AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

sábado, 18 de junho de 2011

O BORDALO - Squalius alburnoides (Steindachner, 1866)

FAMILIA: ciprinídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 13 cêntimetros.

PESO: 0,600 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Europa, ríos Sado, Douro, Guadiana, Odiel, Guadalquivir.
BIOLOGIA: o esguio e prateado bordalo é uma das espécies mais pequenas de grande valor para os pescadores desportivos, vive normalmente em cardumes em ríos e lagos. Peixe de comportamento gregário bastante voraz que pode fazer as delícias de um dia de pesca. A sua época de reprodução está entre Abril e Maio, deposita os seus minúsculos ovos entre plantas áquaticas junto à margem. Encontra-se em estado vulnerável devido ao estado em que se encontram as águas do seu habitat, é um peixe bastante delicado em questões de pureza das águas. Pertence à família do Alburnete do qual já fiz menção num articulo anterior, o bordalo é um dos peixes mais extraordinários dos nossos rios, sendo endémico da Península Ibérica, a sua origem é fascinante pois deve-se ao cruzamento de várias espécies entre as quais está o escalo. Todos os bordalos são fêmeas, para reproduzir-se necesitam o esperma de outro peixe que se chama escalo.
ALIMENTAÇÃO: todo tipo de invertebrados, larvas de insectos e pequenos crustáceos. Para a sua pesca utiliza-se normalmente o asticot, vert de vasse e pequenas minhocas de terra, ou moscas.


MÉTODOS DE PESCA: inglesa, francesa, bolonhesa ou mosca.


RECORD IGFA: encontra-se em 

CURIOSIDADES: todos os bordalos são fêmeas, para reproduzir-se necesitam o esperma de outro peixe que se chama escalo.

                                                    HOMENAGEM AOS AMIGOS 

terça-feira, 10 de maio de 2011

O TUBARÃO MAKO - Isurus oxyrinchus (Rafinesque, 1810)

FAMILIA: elasmobrânquíos.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 740 metros.

COMPRIMENTO: 400 cêntimetros.

PESO: 750 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: mundial (desde que sejam águas temperadas).
BIOLOGIA: o Mako é um animal belissímo com o corpo robusto, e espetacularmente hidrodinâmico. Com um nariz cônico e pontiagudo e uma boca grande e estreita em forma de U repletinha de dentes. A sua côr pode variar dependendo do estado em que se encontra, mas normalmente apresenta um dorso azul escuro, os flancos mais claros e um ventre branco. É provávelmente o tubarão mais rápido do mundo, capaz de alcançar a velocidade de 124 km, são homeotermos ( com a capacidade de manter a tempratura corporal por cima da tempratura do meio e com uma rápida digestão, o que os faz mais fortes e mais rápidos). É um tubarão com hábitos ocêanicos, mas não é rara a sua incrusão em portos pesqueiros e praias para procurar alimento. Como ovíparo têm camadas de 4-8 crías que nascem com cerca de 70 cm e ao atingir o 1,90 cm já se consideram maduros e perparados para a reprodução. Claro está que lutar com um exemplar de Mako é uma odisseia, um verdadeiro desafio ao pescador que busca o seu límite, para além das capacidades anteriormente descritas o Mako tem outra mais, e talvez a mais espetacular de todas, para livrar-se do anzol é capaz de dar saltos fora de água que podem alcançar entre os 6 - 8 metros de altura. O mako é oofágio ( são animais que ao nascer dentro do ventre materno, ao não encontrar alimento suficiente alimentam-se dos ovos ou dos seus irmãos mais pequenos). Este tipo de comportamento não é raro em espécies perdadoras pois assim saiem ao mundo já perparados para o que o seu instinto lhe indica. Factor a ter em conta ao capturar um mako, é a sua má costume de saltar para dentro do barco, este caso já sucedeu demasiadas vezes para que se considere uma mera casualidade, por isso como diz o ditado: Quem avisa, amigo é.
ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat, com especial perdilecção pela cavala, arenque, sardinha e o atún. Ao atingir maior tamanho predam sobre qualquer coisa, chegam a atacar pequenos cetáceos, mas sem dúvida o seu prato favorito é o peixe-espada.

