AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

terça-feira, 11 de maio de 2010

O BONEFISH - Albula vulpes (Linnaeus, 1758)

                                                           
FAMÍLIA: albulídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 84 metros.

COMPRIMENTO: 104 cêntimetros.

PESO: 10 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Pacífico, Indopacífico e Caraìbas.
BIOLOGIA: o habitat principal desta espécie são os baixíos, embora se tenha constância de capturas a mais profundidade, são habitantes de estúarios e zonas coralinas a pouca profundidade, daí el facto que são uma das espécies favoritas dos praticantes de pesca à mosca devido ao facto que a pesca se realiza detectando o peixe visualmente. Normalmente junto aos recifes de coral tão típicos das águas tropicais. A Flecha prateada ou Macaibí são alguns dos nomes pelos quais se le conhece. O Bonefish atinge a madurez ao alcançar 21-36 cêntimetros, altura em que forma cardumes para fecundar. São peixes lutadores e velocistas natos, a sua pesca realiza-se em grande parte visualizando o peixe, para logo lançar a poucos metros da sua situação, devido ao facto que normalmente se encontra em águas cristalinas, e que durante a sua busca pelo alimento, adopta uma posição quase vertical em relação à superficie e se pode ver a sua cauda com bastante facilidade. Apesar do seu pequeno tamanho o Bonefish é um lutador incrivel, que a mais de um deixará de boca aberta, incredúlo pensando como é que um peixe destas dimensões tira tanto.
ALIMENTAÇÃO: caranguejo, camarões, ameijoas, milhocas, peixes do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: Spinning, á mosca, Surfcasting, á bóia.

RECORD IGFA: encontra-se em 9 quilos e foi capturado por Brian W. Batchelor, em Zululand África do Sul.

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

O ALBURNO - Alburnus alburnus (Linnaeus, 1758)

FAMÍLIA: ciprinídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 20 cêntimetros.

PESO: 100 gramas.

DISTRIBUIÇÃO: Global desde que sejam àguas temperadas.
BIOLOGIA: a sua principal caracteristica é obviamente o tamanho, é um peixe pequeno mas extremadamente popular, principalmente entre os profissionais e aficionados da pesca de competição em água doce, principalmente nas modalidades de pesca à Francesa ou Inglesa, existem duas espécies de Alburnos. O Alburno comum (Alburnus alburnus) e o Alburno prateado ( Aspius spirlinus bipunctatus). O alburno comum é uma espécie bastante frequente nas nossas águas, possui um corpo delgado de côr prateada com o lombo de côr verde ou azul. Entre os meses de Maio a Junho dá-se a época de reprodução e o alburno deposita os seus infímos ovos em plantas perto da margem dando lugar a sua eclosão ao final de 48 horas. São peixes que devido ao seu reduzido tamanho se deslocam em imensos cardumes, para sua protecção. Com o aumento da temperatura sobe à superficie para alimentar-se de qualquer tipo de insecto que cai na àgua. Embora seja da familia dos ciprinideos é incrivelmente voraz o qual facilita bastante a sua captura. O alburno prateado é parecido ao comum, salvo a diferença de que prefere águas mais vivas e a sua côr é mais escura e possui uma fila de pontos negros que vai desde a cabeça até á cauda. A sua intrudução em muitos países, foi uma bendição para espécies predadoras como por exemplo o Achigã, o Lúcio ou o Lúcio-perca, pois em pouco tempo começaram a fazer parte favorita da sua dieta. Devido à facilidade com que se reproduzem em poucos anos colonizaram a maior parte das barragens e lagos existentes assim como rios, devido ao alto poder de adaptação que têm esta espécie. A sua colonização deve-se em grande parte ás aves que levando nas suas patas esses infímos ovos transportando uma nova geração para outras águas por elas frequentadas. A sua pesca é sofisticada e técnica, pois ao ser um peixe com dimensões reduzidas, para conseguir uma boa classificação devemos contar com um minimo de 100 ou mais capturas. É um verdadeiro gozo ver a profissionais do sector que parecem verdadeiras máquinas automáticas nos seus movimentos na captura destes diminutos ciprinídeos, pois a sua técnica é tão extrema que parece que estão sempre a capturar o mesmo peixe, tal é a rapidez que possuem em fisgar captura pós captura durante horas sem romper o ritmo e conseguindo que o cardume permaneça no seu posto de pesca através de habilidosas bolinhas de engodo que explodem no contacto com a água provocando nuvens que evitam que o cardume se disperse.
ALIMENTAÇÃO: asticot, vert de vasse, pikes (uma espécie de asticot mais pequeno) milhoca da terra.

