AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

sábado, 16 de outubro de 2010

O SARGO VEADO - Diplodus cervinus cervinus


FAMÍLIA: espárídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 300 m

COMPRIMENTO: 50 cm

PESO: 3,950 kg


DISTRIBUIÇÃO: Oceano Atlântico e Mediterrâneo.


BIOLOGIA: este magnifico animal  é sem dúvida a jóia da coroa dos espáridos, durante a sua jventude parece um peixinho de aquário, belo e indefeso. Mas durante a sua juventude, demonstra o potencial que têm como peixe desportivo, uma autêntica máquina.
Com um corpo oval, como a maioria dos sargos e um perfil ligeiramente côncavo , boca pequena e lábios grossos. O seu rasgo fisico mais transcedental são sem dúvida as franjas transversais que adornam o seu corpo, normalmente são 4-5 embora possa haver excepções.

O seu habitat normal são as praias com abundância de zonas rochosas,  embora também os encontremos em praias de areia. Quando jovem forma pequenos cardumes, os adultos preferem a solidão, possuidores como a maioria dos sargos de uma magnifica dentadura capaz de partir com facilidade o mais duro mexilhão, um dos seus petiscos favoritos. Claro está que com uma dieta como esta a sua carne é simplesmente deliciosa.

                                                                      Cortesia de:

ALIMENTAÇÃO: moluscos, crustáceos, milhocas etc.

O VIDEO: aqui podemos apreciar a captura de um récord de sargo veado pelo já famoso João Pardal.




MÉTODOS DE PESCA: Surfcasting, á bóia, pesca embarcada.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 3,950 kg capturado por João Pardal no dia 04/02/2007 em Vila Real de Santo António, Algarve, Portugal.

                                                       HOMENAGEM AOS AMIGOS


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O GORAZ - Pagellus bogaraveo (Brünnich, 1768)


FAMÍLIA: esparídeos

LONGEVIDADE: 15 anos

PROFUNDIDADE: 0 - 300 m

COMPRIMENTO: 70 cm

PESO: 4,500 kg


DISTRIBUIÇÃO: desde Noruega até ao Mediterrâneo e Ilhas Canárias.





BIOLOGIA: o goraz tem barbatanas vermelhas e uma tonalidade avermelhada no seu corpo prateado. Também possui uma grande mancha escura por detrás de cada cobertura branquial. Encontra-se em profundidades variáveis mas quase sempre perto de recifes e destroços de navios. Desloca-se normalmente em cardume, e é bastante voraz. Durante a sua juventude é normal capturar pequenos gorazes em zona costeiras, locais donde se alimentam de pequenos moluscos, crustáceos, milhocas e pequenos peixes, normalmente em fundos de lodo ou areia.

Muitas vezes comfundido com o seu "primo", o Besugo (Pagellus acarne) do qual falaremos mais adiante. Maravilhoso combatente que nos dará enormes alegrias se tivermos a sorte de capturar um exemplar com um peso consideravél. A sua carne é sem dúvida uma das mais saborosa da fauna marinha, razão pela qual é cada vez mais dificíl capturar um exemplar em condições.

                                                                        Cortesia de:

ALIMENTAÇÃO: camarões, caranguejos, lulas e peixe.



MÉTODOS DE PESCA: Surfcasting, pesca embarcada, jigging.



RECORD IGFA: até há data não existe record para esta espécie.

domingo, 19 de setembro de 2010

O BONITO DO ATLÂNTICO - Sarda sarda


FAMÍLIA: escombrídeos

LONGEVIDADE: 5 anos

COMPRIMENTO: 90 cm

PROFUNDIDADE: 0 - 50 mts

PESO: 11 kg



DISTRIBUIÇÃO: Atlântico, Mediterrâneo e Mar negro.



