AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O PIÇÃO VERDE - Sander vitreus (Mitchill, 1818)

FAMILIA:  percídeos.

LONGEVIDADE: 29 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 27 metros.

COMPRIMENTO: 107 cêntimetros.

PESO: 11 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Estados Unidos e Europa.
BIOLOGIA:  os percídeos constituem  uma família de peixes ampla e diversa que compreende a perca e outras espécies com ela relacionadas. Como é o caso de esta espécie, possui uns grandes olhos vítreos que se destacam durante o dia e que brilham à noite quando a luz os ilumina, tal como os gatos. É o maior de todas as percas norte americanas. Trata-se de uma espécie apreciada não só pelo seu valor desportivo, mas também pelo culinário, visto que a sua carne é deliciosa. Encontra-se tanto em águas correntes como paradas, alimenta-se na sua juventude de larvas de insecto e outros invertebrados passando mais tarde a uma dieta mais ampla e variada. Ao tocar o picão verde ou qualquer percídeo verificaremos que é bastante áspero devido ao facto de que as suas escamas são as chamadas escamas ctenóides - escamas que apresentam um ligeiro serrilhado nos rebordos. As escamas lisas sem serrilhado como as que apresentam a carpa são chamadas ciclóidesPode ser confundida com o Picão Europeu ou Lucioperca. São peixes que preferem águas profundas e com pouca luz e normalmente só se aproximam da superficie ou da margem durante a noite ou em dias nublados. A sua reprodução dá-se normalmente durante os meses de abril - maio.
ALIMENTAÇÃO: peixes, salamandras, lagostins, cobras, rãs e patos ou outras aves aquáticas.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca, corrico, jigging.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 11,340 kg capturado por Mabry Harper no lago Old Hickory em Tennessee U.S.A. no dia 08/02/1960.

                                                       HOMENAGEM AOS AMIGOS

sábado, 30 de outubro de 2010

O TUBARÃO BRANCO - Carcharodon carcharias (Linnaeus, 1758)

                                                                   
FAMILIA: seláceos.

LONGEVIDADE: 36 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 500 metros.

COMPRIMENTO: 600 cêntimetros.

PESO: 1000 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: águas temperadas e tropicais de todo o mundo.
BIOLOGIA: 350 milhões de anos, origen conhecida da sua existência, um mito sem dúvida, este magnifico peixe também conhecido como tubarão assasino ou de São Tomé, é famoso por atacar banhistas, mergulhadores e até mesmo barcos. Mas tem sido perseguido de forma tão impiedosa que agora é ele que se encontra em perigo de extinção. É sobretudo um peixe do oceano profundo, embora por vezes entre em águas superficiais em busca de alimento. Uma máquina perfeita, cada milímetro do seu corpo foi concebido para caçar, para mim a parte mais espetacular é sem dúvida a sua boca, os dentes estão constantemente a partir-se e a cair para poderem ser substituídos por filas inteiras que crescem por detrás deles nas gengivas, estes dentes são em forma de serra e podem medir até 7,6 cm. Com uma mandibula que pode exercer a força de 3000 kg por centimetro quadrado é quase sobrenatural. Alguém que sobreviveu aos dinossauros têm de ser especial. Pussui a capacidade de detectar pequenas correntes eletromagnéticas o que utiliza para detectar as suas presas, para além da capacidade de cheirar o sangue a km de distância, além disso é capaz de detectar sons de baixa frequência. A sua perfeição é tão óbvia que dexou de evoluir há 20 milhões de anos e continua a ser o maior depredador da cadeia alimenticia dos oceanos.
ALIMENTAÇÃO: peixe, marisco, lulas,  tartarugas, focas, leões marinhos e práticamente tudo o que lhe entre pela boca.

MÉTODOS DE PESCA: corrico, à deriva, Spinning.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 1,208,30 quilos capturado por Alfred Dean no sul de Ceduna, Austrália no dia 21/04/1959.