MÉTODOS DE PESCA: á Francesa, á Inglesa, ao Coup.(ou com umas canas especialmente desenhadas para esta espécie que se chamam Pardilheiras).

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

O SALVELINO LACUSTRE - Salvelinus namaycush (Walbaum, 1792)


FAMÍLIA: salmonídeos.

LONGEVIDADE: 50 anos.

PROFUNDIDADE: 50 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 45 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: desde o Alaska, passando pelo Canadá, até Nova Inglaterra; introduzido na parte ocidental dos Estados Unidos, América do Sul, Europa e Nova Zelândia.
BIOLOGIA: a diferença mais evidente entre o salvelino ( salmonídeo do género Salvelinus) e o salmão e a truta ( dos géneros Salmo e Oncorhynchus) reside na sua coloração: o salvelino possui marcas claras sobre um fundo mais escuro; o salmão e a truta apresentam marcas escuras sobre um fundo mais claro. O salvelino alimenta-se de invertebrados e de pequenos peixes. Todas as espécies deste género são naturais das águas frias das regiões setentrionais do Hemisfério Norte e constituem presas excelentes para os pescadores. O salvelino lacustre foi intruduzido com imenso éxito em muitos paises. O veloz salvelino lacustre é um predador agressivo que se encontra em lagos e ribeiros ( tanto superficiais como profundos). Possui um corpo relativamente esguio e hidrodinâmico, com uma cauda profundamente bifurcada. O seu crecimento é relativamente rápido se o comparamos com a truta ou com o salmão, normalmente é um individuo solitário, principalmente os adultos, embora na sua juventude formem pequenos cardumes.
ALIMENTAÇÃO: insectos, milhoca da terra, camarão, peixe e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: Spinning, Corrico, á mosca.

RECORD IGFA: encontra-se em 32,650 quilos capturado por Lloyd Bull no Great Bear Lake Northwest territories Canadá.

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quarta-feira, 24 de março de 2010

