe, o que o faz mais temível se cabe, é a fisionomia da sua mandibula, que possui as mesmas caracteristicas que as de um tubarão. Tal como o tubarão possui dentes que automáticamente subestituem qualquer dente que se parta, ou se perca durante um ataque mais violento. Estes dentes encontram-se embutidos em cavidades especiais na placa óssea da mandibula prontos a girar para ocupar o lugar do dente perdido.

Originário de África com maior presença no rio Congo e seus afluentes o Tigerfish é um autêntico carniceiro de água doce, os seus ataques são explosões de agressividade seguidas de largas corridas e saltos espetáculares, alimenta-se de peixes do seu habitat, porém não hesita em atacar qualquer outro ser vivo que seja capaz de engolir.

Ao ser um peixe que caça em águas turvas depende em grande parte da sua linha lateral para a detecção das suas presas. A sua reprodução têm lugar no verão ao longo das margens dos rios e lagos donde habita, depois de fecundada a fêmea deposita centenas de milhar de ovos na vegetação das margens os quais eclodem ao fim de 2-4 dias sem controle paterno e estão aptos a sobreviver.  A melhor época para a sua pesca dá-se entre os meses de setembro e novembro. A sua dieta nos primeiros dias consiste em zooplâncton e larvas de insectos, passando rapidamente a ingerir pequenos peixes, na sua juventude são victimas habituais de corcodilos, outros peixes predadores e aves, porém no estado adulto o uníco predador conhecido é o ser humano.

Deslocam-se sempre em pequenos cardumes de entre 10-20 individuos como estratégia de caça e protecção, por isso não são raras as vezes que se conseguem várias capturas seguidas deste incrivel lutador.


                                                                     Cortesia de:      

ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat, e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: á bóia, á deriva, corrico, spinning, á mosca.

O VIDEO: a captura de um Tigerfish, incrível!!!!




RECORD IGFA: encontra-se em 44 kg capturado por Raymond Houtmans no dia 09/07/1988 no rio Zaire, no Zaire.

                           ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A ABRÓTEA - Phycis blennoides




FAMÍLIA: gadídeos

PROFUNDIDADE: 10 - 1000 m

LONGEVIDADE: 20 anos

COMPRIMENTO: 80 cm

PESO: 3,540 kg

 
DISTRIBUIÇÃO: Átlântico, Islândia e Noruega até ao Cabo Branco, África Ocidental e Mediterrâneo.


 
BIOLOGIA: pertence á mesma familia que o bacalhau, porém o seu tamanho é bastante mais pequeno, encontra-se normalmente em fundos de areia ou lodo, durante a sua juventude pode ser capturada em zonas mais costeiras, porém é um peixe que perfere a profundidade, alimenta-se sobretudo de crustáceos e peixes, a sua pesca é relativamente mais fácil quando embarcada.

Vive normalmente só ou em pequenos cardumes e tem perferência pela actividade nocturna. Os juvenis são encontrados com frequência junto à costa, e no seu estado adulto também, mas somente na época de procriação. A verdade é que como peixe combativo, não têm grandes méritos, porém a sua carne é simplesmente deliciosa. Claro está dentro da respectiva medida, pois como defensor da captura e solta, não podia ser de outra maneira. Como exemplo está o exemplar da foto com 2.180 kg capturado pelo amigo Luis Ceia que hoje é record . (European Line Class Record).

                                                            Cortesia de Luis Ceia




ALIMENTAÇÃO: sardinha, arenque, navalha, camarão etc.

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, jigging, surfcasting, corrico.


                               ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.

RECORD IGFA: encontra-se em 3.540 kg capturado por Ms. Susan Holgado no dia 12/07/1997 no Estreito de Gibraltar.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O SMALLMOUTH - Micropterus dolomieui


FAMÍLIA: centrárquídeos

COMPRIMENTO: 70 cm

LONGEVIDADE: 26 anos

PROFUNDIDADE: 0 - ?

PESO: 5.410 kg



DISTRIBUIÇÃO: desde Dakota do Norte a Quebeque, Oklahoma e Alabama.