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O CACHORRO - Bodianus unimaculatus (Günther, 1862)

FAMÍLIA: labrídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 70 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 10 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Austrália (do sul de Queensland até Victória) e Nova Zelanda, também existem importantes populações no Atlântico.
BIOLOGIA: a familia dos labrídeos compreende mais de 400 espécies distribuídas por muitas águas costeiras tropicais e temperadas. O tamanho dos bodiões varia entre os 10 cêntimetros das espécies mais pequenas aos 2 metros do bodião de Maori (Cheilinus undulatus) sobre o qual já escrevi anteriormente. Habitante de zonas rochosas e coralinas ricas em vegetação é uma espécie com poucos "fans" na pesca desportiva, no entanto este bellissímo peixe possui uma das carnes mais saborosas do reino aquático, para além da espetácular luta que oferece. Normalmente o tamanho das capturas realizadas desta espécie é de reduzido tamanho, pois as capturas mais habituais são feitas desde costa na modalidade de Surfcasting.
ALIMENTAÇÃO: minhocas, caranguejos, moluscos, crustáceos.

MÉTODOS DE PESCA: Jigging, Pesca embarcada, Spinning, Surfcasting.
RÉCORD IGFA: não existe récord para esta espécie.

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sábado, 16 de outubro de 2010

O SARGO VEADO - Diplodus cervinus (Lowe, 1838)

FAMÍLIA: espárídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 300 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 3,950 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Oceano Atlântico e Mediterrâneo.
BIOLOGIA: este magnifico animal  é sem dúvida a jóia da coroa dos espáridos, durante a sua jventude parece um peixinho de aquário, belo e indefeso. Mas já durante a sua juventude, demonstra o potencial que têm como peixe desportivo, uma autêntica máquina.
Com um corpo oval, como a maioria dos sargos e um perfil ligeiramente côncavo , boca pequena e lábios grossos. O seu rasgo fisico mais transcedental são sem dúvida as franjas transversais que adornam o seu corpo, normalmente são 4-5 embora possa haver excepções. O seu habitat normal são as praias com abundância de zonas rochosas,  embora também os encontremos em praias de areia. Quando jovem forma pequenos cardumes, os adultos preferem a solidão, possuidores como a maioria dos sargos de uma magnifica dentadura capaz de partir com facilidade o mais duro mexilhão, um dos seus petiscos favoritos. Claro está que com uma dieta como esta a sua carne é simplesmente deliciosa.
ALIMENTAÇÃO: moluscos, crustáceos, milhocas etc.

O VIDEO: aqui podemos apreciar a captura de um récord de sargo veado pelo já famoso João Pardal.


MÉTODOS DE PESCA: Surfcasting, á bóia, pesca embarcada.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 3,950 kg capturado por João Pardal no dia 04/02/2007 em Vila Real de Santo António, Algarve, Portugal.

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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O GORAZ - Pagellus bogaraveo (Brünnich, 1768)


FAMÍLIA: esparídeos.

LONGEVIDADE: 15 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 300 metros.

COMPRIMENTO: 70 cêntimetros.

PESO: 5 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: desde Noruega até ao Mediterrâneo e Ilhas Canárias.
BIOLOGIA: o goraz tem barbatanas vermelhas e uma tonalidade avermelhada no seu corpo prateado. Também possui uma grande mancha escura por detrás de cada cobertura branquial. Encontra-se em profundidades variáveis mas quase sempre perto de recifes e destroços de navios. Desloca-se normalmente em cardume, e é bastante voraz. Durante a sua juventude é normal capturar pequenos gorazes em zona costeiras, locais donde se alimentam de pequenos moluscos, crustáceos, milhocas e pequenos peixes, normalmente em fundos de lodo ou areia. Muitas vezes comfundido com o seu "primo", o Besugo (Pagellus acarne) do qual falaremos mais adiante. Maravilhoso combatente que nos dará enormes alegrias se tivermos a sorte de capturar um exemplar com um peso consideravél. A sua carne é sem dúvida uma das mais saborosa da fauna marinha, razão pela qual é cada vez mais dificíl capturar um exemplar em condições.
ALIMENTAÇÃO: camarões, caranguejos, lulas e peixe.