A MINHOCA DA TERRA - REGRESSO ÀS ORIGENS

 Muitas vezes penso; nesta época de modernização massiva onde a palavra de ordem é inovar, lanço a vista atrás aos meus anos de moço com uma cana-da-india na mão sem mais preocupações que tentar divertir-me pescando algum peixe que se deixa-se enganar pela espetácular minhoca da terra que apanhava num abrir e fechar de olhos lá no quintal. Nessa época não existiam os técnicísmos de hoje em dia, não havia "poppers", "spinnerbaits", "buzzers", enfim, toda essa quantidade indescritivel de amostras, que existem hoje em dia. E pescava, aí se pescava!!! Era cada "bicho", e tudo graças à paciência e à famosa minhoca da terra. E pregunto eu? Porque razão hoje em dia não se pesca con ela? A imagen posterior é da minhoca mais grande que existe, a minhocuçu,(Megascolides australis) da América do Sul. 
Pensando nestas questões, resolvi escrever este pequeno artigo alabando as virtudes da nossa esquecida amiga, que como a mim deve ter dado muitissimas alegrias a muitos de vós. Minhoca da terra é como normalmente chamamos a espécie de anélidos que habitam o subsolo da nossa terra, sem falar claro está na incrivel quantidade de minhocas que existem no litoral. Começarei por apresentar-vos a Minhocuçu (Rhinodrilus alautus) uma verdadeira obra prima da engenheria genética, esta "pequenina" originária do Brasil chega a atingir o metro de comprimento e 2 cm de circunferência ou mais, imaginam as maravilhas que produziria um bichinho destes num anzol. Embora seja um animal de gigantescas proproções para a sua espécie situa-se cerca da superficie, normalmente junto às raizes das graminías, e é muito importante para o solo porque produz grande quantidade de hùmus. Geralmente têm uma cor negra mas pode passar a avermelhado ou acastalhado. As caracteristicas na vida deste anélido estão intimamente ligadas ás épocas do ano. A partir de Março entram em estado de hibernação, numa cavidade que pode medir entre 20 a 40 cm, à qual se chama vulgarmente "panela". Esta é a melhor época para a sua captura visto que estão imóveis. A região de Caetanopólis localizada a 100 km da capital mineira Belo Horizonte é o polo da existência destes animais que estão ameaçados de extinção pela busca de exemplares para pescar.
Nós não possuimos esse mágnifico animal, pórem existem várias espécies fáceis de adquirir que produzem os mesmos efeitos entre os nossos tão admirados "troféus". A milhoca de anilhas: é a mais dificil de encontrar, as suas principais virtudes encontram-se em dois factores estão cheias de um liquido amarelo, riquissímo em aminoácidos que liberta com o mais leve pelisco e têm uma resistência incrível. Normalmente encontram-se debaixo dos montes de estrume, possivelmente daí vêm a dificuldade de encontrar este tipo de minhocas.

A minhoca comum: encontra-se em qualquer zona húmeda que não receba o sol directamente durante demasiadas horas, e em qualquer época do ano. Têm um tamanho médio de 6 cm, feita há medida para o mais comum dos anzóis.


A minhoca verde: é uma variante da minhoca comum encontra-se na primeira capa de terra que existe em zonas próximas a rios ou lagos, devido ao facto de que estas zonas normalmente contém pedras ou troncos estas minhocas são bastante "musculosas" até ao ponto que ao iscar convém "travar" os seus movimentos com uma folha ou qualquer outro invento para que não se escapem do anzol. Nas zonas onde vivem e principalmente durante a época de chuvas têm um efeito devastador sobre os barbos.

Como guardar: seja qual for o tipo de milhoca a sua manutenção têm de cumprir duas normas básicas, o grau de húmidade e a sua alimentação. A segunda norma só é necessária quando as queremos manter mais de 15 dias, que em tal caso seria suficiente, misturar na terra cascas de batata, ou pedaços de fruta. Se pretendemos que estajam brilhantes, no dia anterior há pesca devemos salpicar a terra com uma ou duas colheres de sopa com açúcar. No caso da húmidade devemos estar mais alertas, pois demasiada húmidade acabaria com elas, assim que se verificamos que a terra está "empapada" devemos antes de guardar as minhocas num recepiente, colocar essa terra em vários jornais ou qualquer outro papel absorvente de maneira a eliminar o excesso de líquido.

domingo, 21 de março de 2010

O SAFIO - Conger conger (Linnaeus, 1758)

FAMÍLIA: congrídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 1000 metros.

COMPRIMENTO: 300 cêntimetros.

PESO: 60 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: oceano Atlântico, Mediterrâneo e Báltico.
BIOLOGIA: existem várias espécies de congros ou safios, diferem das moreias por possuírem barbatanas peitorais (coisa que estas não têm) e das enguias de água doce por não possuírem escamas ( enquanto estas possuem minúsculas escamas profundamente embutidas). Os congros podem também apresentar uma franja escura associada às suas barbatanas, dorsal e anal. O seu habitat natural são fendas de rochas ou corais, ou então no meio de destroços de navios ou estacas dos molhes. Ficam numa posição aparentemente inerte com a boca aberta, há espera de que passe perto a possivel victima, atacando então como uma rapidez asombrosa, têm tendência a ser mais activos durante as horas nocturnas que diurnas, ao atingir tamanhos consideráveis a sua pesca torna-se uma aventura épica, não pelo facto de conseguir a picada mas sim para tentar retirar da "toca" semelhante montanha de músculos, para além da tremenda força que possui um congro de 10-12 quilos temos o valor aderido de que para defender-se, normalmente dá um nó no seu corpo ficando entalado, no buraco donde vive, são presa habitual de praticantes da caça submarina, devido a vida estática que levam. É com diferença uma captura para recordar. 
ALIMENTAÇÃO: devem ser olorosos, tais como sardinhas, carapaus, ou chocos, lulas e polvos (especialmente os seus tentáculos).

