AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

sábado, 2 de abril de 2011

A SAVELHA - Alosa fallax (Lacepède, 1803)

FAMILIA: clupeídeos.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 2 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Europa Ocidental.
BIOLOGIA: muitas vezes confundida com o Arenque do Atlântico (Clupea harengus) pela grande semelhança existente entre estas espécies, a Savelha pode ser fácilmente distinguida pela "mossa" que possui debaixo da mandibula superior a qual encaixa na inferior, coisa que o Arenque não têm. Uma quilha de escamas afiadas ao longo do ventre e manchas escuras ao longo dos flancos. A savelha é uma espécie marinha embora desove em água doce. Durante a imigração para o desove remonta rios para voltar ao seu lugar de nascimento tal como o Salmão e outras especies. Depois do seu nascimento os alevíns permanecem em água doce dois anos mais ou menos até voltarem ao mar. A sua pesca apesar de ser um peixe "pequeno" é super divertida pois é um peixe que para a sua defesa no brinda com saltos e cabriolas dignas de um Trapão.
ALIMENTAÇÃO:  Enquanto alevín alimenta-se de plâncton, tanto animal como vegetal, larvas de insectos e copépodes (crustáceos minúsculos), mas ao atingir os 20-25 cêntimetros começa a alimentar-se de peixes.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, à mosca, surfcasting, à bòia.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 0,700 quilos e foi capturada por P.C. Owendjik no dia 21/08/1998 no mar do Norte em Netherland.

                                                       HOMENAGEM AOS AMIG@S

segunda-feira, 28 de março de 2011

A MARUCA - Molva molva (Linnaeus, 1758)

FAMÍLIA: gadídeos.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 400 metros.

COMPRIMENTO: 200 cêntimetros.

PESO: 60 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: noreste do Atlântico, desde el mar de Barents e Irlanda até Marrocos.
BIOLOGIA: a Maruca é uma das espécies de maior tamanho da família dos gadídeos. A sua presença é comun entre os destroços dos navios, durante a sua juventude podem ser capturados en águas superficiais, mas a sua juventude é rápida e ao atingir o quilo de peso desloca-se a águas entre os 50 - 400 metros, daí resulta bastante compreensivel que as marucas capturadas de costa sejam bastante mais pequenas que as que são capturadas em alto mar. Vive normalmente en fundos rochosos, nos quais encontra refúgio. Como gadídeo a Maruca pertence à familia do Bacalhau, e como tal a sua carne é esquisita, daí a sua grande procura, devido à grande demanda a Maruca esteve em perigo de extinção, felizmente esse tempo já passou e hoje em dia a sua população encontra-se num nível estável. O seu estado de madurez é alcançado ao atingir os 90 - 100 cêntimetros. Embora seja muito parecido com o bacalhau a forma mais fácil de distinguir uma Maruca é pela pequena "barbinha" que têm no maxilar inferior e que lhe permite detectar presas que se encontram escondidas debaixo da areia como por exemplo os linguados e solhas. 
ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat, lagostas, caranguejos, lulas, polvos e chocos.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, pesca embarcada.

RECORD IGFA: encontra-se em 40,100 quilos e foi capturada por Gareth Laurenson no dia 04/05/2002 nas ilhas Shetland no Reino Unido.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIG@S

domingo, 20 de março de 2011

A URTA - Pagrus auriga ( Valenciennes, 1843 )

FAMILIA: espárídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 170 metros.