MÉTODOS DE PESCA: Surfcasting, pesca embarcada, jigging.

RECORD IGFA: até há data não existe record para esta espécie.

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domingo, 19 de setembro de 2010

O BONITO DO ATLÂNTICO - Sarda sarda (Bloch, 1793)

FAMÍLIA: escombrídeos.

LONGEVIDADE: 5 anos.

COMPRIMENTO: 90 cêntimetros.

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

PESO: 11 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico, Mediterrâneo e Mar negro.
BIOLOGIA: o Bonito do Atlântico também chamado Sarrajão ou Serra, é semelhante ao do Pacifíco, mas as riscas que possui nos flancos são mais oblíquas e têm 20 a 23 espinhos na primeira barbatana dorsal, contra 17 a 19 do seu congénere do Pacífico. Quando se alimenta, desenvolve uma risca amarela em ambos lados do dorso e uma série de barras escuras verticais em cada flanco. Estas desaparecem quando pára de comer. Viaja em cardume a profundidades que oscilam entre os 50 metros e a superfície. Costuma entrar em estuários para alimentar-se, possui tendências canibais visto que os adultos predam sobre os seus congéneres mais jovens. E têm facilidade para adaptar-se a  diferentes estados de temperatura. Nadador veloz e lutador como poucos, uma verdadeira jóia para o pescador desportivo.
ALIMENTAÇÃO: lulas, e peixe normalmente a cavala que captura logo abaixo da superfície.

MÉTODOS DE PESCA: corrico, spinning, jigging, á deriva.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 8,300 quilos capturado por D. Higgs na ilha do Faial, Açôres, Portugal no dia 07/08/1953.

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sábado, 11 de setembro de 2010

O PIMPÃO - Carassius carassius (Linnaeus, 1758)


FAMILIA: ciprinídeos.

LONGEVIDADE: 10 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: global (Desde que sejam águas temperadas).
BIOLOGIA: esta pequena carpa de corpo largo está mais próxima do peixe vermelho do que da carpa selvagem, mas pode reproduzir-se com ambas espécies. Tolera uma vasta margem de temperaturas, baixos níveis de oxigénio, acidez e densa vegetação. Tal como a carpa selvagem ou carpa comum (Cyprinus carpio) foi criado em Ásia cerca de 400 a.C. para consumo. É um peixe divertido e curioso, que nos dará mais de uma sorpresa, pois ninguém imagina que semelhante peixinho possa dar a luta que dá um Pimpão com apenas 500 gramas, uma autêntica sorpresa. Aconselho a sua pesca a principiantes, pois como disse antes é um peixe divertido e bastante fácil de pescar. A sua reprodução dá-se no final da Primavera e princípio do Verão quando a água excede os 18ºC. Os ovos são colocados em águas poco profundas com uma vegetação densa e abundante e boa exposição à luz solar, ficando presos às folhas das plantas aquáticas por uma seiva pegajosa. Os alevins eclodem ao fim de cinco a oito dias permanecendo inicialmente agarrados às plantas.
ALIMENTAÇÃO:  milhocas, larvas, caracóis, pão, milho, etc.

MÉTODOS DE PESCA: coup, inglesa, boloñesa, ledgering, carpfishing, à mosca.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 2,100 kg capturado por Lars Jonsson no dia 06/12/1988 em Ostanforsan, Falun, Suiça.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIGOS

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O ROCAZ - Scorpaena scrofa (Linnaeus, 1758)