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, à deriva, surfcasting.
O VIDEO: Luis Ceia capturando um congro em condições extremas.

RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 60,440 quilos capturado por Vic Evans no dia 05/06/1995 em Berry Head United Kingdom.

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segunda-feira, 15 de março de 2010

O BODIÃO GIGANTE MAORI - Cheilinus undulatus (Rüppell, 1835)


FAMÍLIA: labrídeos.

LONGEVIDADE: 30 anos nas fêmeas e 25 nos machos.

PROFUNDIDADE: 100 metros.

COMPRIMENTO: 230 cêntimetros.

PESO: 190 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: global desde que sejam águas tropicais ou temperadas.(Maldivas, Papúa, China, Indonésia).
BIOLOGIA: a familia dos labrídeos compreende mais de 400 espécies distribuídos por inumeráveis águas costeiras tropicais e temperadas. Um bodião tipico tem lábios grossos e dentes fortes, que usa para esmagar o marisco, e nada oscilando as barbatanas peitorais sem praticamente se servir da cauda. O tamanho dos bodiões varia entre os 10 cêntimetros das espécies mais pequenas e os 230 cêntimetros do bodião gigante maori, ao qual vamos dedicar este pequeno artigo. Vive nas águas indo-pacíficas e é uma autêntica beleza, pois até aos dias de hoje não se conseguiu definir a cor exacta da espécie. Existe uma incrível deversidade de cores passando pelo verde, azul, laranja, negro, vermelho, enfin um verdadeiro arco-iris, como atractivo para a sua pesca para além deste magnifico aliciante é também um lutador espetacular, capaz de levar a exaustão o mais aguerrido dos pescadores. Se um bodião considerado "normal" como os que alguns de nós capturamos de vez em cuando já oferece uma luta digna para o seu tamanho, imaginem o que será esta maravilha da natureza no extremo da linha. A sua dieta baseia-se sobretudo em moluscos, para tal possui essa impressionante dentadura, que lhe permite partir práticamente todo tipo de conchas que encontra no seu habitat, é um dos poucos peixes que come sem dificuldade ouriços-do-mar ou estrelas. No entanto ao atingir tamanhos superiores inclui na sua dieta qualquer tipo de peixe que se deixe capturar. Perferem fundos de coral ou rochosos donde encontram em abundância o seu alimento. São bastante solitários e normalmente encontram-se em casais, outra particularidade desta espécie é a "fidelidade" dos casais, pois tanto o macho como a fêmea só busca um novo companheiro no caso da morte do actual. São hemafroditas e a definição do seu sexo dá-se ao alcançar os 8-9 anos de idade. Em muitos paises é conhecido também pelo nome de peixe Napoleão devido a pertuberância que possui na cabeça.
ALIMENTAÇÃO: cualquer tipo de moluscos do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, corrico, jigging, à deriva.

RECORD IGFA: encontra-se em 19.800 kilogramos capturado por Vincent Hock Boon no dia 04/04/1997 em Platt Island Seychelles.