BIOLOGIA:  o Smallmouth ou achigã de boca pequena está entre os achigãs mais procurados devido á enorme luta que dá. É ligeiramente maior que o de boca grande (Micropterus salmonoides), perfere águas transparentes com fundos de rochas e gravilha, embora possua uma boca mais pequena não têm nada que invejar do seu "primo", pois como predador é dos mais temivéis, alimenta-se tal como o seu "primo" de tudo o que esté no seu habitat desde pequenos invertebrados até aos seus próprios congéneres. O achigã de boca pequena não só é maior, também é mais rápido devido a forma pontiaguda da sua cabeça e á impressionante barbatana caudal que possui, (bastante mais larga que a do seu "primo".


Durante a época do desove existe outra grande diferença, enquanto o seu "primo" forma um casal o achigã de boca pequena pode fecundar várias fêmeas as quais depositam os seus ovos num só "ninho" que pode conter até 10,000 ovos,  estes ovos possuem uma seiva pegajosa que os faz aderir à gravilha do ninho, ficando ao cuidado do macho até a sua élosão que dura entre 2-3 dias. Nos seus primeiros dias alimenta-se sobretudo de plâncton e insectos, sempre ocultos entre a vegetação das margens, dedicando-se mais tarde a presas de maior porte como lagostins de água doce e camarão.

                                                                 Cortesia de:



ALIMENTAÇÃO: qualquer invertebrado, crustáceo ou animal do seu habitat, e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: jigging, spinning, corrico, á mosca, á boia e ao fundo.


                              ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.


RECORD IGFA: encontra-se em 5,410 kg capturado por David Hayes no dia 09/07/1995 no lago Dale Hallow, Tennessee, USA.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A TRUTA ARCO-ÍRIS - Oncorhynchus mykiss (Walbaum, 1792)



FAMÍLIA: salmonídeos

LONGEVIDADE: 11 anos

PROFUNDIDADE: 0 - 200 m

COMPRIMENTO: 120 cm

PESO: 25 kg


DISTRIBUIÇÃO: desde Noruega até ao Norte de África e desde Irlanda à Rússia, intruduzida na Ámerica do Norte e do Sul, Austrália, Nova Zelândia, África e Índia.


BIOLOGIA: é provávelmente o peixe desportivo mais famoso do mundo, a truta forma parte desse tipo de peixes que nos liga à pesca desportiva somente com pronunciar o seu nome. As trutas proliferam em ribeiros, rios e lagos frios de todo o mundo práticamente, é o caso da truta marisca a forma migratória da truta comum "Salmos trutta" que aos dois anos de idade apróximadamente emigra atrevendo-se a ampliar os seus horizontes adentrando-se também no mar,alimentam-se sobretudo de insectos, larvas dos mesmos, crustáceos e peixes, no mar as formas migratórias alimentam-se de crustáceos e peixe. Embora a espécie se divida em várias subespécies tais como: a truta arco-Íris a qual varia muito de aspecto e tamanho, existindo várias subespécies, tais como a Kamloops, a Shasta e a Kern River. A maior parte possui, no entanto uma faixa rosa ao longo da linha lateral e pequenas manchas negras no flancos, dorso e barbatanas.


As mais conhecidas são a truta arco-Íris (Oncorhynchus mykiss), a truta de Clark (Oncorhynchus clarki), a truta de Yellowstone (Oncorhynchus clarki lewisi), e a truta dourada (Oncorhynchus aguabonita), a truta dourada é natural da nascente do rio Kren, o qual se encontra a grande altitude nas montanhas da Sierra Nevada da Califórnia, conserva as suas marcas juvenis durante toda a vida e o seu peso máximo oscila entre os 0,454 kg em ribeiros e os 5 kg em lagos. São peixes extremadamente belos e magníficos lutadores mesmo nos seus tamanhos mais pequenos. Considerados por muitos pescadores o mais "querido" dos peixes. As Steelhead são as trutas arco-Íris que emigram para o mar antes de regressarem aos rios para desovar, ou então as que vivem em lagos e que mudam para rios ou ribeiros na altura da desova. As Steelhead adultas são prateadas, porém esta cor dura pouco pois assim que termina a época de procriação voltam a adquerir as cores naturais da truta arco-Íris. Devido à alta demanda comercial deste peixe o homem começou a criar a truta em cativeiro, porém segundo a minha humilde opnião estes peixes criados á base de "farinhas" não possuem a tenacidade da truta natural que para chegar ao estado adulto têm de passar por uma série de perigos o cual a transforma no magnífico peixe que conhecemos. Este factor não se nota somente no combate, com uma destas trutas. Mas também no sabor, que não se parece em nada a uma truta selvagem.

