AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A PERCA EUROPEIA - Perca fluviatilis ( Linnaeus, 1758 )

FAMÍLIA: percídeos.

LONGEVIDADE: 22 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 4 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: desde Europa para o norte até à Escandinávia.
BIOLOGIA: a perca é um temível predador apesar do seu escasso tamanho, habita em lagos, ríos, ou barragens, adapta-se rápidamente a um novo habitat, seja este de águas paradas ou com corrente. Como todo predador, alimenta-se de práticamente de tudo o que possa encontrar no seu território, vive em cardume o que faz de este peixe um predador super eficiente, o seu comportamento em cardume foi muitas vezes igualado ao das piranhas embora seja menos agressivo neste sentido, pois só ataca para alimentar-se. Durante o seu estado juvenil alimenta-se de  pequenos invertebrados, insectos e larvas. Entre o 1-2 ano de idade o macho atinge a maturidade e já se pode reproduzir, as fêmeas demoram um pouco mais, entre o 2-4 ano de vida. Nessa altura já preda sobre pequenos peixes, rãs e outros animais de maior porte. A fase de namoro começa em fevereiro e termina a mediados de Junho, os ovos da perca europeia formam uma espécie de corda, que pode alcançar o metro de longitude, esta estrutura permite que esta longa corda de ovos tenha uma fácil aderência a qualquer tronco ou raiz submergida, o resultado de tão elaborado sistema verifica-se na taxa de natalidade da perca europeia, quase um 90% dos seus ovos fecunda. A pesca de este percídeo dá-se bastante melhor em dias de calor, pois a perca sobe à superficie para atacar os cardumes de peixes mais pequenos que caçam insectos na superficie, o material para pescar este peixe é idêntico ao que se utiliza para a pesca do achigã embora em tamanhos mais reduzidos devido à escassa dimensão da sua boca, durante o inverno devemos procurar as percas em profundidade, com jigs, de côr branca, amarela ou prateada.
ALIMENTAÇÃO: qualquer ser vivo do seu habitat.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, mosca, corrico.

O VIDEO: a pesca da perca europeia conhecida nos E.U.A. como Jumbo Perch.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 2,900 quilos e foi capturado por Kalle Vaaranen no dia 04/09/2010 em Kokar, Aland Islands em Filândia.

                                                         HOMENAGEM AOS AMIG@S

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A BICA - Pagellus erythrinus (Linnaeus, 1758)

FAMÍLIA: espárídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 200 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: desde o Noreste do oceano Atlântico, passando por Noruega e Mediterrâneo.
BIOLOGIA:  a Bica para muitos é uma desconhecida, pois é um peixe que normalmente se captura por casualidade, um peixe lindíssimo a meu ver, pois as suas côres sempre em tons rosa e branco, são um verdadeiro espetáculo dentro e fora de àgua. O seu habitat encontra-se quase sempre em zonas mistas de areia e rocha em profundidades que rondam os 70-80 metros. Embora no inverno se desloquem a maiores profundidades. Para além da sua esplendorosa beleza a bica também dá uma grande luta e é uma verdadeira especialista em safar-se dos anzóis.  A picada da bica é bastante súbtil, pois tem o hábito de saborear ou brincar com o isco antes de tomá-lo, muitas são as bicas perdidas pelo nervosismo do pescador que fisga antes do momento, pois raras são as ocasiões em que a bica volta ao mesmo isco. As bicas são hemafroditas e nascem todas fêmeas, ao alcançar o seu segundo ano de vida, a natureza faz o seu trabalho e a transformação em macho dá-se com cerca de 17 cêntimetros, altura em que podem começar a procriar, (normalmente na primavera) neste sentido peço uma especial atenção para a libertação de todo aquele exemplar que não alcance esta medida. Só estaremos a pensar no nosso próprio futuro. A bica normalmente consegue safar-se do anzol, porque ao ser fisgada, depois de duas ou três investidas para o fundo, parece render-se e vêm para cima dócilmente, é neste momento que o pescador confiado comete o erro e começa a recolher a linha sem sentir qualquer esforço da parte do peixe. Ocasião esta em que a bica aproveita para pegar dois ou três cabeçadas e livrar-se do anzol.
 ALIMENTAÇÃO: pequenos invertebrados(anelídeos) crustáceos, moluscos e pequenos peixes.