COMPRIMENTO: 80 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: a Urta está presente no Este do Oceano Atlântico, deste Portugal a Angola, passando pelo Mediterrâneo, Madeira e Ilhas Canárias.
BIOLOGIA: um mariscador nato, a Urta ( Pargo ruço) é um dos mais belos peixes do nosso mar, a morfologia da Urta adulta é de um corpo oval, achatado e alongado, com listas vermelhas e com manchas pretas na metade superior, têm uma mandíbula poderosa provida de quatro grandes caninos cilíndricos na parte superior e seis na parte inferior, além de poderosas linhas de molares, embora seja totalmente diferente em espécimes juvenis, que apresentam um corpo mais alto e onde se destacam os primeiros raios espinhosos da barbatana dorsal, no corpo têm como base umas listas vermelhas no sentido transversal. Chegando até mesmo a parecer durante muitos anos que são de espécies distintas. Habita em fundos rochosos, zonas de coral com misto de algas, onde abundam cefalópedos e todo tipo de crustáceos, que formam a base da sua dieta alimentar. Como curiosidade destaco o hermafrodismo da espécie, As pequenas Urtas nascem fêmeas e com o tempo tornam-se em machos, estes grandes exemplares, tendem a tornar-se solitários, ao contrario dos juvenis que vivem em cardumes por uma questão de subervivência. A sua picada têm por costume ser bastante violenta, não é um peixe que te deixe sem linha no carrete no entanto a sua luta é titânica.
ALIMENTAÇÃO: em relação à alimentação, também à uma marcada diferênça entre os juvenis e os adultos, já que os últimos se alimentam básicamente de ouriços do mar, todo tipo de caranguejos (em especial os heremitas), pequenos polvos, lulas e chocos, não desperdiçando também qualquer peixe pequeno de outra espécie, sem dúvida alguma que se trata de um grande predador. Os juvenis podemos pescar com quase todo o tipo de isco, desde lagostins pequenos até à minhoca americana e claro com caranguejos pequenos.

MÉTODOS DE PESCA: jigging, ao fundo.
RECORD IGFA: encontra-se em 3 quilos e foi capturada por Serge Bensa no dia 03/09/1986 em Nouadhibou, Mauritânia.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

domingo, 13 de março de 2011

O QUEENSLAND LUNGFISH - Neoceratodus forsteri (Krefft, 1870)


FAMILIA: ceratodontideos.

LONGEVIDADE: 65 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 10 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 40 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Austrália, Queensland.
BIOLOGIA: habita normalmente em fundos de lodo, areia ou gravilha, é sem dúvida um peixe "estranho". Prefere águas calmas e poças profundas, durante os periodos de sequia o seu comportamento torna-se algo extraordinário, ao não tolerar baixos nível de oxigénio vem à superfície uma ou duas vezes por hora para respirar "ar". Durante a noite o som provocado pelos seus pulmões ao respirar é tão característico que muitos pescadores conseguem descubrir o local onde se encontra seguindo o som. Está protegido por lei, visto que esta extraordinária criatura permanece inalteravél há mais de 380 milhões de anos. Foram encontrados restos fóssilizados no sul de Nova Gales. Estudios realizados pela Universidade de Queensland, provaram que o Lungfish é o parente mais próximo dos primeiros vertebrados terrestres, analisando as retinas deste peixe descobrirão que podia ver em cores.(Coisa que os peixes não podem, mas isto já voçês sabem). Esta maravilha é o único sobrevivente do género Neoceratodus existente hoje em dia.
ALIMENTAÇÃO: é omnívoro e come desde plantas aquáticas, passando por frutos, caranguejos, peixe, rãs, minhocas de terra, caracóis ou camarão.

MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, spinning, baitcasting, à bóia e à mosca.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 

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terça-feira, 8 de março de 2011

A PERCA DA SELVA - Kuhlia rupestris (Lacepède, 1802)

FAMÍLIA:  kulídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Austrália, Nova Caledónia, Ilhas Fiji e África do sul.
BIOLOGIA: a perca da selva pertence a uma pequena familía de peixes semelhantes à dos centrarquídeos da América do Norte. Esta espécie é prateada com manchas características de um tom castanho avermelhado e manchas negras na segunda barbatada dorsal e em ambos lóbulos da caudal. Vive em pequenos rios de águas rápidas e transparentes. Encontra-se também nas correntes costeiras da zona oriental de Queensland e está também abundantemente distribuída pela região tropical indo-pacífica. Na época da reprodução abandona os rios e lagos e  emigra para estuários costeiros até que se produz o nascimento dos alevins. Prefere zonas com abundante vegetação onde se oculta para poder caçar e proteger-se dos seus predadores. Devido à sua exuberante beleza é utilizada para fins decorativos em aquàrios. Na Austrália a sua pesca a nível desportivo está em tão alto grau de satisfação como nos Estados Unidos a captura de um bom Achigã.
ALIMENTAÇÃO: alimenta-se sobretudo de insectos, fruta, caranguejos e peixe. Porém é considerado um peixe omnívoro, por isso na pesca pode ser tentado com inumeráveis iscos.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, carpfishing, à bóia, à mosca, baitcasting, surfcasting.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O BAGRE AZUL - Ictalurus furcatus (Rafinesque, 1818)