                                                                       Cortesia de:




ALIMENTAÇÃO: qualquer forma de vida animal do seu habitat tais como, insectos, minhocas da terra, larvas, etc, e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: spinning, corrico, à mosca (uma das formas de pesca mais bonitas da truta), á bóia e ao fundo.

                               ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.


RECORD IGFA: encontra-se em 19.787 kg capturada por Adam Konrad no lago Deifenbaker em Canadá no dia 05/06/2007.


                                                                  CAPTURA E SOLTA

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O ASTICOT - Um isco revolucionário



Verme!!! Embora esta palavra que para nós meros mortais seja sinónimo de algo desagradável para os peixes o adjectivo é completamente diferente. Suponho que hoje em dia já ninguém cultiva os seus asticots, mas em tempos passados era o mais normal, deixar apodrecer um pedaço de carne ou peixe, até ser invadido pelas benditas moscas verdes, que mais tarde nos deixavam esse presente em forma de larva a que chamamos asticot. Magnifico isco seja para água doce ou salgada.




O asticot passa por 3 fases básicas, a larva, o cáster e a mosca, no caso de que este éclosione. As formas de uso na pesca vão desde o simples facto de atirar o asticot solto á agua até formas mais elaboradas como junto ao engodo ou encolados e obviamente no anzol. Podemos encontrar no mercado vários tamanhos de asticot, o "normal", o pinkie que resulta ser muito mais pequeno e é utilizado normalmente na pesca de peixes de menores dimensões como pardelhas, bogas etc, e que se utiliza muito em competição. Outra das grandes virtudes do asticot reside no facto de que adquere a côr dos alimentos por ele ingeridos, assim que se pretendemos pescar com asticot de cor vermelha por exemplo, somente devemos deixá-los durante um dia ou dois dependendo da rapidez com que se alimentem em farinha com qualquer tipo de aditivo dessa cor.






LANÇÁ-LOS SOLTOS
Não existe; sem dúvida nenhuma outro isco animal que seja capaz de provocar nos peixes, reacções tão rápidas e satisfatórias, como um punhado de asticot caindo na superficie, o rúido característico do asticot caindo na água funciona como uma campainha que chama para o almoço, mesmo se o sitio não está pescado. Segundo as leis de Pavlov de que os reflexos condicionados podem ser provocados em qualquer animal durante um certo periodo de tempo. Devido ao facto de que qualquer animal é capaz de identificar um ruido com o alimento que dele provém como é o caso. Por experiência pessoal comfirmei em várias ocasiões que depois de efectuar uma engodagem continuada com asticot, se no intrevalo atirava á água um punhado de areia, os peixes acudiam de igual maneira devido ao som provocado por ela ao chocar com a superficie. Como todas as técnicas atirar os asticots soltos têm as suas vantagens e desvantagens, porque se por exemplo o pesqueiro possuir correntes, estas obviamente vão arrastar os asticot para fora do lugar que escolhemos para a pesca e consequentemente os peixes que estarão no pesqueiro. Por esse motivo é muito importante a eleição do pesqueiro e a estratégia de pesca.




