AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O OLHUDO - Epigonus telescopus (Risso, 1810)

FAMILIA: epigonídeos

LONGEVIDADE: 104 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 1,200 metros.

COMPRIMENTO: 75 cêntimetros.

PESO: 1 quilo.

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico, Mediterrâneo,  Ilhas Canárias, Àfrica e Nova Zelanda.
BIOLOGIA: encontra-se normalmente em fundos macios de lodo ou areia, quando jovem alimenta-se de plâncton e pequenos invertebrados, adicionando mais tarde á sua dieta toda espécie de moluscos e pequenos peixes, não é territorial. O seu nome vêm obviamente dos seus grandes e proeminentes olhos. Também conhecido como Bull-eyes ou Cardinal fish. A sua carne é deliciosa e têm uma grande procura como peixe comercial. A principal razão da sua captura é para fins comerciais, porém na pesca desportiva também é bastante "querido" devido à dificuldade da sua captura. Para exemplo a magnífica captura da foto a qual é record E.L.C.R. (European Line Class Record), e record IGFA.

O VIDEO: aqui podemos apreciar a captura do olhudo.


ISCOS: Ameijoa, Camarão, Sardinha, Lengueirão e amostras.

METODOS DE PESCA: pesca embarcada, surfcasting, jigging.

RECORD IGFA: encontra-se em 1,03 kg capturado por Luis Ceia, no dia 19/02/2007 em Vila Real de Sto. António, Algarve, Portugal. Parabéns Ceia, continua assim.

                                                       HOMENAGEM AOS AMIG@S

domingo, 6 de junho de 2010

O BLUE GILL - Lepomis macrochirus Rafinesque, 1819

FAMÍLIA: Centrárquídeos.

LONGEVIDADE: 10 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 15 metros.

COMPRIMENTO: 40 cêntimetros.

PESO: 2 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: América do Norte, desde Québec até México. Foi introduzido com muito éxito em outros estados tais como. Minnesota, Arkansas, Michigan, Wisconsin, Texas e Louisiana..
BIOLOGIA:  a Perca-sol de Guelras Azuis é um pequeno parente do famoso achigã, algo assim como o "pobre" da familía. Gosta de águas calmas com vegetação onde se pode ocultar dos numerosos perdadores que têm. Durante o seu tempo de vida como alevin alimenta-se de pequenos crustáceos, caracóis, insectos e milhocas, ao atingir cerca de 12 cêntimetros junta à sua dieta pequenos peixes e lagostins. A sua reprodução dá-se em primavera, e os alevins são práticamente transparentes durante os seus primeiros dias de vida, possivelmente uma protecção mais da mãe natureza, para que possam passar desapercebidos. Para muitos de nós é somente um peixinho de aquário, porém nos Estados Unidos, o Blue Gill possui uma verdadeira horda de seguidores que o consideram um peixe digno de records. Claro está que a equivalência de tamanho entre o nosso pequenino perca-sol e o Blue Gill é abismal. Capturar Blue Gill é relativamente fácil, pois é um peixe bastante voraz, mas capturar Blue Gill de tamanho considerável já não é nada fácil. Tal facto é facilmente verificavél pelo récord IGFA que permanece inalteravél desde 1950. Uma das principais caracteristicas do Blue Gill, é a incrível gama de cores que pode representar um peixe somente pelo habitat em que vive, embora o seu nome nos induza a que seja azul (blue) nas suas escamas encontram-se côres como o vermelho, verde, negro, amarelo, lilás, turquesa e um sem fin de outras tonalidades, é um peixe especialmente indicado para iniciar os mais jovens na nobre arte da pesca desportiva.
ALIMENTAÇÃO: milhocas da terra, asticot, milho, pão, queijo, etc e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: Spinning, à mosca, à bóia, ao fundo.
RECORD IGFA:  encontra-se em 2,150 quilos capturado no lago Ketona em Alabama no dia 09/04/1950 por T. Hudson.

                                                  HOMENAGEM AOS AMIG@S

sábado, 29 de maio de 2010

O INCONNU - Stenodus leucichthys (Güldenstädt, 1772)

FAMÍLIA: corégonos.