FAMILIA: ictalurídeos.

LONGEVIDADE: 24 anos.

PROFUNDIDADE: 36 metros.

COMPRIMENTO: 130 cêntimetros.

PESO: 45 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: América do Norte, Canadá e norte de México.
BIOLOGIA: esta espécie é a maior entre os bagres americanos. Ao contrário da maior parte dos seus congéneres, perfere águas de correntes rápidas e relativamente transparentes, ás de curso lento e turvas. Encontra-se sobre fundos de rocha, areia ou gravilha e não de lodo nem de limos. Também é conhecido com Channel catfish, devido ao facto de que normalmente habita canais de regadio nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos é considerado peixe desportivo com uma verdadeira legião de fans incondicionais que perferem pescar este peixe a qualquer outro, existem recordes estatais com prémios avultadissimos e sempre que se bate um record, é noticia nas televisões de todo o país. A maior curiosidade sobre este peixe, é que o peixe que bate o record é levado para um grande aquário público para que todos o possam admirar, e só é restituido ao seu habitat natural, quando o record volta a ser batido.
ALIMENTAÇÃO: sobretudo à noite, altura em que deixa as águas profundas e vai até à superfície onde apanha peixes e caranguejos no meio dos rápidos.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, à mosca, carpfishing, à bóia.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 26,300 quilos capturado por W.Whaley no dia 07/07/1964 na reserva natural de Santee-Cooper no sul de Carolina USA.

                                                 HOMENAGEM AOS AMIG@S

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A MOREIA EUROPEIA - Muraena helena ( Linnaeus, 1758 )

FAMILIA: murenídeos.

LONGEVIDADE: 10 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 100 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 6 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: em águas subtropicais e tropicais de todo o mundo; algumas espécies frequentam águas temperadas.
BIOLOGIA: esta moreia normalmente encontra-se na parte oriental do Atlântico e no Mediterrâneo, é uma das espécies de moreia de entre as mais de 80 existentes. Todas elas são visivelmente irascíveis e usam prontamente a sua dentadura afiada sempre que se sentem ameaçadas. Raramente constituem uma presa de pesca, embora por vezes sejam fisgadas por engano. O que não quer dizer que se pescamos uma moreia (pelo menos eu) fique chateado, ao contrário, pois que conhece a magnífica carne que tem este irascível peixe sabe prefeitamente o manjar que é. Isso sim é aconselhável mil e um cuidados há hora de tratar do bichinho, pois a sua temível dentadura causa feridas de consideravél gravedade. Como a maioria dos murenídeos perfere habitar junto a zonas com rocha ou qualquer outro objecto onde se sinta protegida, tais como restos de naufrágios ou destroços de qualquer tipo. É um predador que caça de sorpresa, normalmente estático na sua toca com a cabeça de fora, e a boca aberta há espera de algum incauto peixinho que passe diante das suas fauces. Utiliza o seu corpo como uma mola sobre pressão no momento do ataque, a vitíma normalmente nem se apercebe do ataque até que o próprio já terminou. A moreia possui uma técnica única para despedaçar presas maiores, quando não as pode engolir inteiras. Depois de apanhar a presa como por exemplo um polvo, a moreia provoca um nó no extremo do corpo e consegue deslocar esse nó através do seu corpo passando pela cabeça até alcançar a presa, nessa fase aperta o nó e estica o corpo conseguindo assim rasgar a presa para poder engolir o pedaço que têm na boca. A moreia é extremamente territorial, o que neste caso a prejudica muito, pois ao habitar a mesma toca durante todo o ano é presa fácil de quem pratica a caça submarina.
ALIMENTAÇÃO: qualquer peixe do seu habitat, incluindo céfalopodes e caranguejos, para a sua pesca aconselha-se peixes como a sardinha, cavala ou tiras de choco ou lula.