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domingo, 7 de março de 2010

A TAINHA - Mugil cephalus (Linnaeus, 1758)


FAMÍLIA: mugilídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 6 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: na maioria das àguas temperadas e tropicais do planeta.
BIOLOGIA: existem cerca de 70 espécies de tainhas na família dos mugilídeos, distribuídas pelas águas temperadas e tropicais de todo o mundo. A maioria vive junto à costa e penetra frequentemente em estuários e rios, e algumas, incluindo a tainha autraliana, vivem em água doce. Alimentam-se sobretudo no fundo, à base de algas, detritos orgânicos e pequenos organismos que habitam no lodo. São pescadas tanto para fins comerciais como desportivos. Neste caso o objectivo é a Tainha olhalvo, porque além de ser a que atinge maior tamanho, também é a que nos dá mais prazer na pesca desportiva. Apresenta riscas formadas por filas horizontais de pequenas manchas escuras e uma mais acentuada na base de cada barbatana peitoral. A segunda barbatana dorsal nasce paralelamente à anal. Uma das principais caracteristicas da Tainha olhalvo são os seus lábios carnosos que ofrecem um magnífico suporte para os nossos anzóis. Não todas possuem estas caracteristicas, a Tainha Fataça (Liza ramada) por exemplo possui os lábios mais finos do que os da sua congénere. Embora a sua fisionomia seja muito parecida todas têm pequenas diferenças que nos premitem distinguir umas das outras tais como pequenas manchas negras ou amarelas desiminadas pelos seus corpos. Além de ser um lutador formidavél é um sobrevivente nato, pois adapta-se a baixos niveis de salinidade e alimenta-se práticamente de tudo, enfim uma verdadeira força da natureza. Outro factor a ter em conta durante a sua pesca é que sempre se desloca em cardumes bastante numerosos, a sua reprodução é antagónica à maioria das outras espécies de peixes de água salgada, visto que a Tainha se reproduz no Inverno. Provavelmente por isso a sua taxa de crescimento é tão grande.
ALIMENTAÇÃO: pequenos pedaços de sardinha, carapau, pão, asticot e toda espécies de anélidos com preferência pela minhoca da lama.

MÉTODOS DE PESCA: á bóia, surfcasting, à mosca, também se podem pescar com pequenas colheres rotativas, porém deve-se iscar os anzóis da fateixa com minhoca da lama de maneira a formar um pequeno "polvo".
RECORD IGFA: encontra-se em 4,706 quilos capturado no dia 13/03/2009 por Scott Lindner em Upper Laguna Madre Texas, USA.

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segunda-feira, 1 de março de 2010

A SEREIA AFRICANA - Alectis ciliaris (Bloch, 1787)

FAMÍLIA: carangídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 1000 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 22 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: águas tropicais de todo o mundo e zonas temperadas do Oceano Atlântico.
BIOLOGIA: a Sereia Africana ou (African Pompano), encontra-se em muitas águas temperadas e está distribuída pelos mares tropicais de todo o mundo. O seu habitat preferido são os recifes rochosos das águas profundas. Os exemplares jovens desta espécie conhecidos como "peixe-fio" apresentam corpos muito comprimidos e raios muito prolongados nas barbatanas dorsal e anal que parecem fios. Possuem um corpo em forma de diamante cuja côr normalmente é prateada, possui escamas ósseas na barbatana caudal. Quando jovem possui várias manchas em forma de bomerang de côr azul que se distribuem de uma forma longitudinal, porém desaparecem na fase adulta assim como as famosas prolongações das barbatanas dorsais e anais. Ganha então uma mancha dorsal de um azul metálico, e uma pequena mancha da mesma côr nos opérculos. Como peixe de águas profundas as suas capturas costeiras são escassas e só possiveis durante a sua juventude, altura em que fazem breves incrusões para capturar caranguejos, uma das suas dietas favoritas, alimenta-se também de pequenos peixes e outros crustáceos. Desloca-se normalmente em cardume com excepção de exemplares muito grandes que preferem a vida solitária.
ALIMENTAÇÃO: pequenos crustáceos, peixes do seu habitat e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: Surfcasting, Spinning, Jigging, Corrico, à deriva, ao fundo.
RECORD IGFA: encontra-se em 22,900 quilos capturado por Tom Sargent, no dia 21/04/1990 em Daytona Beach Flórida, USA.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A CASTANHOLA CUBERA - Lutjanus cyanopterus (Cuvier, 1828)


FAMÍLIA: lucianídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 55 metros.