BIOLOGIA: o Bonito do Atlântico também chamado Sarrajão ou Serra, é semelhante ao do Pacifíco, mas as riscas que possui nos flancos são mais oblíquas e têm 20 a 23 espinhos na primeira barbatana dorsal, contra 17 a 19 do seu congénere do Pacífico. Quando se alimenta, desenvolve uma risca amarela em ambos lados do dorso e uma série de barras escuras verticais em cada flanco. Estas desaparecem quando pára de comer. Viaja em cardume a profundidades que oscilam entre os 50m e a superfície. Costuma entrar em estuários para alimentar-se, possui tendências canibais visto que os adultos predam sobre os seus congéneres mais jovens. E têm facilidade para adaptar-se a  diferentes estados de temperatura. Nadador veloz e lutador como poucos, uma verdadeira jóia para o pescador desportivo.


ALIMENTAÇÃO: lulas, e peixe normalmente a cavala que captura logo abaixo da superfície.


MÉTODOS DE PESCA: corrico, spinning, jigging, á deriva.

                                                          Cortesia de Sérgio Ferreira



                              ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.


RECORDO IGFA: encontra-se em 8,300 kg capturado por D. Higgs na ilha do Faial, Açores, Portugal no dia 07/08/1953.

sábado, 11 de setembro de 2010

O PIMPÃO - Carassius carassius



Familia: ciprinídeos

Longevidade: 10 anos

Profundidade: 0 - 30 m

Comprimento: 60 cm

Peso: 3 kg


Distribuição: global


Biologia: esta pequena carpa de corpo largo está mais próxima do peixe vermelho do que da carpa selvagem, mas pode reproduzir-se com ambas espécies. Tolera uma vasta margem de tempraturas, baixos níveis de oxigénio, acidez e densa vegetação. Tal como a carpa selvagem ou carpa comum ( Cyprinus carpio) foi criado em Ásia cerca de 400 a.C. para consumo. É um peixe divertido e curioso, que nos dará mais de uma sorpresa pois ninguém imagina que semelhante peixinho possa dar a luta que dá um Pimpão com apenas 500 gr, uma autêntica sorpresa.

Aconselho a sua pesca a principiantes, pois como disse antes é um peixe divertido, e bastante fácil de pescar. A sua reprodução dá-se no final da Primavera e princípio do Verão quando a água excede os 18ºC. Os ovos são colocados em águas poco profundas com uma vegetação densa e abundante e boa exposição à luz solar, ficando presos às folhas das plantas aquáticas por uma seiva pegajosa. Os alevins eclodem ao fim de cinco a oito dias permanecendo inicialmente agarrados às plantas.


O video: a solta de alguns pimpões, depois de uma divertida tarde de pesca com cana de coup.



Alimentaçao:  milhocas, larvas, caracóis, pão, milho, etc.

Métodos de pesca: coup, inglesa, boloñesa, ledgering, carpfishing, à mosca.

Récorde IGFA: encontra-se em 2,100 kg capturado por Lars Jonsson no dia 06/12/1988 em Ostanforsan, Falun, Suiça.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O ROCAZ - Scorpaena Scrofa


Cortesia de:


Familia: Scorpaeniformes 

Longevidade: ?

Profundidade: 0 - 500 mt

Comprimento: 50 cm

Peso: 2.960 kg



Distribuição: Madeira, Açores, Ilhas Canárias, Cabo Verde e Senegal. A sua presença é quase global excepto no Mar Negro.


Biologia: o seu habitat favorito são as zonas rochosas ou recifes de coral, locais nos quais se oculta perfeitamente devido a sua capacidade de mimetismo, pode-se estar a cm do Rocaz sem perver a sua presença tal é a capacidade deste peixe de camuflar-se com o seu meio. Peixe sedentário o qual é muito dificíl ver em cardume. A sua técnica de caça é basicamente ficar imovél até ao momento em que a sua presa se encontra ao alcance da seu rápido e mortifero ataque que se processa em décimas de segundo.