MÉTODOS DE PESCA: pesca embarcada, jigging, surfcasting, à bóia.
VIDEO: a captura de uma bica à Portuguesa!!
RÉCORD IGFA: encontra-se 3,240 quilos e foi capturada por Geoff Flores em Monte Gordo (Algarve/ Portugal) no dia 19/05/1996.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIG@S



sábado, 30 de julho de 2011

O NAMORADO - Pseudopercis numida ( Miranda Ribeiro, 1903 )

FAMÍLIA: mugíloidideos.

LONGEVIDADE: 30 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 300 metros.

COMPRIMENTO: 120 cêntimetros.

PESO: 30 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: sudoeste do Atlântico, Rio de Janeiro até à costa de Santa Catarina, Argentina, e também em Uruguay.
BIOLOGIA: habita águas profundas do recife continental, sobre fundos de areia, embora também possa ser encontrado em fundos mistos de rocha e areia. Com uma grande cabeça oval e uma peculiar mancha castanha atrás das guelras o namorado tem como côr principal o castanho salpicado de tons violeta no dorso. Uma boca grande de lábios grossos que termina à altura dos olhos, devido a grande longevidade que atinge a sua maturidade sexual só é alcançada com mais de 5 anos de idade.  Grande lutador e apreciado troféu não só pela fantástica luta que dá mas principalmente pela saborosa carne. A sua pesca é bastante fructífera durante todo o ano, porém é no verão a época em que se dão as maiores concentrações de esta espécie e portanto quando se conseguem as melhores e maiores capturas. Com hábitos carnívoros, costuma ser muito agressivo principalmente durante o dia que é quando caça. Uma antiga lenda Brasileira, identifica este peixe como o presente idóneo para a pessoa amada, diz a lenda que o pescador apaixonado quando capturava este peixe oferecia-o  à sua preferida e se o amor era mutúo ela cozinhava o peixe e convidava-o a jantar. Dando assim o começo ao namoro, diz a lenda que de aí vêm o nome de namorado.
ALIMENTAÇÃO: a base da sua dieta consiste em pequenos peixes, moluscos e crustáceos.


MÉTODOS DE PESCA: pesca embarcada, surfcasting, jigging.
VIDEO: a captura de um namorado.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 22,200 quilos e foi capturado por Eduardo Baumeier no dia 7 de março de 1998 no Rio de Janeiro. 

                                                       HOMENAGEM AOS AMIG@S

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A PERCA DE LÁBIOS GROSSOS - Rhacochílus toxotes ( Agassiz, 1854 )

FAMÍLIA: embiotocídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 46 metros.

COMPRIMENTO: 47 cêntimetros.

PESO: 2 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: América do Norte.
BIOLOGIA: perca da rebentação é o termo normalmente utilizado pelos pescadores, para definir os peixes que se capturam em essa zona, este é o caso da perca de lábios grossos. Esta família compreende 21 espécies, duas das quais habitam no Japão e na Coreia, das quais já comentarei mais tarde. As restantes encontram-se ao longo da costa do Pacífico da América do Norte. Encontra-se normalmente em fundos de rocha com mistura de areia, e junto a pilares de pontes ou outro tipo de construção que lhes possa dar abrigo. Desloca-se em cardumes salvo em raras ocasiões. O nome é sem dúvida o seu cartão de visita, nesta época em que a silicona é a rainha, é bonito ver que a natureza já se tinha adiantado à ciência à muito tempo. Como peixe desportivo é muito divertido, pois apesar do seu escasso tamanho as suas lutas são muito aguerridas, podemos comparar a sua luta à de um bom sargo que não exageramos nada. Os machos das percas usam as barbatanas anais para transferirem o esperma para as fêmeas, que dão à luz alevins vivos.
ALIMENTAÇÃO: a base da sua dieta, é muito variada e inclui algas, invertebrados e peixe. Para a sua pesca utiliza-se muito pedaços de peixe, caranguejo, camarões, amêijoas e mexilhôes.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, bolonhesa, inglesa, e em raras ocasiões à mosca.