COMPRIMENTO: 160 cêntimetros.

PESO: 60 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: oeste do oceano Atlântico desde Escócia até às Bermudas.
BIOLOGIA: a maioria das 230 espécies que constituem a familia dos lucianídeos encontra-se em mares tropicais, mas algumas surgem em águas temperadas. São peixes predadores com dentes cónicos e afiados que incluem um ou dois grandes caninos de cada lado da parte da frente da mandíbula superior. Este é o caso da Castanhola Cubera também conhecida com "Snapper cubera", vive normalmente em profundidades que oscilam entre 0 - 55 metros embora existam capturas esporádicas a maior profundidade. As castanholas também penetram nos estuários e nos braços de ribeiros e canais de água doce influenciados pela maré. A sua coloração geral vai desde o cinzento ao castanho-purpúra e é a maior castanhola do Atlântico, perfere fundos de recifes cobertos de coral, embora seja capturada em águas costeiras com fundos de rocha dispersa.  Muitas vezes confundida com o mero ou garoupa a castanhola têm uma identidade própria que nenhuma das outras espécies possui. São exactamente esses caninos de tão feroz aspecto que antes mencionei. As castanholas de pequeno tamanho (entre 1 e 2 quilos ) são muito apetitosas, porém podem causar "ciguatera" um tipo de envenenamento alimentar que pode ser fatal. Puro nervo, quando fisgadas os minutos transformam-se em horas devido a intensidade de combate que produz a Castanhola cubera, a sua luta consiste em fortes cabeçadas buscando o fundo para poder ocultar-se em qualquer fenda ou buraco, se o conseguir já podemos dizer adeus á nossa captura.
ALIMENTAÇÃO: camarão, caranguejo, peixes do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, corrico, jigging e á mosca.

O VIDEO: Fábio Fergona "Baca" com uma estupenda castanhola cubera. 

RECORD IGFA: encontra-se em 56,585 quilos capturado por Marion Rose no dia 23/06/2007 em Garden Bank, USA.

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O PEIXE TIGRE - Hydrocy goliath (Bnusoulenger, 1898)


FAMÍLIA: characídeos.

COMPRIMENTO: 133 cêntimetros.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 25 metros.

PESO: 50 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: África, bacia do rio Congo, rio Lualaba, lago Upemba e lago Tamganica.
BIOLOGIA: pertence á mesma familia que as piranhas, porém como se pode observar com uma "pequena" diferença de tamanho, por todos é conhecida a famosa voracidade da piranha e a sua extrema agressividade, se juntamos a estes dois ingredientes, 50 kilos e uma boca com 32 razões afiadas em forma de caninos, já nos podemos fazer uma ideia aproximada do que é um Tigerfish ou (peixe-tigre). Uma particularidade deste peixe, o que o faz mais temível se cabe, é a fisionomia da sua mandibula, que possui as mesmas caracteristicas que as de um tubarão. Tal como o tubarão possui dentes que automáticamente subestituem qualquer dente que se parta, ou se perca durante um ataque mais violento. Estes dentes encontram-se embutidos em cavidades especiais na placa óssea da mandibula prontos a girar para ocupar o lugar do dente perdido. Originário de África com maior presença no rio Congo e seus afluentes o Tigerfish é um autêntico carniceiro de água doce, os seus ataques são explosões de agressividade seguidas de largas corridas e saltos espetáculares, alimenta-se de peixes do seu habitat, porém não hesita em atacar qualquer outro ser vivo que seja capaz de engolir. Ao ser um peixe que caça em águas turvas depende em grande parte da sua linha lateral para a detecção das suas presas. A sua reprodução têm lugar no verão ao longo das margens dos rios e lagos donde habita, depois de fecundada a fêmea deposita centenas de milhar de ovos na vegetação das margens os quais eclodem ao fim de 2-4 dias sem controle paterno e estão aptos a sobreviver.  A melhor época para a sua pesca dá-se entre os meses de setembro e novembro. A sua dieta nos primeiros dias consiste em zooplâncton e larvas de insectos, passando rapidamente a ingerir pequenos peixes, na sua juventude são victimas habituais de corcodilos, outros peixes predadores e aves, porém no estado adulto o uníco predador conhecido é o ser humano. Deslocam-se sempre em pequenos cardumes de entre 10-20 individuos como estratégia de caça e protecção, por isso não são raras as vezes que se conseguem várias capturas seguidas deste incrivel lutador.
ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat, e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: á bóia, á deriva, corrico, spinning, á mosca.
RECORD IGFA: encontra-se em 44 quilos capturado por Raymond Houtmans no dia 09/07/1988 no rio Zaire, no Zaire.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A ABRÓTEA - Phycis blennoides (Brünnich, 1768)