LONGEVIDADE: 20 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 130 cêntimetros.

PESO: 25 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Norte de América e Euroàsia, Canadá, China, Mongólia e Rússia.
BIOLOGIA: este peixe grande e robusto é o uníco corégono predador da América do Norte. A maioria dos Inconnu (que traduzido vem a ser como peixe desconhecido) vivem em estuários e nos braços inferiores dos rios, migrando rio acima para desovar, tarefa essa que pode durar mais de dois meses, até o Inconnu encontrar a aréa que considera adequada para a labor. Mas existem populações lacustres que não emigram. Os exemplares jovens alimentam-se inicialmente de plâncton e depois de pequenas criaturas que habitam no fundo, antes de se tornarem predadores durante o segundo ano de vida, altura em que começam a caçar qualquer habitante dos seus dominios, incluindo peixe na sua dieta. Os córegonos estão ampliamente distribuídos pelos lagos rios e ribeiros do Hemisfério Norte. É uma espécie que se encontra actualmente em perigo de extinção, e a sua pesca está proibida em muitos países. Existe também o Corégono de lago (Caregonus clupeaformis), o Corégono Europeu (Coregonus sp.), o Corégono de Artedi (Coregonus artedi), porém todos mais pequenos que o Corégono em questão.
ALIMENTAÇÃO: asticot, minhoca da terra, rãs, peixe, e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: spinning, á mosca, á bóia, ao fundo, corrico.

RECORD IGFA: encontra-se em 24,040 quilos capturado por Lawrence E. Hudnall no dia 20/08/1986 no rio Pah, Alaska. U.S.A.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIG@S

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A PERCA DOURADA - Macquaria ambigua (Richardson, 1845)

FAMÍLIA: percictídeos.

LONGEVIDADE: 26 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 80 cêntimetros.

PESO: 23 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Austrália.
BIOLOGIA: o seu habitat perferido são os cursos de águas lentas e lodosas, donde se alimenta de camarões e caranguejos. A sua coloração varia entre o verde-azeitona e o amarelo, com um ventre pálido. Durante a sua juventude a sua côr é bastante diferente, possui nessa fase um corpo delgado e manchas negras abundantes sobre um fundo amarelo. A sua familia compreende cerca de 45 espécies às quais pertencem também a Perca Prateada (Bidyanus bidyanus), a Perca de Macquarie (Macquaria australásica), a Perca de estuário (Macquaria colonorum), a Perca da selva (Kuhlia rupestris), e o Roncador tisnado (Hephaestus fuliginosus) também conhecido como Brema negra. Dos quais a Perca Dourada é a que atinge maiores dimensões e consequentemente maior preseguição por parte dos pescadores devido a fabulosa luta que proprociona e à excelente carne que possui.
ALIMENTAÇÃO: camarões, caranguejos, minhoca da terra, vairões e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: spinning, corrico, à boia, à mosca.

RECORD IGFA: encontra-se em 9,530 quilos e foi capturada por Mr. Cris no lago Hume na Austrália.

                                                HOMENAGEM AOS AMIG@S

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O TÍMALO - Thymallus thymallus (Linnaeus, 1758)

 FAMÍLIA: timalídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 15 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Europa, Ásia e Sibéria.
BIOLOGIA: os Tímalos alimentam-se sobretudo de criaturas que vivem no fundo, tais como larvas de insectos, crustáceos e milhocas, mas também comem insectos que andam na superfície. O Tímalo europeu e o seu parente americano, (Thymalus arcticus) são muito parecidos, encontram-se normalmente em ribeiros e rios de água fria e transparente muito oxigenada, embora existam também em lagos, especialmente na América do Norte, são relativamente pequenos com um peso médio que ronda os 2-3 quilos. Porém o combate que te pode oferecer um "peixinho" destes é simplesmente magnífico, pois defende-se com extraordinários saltos, demonstrando que muitas vezes o tamanho nao é o mais importante, para além disso é um peixe belissímo. Em águas sobrelotadas de Tímalos dá-se por vezes o Nanismo (crescimento reduzido da espécie) devido ao pouco alimento existente nessas águas e há grande densidade de população. Os Tímalos desovam sobre superfícies de gravilha na Primavera e no início do Verão. Os alevins escondem-se entre as pedras vivendo à custa dos seus sacos vitelinos. A enorme e arredondada barbatana dorsal do Tímalo é sem dúvida o seu bilhete de identidade mais peculiar, a cual se assemelha a uma vela, desenvolve uma coloração mais intensa na época da reprodução. Nessa época o macho utiliza-a como uma espécie de lençol para envolver a fêmea durante o coito, sem dúvida uma peculiaridade que o destaca sobre outras espécies. São muito sensiveis as mudanças bruscas na qualidade das águas o que os transforma em óptimos indicadores da saúde destas.
ALIMENTAÇÃO: asticot, milhoca da terra, ou qualquer tipo de insecto existente no seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, à mosca, corrico, à bóia, ao fundo.