RECORD IGFA: não existe record para esta espécie.

                                                 HOMENAGEM AOS AMIG@S

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O JAÚ - Paulicea luetkeni (Humboldt, 1821)

FAMÍLIA: pimelodídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 200 cêntimetros.

PESO: 180 quilos.

DISTRIBUIÇÃO:  Ámérica do Sul , Bacia amazônica, Araguaia-Tocantins, São Francisco, Prata e em algumas bacias do Atlântico Sul.
BIOLOGIA: mais conhecido como Jaú, o Zungaro jahu é um bagre da bacia amazónica de enormes proproções. É considerado um dos maiores peixes de água doce, é um peixe de respeito, os combates com este mastodonte chegam a durar horas. O seu corpo é grosso e curto; a cabeça grande e achatada. A côr varia do pardo esverdeado claro a escuro no dorso, mas o ventre é sempre branco. No estado de alevín a jovem apresenta pintas claras espalhadas pelo dorso, muito parecidas às famosas manchas do leopardo. É uma espécie depredadora apesar do seu aspecto de peixe lento; vive normalmente no leito do rio, principalmente nos poços criados pelas cascadas, local perferido para caçar especialmente ao aproveitar a subida do rio de outras espécies na época da desova. No sudoeste do Brasil a sua carne é muito apreciada, porém o resto de pescadores o que procuram neste peixe é a magnifica batalha que proprociona quando fisgado. Embora seja um caçador, para a sua pesca é muito curioso verificar que o Jaú come melhor os iscos que estão no fundo, e em particular à noite. Obviamente é a excepção que confirma a regra, todos gostamos mais da comida fácil.
ALIMENTAÇÃO:  qualquer tipo de peixe do seu habitat, com uma clara preferência pelos curimbátas um pequeno characídeo. Também pode ser pescado com a famosa minhocuçu.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, corrico, ao fundo, á bóia.

VIDEO: Fábio Fergona "Baca" em luta com um Jaú de uns 50 quilos.


RECORD IGFA: encontra-se em 49,440 quilos e foi capturado por Russell Jensen no dia 31/01/2004 no rio Urariqueira, Amazônia, Brasil.

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

A PARDELHA DOS ALPES - Rutilus rutilus (Linnaeus, 1758)

FAMILIA: ciprinídeos.

LONGEVIDADE: 14 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 3 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Europa.
BIOLOGIA: esta espécie de corpo largo e prateado possui olhos vermelhos, barbatanas peitorais avermelhadas, assim como as barbatanas pélvicas e anal e barbatana dorsal e caudal escuras. É das espécies mais populares entre os pescadores Europeus por ser muito comum e pela destreza necessária para a capturar. É um peixe gregário, como a maioria dos ciprinídeos forma grandes cardumes normalmente de peixes do mesmo tamanho, encontra-se com frequência em lagos e rios de toda Europa, com predominância de vegetação, pois também se alimenta de vários tipos de vegetação. Durante o inverno desloca-se para zonas de maior profundidade, reduzindo o seu metabolismo até meados de Abril. Época em que começa o cortejo, os seus ovos são amarelos e possuem uma seiva que lhes permite aderir-se a plantas e raizes até a sua eclosão. Apesar de não serem nada parecidas a Pardelha dos Alpes cruza-se com frequência com a Brema, dando origem a um híbrido entre esta duas espécies. Este híbrido porém já é fértil e pode acasalar com qualquer das duas espécies. A picada de uma pardelha dos Alpes é muito delicada e rápida.
ALIMENTAÇÃO: invertebrados, na pesca utiliza-se muito o asticot, o vert de vasse e pão françês.

MÉTODOS DE PESCA: á francesa, á inglesa, carpfishing e feeder.


VIDEO: paixão por um pequeno peixe.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 3.520 quilos e foi capturada por John Bailey no dia 25/06/2008 em Norfolk Estate Lakes, Inglaterra.