FAMILÍA: scorpaeníformes.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 500 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Madeira, Açores, Ilhas canárias, Cabo Verde e Senegal, a sua presença é quase global com a excepção do Mar Negro. 
BIOLOGIA: o seu habitat favorito são as zonas rochosas ou recifes de coral, locais nos quais se oculta prefeitamente devido à sua capacidade de mimetismo. Pode-se estar a cêntimetros de um rocaz sem prever a sua presença, tal é a capacidade deste peixe de camuflar-se com o meio onde vive. É um peixe sedentário pelo qual é muito dificíl ver em cardume. A sua técnica de caça é básicamente ficar imovél até ao momento em que a presa se encontra ao alcance do seu rápido e mortífero ataque, o qual se processa em décimas de segundo. Como peixe desportivo a sua luta não é para grandes alardes, porém ao que se refere à sua carne a conversa é outra. Simplesmente deliciosa! No entanto aconselho extremo cuidado ao manusear este peixe, pois o seu veneno é bastante doloroso, e o seu corpo está prefeitamente equipado com dezenas de espinhas para o destribuir. Aconselho o uso de um boca-grip ou qualquer outro utensilio para o manejar e retirar o anzol. Devido à beleza que possui é bastante común vê-lo em aquários marinhos.
ALIMENTAÇÃO: peixe, crustáceos e moluscos.

MÉTODOS DE PESCA: pesca embarcada, jigging e spinning. 
RÉCORD IGFA: encontra-se em 2,960 quilos e foi capturado por Stuart Brown-Giraldi no dia 30/05/1996 em Gibraltar. 

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domingo, 1 de agosto de 2010

A BARRAMUNDA - Lates calcarifer (Bloch, 1790)


FAMÍLIA: centropomídeos.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 40 metros.

COMPRIMENTO: 180 cêntimetros.

PESO: 60 quilos. 

DISTRIBUIÇÃO: regiões costeiras da Ásia e ilhas desde o Golfo Pérsico até à China, e à volta da metade sententrional da costa Australiana.
BIOLOGIA: a Barramunda, vive nos rios, enseadas e pântanos de mangais, desovando em estuários e águas costeiras. Não confundir com a Perca do Nilo (Lates nilotícus) o seu parente mais próximo. Esta familía compreende cerca de 30 espécies. Alguns centropomídeos são exclusivamente marinhos, outros são marinhos mas podem deslocar-se até águas salobras e mesmo até rios; outros ainda vivem em rios e desovam em estuários salobros enquanto poucos permanecem apenas em água doce. As Barramundas são catádromas passam a maior parte do seu tempo de vida em água doce, emigrando para a água salgada apenas para reproduzir-se, são chamados peixes de fundo, visto que estão quase sempre junto a ele, os alevins podem encontrar-se em pequenos rios e ribeiros. Nascem hemafroditas e ao alcançar os 3-4 anos de idade passam a machos ou fêmeas. São perdadores oportunistas que apesar de serem bastante selectivos na sua alimentação não deixam escapar qualquer tipo de alimento que se aproxime às suas poderosas mandibulas. 
ALIMENTAÇÃO: insectos, camarões, caranguejos, peixe, lagostas.

MÉTODOS DE PESCA: Spinning, Corrico, Carpfishing, à Mosca, Surfcasting.

O VIDEO: a captura de uma barramunda com Jeremy Hade. 
RÉCORD IGFA: encontra-se em 37,850 quilos capturada por David Powell no dia 23/9/1999 no lago Tinaroo em Austrália.
          
                                                        HOMENAGEM AOS AMIGOS

terça-feira, 27 de julho de 2010

A COBIA - Rachycentron canadum (Linnaeus, 1766)

FAMÍLIA: raquicentrídeos.

LONGEVIDADE: 15 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 1200 metros.

COMPRIMENTO: 200 cêntimetros.

PESO: 68 quilos.