O VIDEO: a pesca do tímalo com mosca. 
RECORD IGFA: encontra-se em 2,180 quilos capturado por Adriano Garhantini no rio Steinfeld em Ddrava, Aústria.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIG@S

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O BAGRE DO MAR - Bagre marinus (Mitchill, 1815)

 FAMÍLIA: ariídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0-50 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 5 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico Ocidental e Golfo do México.
BIOLOGIA: a familia dos ariídeos compreende mais de 80 espécies de bagres de mar distribuídos por todo o mundo em águas costeiras temperadas e estuários e (também nos trópicos em água doce). Uma vez capturado o Bagre de Mar de ser manuseado com extremo cuidado, pois as barbatanas dorsal e peitoral possuem espinhos afiados que podem infligir ferimentos dolorosos. Esta espécie é comum nas águas costeiras e salobras desde Massachusetts ao México. Possui quatro barbilhos no queixo e dois na mandíbula superior e podemos encontrar espécies aparentadas nas águas costeiras de rios e lagos do norte da Austrália, tais como o Bagre Azul ou o Bagre Salmão (Arius graeffei). Uma das mais curiosas particularidades deste peixe é que realiza a incubação dos seus ovos na boca, a cual pode levar mais de um mês. Alimenta-se no fundo comendo uma grande variedade de pequenas presas incluindo o caranguejo azul. A sua pesca realiza-se normalmente de molhes e diques.Não é raro vê-los em estúarios donde realizam incrusões para alimentar-se de pequenos crustáceos e peixe.
ALIMENTAÇÃO: minhocas da areia, caranguejo e pequenos peixes.


MÉTODOS DE PESCA: Surfcasting, ao fundo, á deriva, ao spinning e á mosca.

RECORD IGFA: encontra-se em 4,540 quilos capturado em Boca Raton, Flórida, E.U.A.

                                                 HOMENAGEM AOS AMIG@S

terça-feira, 11 de maio de 2010

O BONEFISH - Albula vulpes (Linnaeus, 1758)

                                                           
FAMÍLIA: albulídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 84 metros.

COMPRIMENTO: 104 cêntimetros.

PESO: 10 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Pacífico, Indopacífico e Caraìbas.
BIOLOGIA: o habitat principal desta espécie são os baixíos, embora se tenha constância de capturas a mais profundidade, são habitantes de estúarios e zonas coralinas a pouca profundidade, daí el facto que são uma das espécies favoritas dos praticantes de pesca à mosca devido ao facto que a pesca se realiza detectando o peixe visualmente. Normalmente junto aos recifes de coral tão típicos das águas tropicais. A Flecha prateada ou Macaibí são alguns dos nomes pelos quais se le conhece. O Bonefish atinge a madurez ao alcançar 21-36 cêntimetros, altura em que forma cardumes para fecundar. São peixes lutadores e velocistas natos, a sua pesca realiza-se em grande parte visualizando o peixe, para logo lançar a poucos metros da sua situação, devido ao facto que normalmente se encontra em águas cristalinas, e que durante a sua busca pelo alimento, adopta uma posição quase vertical em relação à superficie e se pode ver a sua cauda com bastante facilidade. Apesar do seu pequeno tamanho o Bonefish é um lutador incrivel, que a mais de um deixará de boca aberta, incredúlo pensando como é que um peixe destas dimensões tira tanto.
ALIMENTAÇÃO: caranguejo, camarões, ameijoas, milhocas, peixes do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: Spinning, á mosca, Surfcasting, á bóia.