LANÇÁ-LOS COLADOS
Existem no mercado diferentes tipos de cola (para mim a Arábica é a melhor) que nos premitem realizar esta técnica que para mim é das mais frutíferas, devido ao facto que conseguimos colocar os asticot na aréa por nós elegida com uma minima margem de erro. Estas colas normalmente são em pó, com o qual somente devemos humedecer os asticot com qualquer spray (os que se utilizam para as plantas são perfeitos) para em seguida polvorear o nosso isco removendo-os até verificar que formam uma bola consistente, estas bolas não devem ser maiores que uma bola de golfe, pois se realizamos um mau lançamento, não se perderá muito e não arruinaremos o pesqueiro. Em sitios com corrente, tais como rios podemos dar ás bolas a forma de uma bolacha, que fará com que se pegue ao fundo oferecendo menos resistência á corrente e assim evitaremos que seja arrastada para longe do pesqueiro.






LANÇÁ-LOS NO ENGODO
Esta é provávelmente a forma mais tipica de utilizar os asticot, somente devemos assegurar-nos de que só juntemos os asticot ao engodo no momento do seu lançamento, pois são animais extremadamente enérgicos e se realizamos a confecção de uma bola de engodo com os asticot e não a lançamos imediatamente o mais provável é que quando o fizermos já não contenha asticot, pois são excelentes em fabricar buracos por onde escapar. Este tipo de engodagem é uma verdadeira "bomba" pois ao chocar contra o leito a bola normalmente parte-se libertando os asticot que sobem pouco a pouco à superficie devido ao ar que se encontra nos seus corpos, provocando um autêntico frenesi nos peixes que se encontrem presentes.






COMO CONSERVAR
O processo de envelhecimento dos asticot é imparável, porém utilizando certos cuidados podemos ralentizar esse facto. A melhor medida para evitar isto é evitar a humidade e o calor que nos seus corpos funciona como uma estufa, acelerando a sua metamorfose para passar a cáster. O meu conselho é tão simples como eficiente devemos possuir um recipiente amplio e hermético donde colocaremos serradura (suficiente para cobrir todos os asticot), e colocá-los na geleira junto à parte menos fria (geralmente donde estão as verduras). Isto fará com que o seu metabolismo descenda o que por conseguinte atrasará o seu envelhecimento. Nestas condições uma "dose" de asticot pode durar em prefeitas condições mais de um mês.


Espero que apesar de curtinho este artigo seja o suficiente para os que ainda não conhecem ou dominam a técnica de pesca com asticot e assim poder abrir novos horizontes a este mundo fantástico da pesca.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A PALMETA - Trachinotus ovatus (Linnaeus, 1758)



FAMÍLIA: carangídeos

PROFUNDIDADE: 0 - 200 m

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 70 cm

PESO: 3 kg

DISTRIBUIÇÃO: oeste do Oceano Atlântico, Baía de Biscaia, Mediterrâneo até Angola.




BIOLOGIA:  tal como a história de David e Golias, este pequeno predador bem podia ser David, pois o que lhe falta em tamanho é compensado com bravura. Poucos pescadores poderiam acreditar que o que está no estremo da sua linha é uma pequena palmeta. Gosta de praias arenosas, donde se desloca como uma autêntica "faca" cortando a água na busca incessante de pequenos peixes, moluscos e crustáceos que são a base da sua alimentação. Embora o seu dorso tenha um acentuado azul, a côr que predomina é o prateado com várias manchas negras nas estremidades das suas barbatana dorsal, ventral e caudal. Possui também entre 3-5 manchas em forma de meia lua acinzentadas nos flancos. É frequente vê-la em estuários pois tolera bastante bem a falta de salinidade, perfere águas calmas com pouca ondulação e as suas capturas são mais frequentes no verão, com preferência ao amanhecer e ao entrardecer. Na sua juventude formam pequenos cardumes que são capturados com facilidade desde qualquer praia ou molhe.

A sua defesa quando capturada consiste em rápidas corridas, nas quais utiliza o seu corpo como escudo, para oferecer resistência dobrando-se em forma de "U". Devido a sua beleza e escasso tamanho é utilizada em muitos países como peixe ornamental em aquários.

                                                             Cortesia de Jorge Lopes



ALIMENTAÇÃO: camarão, toda espécie de anélidos, pequenos peixes do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, á bóia, á mosca.