 Como peixe desportivo a sua luta não é para grandes alardes, porém o que se refere à sua carne a conversa é outra. Simplesmente deliciosa, no entanto aconselho extremo cuidado ao manuserar este peixe pois o seu veneno é bastante doloroso, e o seu corpo está perfeitamente equipado com dezenas de espinhas para o destribuir, aconselho o uso de um boca-grip ou qualquer utensilio para o manejar e retirar o anzol. Devido à sua beleza é bastante comun vê-lo em aquários marinhos.

 

Alimentação: peixe, crustáceos e moluscos.



Métodos de pesca: pesca embarcada, jigging.



Aconselho as amostras pela desportividade.



Récord IGFA: encontra-se em 2.960 kg capturado por Stuart Brown-Giraldi no dia 30/05/1996 em Gibraltar.

Nota do autor: especial menção à captura do meu amigo S.Ferreira pois normalmente a captura de um Rocaz costuma ser de dimensões bastante inferiores, este peixe é um exemplar de récord.

domingo, 1 de agosto de 2010

A BARRAMUNDA - Lates calcarifer (Bloch, 1790)



FAMÍLIA: centropomídeos

LONGEVIDADE: 25 anos

PROFUNDIDADE: 0 - 40 m

COMPRIMENTO: 180 cm

PESO: 60 kg

DISTRIBUIÇÃO: regiões costeiras da Ásia e ilhas desde o Golfo Pérsico até à China, e à volta da metade sententrional da costa Australiana.



BIOLOGIA: a Barramunda ou Perca gigante, vive nos rios, enseadas e pântanos de mangais, desovando em estuários e águas costeiras. Não confundir com a Perca do Nilo (Lates nilotícus) o seu parente mais próximo.

Esta familía compreende cerca de 30 espécies. Alguns centropomídeos são exclusivamente marinhos, outros são marinhos mas podem deslocar-se até águas salobras e mesmo até rios; outros ainda vivem em rios e desovam em estuários salobros enquanto poucos permanecem apenas em água doce. As Barramundas são catádromas passam a maior parte do seu tempo de vida em água doce, emigrando para a água salgada apenas para reproduzir-se, são chamados peixes de fundo, visto que estão quase sempre junto a ele, os alevins podem encontrar-se em pequenos rios e ribeiros. Nascem hemafroditas e ao alcançar os 3-4 anos de idade passam a machos ou fêmeas. São perdadores oportunistas que apesar de serem bastante selectivos na sua alimentação não deixam escapar qualquer tipo de alimento que se aproxime às suas poderosas mandibulas. 

                                                           Cortesia de: J. Parkinson


ALIMENTAÇÃO: insectos, camarões, caranguejos, peixe, lagostas.

MÉTODOS DE PESCA: Spinning, Corrico, Carpfishing, à Mosca, Surfcasting.

O VIDEO: a captura de uma Baramunda de 30kg!!




                                          Aconselho as amostras pela desportividade.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 37,850 kg capturada por David Powell no dia 23/9/1999 no lago Tinaroo em Austrália.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A COBIA - Rachycentron canadum



FAMÍLIA: raquicentrídeos

LONGEVIDADE: 15 anos

PROFUNDIDADE: 0 - 1200 m

COMPRIMENTO: 200 cm

PESO: 68 kg


DISTRIBUIÇÃO: na maioria das águas tropicais e sub-tropicais excepto ao longo da Costa do Pacífico da América do Norte.