RECORD IGFA: encontra-se em 9 quilos e foi capturado por Brian W. Batchelor, em Zululand África do Sul.

                                                        HOMENAGEM AOS AMIG@S

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O ALBURNO - Alburnus alburnus (Linnaeus, 1758)

FAMÍLIA: ciprinídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 20 cêntimetros.

PESO: 100 gramas.

DISTRIBUIÇÃO: Global desde que sejam àguas temperadas.
BIOLOGIA: a sua principal caracteristica é obviamente o tamanho, é um peixe pequeno mas extremadamente popular, principalmente entre os profissionais e aficionados da pesca de competição em água doce, principalmente nas modalidades de pesca à Francesa ou Inglesa, existem duas espécies de Alburnos. O Alburno comum (Alburnus alburnus) e o Alburno prateado ( Aspius spirlinus bipunctatus). O alburno comum é uma espécie bastante frequente nas nossas águas, possui um corpo delgado de côr prateada com o lombo de côr verde ou azul. Entre os meses de Maio a Junho dá-se a época de reprodução e o alburno deposita os seus infímos ovos em plantas perto da margem dando lugar a sua eclosão ao final de 48 horas. São peixes que devido ao seu reduzido tamanho se deslocam em imensos cardumes, para sua protecção. Com o aumento da temperatura sobe à superficie para alimentar-se de qualquer tipo de insecto que cai na àgua. Embora seja da familia dos ciprinideos é incrivelmente voraz o qual facilita bastante a sua captura. O alburno prateado é parecido ao comum, salvo a diferença de que prefere águas mais vivas e a sua côr é mais escura e possui uma fila de pontos negros que vai desde a cabeça até á cauda. A sua intrudução em muitos países, foi uma bendição para espécies predadoras como por exemplo o Achigã, o Lúcio ou o Lúcio-perca, pois em pouco tempo começaram a fazer parte favorita da sua dieta. Devido à facilidade com que se reproduzem em poucos anos colonizaram a maior parte das barragens e lagos existentes assim como rios, devido ao alto poder de adaptação que têm esta espécie. A sua colonização deve-se em grande parte ás aves que levando nas suas patas esses infímos ovos transportando uma nova geração para outras águas por elas frequentadas. A sua pesca é sofisticada e técnica, pois ao ser um peixe com dimensões reduzidas, para conseguir uma boa classificação devemos contar com um minimo de 100 ou mais capturas. É um verdadeiro gozo ver a profissionais do sector que parecem verdadeiras máquinas automáticas nos seus movimentos na captura destes diminutos ciprinídeos, pois a sua técnica é tão extrema que parece que estão sempre a capturar o mesmo peixe, tal é a rapidez que possuem em fisgar captura pós captura durante horas sem romper o ritmo e conseguindo que o cardume permaneça no seu posto de pesca através de habilidosas bolinhas de engodo que explodem no contacto com a água provocando nuvens que evitam que o cardume se disperse.
ALIMENTAÇÃO: asticot, vert de vasse, pikes (uma espécie de asticot mais pequeno) milhoca da terra.

MÉTODOS DE PESCA: á Francesa, á Inglesa, ao Coup.(ou com umas canas especialmente desenhadas para esta espécie que se chamam Pardilheiras).

                                                 HOMENAGEM AOS AMIG@S

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O SALVELINO LACUSTRE - Salvelinus namaycush (Walbaum, 1792)


FAMÍLIA: salmonídeos.

LONGEVIDADE: 50 anos.