MÉTODOS DE PESCA: corrico, jigging, spinning, surfcasting.


 RECORD IGFA: encontra-se em 553,840 quilos e foi capturado por Luke Sweeney no dia 21/07/2001 em Chatham, Massachusetts, USA. 

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

A BICUDA - Boulengerella cuvieri (Spix & Agassiz, 1829)

FAMÍLIA: ctenolucídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 5 metros.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

PESO: 8 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: América do sul.
BIOLOGIA:  com um corpo alongado e roliço e um pouco comprimido, a bicuda é um excelente peixe desportivo de água doce. Existem várias espécies de bicudas e a sua côr varia muito, mas o mais normal é apresentarem um ventre e flancos prateados e um dorso cinzento. As barbatanaspélvicas e anal apresentam uma faixa preta que a fazem inconfundível. 
O seu habitat normal são sempre zonas de águas rápidas, onde se oculta entre troncos ou pedras para atacar de imprevisto, os exemplares mais pequenos vivem normalmente em zonas mais calmas do rio ou em lagos. Embora tenha semelhanças com a barracuda, a bicuda, é um peixe bem diferente quando falamos de habitat, mais concretamente em capas de água, enquanto a barracuda pode ser encontrada em zonas profundas e em superficie, a bicuda está sempre em zonas superficiais. As bicudas são extremadamente vorazes, o que faz dela um peixe super desportivo. Não formam grandes cardumes e não fazem imigrações para desovar, a bicuda pode procriar durante todo o ano. A sua defesa quando capturada consiste em corridas rápidas e saltos acrobáticos sacudindo a cabeça para tentar livra-se do anzol ou amostra. A sua boca é muito dura, e normalmente se não está bem fisgada, ao dar esses saltos escapa. Por essa razão convém assegurar a captura fisgando várias vezes para cravar bem o anzol. 
ALIMENTAÇÃO: básicamente de peixes do seu habitat e crustáceos.

MÉTODOS DE PESCA: corrico, spinning, mosca, à bóia, surfcasting.
                                   
O VIDEO: aqui podemos apreciar o espetacular ataque da bicuda e os seus famosos saltos. 
                          
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 6,800 quilos e foi capturada por Sandro Francio no dia 13/12/2002 no rio Teles Pires, Mato Grosso, Brasil.

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

O ESPADARTE - Xiphias gladius ( Linnaeus, 1758 )

FAMILIA: xifídeos.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: ?

COMPRIMENTO: 460 cêntimetros.

PESO: 650 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: mundial.
BIOLOGIA: membro único da familía dos xifilídeos o espadarte, tal como os espadins, possui uma mandibula superior muito prolongada, mas ao contrário destes últimos, a do espadarte é achatada na secção transversal e não arredondada. Outras características que permitem distinguir o espadarte dos outros espadins é o feitio do corpo e das escamas. O espadim possui um corpo comprimido em secção transversal e as escamas são estreitas e pontiagudas; o corpo do espadarte é quase arredondado e os exemplares adultos não apresentam escamas. Quando ao tamanho, o espadarte é comparável aos maiores espadins. Como caçador é imparável, uma máquina, devido a sua velocidade e voracidade é muito difícil que uma presa se escape ao ataque de um espadarte. Daí resultar tão espectacular ver o ataque de um espadarte em superficie. O espadarte encontra-se na maior parte dos mares temperados do mundo, com especial incidência durante os meses de verão, meses esses em que se deslocam até latitudes mais altas. O espadarte alcança a madurez sexual entre os 2 e os 4 anos, durante este periodo de reprodução (entre junho e setembro) os machos nadam à volta da fêmea e fecundam os milhões de ovos de entre 1,6 e 1,8 mm, que as fêmeas depositam. Depois do nascimento os pequenos espadartes são protegidos pelos pais até atingirem um tamanho que lhes permita defender-se sozinhos. O seu predador natural é o tubarão Marracho (Isurus oxyrinchus) provavelmente o tubarão mais veloz, capaz de alcançar uma velocidade de 74 km/h, porém nem sempre sai vencedor, pois muitas vezes o espadarte consegue ferir e até matar o Marracho com a sua famosa espada. A pesca desportiva ao espadarte em Portugal iniciou-se em 30 de Outubro de 1954, quando Manuel Frade capturou um espadarte com 153 quilos, ao fim de uma luta que durou três horas e quarenta e cinco minutos, que lhe deu a honra de iniciar a pesca desportiva do espadarte nos mares de Sesimbra, uma das melhores áreas do mundo, e ao mesmo tempo ser o primeiro homem a capturar desportivamente, com cana e carreto, um espadarte no Atlântico Europeu.
ALIMENTAÇÃO: a base do alimento dos espadartes são os peixes, principalmente atum e arenque, porém também se alimenta de crustáceos e lulas.