BIOLOGIA: este peixe de corpo comprido e esguio frequenta a maior parte dos mares quentes, desde as águas costeiras até ao oceano aberto. Possui uma cabeça achatada, uma boca grande com uma mandíbula inferior ligeiramente proeminente e uma primeira barbatana dorsal formada por oito espinhos separados entre si. É normalmente solitário, embora de vez em quando, forme pequenos cardumes.
Gosta de esconder-se por entre as estacas de pontes e destroços de navios e por baixo de objectos flutuantes. Também se encontram frequentemente na companhia de tubarões. Grande amiga de fundos coralinos ou rochosos, embora também se encontre com sobre fundos de lodo ou areia. Ocasionalmente entra em estuários para alimentar-se, porém sempre pela noite e com visitas bastante rápidas. Excelente combatente, um verdadeiro desafio para o pescador, principalmente para os amantes do Spinning, devido à dificuldade de captura. A sua pesca é realmente produtiva na lua nova.

                                                        Cortesia de R. Robertson



ALIMENTAÇÃO: peixes e crustáceos do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: pesca embarcada, spinning, corrico, surfcasting.

                     ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.

RECORD IGFA: encontra-se em 61,100 kg capturado por Peter Goulding no dia 07 /09/1985 em Shark Bay, Austrália.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O BAGRE DE CABEÇA ACHATADA - Pylodictis olivaris

                                                                   
FAMÍLIA: Ictalúrideos

LONGEVIDADE: 20 anos

PROFUNDIDADE: 0 - 60 m

COMPRIMENTO: 155 cm

PESO: 56 kg

DISTRIBUIÇÃO: Estados Unidos, México.

BIOLOGIA: o habitat perferido desta espécie são as águas profundas e lentas dos grandes rios, embora se encontre igualmente em pequenos rios e águas paradas de pequenos lagos. Apresenta uma enorme cabeça achatada com cuatro barbilhos na mandibula inferior e dois na mandibula superior, possui também outros dois nos laterais da boca que são os mais longos, todos eles autênticas antenas as quais utiliza para detectar as suas presas. O corpo carece de escamas e está coberto por abundante garro como a maioria dos peixes-gato. É um voraz carnivoro e a sua alimentação está baseada em crustáceos, anélidos, insectos e peixe. Os machos atingem a maturidade com cerca de 16 cm e 4 anos de idade e as fêmeas com 18 cm e 5 anos.

                                                            Cortesia de M. Holley




ALIMENTAÇÃO: peixe da zona, crustáceos e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: Carpfishing, Spinning, à bóia, à mão


                          ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.



RECORD IGFA: encontra-se em 55,790 kg capturado por Ken Paulie no dia 19/05/1998 na reserva de Elk City em Arkansas, U.S.A. 


CURIOSIDADES: É o peixe gato mais grande de Norte América, também conhecido por Flathead catfish ou Yellow catfish. Neste país a pesca do Bagre de cabeça achatada ganhou uma nova dimensão, (ou não seria América) nas zonas dos Estados Unidos onde o Flathead é abundante o desporto rei consiste em submergir-se e "pescar" o Flathead intruduzindo o braço na boca do peixe, até alcançar a saída natural das brânquias extraindo assim o peixe fora de água.

terça-feira, 29 de junho de 2010

O SHEEPHEAD DA CALIFÓRNIA - Semicossyphus pulcher

FAMÍLA: labrídeos

LONGEVIDADE: 14 anos

PROFUNDIDADE: 0 - 90 m

COMPRIMENTO: 91 cm

PESO: 16 kg


DISTRIBUIÇÃO: Oceano pacífico,Califórnia, México.


BIOLOGIA: a coloração desta espécie varia consoante a idade e o sexo.
Os machos adultos, são tipicamente pretos e vermelhos, mas as fêmeas costumam ser todas elas rosadas; ambos os sexos possuem as gargantas brancas. os exemplares mais jovens são vermelhos, com uma mancha escura em cada barbatana. Encontram-se normalmente sobre fundos de rochosos e bancos de algas. É um peixe muito combativo e musculoso como se pode apreciar pela forma densa do seu corpo, a sua boca está densamente povoada por temíveis caninos que se não tivermos cuidado nos pode produzir feridas graves. Outra particularidade do Sheephead é que é hemafrodita, pois nasce fêmea e ao alcançar os 18 cm transforma-se em macho, obviamente isto também depende do habitat e da abundância de alimento. Hoje em dia é uma das espécies protegidas devido a que durante anos foi completamente arrasado por pescadores furtivos para ser vendido no mercado negro em México.