PROFUNDIDADE: 50 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 45 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: desde o Alaska, passando pelo Canadá, até Nova Inglaterra; introduzido na parte ocidental dos Estados Unidos, América do Sul, Europa e Nova Zelândia.
BIOLOGIA: a diferença mais evidente entre o salvelino ( salmonídeo do género Salvelinus) e o salmão e a truta ( dos géneros Salmo e Oncorhynchus) reside na sua coloração: o salvelino possui marcas claras sobre um fundo mais escuro; o salmão e a truta apresentam marcas escuras sobre um fundo mais claro. O salvelino alimenta-se de invertebrados e de pequenos peixes. Todas as espécies deste género são naturais das águas frias das regiões setentrionais do Hemisfério Norte e constituem presas excelentes para os pescadores. O salvelino lacustre foi intruduzido com imenso éxito em muitos paises. O veloz salvelino lacustre é um predador agressivo que se encontra em lagos e ribeiros ( tanto superficiais como profundos). Possui um corpo relativamente esguio e hidrodinâmico, com uma cauda profundamente bifurcada. O seu crecimento é relativamente rápido se o comparamos com a truta ou com o salmão, normalmente é um individuo solitário, principalmente os adultos, embora na sua juventude formem pequenos cardumes.
ALIMENTAÇÃO: insectos, milhoca da terra, camarão, peixe e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: Spinning, Corrico, á mosca.

RECORD IGFA: encontra-se em 32,650 quilos capturado por Lloyd Bull no Great Bear Lake Northwest territories Canadá.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

quarta-feira, 24 de março de 2010

A MINHOCA DA TERRA - REGRESSO ÀS ORIGENS

 Muitas vezes penso; nesta época de modernização massiva onde a palavra de ordem é inovar, lanço a vista atrás aos meus anos de moço com uma cana-da-india na mão sem mais preocupações que tentar divertir-me pescando algum peixe que se deixa-se enganar pela espetácular minhoca da terra que apanhava num abrir e fechar de olhos lá no quintal. Nessa época não existiam os técnicísmos de hoje em dia, não havia "poppers", "spinnerbaits", "buzzers", enfim, toda essa quantidade indescritivel de amostras, que existem hoje em dia. E pescava, aí se pescava!!! Era cada "bicho", e tudo graças à paciência e à famosa minhoca da terra. E pregunto eu? Porque razão hoje em dia não se pesca con ela? A imagen posterior é da minhoca mais grande que existe, a minhocuçu,(Megascolides australis) da América do Sul. 
Pensando nestas questões, resolvi escrever este pequeno artigo alabando as virtudes da nossa esquecida amiga, que como a mim deve ter dado muitissimas alegrias a muitos de vós. Minhoca da terra é como normalmente chamamos a espécie de anélidos que habitam o subsolo da nossa terra, sem falar claro está na incrivel quantidade de minhocas que existem no litoral. Começarei por apresentar-vos a Minhocuçu (Rhinodrilus alautus) uma verdadeira obra prima da engenheria genética, esta "pequenina" originária do Brasil chega a atingir o metro de comprimento e 2 cm de circunferência ou mais, imaginam as maravilhas que produziria um bichinho destes num anzol. Embora seja um animal de gigantescas proproções para a sua espécie situa-se cerca da superficie, normalmente junto às raizes das graminías, e é muito importante para o solo porque produz grande quantidade de hùmus. Geralmente têm uma cor negra mas pode passar a avermelhado ou acastalhado. As caracteristicas na vida deste anélido estão intimamente ligadas ás épocas do ano. A partir de Março entram em estado de hibernação, numa cavidade que pode medir entre 20 a 40 cm, à qual se chama vulgarmente "panela". Esta é a melhor época para a sua captura visto que estão imóveis. A região de Caetanopólis localizada a 100 km da capital mineira Belo Horizonte é o polo da existência destes animais que estão ameaçados de extinção pela busca de exemplares para pescar.
Nós não possuimos esse mágnifico animal, pórem existem várias espécies fáceis de adquirir que produzem os mesmos efeitos entre os nossos tão admirados "troféus". A milhoca de anilhas: é a mais dificil de encontrar, as suas principais virtudes encontram-se em dois factores estão cheias de um liquido amarelo, riquissímo em aminoácidos que liberta com o mais leve pelisco e têm uma resistência incrível. Normalmente encontram-se debaixo dos montes de estrume, possivelmente daí vêm a dificuldade de encontrar este tipo de minhocas.

A minhoca comum: encontra-se em qualquer zona húmeda que não receba o sol directamente durante demasiadas horas, e em qualquer época do ano. Têm um tamanho médio de 6 cm, feita há medida para o mais comum dos anzóis.