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sábado, 18 de junho de 2011

O BORDALO - Squalius alburnoides (Steindachner, 1866)

FAMILIA: ciprinídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 13 cêntimetros.

PESO: 0,600 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Europa, ríos Sado, Douro, Guadiana, Odiel, Guadalquivir.
BIOLOGIA: o esguio e prateado bordalo é uma das espécies mais pequenas de grande valor para os pescadores desportivos, vive normalmente em cardumes em ríos e lagos. Peixe de comportamento gregário bastante voraz que pode fazer as delícias de um dia de pesca. A sua época de reprodução está entre Abril e Maio, deposita os seus minúsculos ovos entre plantas áquaticas junto à margem. Encontra-se em estado vulnerável devido ao estado em que se encontram as águas do seu habitat, é um peixe bastante delicado em questões de pureza das águas. Pertence à família do Alburnete do qual já fiz menção num articulo anterior, o bordalo é um dos peixes mais extraordinários dos nossos rios, sendo endémico da Península Ibérica, a sua origem é fascinante pois deve-se ao cruzamento de várias espécies entre as quais está o escalo. Todos os bordalos são fêmeas, para reproduzir-se necesitam o esperma de outro peixe que se chama escalo.
ALIMENTAÇÃO: todo tipo de invertebrados, larvas de insectos e pequenos crustáceos. Para a sua pesca utiliza-se normalmente o asticot, vert de vasse e pequenas minhocas de terra, ou moscas.


MÉTODOS DE PESCA: inglesa, francesa, bolonhesa ou mosca.


RECORD IGFA: encontra-se em 

CURIOSIDADES: todos os bordalos são fêmeas, para reproduzir-se necesitam o esperma de outro peixe que se chama escalo.

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terça-feira, 10 de maio de 2011

O TUBARÃO MAKO - Isurus oxyrinchus (Rafinesque, 1810)

FAMILIA: elasmobrânquíos.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 740 metros.

COMPRIMENTO: 400 cêntimetros.

PESO: 750 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: mundial (desde que sejam águas temperadas).
BIOLOGIA: o Mako é um animal belissímo com o corpo robusto, e espetacularmente hidrodinâmico. Com um nariz cônico e pontiagudo e uma boca grande e estreita em forma de U repletinha de dentes. A sua côr pode variar dependendo do estado em que se encontra, mas normalmente apresenta um dorso azul escuro, os flancos mais claros e um ventre branco. É provávelmente o tubarão mais rápido do mundo, capaz de alcançar a velocidade de 124 km, são homeotermos ( com a capacidade de manter a tempratura corporal por cima da tempratura do meio e com uma rápida digestão, o que os faz mais fortes e mais rápidos). É um tubarão com hábitos ocêanicos, mas não é rara a sua incrusão em portos pesqueiros e praias para procurar alimento. Como ovíparo têm camadas de 4-8 crías que nascem com cerca de 70 cm e ao atingir o 1,90 cm já se consideram maduros e perparados para a reprodução. Claro está que lutar com um exemplar de Mako é uma odisseia, um verdadeiro desafio ao pescador que busca o seu límite, para além das capacidades anteriormente descritas o Mako tem outra mais, e talvez a mais espetacular de todas, para livrar-se do anzol é capaz de dar saltos fora de água que podem alcançar entre os 6 - 8 metros de altura. O mako é oofágio ( são animais que ao nascer dentro do ventre materno, ao não encontrar alimento suficiente alimentam-se dos ovos ou dos seus irmãos mais pequenos). Este tipo de comportamento não é raro em espécies perdadoras pois assim saiem ao mundo já perparados para o que o seu instinto lhe indica. Factor a ter em conta ao capturar um mako, é a sua má costume de saltar para dentro do barco, este caso já sucedeu demasiadas vezes para que se considere uma mera casualidade, por isso como diz o ditado: Quem avisa, amigo é.
ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat, com especial perdilecção pela cavala, arenque, sardinha e o atún. Ao atingir maior tamanho predam sobre qualquer coisa, chegam a atacar pequenos cetáceos, mas sem dúvida o seu prato favorito é o peixe-espada.