MÉTODOS DE PESCA: principalmente ao corrico, embora também se possam pescar ao spinning e à mosca ou ao fundo com iscos vivos.

RECORD IGFA: encontra-se em 536,150 quilos e foi capturado por Louis Marron no dia 05/07/1953 em Iquique, Chile.

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sábado, 2 de abril de 2011

A SAVELHA - Alosa fallax (Lacepède, 1803)

FAMILIA: clupeídeos.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 2 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Europa Ocidental.
BIOLOGIA: muitas vezes confundida com o Arenque do Atlântico (Clupea harengus) pela grande semelhança existente entre estas espécies, a Savelha pode ser fácilmente distinguida pela "mossa" que possui debaixo da mandibula superior a qual encaixa na inferior, coisa que o Arenque não têm. Uma quilha de escamas afiadas ao longo do ventre e manchas escuras ao longo dos flancos. A savelha é uma espécie marinha embora desove em água doce. Durante a imigração para o desove remonta rios para voltar ao seu lugar de nascimento tal como o Salmão e outras especies. Depois do seu nascimento os alevíns permanecem em água doce dois anos mais ou menos até voltarem ao mar. A sua pesca apesar de ser um peixe "pequeno" é super divertida pois é um peixe que para a sua defesa no brinda com saltos e cabriolas dignas de um Trapão.
ALIMENTAÇÃO:  Enquanto alevín alimenta-se de plâncton, tanto animal como vegetal, larvas de insectos e copépodes (crustáceos minúsculos), mas ao atingir os 20-25 cêntimetros começa a alimentar-se de peixes.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, à mosca, surfcasting, à bòia.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 0,700 quilos e foi capturada por P.C. Owendjik no dia 21/08/1998 no mar do Norte em Netherland.

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segunda-feira, 28 de março de 2011

A MARUCA - Molva molva (Linnaeus, 1758)

FAMÍLIA: gadídeos.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 400 metros.

COMPRIMENTO: 200 cêntimetros.

PESO: 60 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: noreste do Atlântico, desde el mar de Barents e Irlanda até Marrocos.
BIOLOGIA: a Maruca é uma das espécies de maior tamanho da família dos gadídeos. A sua presença é comun entre os destroços dos navios, durante a sua juventude podem ser capturados en águas superficiais, mas a sua juventude é rápida e ao atingir o quilo de peso desloca-se a águas entre os 50 - 400 metros, daí resulta bastante compreensivel que as marucas capturadas de costa sejam bastante mais pequenas que as que são capturadas em alto mar. Vive normalmente en fundos rochosos, nos quais encontra refúgio. Como gadídeo a Maruca pertence à familia do Bacalhau, e como tal a sua carne é esquisita, daí a sua grande procura, devido à grande demanda a Maruca esteve em perigo de extinção, felizmente esse tempo já passou e hoje em dia a sua população encontra-se num nível estável. O seu estado de madurez é alcançado ao atingir os 90 - 100 cêntimetros. Embora seja muito parecido com o bacalhau a forma mais fácil de distinguir uma Maruca é pela pequena "barbinha" que têm no maxilar inferior e que lhe permite detectar presas que se encontram escondidas debaixo da areia como por exemplo os linguados e solhas. 
ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat, lagostas, caranguejos, lulas, polvos e chocos.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, pesca embarcada.