A minhoca verde: é uma variante da minhoca comum encontra-se na primeira capa de terra que existe em zonas próximas a rios ou lagos, devido ao facto de que estas zonas normalmente contém pedras ou troncos estas minhocas são bastante "musculosas" até ao ponto que ao iscar convém "travar" os seus movimentos com uma folha ou qualquer outro invento para que não se escapem do anzol. Nas zonas onde vivem e principalmente durante a época de chuvas têm um efeito devastador sobre os barbos.

Como guardar: seja qual for o tipo de milhoca a sua manutenção têm de cumprir duas normas básicas, o grau de húmidade e a sua alimentação. A segunda norma só é necessária quando as queremos manter mais de 15 dias, que em tal caso seria suficiente, misturar na terra cascas de batata, ou pedaços de fruta. Se pretendemos que estajam brilhantes, no dia anterior há pesca devemos salpicar a terra com uma ou duas colheres de sopa com açúcar. No caso da húmidade devemos estar mais alertas, pois demasiada húmidade acabaria com elas, assim que se verificamos que a terra está "empapada" devemos antes de guardar as minhocas num recepiente, colocar essa terra em vários jornais ou qualquer outro papel absorvente de maneira a eliminar o excesso de líquido.

domingo, 21 de março de 2010

O SAFIO - Conger conger (Linnaeus, 1758)

FAMÍLIA: congrídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 1000 metros.

COMPRIMENTO: 300 cêntimetros.

PESO: 60 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: oceano Atlântico, Mediterrâneo e Báltico.
BIOLOGIA: existem várias espécies de congros ou safios, diferem das moreias por possuírem barbatanas peitorais (coisa que estas não têm) e das enguias de água doce por não possuírem escamas ( enquanto estas possuem minúsculas escamas profundamente embutidas). Os congros podem também apresentar uma franja escura associada às suas barbatanas, dorsal e anal. O seu habitat natural são fendas de rochas ou corais, ou então no meio de destroços de navios ou estacas dos molhes. Ficam numa posição aparentemente inerte com a boca aberta, há espera de que passe perto a possivel victima, atacando então como uma rapidez asombrosa, têm tendência a ser mais activos durante as horas nocturnas que diurnas, ao atingir tamanhos consideráveis a sua pesca torna-se uma aventura épica, não pelo facto de conseguir a picada mas sim para tentar retirar da "toca" semelhante montanha de músculos, para além da tremenda força que possui um congro de 10-12 quilos temos o valor aderido de que para defender-se, normalmente dá um nó no seu corpo ficando entalado, no buraco donde vive, são presa habitual de praticantes da caça submarina, devido a vida estática que levam. É com diferença uma captura para recordar. 
ALIMENTAÇÃO: devem ser olorosos, tais como sardinhas, carapaus, ou chocos, lulas e polvos (especialmente os seus tentáculos).

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, à deriva, surfcasting.
O VIDEO: Luis Ceia capturando um congro em condições extremas.

RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 60,440 quilos capturado por Vic Evans no dia 05/06/1995 em Berry Head United Kingdom.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

segunda-feira, 15 de março de 2010

O BODIÃO GIGANTE MAORI - Cheilinus undulatus (Rüppell, 1835)


FAMÍLIA: labrídeos.

LONGEVIDADE: 30 anos nas fêmeas e 25 nos machos.

PROFUNDIDADE: 100 metros.

COMPRIMENTO: 230 cêntimetros.