MÉTODOS DE PESCA: corrico, jigging, spinning, surfcasting.


 RECORD IGFA: encontra-se em 553,840 quilos e foi capturado por Luke Sweeney no dia 21/07/2001 em Chatham, Massachusetts, USA. 

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

A BICUDA - Boulengerella cuvieri (Spix & Agassiz, 1829)

FAMÍLIA: ctenolucídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 5 metros.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

PESO: 8 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: América do sul.
BIOLOGIA:  com um corpo alongado e roliço e um pouco comprimido, a bicuda é um excelente peixe desportivo de água doce. Existem várias espécies de bicudas e a sua côr varia muito, mas o mais normal é apresentarem um ventre e flancos prateados e um dorso cinzento. As barbatanaspélvicas e anal apresentam uma faixa preta que a fazem inconfundível. 
O seu habitat normal são sempre zonas de águas rápidas, onde se oculta entre troncos ou pedras para atacar de imprevisto, os exemplares mais pequenos vivem normalmente em zonas mais calmas do rio ou em lagos. Embora tenha semelhanças com a barracuda, a bicuda, é um peixe bem diferente quando falamos de habitat, mais concretamente em capas de água, enquanto a barracuda pode ser encontrada em zonas profundas e em superficie, a bicuda está sempre em zonas superficiais. As bicudas são extremadamente vorazes, o que faz dela um peixe super desportivo. Não formam grandes cardumes e não fazem imigrações para desovar, a bicuda pode procriar durante todo o ano. A sua defesa quando capturada consiste em corridas rápidas e saltos acrobáticos sacudindo a cabeça para tentar livra-se do anzol ou amostra. A sua boca é muito dura, e normalmente se não está bem fisgada, ao dar esses saltos escapa. Por essa razão convém assegurar a captura fisgando várias vezes para cravar bem o anzol. 
ALIMENTAÇÃO: básicamente de peixes do seu habitat e crustáceos.

MÉTODOS DE PESCA: corrico, spinning, mosca, à bóia, surfcasting.
                                   
O VIDEO: aqui podemos apreciar o espetacular ataque da bicuda e os seus famosos saltos. 
                          
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 6,800 quilos e foi capturada por Sandro Francio no dia 13/12/2002 no rio Teles Pires, Mato Grosso, Brasil.

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

O ESPADARTE - Xiphias gladius ( Linnaeus, 1758 )

FAMILIA: xifídeos.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: ?

COMPRIMENTO: 460 cêntimetros.

PESO: 650 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: mundial.
BIOLOGIA: membro único da familía dos xifilídeos o espadarte, tal como os espadins, possui uma mandibula superior muito prolongada, mas ao contrário destes últimos, a do espadarte é achatada na secção transversal e não arredondada. Outras características que permitem distinguir o espadarte dos outros espadins é o feitio do corpo e das escamas. O espadim possui um corpo comprimido em secção transversal e as escamas são estreitas e pontiagudas; o corpo do espadarte é quase arredondado e os exemplares adultos não apresentam escamas. Quando ao tamanho, o espadarte é comparável aos maiores espadins. Como caçador é imparável, uma máquina, devido a sua velocidade e voracidade é muito difícil que uma presa se escape ao ataque de um espadarte. Daí resultar tão espectacular ver o ataque de um espadarte em superficie. O espadarte encontra-se na maior parte dos mares temperados do mundo, com especial incidência durante os meses de verão, meses esses em que se deslocam até latitudes mais altas. O espadarte alcança a madurez sexual entre os 2 e os 4 anos, durante este periodo de reprodução (entre junho e setembro) os machos nadam à volta da fêmea e fecundam os milhões de ovos de entre 1,6 e 1,8 mm, que as fêmeas depositam. Depois do nascimento os pequenos espadartes são protegidos pelos pais até atingirem um tamanho que lhes permita defender-se sozinhos. O seu predador natural é o tubarão Marracho (Isurus oxyrinchus) provavelmente o tubarão mais veloz, capaz de alcançar uma velocidade de 74 km/h, porém nem sempre sai vencedor, pois muitas vezes o espadarte consegue ferir e até matar o Marracho com a sua famosa espada. A pesca desportiva ao espadarte em Portugal iniciou-se em 30 de Outubro de 1954, quando Manuel Frade capturou um espadarte com 153 quilos, ao fim de uma luta que durou três horas e quarenta e cinco minutos, que lhe deu a honra de iniciar a pesca desportiva do espadarte nos mares de Sesimbra, uma das melhores áreas do mundo, e ao mesmo tempo ser o primeiro homem a capturar desportivamente, com cana e carreto, um espadarte no Atlântico Europeu.
ALIMENTAÇÃO: a base do alimento dos espadartes são os peixes, principalmente atum e arenque, porém também se alimenta de crustáceos e lulas.