DISTRIBUIÇÃO: na maioria das águas tropicais e sub-tropicais excepto ao longo da Costa do Pacífico da América do Norte.
BIOLOGIA: este peixe de corpo comprido e esguio frequenta a maior parte dos mares quentes, desde as águas costeiras até ao oceano aberto. Possui uma cabeça achatada, uma boca grande com uma mandíbula inferior ligeiramente proeminente e uma primeira barbatana dorsal formada por oito espinhos separados entre si. É normalmente solitário, embora de vez em quando, forme pequenos cardumes. Gosta de esconder-se por entre as estacas de pontes e destroços de navios e por baixo de objectos flutuantes. Também se encontram frequentemente na companhia de tubarões. Grande amiga de fundos coralinos ou rochosos, embora também se encontre com sobre fundos de lodo ou areia. Ocasionalmente entra em estuários para alimentar-se, porém sempre pela noite e com visitas bastante rápidas. Excelente combatente, um verdadeiro desafio para o pescador, principalmente para os amantes do Spinning, devido à dificuldade de captura. A sua pesca é realmente produtiva na lua nova.
ALIMENTAÇÃO: peixes e crustáceos do seu habitat e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: pesca embarcada, spinning, corrico, surfcasting.

RECORD IGFA: encontra-se em 61,100 quilos e foi capturado por Peter Goulding no dia 07 /09/1985 em Shark Bay, Austrália.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O BAGRE DE CABEÇA ACHATADA - Pylodictis olivaris (Rafinesque, 1818)


FAMÍLIA: Ictalúrideos.

LONGEVIDADE: 20 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 60 metros.

COMPRIMENTO: 155 cêntimetros.

PESO: 56 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Estados Unidos, México.
BIOLOGIA: o habitat perferido desta espécie são as águas profundas e lentas dos grandes rios, embora se encontre igualmente em pequenos rios e águas paradas de pequenos lagos. Apresenta uma enorme cabeça achatada com cuatro barbilhos na mandibula inferior e dois na mandibula superior, possui também outros dois nos laterais da boca que são os mais longos, todos eles autênticas antenas as quais utiliza para detectar as suas presas. O corpo carece de escamas e está coberto por abundante garro como a maioria dos peixes-gato. É um voraz carnivoro e a sua alimentação está baseada em crustáceos, anélidos, insectos e peixe. Os machos atingem a maturidade com cerca de 16 cêntimetros e 4 anos de idade e as fêmeas com 18 cêntimetros e 5 anos. É o peixe gato mais grande de Norte América, também conhecido por Flathead catfish ou Yellow catfish. Neste país a pesca do Bagre de cabeça achatada ganhou uma nova dimensão, (ou não seria América) nas zonas dos Estados Unidos onde o Flathead é abundante o desporto rei consiste em submergir-se e "pescar" o Flathead intruduzindo o braço na boca do peixe, até alcançar a saída natural das brânquias extraindo assim o peixe fora de água, é um desporto arrisgado sem dúvida porque já morreu bastante gente, ao não conseguir alcançar a superficie devido à enorme força que têm este peixe.
ALIMENTAÇÃO: peixe da zona, crustáceos e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: Carpfishing, Spinning, à bóia, à mão


RECORD IGFA: encontra-se em 55,790 quilos capturado por Ken Paulie no dia 19/05/1998 na reserva de Elk City em Arkansas, U.S.A. 

                                                      HOMENAGEM AOS AMIG@S

terça-feira, 29 de junho de 2010

O SHEEPHEAD DA CALIFÓRNIA - Semicossyphus pulcher (Ayres, 1854)

FAMÍLIA: labrídeos.

LONGEVIDADE: 14 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 90 metros.

COMPRIMENTO: 91 cêntimetros.

PESO: 16 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Oceano pacífico,Califórnia, México.
BIOLOGIA: a coloração desta espécie varia consoante a idade e o sexo.
Os machos adultos, são tipicamente pretos e vermelhos, mas as fêmeas costumam ser todas elas rosadas; ambos os sexos possuem as gargantas brancas. os exemplares mais jovens são vermelhos, com uma mancha escura em cada barbatana. Encontram-se normalmente sobre fundos de rochosos e bancos de algas. É um peixe muito combativo e musculoso como se pode apreciar pela forma densa do seu corpo, a sua boca está densamente povoada por temíveis caninos que se não tivermos cuidado nos pode produzir feridas graves. Outra particularidade do Sheephead é que é hemafrodita, pois nasce fêmea e ao alcançar os 18 cêntimetros transforma-se em macho, obviamente isto também depende do habitat e da abundância de alimento. Hoje em dia é uma das espécies protegidas devido a que durante anos foi completamente arrasado por pescadores furtivos para ser vendido no mercado negro em México.
ALIMENTAÇÃO: estrelas do mar, pepinos do mar, camarões, caranguejo, polvo, lulas e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, surfcasting, á deriva.