MÉTODOS DE PESCA: pesca embarcada, surfcasting.
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 6,200 quilos capturada por Eduardo Soares no dia 24/01/2007 em Vila Real de Sto António, Algarve, Portugal.

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

O PEJERREY - Odontesthes bonariensis (Valenciennes, 1835)

FAMILIA: atherinídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 80 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 2 quilos.

 DISTRIBUIÇÃO: águas litorais da costa Argentina e rio de La Plata.
BIOLOGIA: cuando chegam os primeiros dias frescos depois do verão, este incansavél nadador, sobe os rios pela chamada da natureza, buscando àguas mansas onde possa uma vez mais procriar. Momento este mais que esperado pelos pescadores, que  procuram assim encontrar a magia deste lutador. O Pejerrey é um predador de qualquer peixe mais pequeno do seu habitat, assim como de invertebrados e outros organismos acuàticos. Está sempre em constante movimento o que claro está provoca um consumo de energia enorme, para combater isto só há uma solução; comer!! Mas está perfeitamente adaptado para essa função, o seu corpo cilíndrico coberto de pequenas escamas que estão perfeitamente empapadas por uma mucosa protectora que faz com que o nível de atrito com as águas seja minímo. Possuidor de uma musculatura formidável para o pequeno que é, e a sua poderosa barbatana anal fazem o resto. Ao estar em constante movimento o Pejerrey consome grandes quantidades de oxigénio, sabendo que o oxigénio no ar aumenta com a diminuição da tempratura, já podemos entender a razão pela qual o Pejerrey está mais activo no Inverno que no Verão. Com uma boca feita à medida, pois possui a capacidade de ser protráctil, que quando está retraida mantém uma forma hidrodinâmica, porém quando se alimenta pode engolir presas com um tamanho considerável. O Pejerrey normalmente desova na plataforma subaquática da barra do  Rio de La Plata, porque o leito é de areia, barro e gravilha e é bastante sólido, o que permite à fêmea formar uma cavidade onde deposita os ovos. O Pejerrey possui uma fecundação externa , como a maioria dos peixes, portanto o macho deve depositar o esperma sobre os ovos e grande parte normalmente é disolvido pela àgua, a fêmea ao construir este pequeno (ninho) evita assim que as correntes possam arrastar o esperma do macho e consegue portanto aumentar as possibilidades de uma fecundação exitosa.
ALIMENTAÇÃO: todo tipo de organismos invertebrados do seu habitat e peixe.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, à inglesa.

RECORD IGFA: encontra-se em 1,300 quilos e foi capturado por Tomas Felipe Restano no rio de La Plata, Buenos Aires, Argentina no dia 25/08/2009.
  
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A BOGA DE RIO - Chondostroma polylepis (Steindachner, 1864)


FAMILIA: ciprinídeos.