MÉTODOS DE PESCA: principalmente ao corrico, embora também se possam pescar ao spinning e à mosca ou ao fundo com iscos vivos.

RECORD IGFA: encontra-se em 536,150 quilos e foi capturado por Louis Marron no dia 05/07/1953 em Iquique, Chile.

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sábado, 2 de abril de 2011

A SAVELHA - Alosa fallax (Lacepède, 1803)

FAMILIA: clupeídeos.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 2 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Europa Ocidental.
BIOLOGIA: muitas vezes confundida com o Arenque do Atlântico (Clupea harengus) pela grande semelhança existente entre estas espécies, a Savelha pode ser fácilmente distinguida pela "mossa" que possui debaixo da mandibula superior a qual encaixa na inferior, coisa que o Arenque não têm. Uma quilha de escamas afiadas ao longo do ventre e manchas escuras ao longo dos flancos. A savelha é uma espécie marinha embora desove em água doce. Durante a imigração para o desove remonta rios para voltar ao seu lugar de nascimento tal como o Salmão e outras especies. Depois do seu nascimento os alevíns permanecem em água doce dois anos mais ou menos até voltarem ao mar. A sua pesca apesar de ser um peixe "pequeno" é super divertida pois é um peixe que para a sua defesa no brinda com saltos e cabriolas dignas de um Trapão.
ALIMENTAÇÃO:  Enquanto alevín alimenta-se de plâncton, tanto animal como vegetal, larvas de insectos e copépodes (crustáceos minúsculos), mas ao atingir os 20-25 cêntimetros começa a alimentar-se de peixes.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, à mosca, surfcasting, à bòia.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 0,700 quilos e foi capturada por P.C. Owendjik no dia 21/08/1998 no mar do Norte em Netherland.

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segunda-feira, 28 de março de 2011

A MARUCA - Molva molva (Linnaeus, 1758)

FAMÍLIA: gadídeos.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 400 metros.

COMPRIMENTO: 200 cêntimetros.

PESO: 60 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: noreste do Atlântico, desde el mar de Barents e Irlanda até Marrocos.
BIOLOGIA: a Maruca é uma das espécies de maior tamanho da família dos gadídeos. A sua presença é comun entre os destroços dos navios, durante a sua juventude podem ser capturados en águas superficiais, mas a sua juventude é rápida e ao atingir o quilo de peso desloca-se a águas entre os 50 - 400 metros, daí resulta bastante compreensivel que as marucas capturadas de costa sejam bastante mais pequenas que as que são capturadas em alto mar. Vive normalmente en fundos rochosos, nos quais encontra refúgio. Como gadídeo a Maruca pertence à familia do Bacalhau, e como tal a sua carne é esquisita, daí a sua grande procura, devido à grande demanda a Maruca esteve em perigo de extinção, felizmente esse tempo já passou e hoje em dia a sua população encontra-se num nível estável. O seu estado de madurez é alcançado ao atingir os 90 - 100 cêntimetros. Embora seja muito parecido com o bacalhau a forma mais fácil de distinguir uma Maruca é pela pequena "barbinha" que têm no maxilar inferior e que lhe permite detectar presas que se encontram escondidas debaixo da areia como por exemplo os linguados e solhas. 
ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat, lagostas, caranguejos, lulas, polvos e chocos.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, pesca embarcada.