PESO: 190 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: global desde que sejam águas tropicais ou temperadas.(Maldivas, Papúa, China, Indonésia).
BIOLOGIA: a familia dos labrídeos compreende mais de 400 espécies distribuídos por inumeráveis águas costeiras tropicais e temperadas. Um bodião tipico tem lábios grossos e dentes fortes, que usa para esmagar o marisco, e nada oscilando as barbatanas peitorais sem praticamente se servir da cauda. O tamanho dos bodiões varia entre os 10 cêntimetros das espécies mais pequenas e os 230 cêntimetros do bodião gigante maori, ao qual vamos dedicar este pequeno artigo. Vive nas águas indo-pacíficas e é uma autêntica beleza, pois até aos dias de hoje não se conseguiu definir a cor exacta da espécie. Existe uma incrível deversidade de cores passando pelo verde, azul, laranja, negro, vermelho, enfin um verdadeiro arco-iris, como atractivo para a sua pesca para além deste magnifico aliciante é também um lutador espetacular, capaz de levar a exaustão o mais aguerrido dos pescadores. Se um bodião considerado "normal" como os que alguns de nós capturamos de vez em cuando já oferece uma luta digna para o seu tamanho, imaginem o que será esta maravilha da natureza no extremo da linha. A sua dieta baseia-se sobretudo em moluscos, para tal possui essa impressionante dentadura, que lhe permite partir práticamente todo tipo de conchas que encontra no seu habitat, é um dos poucos peixes que come sem dificuldade ouriços-do-mar ou estrelas. No entanto ao atingir tamanhos superiores inclui na sua dieta qualquer tipo de peixe que se deixe capturar. Perferem fundos de coral ou rochosos donde encontram em abundância o seu alimento. São bastante solitários e normalmente encontram-se em casais, outra particularidade desta espécie é a "fidelidade" dos casais, pois tanto o macho como a fêmea só busca um novo companheiro no caso da morte do actual. São hemafroditas e a definição do seu sexo dá-se ao alcançar os 8-9 anos de idade. Em muitos paises é conhecido também pelo nome de peixe Napoleão devido a pertuberância que possui na cabeça.
ALIMENTAÇÃO: cualquer tipo de moluscos do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, corrico, jigging, à deriva.

RECORD IGFA: encontra-se em 19.800 kilogramos capturado por Vincent Hock Boon no dia 04/04/1997 em Platt Island Seychelles.

                                                        HOMENAGEM AOS AMIG@S

domingo, 7 de março de 2010

A TAINHA - Mugil cephalus (Linnaeus, 1758)


FAMÍLIA: mugilídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 6 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: na maioria das àguas temperadas e tropicais do planeta.
BIOLOGIA: existem cerca de 70 espécies de tainhas na família dos mugilídeos, distribuídas pelas águas temperadas e tropicais de todo o mundo. A maioria vive junto à costa e penetra frequentemente em estuários e rios, e algumas, incluindo a tainha autraliana, vivem em água doce. Alimentam-se sobretudo no fundo, à base de algas, detritos orgânicos e pequenos organismos que habitam no lodo. São pescadas tanto para fins comerciais como desportivos. Neste caso o objectivo é a Tainha olhalvo, porque além de ser a que atinge maior tamanho, também é a que nos dá mais prazer na pesca desportiva. Apresenta riscas formadas por filas horizontais de pequenas manchas escuras e uma mais acentuada na base de cada barbatana peitoral. A segunda barbatana dorsal nasce paralelamente à anal. Uma das principais caracteristicas da Tainha olhalvo são os seus lábios carnosos que ofrecem um magnífico suporte para os nossos anzóis. Não todas possuem estas caracteristicas, a Tainha Fataça (Liza ramada) por exemplo possui os lábios mais finos do que os da sua congénere. Embora a sua fisionomia seja muito parecida todas têm pequenas diferenças que nos premitem distinguir umas das outras tais como pequenas manchas negras ou amarelas desiminadas pelos seus corpos. Além de ser um lutador formidavél é um sobrevivente nato, pois adapta-se a baixos niveis de salinidade e alimenta-se práticamente de tudo, enfim uma verdadeira força da natureza. Outro factor a ter em conta durante a sua pesca é que sempre se desloca em cardumes bastante numerosos, a sua reprodução é antagónica à maioria das outras espécies de peixes de água salgada, visto que a Tainha se reproduz no Inverno. Provavelmente por isso a sua taxa de crescimento é tão grande.
ALIMENTAÇÃO: pequenos pedaços de sardinha, carapau, pão, asticot e toda espécies de anélidos com preferência pela minhoca da lama.