                           ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.


RECORD IGFA: encontra-se em 0,81kg capturada por Henry B. Flores Jr no dia 06/12/2006 em Port Aransas, Texas, USA.

                                                             HOMENAGEM AOS AMIGOS

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O VUNDÚ - Heterobranchus longifilis


  
FAMÍLIA: silúrídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 200 m

COMPRIMENTO: 150 cm

PESO: 60 kg



DISTRIBUIÇÃO: África Austral.



BIOLOGIA: pertence á familia dos peixe-gato obviamente, porém com uma diferença fantástica para nós pescadores, pura adernalina, é sem dúvida o mais poderoso dos peixes-gato, a sua força de combate só é comparável à do Siluro, porém este deveria possuir o dobro do tamanho do Vundú, para estar em igualdade de condições. É um peixe-gato único, têm os "bigodes" mais grandes de todos os seus congéneres, autênticas antenas de detecção e duas barbatanas dorsais, a sua cor é acastanhado e o seu ventre branco, uma cabeça descomunal acompanhada por uma boca de iguais porporções é a maior espécie de água doce da África Austral, perfere lagos e rios profundos, na sua juventude alimenta-se de tudo, tal como na sua madurez, a única diferença é o tamanho dos alimentos, quem pratica a sua pesca com assiduidade, utiliza como iscos, rãs, cobras, carne de diversos animais e um isco muito "particular", sabão azul. Sim, disse sabão azul!! Calcula-se que devido ao alta quantidade de gordura animal que possui este tipo de sabão o Vundú adora-o. Assim que fazem pequenas bolas (uma bola de golfe, aproximadamente) que é posta no anzol directamente ou através do sistema "hair" tão utilizado pelos pescadores de carpfishing.

Uma das qualidades deste isco tão particular é a selecção de espécies, visto que somente o Vundú se alimenta deste. O seu combate é tão épico devido ao facto de que o Vundú detesta a luz, ( a sua pesca normalmente faz-se á noite), e cada vez que se consigue subir próximo á superfície este colosso a sua reacção imediata é buscar a profundidade, são peixes que te arrancarão 100 m de linha na primeira corrida, é somente para dar uma ideia da força bruta desta espécie.

                                                               Cortesia de C. Summers



ALIMENTAÇÃO: a enteriormente citada.


MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, jigging, spinning, á mosca.

                           ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.



RECORD IGFA: encontra-se em 32.500 kg capturado por Rob Konschel no dia 26/12/2000 no lago Kariba em Zambézia.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O PEIXE GATO - Ameiurus melas ( Rafinesque 1820)




FAMÍLIA: ictalúrideos

LONGEVIDADE: 10 anos

PROFUNDIDADE: 0 - 20 m

COMPRIMENTO: 60 cm

PESO: 4 kg


DISTRIBUIÇÃO: global


BIOLOGIA: este pequeno peixe-gato, nativo da América do Norte, possui um corpo sem escamas coberto de uma abundante capa de garro, a cor predominante é o negro excepto o seu ventre que é de um amarelo esbranquiçado, destaca o tamanho da sua cabeça e boca que são bastante desporporcionados em relação ao pequeno corpo que têm.
Segundo os estudos realizados sobre esta espécie, é um peixe que pode alcançar os 60 cm de longitude e um peso aproximado aos 4 kg, mas são casos excepcionais que só se dão no pais de origen, normalmente medem entre 25-35 cm e alcançam um peso de 400 gr. Suporta bem águas com pouco oxigénio e bastante contaminadas, vivendo prefeitamente em águas com temperaturas superiores aos 30ºC o que há partida é bastante supreendente para um peixe de tão reduzidas dimensões. A época de reprodução dá-se a finais de Primavera e principios do Verão, a fêmea deposita entre 2000 a 5000 ovos, os quais ficam ao cuidado do macho até a éclosão. Durante a sua juventude formam autênticas "nuvens" na superficie alimentando-se de larvas de mosquito. É um animal de hábitos nocturnos e a sua alimentação hómnívora, alimentando-se de plantas, invertebrados e peixes.
Intruduzido em muitos países como um predador das larvas de mosquito, mais tarde foi confirmada esta medida como um tremendo erro, pois devido a sua alta capacidade de adaptação aos meios mais agrestes, este pequenino transformou-se numa verdadeira "praga", da qual as autoridades não se conseguem livrar, pois além de alimentar-se das larvas de mosquito, também depreda sobre todos os alevins de outros peixes do seu habitat, reduzindo drásticamente a sua população. Embora seja uma espécie de reduzidas dimensões por vezes dão-se casos excepcionais como este.