LONGEVIDADE: 10 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 2 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Europa.
BIOLOGIA:  este pequeno ciprinídeo com a boca rectangular característica única desta espécie, na qual o lábio inferior possui uma menbrana óssea que lhe permite raspar o fundo para obter algas e filamentos que formam a base da sua dieta. Poucos damos a devida importância a este pequeno peixe, talvez porque não saber valorar a sua tenacidade em sobreviver, a boga vive nos cursos médios dos rios, porém também se encontram em muitas barragens, é um peixe gregário, especialmente durante a imigração pré-reprodutiva que efectúa com milhares de individuos rio acima. Para quem teve a sorte de ver este espetáculo, de certeza que nunca mais se esqueceu. A sua madurez é alcançada aos 3-4 anos de idade e a sua reprodução dá-se entre os meses de março a junho, como antes mencionava a mãe natureza mais uma vez demonstra a sua sabedoria. Devido ao pequeno tamanho da boga e às poucas defesas naturais que têm em relação aos predadores a sua fresa é das primeiras a efectuar-se, assim consegue evitar o ataque de qualquer predador sobre os seus alevins.  A femêa realiza uma posta que pode ir desde os 1.000 ovos até aos 8.000,  deposita os ovos entre areia e gravilha, os quais serão mais tarde inseminados como o esperma do macho. Pode-se verificar a qualidade da água de um rio ou barragem pela população existente de bogas, pois é um peixe que não tolera águas pouco oxigenadas ou contaminadas. Como peixe desportivo, é ideal para quem começa nestas lides, pois apesar de não ser de grande tamanho, é muito tenaz e extremamente rápido, especialmente cuando pica. Qualquer pescador que já tenha pescado bogas sabe que tem de estar ao limite de reflexos ou não pescará nada. Na pesca de competição é dos peixes mais valorados, pois para os "mestres" é um verdadeiro gozo pescar esta espécie.
ALIMENTAÇÃO:  pequenos invertebrados, vegetação e alguns detritos, para a sua pesca é aconselhavél a utilização de asticot, vert de vasse ou pão francês.

MÉTODOS DE PESCA:  á francesa, á inglesa, á mosca ou com pardilheira.
RÉCORD IGFA: encontra-se em...

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O ÁSPIO - Aspius aspius (Linnaeus, 1758)


FAMILIA: ciprinídeos.

LONGEVIDADE: 11 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 1 metro.

PESO: 12 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: desde a parte oriental da Holanda, passando pelo norte e centro da Europa, até ao mar Cáspio.

BIOLOGIA: o corpo esguio e hidrodinâmico deste predador dá-lhe a velocidade e agilidade necessárias para capturar os seus alimentos, que consistem sobretudo em pequenos peixes que se encontram a pouca profundidade ou quase à superfície. Trata-se de um caçador hábil que normalmente nunca falha os seus ataques. Durante a desova o áspio macho desenvolve várias pertuberâncias duras com aspecto de verrugas (tubérculos) na cabeça, que lhe ajudam a afastar os seus rivais. O áspio reproduz-se na primavera sobre leitos de gravilha. Prefere águas profundas e encontra-se frequentemente em represas, lagos ou rios com excelente qualidade de água. Depois de ferrado, é um autentico titán, com  rápidas e intermináveis corridas, só se rendirá cuando estiver completamente exausto. Como podeis ver o áspio pertence à familia dos ciprinídeos, porém o seu comportamento está bastante longe da carpa ou barbo, pois estes também predam mas só em raras ocasiões, o áspio porém já tem esse instinto no seu adn, poderia bem passar por um lúcio ou uma lúcioperca tal é a sua voracidade.
ALIMENTAÇÃO: insectos, crustáceos e peixes do seu habitat tais como o alburnete.


MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca, corrico, carpfishing, ou à bóia com peixe morto.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 5,660 quilos e foi capturado por Jan-Erik Skoglund no lago Varnern em Suiça no dia 25/09/1993.

                                                HOMENAGEM AOS AMIG@S

sábado, 8 de janeiro de 2011

O TUBARÃO MARTELO - Sphyrna zigaena (Linnaeus, 1758)


FAMILIA: seláceos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 200 metros.

COMPRIMENTO: 500 cêntimetros.