FAMÍLIA: gadídeos.

PROFUNDIDADE: 10 - 1000 metros.

LONGEVIDADE: 20 anos.

COMPRIMENTO: 80 cêntimetros.

PESO: 3,540 quilos.

 
DISTRIBUIÇÃO: Átlântico, Islândia e Noruega até ao Cabo Branco, África Ocidental e Mediterrâneo.
BIOLOGIA: pertence á mesma familia que o bacalhau, porém o seu tamanho é bastante mais pequeno, encontra-se normalmente em fundos de areia ou lodo, durante a sua juventude pode ser capturada em zonas mais costeiras, porém é um peixe que perfere a profundidade, alimenta-se sobretudo de crustáceos e peixes, a sua pesca é relativamente mais fácil quando embarcada. Vive normalmente só ou em pequenos cardumes e tem perferência pela actividade nocturna. Os juvenis são encontrados com frequência junto à costa, e no seu estado adulto também, mas somente na época de procriação. A verdade é que como peixe combativo, não têm grandes méritos, porém a sua carne é simplesmente deliciosa. Claro está dentro da respectiva medida, pois como defensor da captura e solta, não podia ser de outra maneira. Como exemplo está o exemplar da foto com 2.180 kg capturado pelo amigo Luis Ceia que hoje é record . (European Line Class Record).
ALIMENTAÇÃO: sardinha, arenque, navalha, camarão etc.

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, jigging, surfcasting, corrico.
RECORD IGFA: encontra-se em 3.540 quilos capturado por Ms. Susan Holgado no dia 12/07/1997 no Estreito de Gibraltar.

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O SMALLMOUTH - Micropterus dolomieu (Lacepède, 1802)


FAMÍLIA: centrárquídeos.

COMPRIMENTO: 70 cêntimetros.

LONGEVIDADE: 26 anos.

PROFUNDIDADE: ?

PESO: 5.410 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: desde Dakota do Norte a Quebeque, Oklahoma e Alabama.
BIOLOGIA:  o Smallmouth ou achigã de boca pequena está entre os achigãs mais procurados devido á enorme luta que dá. É ligeiramente menor que o de boca grande (Micropterus salmonoides), perfere águas transparentes com fundos de rochas e gravilha, embora possua uma boca mais pequena não têm nada que invejar do seu "primo", pois como predador é dos mais temivéis, alimenta-se tal como o seu "primo" de tudo o que esté no seu habitat desde pequenos invertebrados até aos seus próprios congéneres. O achigã de boca pequena não só é maior, também é mais rápido devido a forma pontiaguda da sua cabeça e á impressionante barbatana caudal que possui, (bastante mais larga que a do seu "primo". Durante a época do desove existe outra grande diferença, enquanto o seu "primo" forma um casal o achigã de boca pequena pode fecundar várias fêmeas as quais depositam os seus ovos num só "ninho" que pode conter até 10,000 ovos,  estes ovos possuem uma seiva pegajosa que os faz aderir à gravilha do ninho, ficando ao cuidado do macho até a sua élosão que dura entre 2-3 dias. Nos seus primeiros dias alimenta-se sobretudo de plâncton e insectos, sempre ocultos entre a vegetação das margens, dedicando-se mais tarde a presas de maior porte como lagostins de água doce e camarão.
ALIMENTAÇÃO: qualquer invertebrado, crustáceo ou animal do seu habitat, e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: jigging, spinning, corrico, á mosca, á boia e ao fundo.
RECORD IGFA: encontra-se em 5,410 quilos capturado por David Hayes no dia 09/07/1995 no lago Dale Hallow, Tennessee, USA.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A TRUTA ARCO-ÍRIS - Oncorhynchus mykiss (Walbaum, 1792)