RECORD IGFA: encontra-se em 12,880 quilos capturado por Marshall Madruga no dia 04/11/1999 na Ilha Roca Partida em México.

                                   HOMENAGEM AOS AMIG@S

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A BREMA COMUM - Abramis brama (Linnaeus 1758)

                                                            
FAMÍLIA: ciprinídeos.

LONGEVIDADE: 23 anos.

PROFUNDIDADE: 20 metros.

COMPRIMENTO: 80 cêntimetros.

PESO: 10 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: desde a parte oriental da Irlanda, passando por grande parte do norte, centro e sul da Europa, até aos Urais e algumas zonas de Ásia central.
BIOLOGIA: as bremas estão largamente distribuídas por águas paradas, canais e rios profundos de corrente lenta. Alimenta-se básicamente no fundo e é uma espécie muito popular entre os pescadores, principalmente dos que praticam a pesca à francesa ou coup. Têm uma cabeça sem escamas e um corpo achatado dos lados, com escamas pequenas e uma generosa camada de garro. A côr predominante é o castanho-dourado e as barbatanas peitorais e pélvicas estão tingidas de vermelho. A Brema quando se alimenta coloca-se na vertical e projecta a boca para baixo como um autêntico aspirador com a finalidade de sugar minhocas, larvas, moluscos, crustáceos e larvas de insectos.Um cardume de Bremas ao alimentar-se pode trair a sua presença devido á nuvens de lodo do fundo. Ultimamente exemplares de tamanho consideravél têm sido capturados com micro-boilles. 
ALIMENTAÇÃO: asticot, minhoca da terra, cáster (pupas de mosca), pão, milho, boille e moscas.

MÉTODOS DE PESCA: á francesa, ao coup, á inglesa, á bolonhesa, carpfishing, á mosca.


RECORD IGFA: encontra-se em 10,320 quilos capturada por Scot Crook, na lagoa de Ferry na Inglaterra no ano 2012.

                                                   !! HOMENAGEM AOS AMIG@S!!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O OLHUDO - Epigonus telescopus (Risso, 1810)

FAMILIA: epigonídeos

LONGEVIDADE: 104 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 1,200 metros.

COMPRIMENTO: 75 cêntimetros.

PESO: 1 quilo.

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico, Mediterrâneo,  Ilhas Canárias, Àfrica e Nova Zelanda.
BIOLOGIA: encontra-se normalmente em fundos macios de lodo ou areia, quando jovem alimenta-se de plâncton e pequenos invertebrados, adicionando mais tarde á sua dieta toda espécie de moluscos e pequenos peixes, não é territorial. O seu nome vêm obviamente dos seus grandes e proeminentes olhos. Também conhecido como Bull-eyes ou Cardinal fish. A sua carne é deliciosa e têm uma grande procura como peixe comercial. A principal razão da sua captura é para fins comerciais, porém na pesca desportiva também é bastante "querido" devido à dificuldade da sua captura. Para exemplo a magnífica captura da foto a qual é record E.L.C.R. (European Line Class Record), e record IGFA.

O VIDEO: aqui podemos apreciar a captura do olhudo.


ISCOS: Ameijoa, Camarão, Sardinha, Lengueirão e amostras.

METODOS DE PESCA: pesca embarcada, surfcasting, jigging.

RECORD IGFA: encontra-se em 1,03 kg capturado por Luis Ceia, no dia 19/02/2007 em Vila Real de Sto. António, Algarve, Portugal. Parabéns Ceia, continua assim.

                                                       HOMENAGEM AOS AMIG@S