PESO: 400 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: em quase todas as águas tropicais e subtropicais do mundo.
BIOLOGIA:  a estranha cabeça do tubarão martelo é sem dúvida a sua marca registada, pois em todo o mundo aquàtico, não existe peixe com semelhante cabeça. Larga e achatada dando origem a um par de lóbulos que se assemelham a um martelo (daí o seu nome) com um olho em cada extremidade. Existem cerca de oito espécies de tubarão martelo, a maior parte das quais vive em águas tropicais e subtropicais; a espécie aqui representada, porém é um peixe de águas costeiras temperadas a subtropicais. Trata-se de uma espécie grande, que normalmente constitui um perigo para banhistas e mergulhadores. Um dato muito interesante sobre os tubarões chamados agressivos ou perigosos. Em todos os tubarões classificados com estes adjectivos, verifica-se que todos eles possuem o lóbulo superior da barbatana caudal com o dobro ou o triplo do tamanho do lóbulo inferior. Como é o caso por exemplo do tubarão tigre ( Galeocerdo cuvieri )ou do tão temivél tubarão branco ( Carcharodon carcharias ). É uma das das poucas espécies de tubarões que se podem ver com relativa facilidade em grandes cardumes, tanto quando emigram para zonas de caça como também na sua rotina diária, somente os individuos de grande tamanho costumam viajar sozinhos.
ALIMENTAÇÃO: qualquer ser vivo do seu habitat, com especial predilecção por espécies como as raias, cavalas, sardinhas, atuns e polvos.

MÉTODOS DE PESCA: Spinning, Corrico, á deriva, Surfcasting.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 167,600 quilos capturado por Scott Tindale no dia 26/01/2002 na baía de Plenty em Nova Zelanda.

                                                   HOMENAGEM AOS AMIG@S

domingo, 2 de janeiro de 2011

A RAIA PINTADA - Raja asterias (Delaroche, 1809)

FAMÍLIA:  rajiídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 343 metros.

COMPRIMENTO: 70 cêntimetros.

PESO: 1 quilo.

DISTRIBUIÇÃO: Este do Oceano Atlântico, Mediterrâneo e com a possibilidade de deslocar-se até ao Estreito de Gibraltar, Norte de Marrocos e possivelmente ao sul de Mauritânia.
BIOLOGIA: habitante de grandes profundidades, esta raia é sem dúvida das mais bonitas da espécie. Não é muito frequente a sua captura, pois é um peixe que habita grandes profundidades, porém a sua captura em pesca embarcada dá-se de vez em quando. Durante a sua etapa juvenil tem a tendência a seguir grandes objectos flutuantes, provávelmente por confundir estes objectos com a sua progenitora. Foi descuberta por Delaroche em 1809. Estes peixes caracterizam-se pelos seus corpos achatados e,  frequentemente, por umas largas barbatanas peitorais, o que faz com que a luta com qualquer deles por pequeno que seja, seja uma questão de paciência, pois mais que uma luta parece que estamos a arrastar um grande saco cheio de água., devido à enorme pressão que exerce sobre a nossa linha e cana.
ALIMENTAÇÃO: caranguejo pilado, minhocas do lodo, peixes tais como sardinhas, cavalas ou carapaus.

MÉTODOS DE PESCA:  pesca embarcada, surfcasting.
RECORD IGFA: encontra-se em 1,040 kg capturada no dia 23/03/2007 por Luis Ceia em Portugal.

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MAR - COMO LOCALIZAR PREDADORES