                                                         Com 27 cm e um peso de 500gr.

ALIMENTAÇÃO: o peixe gato come de tudo, para a pesca normalmente utiliza-se o asticot, milho, minhoca da terra.



MÉTODOS DE  PESCA: à inglesa, à francesa, feeder e ao fundo.

RECORD IGFA: encontra-se em 3,370 kg capturado por Kevin Kelly no dia 25/08/1993 em Mill Pond, Wantagh New York U.S.A.


CURIOSIDADES: na pesca de competição é considerado um peixe com alto valor desportivo, porque quando não se consegue capturar qualquer outra espécie, os pescadores de pensamento rápido dedicam o seu tempo de prova à captura desta espécie devido à sua abundância, para assim conseguir uma classificação satisfatória.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A PALOMBETA - Lichia amia



                         
FAMILIA: carangídeos

COMPRIMENTO: 200 cm

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 50 m

PESO: 50 kg

DISTRIBUIÇÃO: oeste do oceano Atlântico até África do Sul incluindo o Mediterrâneo.


BIOLOGIAeste pelágico possui um corpo largo e comprimido de côr prateada com ligeiros tons dourados passando a verde no dorso, com excepção do seu ventre que é branco, cabeça ligeiramente bicuda donde destaca uma mandíbula impressionante repleta de pequenos dentes afiadíssimos destribuídos em várias filas, carácteriza-se pela peculiaridade da sua linha lateral em forma de "S", é um predador por excelência e no seu habitat poucos lhe podem fazer frente, normalmente encontra-se perto da costa patrulhando em busca de cavalas, sardinhas, ou taínhas que são a sua principal fonte de alimento. Porém não hesita em engolir qualquer outro peixe que esté ao alcance de tão temivél dentadura, tais como anchovas ou robalos.

Os exemplares jovens vivem em cardumes mais ou menos compactos perto da costa, ao atingir a fase adulta tornam-se mais solitários e deslocam-se para zonas mais profundas, porém nunca se afastam demasiado da costa, onde fazem incrusões com regularidade, chegando a entrar em estuários para caçar. A sua época de reprodução como de muitas espécies dá-se na Primavera e pode durar toda a estação dependendo da tempratura da àgua que deve estar entre os 18º-19º C e um máximo de 22º-23º C. Outro detalhe que salta à vista é a sua magnifica barbatana caudal, enorme!! Com a qual atinge essas velocidades explosivas que  deixam a garganta seca, é um autêntico "animal" na batalha que se segue à sua captura. A sua pesca mais tradicional faz-se desde costa na modalidade de surfcasting, com a particularidade de que em vez de fazer-se o típico lançamento de larga distância, o pescador leva o isco que neste caso costuma ser uma tainha a nado até à zona que considera "quente". A tainha vai iscada pela mandibula superior com um anzol que lhe deixa "livre" na todalidade dos seus movimentos.

                                                                 Cortesia de C. Maño

ALIMENTAÇÃO: cavalas, tainhas, anchovas, sardinhas e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, corrico, jigging, spinning.

O VIDEO: adrenalina em estado puro!!




                            ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE

RÉCORD IGFA: encontra-se em 27.800 kg capturado por Oriol Ribalta no dia 30/04/2000 em L`Ampolla, Espanha.

NOTA: na pesca com amostras, aconselha-se de superficie, não só pela espetácularidade da pesca em si, mas também porque são as mais efectivas.