                                       Cortesia de C. Connor´s             


 
ALIMENTAÇÃO: estrelas do mar, pepinos do mar, camarões, caranguejo, polvo, lulas e amostras.

 
MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, surfcasting, á deriva.

               ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.

RECORD IGFA: encontra-se em 12,880 kg capturado por Marshall Madruga no dia 04/11/1999 na Ilha Roca Partida em México.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A BREMA COMUM - Abramis brama

                                                            
FAMÍLIA: ciprinídeos

LONGEVIDADE: 23anos

PROFUNDIDADE: 20 m

COMPRIMENTO: 80 cm

PESO: 10,023 kg

DISTRIBUIÇÃO: desde a parte oriental da Irlanda, passando por grande parte do norte, centro e sul da Europa, até aos Urais e algumas zonas de Ásia central.

BIOLOGIA: as Bremas estão largamente distribuídas por águas paradas, canais e rios profundos de corrente lenta. Alimenta-se básicamente no fundo e é uma espécie muito popular entre os pescadores, principalmente dos que praticam a pesca à francesa ou coup. Têm uma cabeça sem escamas e um corpo achatado dos lados, com escamas pequenas e uma generosa camada de garro. A cor predominante é o castanho-dourado e as barbatanas peitorais e pélvicas estão tingidas de vermelho.
A Brema quando se alimenta coloca-se na vertical e projecta a boca para baixo como um autêntico aspirador com a finalidade de sugar minhocas, larvas, moluscos, crustáceos e larvas de insectos.
Um cardume de Bremas ao alimentar-se pode trair a sua presença devido á nuvens de lodo do fundo. Ultimamente exemplares de tamanho consideravél têm sido capturados com micro-boilles. 

ALIMENTAÇÃO: asticot, minhoca da terra, cáster (pupas de mosca), pão, milho, boille, moscas.

MÉTODOS DE PESCA: á francesa, ao coup, á inglesa, á bolonhesa, carpfishing, á mosca.


RECORD IGFA: encontra-se em 6,01 kg capturado por Luis Rasmussen em Hagbyan Creek, Suiça no dia 11/05/1984. 

                                             !! HOMENAGEM AOS AMIGOS!!


segunda-feira, 14 de junho de 2010

O OLHUDO - Epigonus telescopus

FAMILIA: epigonídeos

LONGEVIDADE: 104 anos

PROFUNDIDADE: 0 - 1,200m

COMPRIMENTO: 75 cm

PESO: 1,03 kg


DISTRIBUIÇÃO: Atlântico, Mediterrâneo,  Ilhas Canárias, Àfrica e Nova Zelanda.


BIOLOGIA: encontra-se normalmente em fundos macios de lodo ou areia, quando jovem alimenta-se de plâncton e pequenos invertebrados, adicionando mais tarde á sua dieta toda espécie de moluscos e pequenos peixes, não é territorial. O seu nome vêm obviamente dos seus grandes e proeminentes olhos. Também conhecido como Bull-eyes ou Cardinal fish. A sua carne é deliciosa e têm uma grande procura como peixe comercial. A principal razão da sua captura é para fins comerciais, porém na pesca desportiva também é bastante "querido" devido à dificuldade da sua captura. Para exemplo a magnífica captura da foto a qual é record E.L.C.R. (European Line Class Record), e record IGFA.
                                                              Cortesia de Luis Ceia


O VIDEO: aqui podemos apreciar a captura do olhudo.




ISCOS: Ameijoa, Camarão, Sardinha, Lengueirão e amostras.

METODOS DE PESCA: pesca embarcada, surfcasting, jigging.

                                ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE !!!