FAMÍLIA: salmonídeos.

LONGEVIDADE: 11 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 200 metros.

COMPRIMENTO: 120 cêntimetros.

PESO: 25 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: desde Noruega até ao Norte de África e desde Irlanda à Rússia, intruduzida na Ámerica do Norte e do Sul, Austrália, Nova Zelândia, África e Índia.
BIOLOGIA: é provávelmente o peixe desportivo mais famoso do mundo, a truta forma parte desse tipo de peixes que nos liga à pesca desportiva somente com pronunciar o seu nome. As trutas proliferam em ribeiros, rios e lagos frios de todo o mundo práticamente, é o caso da truta marisca a forma migratória da truta comum "Salmos trutta" que aos dois anos de idade apróximadamente emigra atrevendo-se a ampliar os seus horizontes adentrando-se também no mar,alimentam-se sobretudo de insectos, larvas dos mesmos, crustáceos e peixes, no mar as formas migratórias alimentam-se de crustáceos e peixe. Embora a espécie se divida em várias subespécies tais como: a truta arco-Íris a qual varia muito de aspecto e tamanho, existindo várias subespécies, tais como a Kamloops, a Shasta e a Kern River. A maior parte possui, no entanto uma faixa rosa ao longo da linha lateral e pequenas manchas negras no flancos, dorso e barbatanas. As mais conhecidas são a truta arco-Íris (Oncorhynchus mykiss), a truta de Clark (Oncorhynchus clarki), a truta de Yellowstone (Oncorhynchus clarki lewisi), e a truta dourada (Oncorhynchus aguabonita), a truta dourada é natural da nascente do rio Kren, o qual se encontra a grande altitude nas montanhas da Sierra Nevada da Califórnia, conserva as suas marcas juvenis durante toda a vida e o seu peso máximo oscila entre os 0,454 quilos em ribeiros e os 5 quilos em lagos. São peixes extremadamente belos e magníficos lutadores mesmo nos seus tamanhos mais pequenos. Considerados por muitos pescadores o mais "querido" dos peixes. As Steelhead são as trutas arco-Íris que emigram para o mar antes de regressarem aos rios para desovar, ou então as que vivem em lagos e que mudam para rios ou ribeiros na altura da desova. As Steelhead adultas são prateadas, porém esta cor dura pouco pois assim que termina a época de procriação voltam a adquerir as cores naturais da truta arco-Íris. Devido à alta demanda comercial deste peixe o homem começou a criar a truta em cativeiro, porém segundo a minha humilde opnião estes peixes criados á base de "farinhas" não possuem a tenacidade da truta natural que para chegar ao estado adulto têm de passar por uma série de perigos o cual a transforma no magnífico peixe que conhecemos. Este factor não se nota somente no combate, com uma destas trutas. Mas também no sabor, que não se parece em nada a uma truta selvagem.
ALIMENTAÇÃO: qualquer forma de vida animal do seu habitat tais como, insectos, minhocas da terra, larvas, etc, e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, corrico, à mosca (uma das formas de pesca mais bonitas da truta), á bóia e ao fundo.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 19,787 quilos capturada por Adam Konrad no lago Deifenbaker em Canadá no dia 05/06/2007.

                                                         HOMENAGEM AOS AMIG@S