Localizar predadores na imensidade do mar não é tarefa fácil. Muitas vezes bastante complicada se não existem umas referências minimas pelas quais nos podemos guiar. Sem saber interpretar (ler) o mar toda essa imensidão de água nos parecerá igual. A maioria de pescadores que praticam o Spinning encontram-se quase sempre com esta dúvida. Para mim, e sem querer presumir de sábio, pois a minha ideia ao escrever estas linhas é somente a que me ensinou o meu pai. "Sempre que compartes, aprendes". Com estas palabras com base pretendo comentar um pouco a experiência que ganhei vivendo ao lado do mar.
AS CORRENTES MARINHAS: para mim, um dos factores mais importantes, e que muitas vezes não lhes damos o devido valor. O mar em sí é uma enorme massa em constante movimento, pela influência das marés. A geografia do fundo actúa sobre essa massa de uma maneira ou de outra dependendo de uma barreira rochosa ou um salto de profundidade. Fazendo aumentar a sua velocidade ou diminuir, dependendo da geografia do fundo. Podemos identificar fácilmente estas zonas (lendo) a superficie do mar, reconhecendo as zonas onde a água está mais tranquila e as zonas onde acontece o contrário com a segurança de que sabemos porque razão o mar se comporta assim em determinadas zonas, para muitos pescadores essa é a diferença entre pescar e andar todo o dia a lançar queixando-se da sua má sorte.
Essa simples questão, pode fazer variar a côr da água e com essa variação de côr, também varia o comportamento dos peixes presentes nessa zona, zonas de espuma, zonas de corrente com água cristalina, zonas de remoinhos, zonas de calma. Todos estes factores são os que nos podem indicar onde estão os peixes, pois apesar de que muita gente pensa a pesca (para mim) não é uma questão de sorte. Existe sempre um factor determinante que faz com que um pescador pesque e outro não.
Estas correntes marinhas para os peixes são o que nós chamariamos (cintas transportadoras de comida) existem correntes pequenas e outras que são verdadeiras autoestradas que percorrem km. Dentro destas correntes encontram-se milhões de microorganismos e restos orgânicos que claro está atraem uma multidão de espécies que delas se alimentam, aumentando a cadeia alimenticia até chegar à nossa parte favorita. Os predadores, toda a gente sabe que na natureza o que não come é comido e nestas autoestradas abundam peixes como cavalas, bogas, carapaus, liças, e  uma infinidade de peixes que normalmente são o alimento diário das nossa espécies favoritas, tais como anchovas, robalos, corvinas, palmetas, lírios etc. Em muitas ocasiões estas correntes não são só, uma fonte de alimento, também servem de meio de transporte para os alevins de uma infinidade de peixes que as utilizam para deslocar-se com o menor esforço a outros territórios.