RECORD IGFA: encontra-se em 1,03 kg capturado por Luis Ceia, no dia 19/02/2007 em Vila Real de Sto. António, Algarve, Portugal.

Parabéns Ceia, continua assim.

domingo, 6 de junho de 2010

O BLUE GILL - Lepomis Macrochirus


FAMÍLIA: Centrárquídeos

LONGEVIDADE: 10 anos

PROFUNDIDADE: 0 - 15 m

COMPRIMENTO: 40 cm

PESO: 2,150 kg


DISTRIBUIÇÃO: América do Norte, desde Québec até México. Foi introduzido com muito éxito em outros estados tais como. Minnesota, Arkansas, Michigan, Wisconsin, Texas e Louisiana.


BIOLOGIA:  a Perca-sol de Guelras Azuis é um pequeno parente do famoso achigã, algo assim como o "pobre" da familía. Gosta de águas calmas com vegetação onde se pode ocultar dos numerosos perdadores que têm. Durante o seu tempo de vida como alevin alimenta-se de pequenos crustáceos, caracóis, insectos e milhocas, ao atingir cerca de 12cm junta à sua dieta pequenos peixes e lagostins.
A sua reprodução dá-se em primavera, e os alevins são práticamente transparentes durante os seus primeiros dias de vida, possivelmente uma protecção mais da mãe naturesa, para que possam passar desapercebidos.


Para muitos de nós é somente um peixinho de aquário, porém nos Estados Unidos, o Blue Gill possui uma verdadeira horda de seguidores que o consideram um peixe digno de records. Claro está que a equivalência de tamanho entre o nosso pequenino perca-sol e o Blue Gill é abismal. Capturar Blue Gill é relativamente fácil, pois é um peixe bastante voraz, mas capturar Blue Gill de tamanho considerável já não é nada fácil. Tal facto é facilmente verificavél pelo record IGFA que permanece inalteravél desde 1950. Uma das principais caracteristicas do Blue Gill, é a incrível gama de cores que pode representar um peixe somente pelo habitat em que vive, embora o seu nome nos induza a que seja azul (blue) nas suas escamas encontram-se cores como o vermelho, verde, negro, amarelo, lilás, turquesa e um sem fin de outras tonalidades, é um peixe especialmente indicado para iniciar os mais jovens na nobre arte da pesca desportiva.

                                                        Cortesia do Capt. T. Peterson

 

ALIMENTAÇÃO: milhocas da terra, asticot, milho, pão, queijo, etc e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: Spinning, à mosca, à bóia, ao fundo.




                          ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.


RECORD IGFA:  encontra-se em 2,150 kg capturado no lago Ketona em Alabama no dia 09/04/1950 por T. Hudson.

sábado, 29 de maio de 2010

O INCONNU - Stenodus leucichthys


FAMÍLIA: corégonos

LONGEVIDADE: 20 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 50m

COMPRIMENTO: 130 cm

PESO: 25 kg.


DISTRIBUIÇÃO: Norte de América e Euroàsia, Canadá, China, Mongólia e Rússia.


BIOLOGIA: este peixe grande e robusto é o uníco corégono predador da América do Norte. A maioria dos Inconnu (que traduzido vem a ser como peixe desconhecido) vivem em estuários e nos braços inferiores dos rios, migrando rio acima para desovar, mas existem populações lacustres que não emigram. Os exemplares jovens alimentam-se inicialmente de plâncton e depois de pequenas criaturas que habitam no fundo, antes de se tornarem predadores durante o segundo ano de vida, altura em que começam a caçar qualquer habitante dos seus dominios, incluindo peixe na sua dieta. Os córegonos estão ampliamente distribuídos pelos lagos rios e ribeiros do Hemisfério Norte.


É uma espécie que se encontra actualmente em perigo de extinção, e a sua pesca está proibida em muitos países. Existe também o Corégono de lago (Caregonus clupeaformis), o Corégono Europeu (Coregonus sp.), o Corégono de Artedi (Coregonus artedi), porém todos mais pequenos que o Corégono em questão.