RECORD IGFA: encontra-se em 40,100 quilos e foi capturada por Gareth Laurenson no dia 04/05/2002 nas ilhas Shetland no Reino Unido.

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domingo, 20 de março de 2011

A URTA - Pagrus auriga ( Valenciennes, 1843 )

FAMILIA: espárídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 170 metros.

COMPRIMENTO: 80 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: a Urta está presente no Este do Oceano Atlântico, deste Portugal a Angola, passando pelo Mediterrâneo, Madeira e Ilhas Canárias.
BIOLOGIA: um mariscador nato, a Urta ( Pargo ruço) é um dos mais belos peixes do nosso mar, a morfologia da Urta adulta é de um corpo oval, achatado e alongado, com listas vermelhas e com manchas pretas na metade superior, têm uma mandíbula poderosa provida de quatro grandes caninos cilíndricos na parte superior e seis na parte inferior, além de poderosas linhas de molares, embora seja totalmente diferente em espécimes juvenis, que apresentam um corpo mais alto e onde se destacam os primeiros raios espinhosos da barbatana dorsal, no corpo têm como base umas listas vermelhas no sentido transversal. Chegando até mesmo a parecer durante muitos anos que são de espécies distintas. Habita em fundos rochosos, zonas de coral com misto de algas, onde abundam cefalópedos e todo tipo de crustáceos, que formam a base da sua dieta alimentar. Como curiosidade destaco o hermafrodismo da espécie, As pequenas Urtas nascem fêmeas e com o tempo tornam-se em machos, estes grandes exemplares, tendem a tornar-se solitários, ao contrario dos juvenis que vivem em cardumes por uma questão de subervivência. A sua picada têm por costume ser bastante violenta, não é um peixe que te deixe sem linha no carrete no entanto a sua luta é titânica.
ALIMENTAÇÃO: em relação à alimentação, também à uma marcada diferênça entre os juvenis e os adultos, já que os últimos se alimentam básicamente de ouriços do mar, todo tipo de caranguejos (em especial os heremitas), pequenos polvos, lulas e chocos, não desperdiçando também qualquer peixe pequeno de outra espécie, sem dúvida alguma que se trata de um grande predador. Os juvenis podemos pescar com quase todo o tipo de isco, desde lagostins pequenos até à minhoca americana e claro com caranguejos pequenos.

MÉTODOS DE PESCA: jigging, ao fundo.
RECORD IGFA: encontra-se em 3 quilos e foi capturada por Serge Bensa no dia 03/09/1986 em Nouadhibou, Mauritânia.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

domingo, 13 de março de 2011

O QUEENSLAND LUNGFISH - Neoceratodus forsteri (Krefft, 1870)


FAMILIA: ceratodontideos.

LONGEVIDADE: 65 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 10 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 40 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Austrália, Queensland.
BIOLOGIA: habita normalmente em fundos de lodo, areia ou gravilha, é sem dúvida um peixe "estranho". Prefere águas calmas e poças profundas, durante os periodos de sequia o seu comportamento torna-se algo extraordinário, ao não tolerar baixos nível de oxigénio vem à superfície uma ou duas vezes por hora para respirar "ar". Durante a noite o som provocado pelos seus pulmões ao respirar é tão característico que muitos pescadores conseguem descubrir o local onde se encontra seguindo o som. Está protegido por lei, visto que esta extraordinária criatura permanece inalteravél há mais de 380 milhões de anos. Foram encontrados restos fóssilizados no sul de Nova Gales. Estudios realizados pela Universidade de Queensland, provaram que o Lungfish é o parente mais próximo dos primeiros vertebrados terrestres, analisando as retinas deste peixe descobrirão que podia ver em cores.(Coisa que os peixes não podem, mas isto já voçês sabem). Esta maravilha é o único sobrevivente do género Neoceratodus existente hoje em dia.
ALIMENTAÇÃO: é omnívoro e come desde plantas aquáticas, passando por frutos, caranguejos, peixe, rãs, minhocas de terra, caracóis ou camarão.

MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, spinning, baitcasting, à bóia e à mosca.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 

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