MÉTODOS DE PESCA: á bóia, surfcasting, à mosca, também se podem pescar com pequenas colheres rotativas, porém deve-se iscar os anzóis da fateixa com minhoca da lama de maneira a formar um pequeno "polvo".
RECORD IGFA: encontra-se em 4,706 quilos capturado no dia 13/03/2009 por Scott Lindner em Upper Laguna Madre Texas, USA.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIGOS

segunda-feira, 1 de março de 2010

A SEREIA AFRICANA - Alectis ciliaris (Bloch, 1787)

FAMÍLIA: carangídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 1000 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 22 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: águas tropicais de todo o mundo e zonas temperadas do Oceano Atlântico.
BIOLOGIA: a Sereia Africana ou (African Pompano), encontra-se em muitas águas temperadas e está distribuída pelos mares tropicais de todo o mundo. O seu habitat preferido são os recifes rochosos das águas profundas. Os exemplares jovens desta espécie conhecidos como "peixe-fio" apresentam corpos muito comprimidos e raios muito prolongados nas barbatanas dorsal e anal que parecem fios. Possuem um corpo em forma de diamante cuja côr normalmente é prateada, possui escamas ósseas na barbatana caudal. Quando jovem possui várias manchas em forma de bomerang de côr azul que se distribuem de uma forma longitudinal, porém desaparecem na fase adulta assim como as famosas prolongações das barbatanas dorsais e anais. Ganha então uma mancha dorsal de um azul metálico, e uma pequena mancha da mesma côr nos opérculos. Como peixe de águas profundas as suas capturas costeiras são escassas e só possiveis durante a sua juventude, altura em que fazem breves incrusões para capturar caranguejos, uma das suas dietas favoritas, alimenta-se também de pequenos peixes e outros crustáceos. Desloca-se normalmente em cardume com excepção de exemplares muito grandes que preferem a vida solitária.
ALIMENTAÇÃO: pequenos crustáceos, peixes do seu habitat e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: Surfcasting, Spinning, Jigging, Corrico, à deriva, ao fundo.
RECORD IGFA: encontra-se em 22,900 quilos capturado por Tom Sargent, no dia 21/04/1990 em Daytona Beach Flórida, USA.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIGOS

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A CASTANHOLA CUBERA - Lutjanus cyanopterus (Cuvier, 1828)


FAMÍLIA: lucianídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 55 metros.

COMPRIMENTO: 160 cêntimetros.

PESO: 60 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: oeste do oceano Atlântico desde Escócia até às Bermudas.
BIOLOGIA: a maioria das 230 espécies que constituem a familia dos lucianídeos encontra-se em mares tropicais, mas algumas surgem em águas temperadas. São peixes predadores com dentes cónicos e afiados que incluem um ou dois grandes caninos de cada lado da parte da frente da mandíbula superior. Este é o caso da Castanhola Cubera também conhecida com "Snapper cubera", vive normalmente em profundidades que oscilam entre 0 - 55 metros embora existam capturas esporádicas a maior profundidade. As castanholas também penetram nos estuários e nos braços de ribeiros e canais de água doce influenciados pela maré. A sua coloração geral vai desde o cinzento ao castanho-purpúra e é a maior castanhola do Atlântico, perfere fundos de recifes cobertos de coral, embora seja capturada em águas costeiras com fundos de rocha dispersa.  Muitas vezes confundida com o mero ou garoupa a castanhola têm uma identidade própria que nenhuma das outras espécies possui. São exactamente esses caninos de tão feroz aspecto que antes mencionei. As castanholas de pequeno tamanho (entre 1 e 2 quilos ) são muito apetitosas, porém podem causar "ciguatera" um tipo de envenenamento alimentar que pode ser fatal. Puro nervo, quando fisgadas os minutos transformam-se em horas devido a intensidade de combate que produz a Castanhola cubera, a sua luta consiste em fortes cabeçadas buscando o fundo para poder ocultar-se em qualquer fenda ou buraco, se o conseguir já podemos dizer adeus á nossa captura.
ALIMENTAÇÃO: camarão, caranguejo, peixes do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, corrico, jigging e á mosca.

O VIDEO: Fábio Fergona "Baca" com uma estupenda castanhola cubera. 

RECORD IGFA: encontra-se em 56,585 quilos capturado por Marion Rose no dia 23/06/2007 em Garden Bank, USA.

                                                   HOMENAGEM AOS AMIGOS