                                                            Cortesia de L. E. Hudnall


ALIMENTAÇÃO: asticot, minhoca da terra, rãs, peixe, e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: spinning, á mosca, á bóia, ao fundo, corrico.




                             ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.


RECORD IGFA: encontra-se em 24, 040 kg capturado por Lawrence E. Hudnall no dia 20/08/1986 no rio Pah, Alaska. U.S.A.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A PERCA DOURADA - Macquaria ambigua



FAMÍLIA: percictídeos

LONGEVIDADE: 20 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 20 m

COMPRIMENTO: 80 cm

PESO: 23 kg

DISTRIBUIÇÃO: Austrália.


BIOLOGIA: o seu habitat perferido são os cursos de águas lentas e lodosas, donde se alimenta de camarões e caranguejos. A sua coloração varia entre o verde-azeitona e o amarelo, com um ventre pálido. Durante a sua juventude a sua cor é bastante diferente, possui nessa fase um corpo delgado e manchas negras abundantes sobre um fundo amarelo.
A sua familia compreende cerca de 45 espécies às quais pertencem também a Perca Prateada (Bidyanus bidyanus), a Perca de Macquarie (Macquaria australasica), a Perca de estuário (Macquaria colonorum), a Perca da selva (Kuhlia rupestris), e o Roncador tisnado (Hephaestus fuliginosus) também conhecido como Brema negra. Dos quais a Perca Dourada é a que atinge maiores dimensões e consequentemente maior preseguição por parte dos pescadores devido a fabulosa luta que proprociona e à excelente carne que possui.

                                                      Cortesia de N. Slater



ALIMENTAÇÃO: camarões, caranguejos, minhoca da terra, vairões e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: spinning, corrico, à boia, à mosca.

 
                              ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.


RECORD IGFA: encontra-se em  6.200kg  capturada pelo Dr. C.C. Abbot em Bordentown New Jersey em Maio de 1865.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O TÍMALO - Thymallus thymallus


                                                   
FAMÍLIA: timalídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 15 m

COMPRIMENTO: 60 cm

PESO: 2 kg



DISTRIBUIÇÃO: Europa, Ásia e Sibéria.



BIOLOGIA: os Tímalos alimentam-se sobretudo de criaturas que vivem no fundo, tais como larvas de insectos, crustáceos e milhocas, mas também comem insectos que andam na superfície. O Tímalo europeu e o seu parente americano, (Thymalus arcticus) são muito parecidos, encontram-se normalmente em ribeiros e rios de água fria e transparente muito oxigenada, embora existam também em lagos, especialmente na América do Norte, são relativamente pequenos com um peso médio que ronda os 2-3 kg. Porém o combate que te pode oferecer um "peixinho" destes é simplesmente magnífico, pois defende-se com extraordinários saltos, demonstrando que muitas vezes o tamanho nao é o mais importante, para além disso é um peixe belissímo. Em águas sobrelotadas de Tímalos dá-se por vezes o Nanismo (crescimento reduzido da espécie) devido ao pouco alimento existente nessas águas e há grande densidade de população.


Os Tímalos desovam sobre superfícies de gravilha na Primavera e no início do Verão. Os alevins escondem-se entre as pedras vivendo à custa dos seus sacos vitelinos. A enorme e arredondada barbatana dorsal do Tímalo é sem dúvida o seu bilhete de identidade mais peculiar, a cual se assemelha a uma vela, desenvolve uma coloração mais intensa na época da reprodução. Nessa época o macho utiliza-a como uma espécie de lençol para envolver a fêmea durante o coito, sem dúvida uma peculiaridade que o destaca sobre outras espécies. São muito sensiveis as mudanças bruscas na qualidade das águas o que os transforma em óptimos indicadores da saúde destas.