AS AVES MARINHAS: são excelentes indicadores da existência de predadores na superficie, tal é a importància que estas aves têm que muitos barcos que se dedicam à captura do atún, utilizam radares que captam grandes concentrações de aves, a várias milhas de distância porque sabem que se existe uma grande concentração de aves é porque há peixe na zona de certeza. Pois a defesa mais prática dos alevins e pequenos peixes ao sentir-se atacados é formar uma bola e ascender à superficie. Estes cardumes são visiveis do céu e as aves marinhas são autênticos sentinelas aeréos que detectam na superficie qualquer mudança do seu estado natural.
AS MUDANÇAS DE TONALIDADE: a agitação do mar, provocada pelas correntes, ondas, vento, mar de fundo ou uma barra (saida de um rio no mar) provoca muitas vezes a mudança de tonalidade das águas devido a uma acumulação de matéria em suspensão, já seja lodo, ou barro traido pelos rios ou mesmo areia. Estas manchas de água turva com o tempo vão-se deslocando à deriva por acção do vento e das marés e claro está das correntes. Estas zonas são procuradas pelos alevins e peixes de menor tamanho pela facilidade de encontrar alimento e sentir-se seguros ao mesmo tempo.  Nas barras normalmente esta diferença de tonalidade é permanente, por essa razão a concentração de peixes nessa zona é sempre tão alta. Devido a esta linha divisória entre a água clara e a turva, os predadores encontram um paraiso para poder atacar as suas presas sem ser vistos, patrulhando estas zonas incansavélmente.
OS BARCOS DE PESCA: ao ver passar uma traineira, um arrastão ou qualquer outro barco de pesca, talvez não todos pensemos que debaixo dessa esteira de espuma que o barco deixa estão perdadores. A limpeza das redes de pesca de peixes pouco comerciais ou sem medida que não se poderão vender na lota, são atirados ao mar durante a viagem de regresso, deixando claro está um banquete para os predadores que poderão encher a barriga com o menor esforço, e a primeira regra de qualquer predador é ser opurtunista. A larga distância poderemos verificar se o barco em questão está a limpar as redes pois normalmente estará rodeado de centenas de gaivotas e outras aves marinhas que também querem a sua parte do festim.
OS PEIXES GUIA: que diversas espécies se sirvam de outras para encontrar alimento é um facto consumado, tanto na terra como no mar. Muitos mamiferos marinhos costumam ir acompanhados de predadores que aproveitando o sistema de ecolocalização destas espécies as utiliza como guias para encontrar o seu próprio alimento. A mais conhecida e explorada pela pesca comercial é a do caso dos golfinhos e dos atúns, concretamente da espécie de barbatana amarela. Está demostrado que estes peixes utilizam as suas capacidades para detectar grandes cardumes de peixes, por isso se verificamos que existe um cardume de golfinhos poderemos quase afirmar que debaixo de estes se encontra um cardume de atúns.
OBJECTOS FLUTUANTES: os alevins de diversas espécies utilizam de forma instintiva qualquer objecto flutuante como abrigo para esconder-se dos seus predadores e encontrar alimento, que normalmente está pegado a este em forma de larvas, ou outros microorganismos. Este tipo de objectos podem ser por exemplo qualquer barco atracado ao porto vários meses sem ser movido, pedaços de madeira flutuando no mar ou grandes camadas de algas que devido às marés vivas são arrastadas para o alto mar. Alguns de estes predadores como por exemplo o Dourado, sabe que estas coberturas são autênticas geleiras, e  normalmente escondem-se debaixo de estas à espera do peixinho que vai à procura de alimento ou abrigo. Este fenómeno está hoje em dia muito bem explorado por diversas companhia de pesca industrial que utilizando estes conhecimentos cobrem estensas zonas com plataformas à deriva (mas bem sinalizadas) para atrair estes predadores, é o caso por exemplo das plataformas para capturar atúns. Se encontrares durante o dia de pesca algum destes exemplos, não dúvides e lança, em último caso só perderás um lance, e por outro lado podes acabar com um sorriso de orelha a orelha.
A ARMA SECRETA: perspicácia, sempre que nos vamos a enfrentar a um dia de pesca normalmente pensamos em uma espécie em concreto. Claro está que é bastante conveniente conhecer a sua biologia, costumes, habitat e dar-lhe bastante à imaginação. A titulo de exemplo, uma mania que costumam ter quase todos os pescadores (incluido eu) é o caso do Robalo, quase sempre associamos o robalo com a espuma, rebentação e vamos sempre à procura de esta espécie neste cenário, o qual é certo mas a minha opnião é que não nos devemos limitar a essa ideia. Os predadores salvando as suas difererenças, têm de procurar o alimento onde esté e se este não se encontra na rebentação, claro está que o buscaram em outros sitios, suponho que como já aconteceu comigo o que vou contar já aconteceu com muitos amantes da pesca, (...  um dia passeando com o meu filho, por um molhe qualquer, ele muito excitado chama-me, dizendo que tinha visto uma liça enorme, explicando com os braços abertos de par em par o tamanho colossal do peixe, claro que a minha reacção foi dizer que não havia liças desse tamanho, ele insiste e praticamente arrastando-me leva-me ao sitio onde viu a tal liça, e efectivamente era verdade. Mas não era uma liça e sim um robalo descomunal, sem exagerar que é o que normalmente fazemos deveria estar entre os 6-7 kg, fiquei logo com a boca seca a pensar porque raios é que não tinha uma cana de pesca, e que isto só me acontecia a mim...) este caso acontece com mais normalidade do que muitos pensamos, pois como qualquer predador o robalo procurava mimetizar-se com as liças devido à semelhança que têm com esta espécie. Mas o mais interessante é que este robalo tinha o mesmo comportamento que o cardume de liças, seguindo o cardume com a mesma velocidade e a mesma direcção em que se deslocava, outra actitude de caça estratégicamente pensada. Suponho que cuando chegasse o momento, este robalo atacaria de maneira imprevista qualquer liça mais jovem que distraidamente lhe passase pela frente. 

Penso que na pesca como na vida, não devemos nunca parar de evoluir, e sempre que nos seja possivel libertar, porque o que libertamos hoje poderemos pesca-lo amanhã muito maior. Espero que estas palavras sirvam para ajudar a algum futuro amante deste desporto tão belo que é a pesca desportiva.