                                                             Cortesia de H. Silver

 

 
ALIMENTAÇÃO: asticot, milhoca da terra, ou qualquer tipo de insecto existente no seu habitat e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: spinning, à mosca, corrico, à bóia, ao fundo.


                          ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.


RECORD IGFA: encontra-se em 2,180 kg capturado por Adriano Garhantini no rio Steinfeld em Ddrava, Aústria.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O BAGRE DO MAR - Bagre Marinus


                                                              

FAMÍLIA: ariídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0-50 m

COMPRIMENTO: 60 cm

PESO: 5 kg



DISTRIBUIÇÃO: Atlântico Ocidental e Golfo do México.





BIOLOGIA: a familia dos ariídeos compreende mais de 80 espécies de bagre de mar distribuídos por todo o mundo em águas costeiras temperadas e estuários e (também nos trópicos em água doce). Uma vez capturado o Bagre de Mar de ser manuseado com extremo cuidado, pois as barbatanas dorsal e peitoral possuem espinhos afiados que podem infligir ferimentos dolorosos. Esta espécie é comum nas águas costeiras e salobras desde Massachusetts ao México. Possui quatro barbilhos no queixo e dois na mandíbula superior e podemos encontrar espécies aparentadas nas águas costeiras de rios e lagos do norte da Austrália, tais como o Bagre Azul ou o Bagre Salmão (Arius graeffei).

Uma das mais curiosas particularidades deste peixe é que realiza a incubação dos seus ovos na boca, a cual pode levar mais de um mês. Alimenta-se no fundo comendo uma grande variedade de pequenas presas incluindo o caranguejo azul. A sua pesca realiza-se normalmente de molhes e diques.Não é raro vê-los em estúarios donde realizam incrusões para alimentar-se de pequenos crustáceos e peixe.

                                                              Cortesia de Y. Lee




 
ALIMENTAÇÃO: minhocas da areia, caranguejo e pequenos peixes.


MÉTODOS DE PESCA: Surfcasting, ao fundo, á deriva.

                           ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.

RECORD IGFA: encontra-se em 4,540 kg capturado em Boca Raton, Flórida, E.U.A.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O BONEFISH - Albula vulpes

                                                            

FAMÍLIA: albulídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 84 m

COMPRIMENTO: 104 cm

PESO: 10 kg



DISTRIBUIÇÃO: Pacífico, Indopacífico e Caraìbas.


BIOLOGIA: o habitat principal desta espécie são os baixíos, embora se tenha constância de capturas a mais profundidade, são habitantes de estúarios e zonas coralinas a pouca profundidade, daí el facto que são uma das espécies favoritas dos praticantes de pesca à mosca devido ao facto que a pesca se realiza detectando o peixe visualmente. Normalmente junto aos recifes de coral tão típicos das águas tropicais. A Flecha prateada ou Macaibí são alguns dos nomes pelos quais se le conhece. O Bonefish atinge a madurez ao alcançar 21-36 cm, altura em que forma cardumes para fecundar. São peixes lutadores e velocistas natos, a sua pesca realiza-se em grande parte visualizando o peixe, para logo lançar a poucos metros da sua situação, devido ao facto que normalmente se encontra em águas cristalinas, e que durante a sua busca pelo alimento, adopta uma posição quase vertical em relação à superficie e se pode ver a sua cauda com bastante facilidade.


Apesar do seu pequeno tamanho o Bonefish é um lutador incrivel, que a mais de um deixará de boca aberta, incredúlo pensando como é que um peixe destas dimensões tira tanto.

                                                                     
                                                             Cortesia de C. Clark


 

ALIMENTAÇÃO: caranguejo, camarões, ameijoas, milhocas, peixes do seu habitat e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: Spinning, á mosca, Surfcasting, á bóia.




                              ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.




RECORD IGFA: encontra-se em 9 kg capturado por Brian W. Batchelor, em Zululand África do Sul.