RECORD IGFA: encontra-se em 40,100 quilos e foi capturada por Gareth Laurenson no dia 04/05/2002 nas ilhas Shetland no Reino Unido.

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domingo, 20 de março de 2011

A URTA - Pagrus auriga ( Valenciennes, 1843 )

FAMILIA: espárídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 170 metros.

COMPRIMENTO: 80 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: a Urta está presente no Este do Oceano Atlântico, deste Portugal a Angola, passando pelo Mediterrâneo, Madeira e Ilhas Canárias.
BIOLOGIA: um mariscador nato, a Urta ( Pargo ruço) é um dos mais belos peixes do nosso mar, a morfologia da Urta adulta é de um corpo oval, achatado e alongado, com listas vermelhas e com manchas pretas na metade superior, têm uma mandíbula poderosa provida de quatro grandes caninos cilíndricos na parte superior e seis na parte inferior, além de poderosas linhas de molares, embora seja totalmente diferente em espécimes juvenis, que apresentam um corpo mais alto e onde se destacam os primeiros raios espinhosos da barbatana dorsal, no corpo têm como base umas listas vermelhas no sentido transversal. Chegando até mesmo a parecer durante muitos anos que são de espécies distintas. Habita em fundos rochosos, zonas de coral com misto de algas, onde abundam cefalópedos e todo tipo de crustáceos, que formam a base da sua dieta alimentar. Como curiosidade destaco o hermafrodismo da espécie, As pequenas Urtas nascem fêmeas e com o tempo tornam-se em machos, estes grandes exemplares, tendem a tornar-se solitários, ao contrario dos juvenis que vivem em cardumes por uma questão de subervivência. A sua picada têm por costume ser bastante violenta, não é um peixe que te deixe sem linha no carrete no entanto a sua luta é titânica.
ALIMENTAÇÃO: em relação à alimentação, também à uma marcada diferênça entre os juvenis e os adultos, já que os últimos se alimentam básicamente de ouriços do mar, todo tipo de caranguejos (em especial os heremitas), pequenos polvos, lulas e chocos, não desperdiçando também qualquer peixe pequeno de outra espécie, sem dúvida alguma que se trata de um grande predador. Os juvenis podemos pescar com quase todo o tipo de isco, desde lagostins pequenos até à minhoca americana e claro com caranguejos pequenos.

MÉTODOS DE PESCA: jigging, ao fundo.
RECORD IGFA: encontra-se em 3 quilos e foi capturada por Serge Bensa no dia 03/09/1986 em Nouadhibou, Mauritânia.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

domingo, 13 de março de 2011

O QUEENSLAND LUNGFISH - Neoceratodus forsteri (Krefft, 1870)


FAMILIA: ceratodontideos.

LONGEVIDADE: 65 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 10 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 40 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Austrália, Queensland.
BIOLOGIA: habita normalmente em fundos de lodo, areia ou gravilha, é sem dúvida um peixe "estranho". Prefere águas calmas e poças profundas, durante os periodos de sequia o seu comportamento torna-se algo extraordinário, ao não tolerar baixos nível de oxigénio vem à superfície uma ou duas vezes por hora para respirar "ar". Durante a noite o som provocado pelos seus pulmões ao respirar é tão característico que muitos pescadores conseguem descubrir o local onde se encontra seguindo o som. Está protegido por lei, visto que esta extraordinária criatura permanece inalteravél há mais de 380 milhões de anos. Foram encontrados restos fóssilizados no sul de Nova Gales. Estudios realizados pela Universidade de Queensland, provaram que o Lungfish é o parente mais próximo dos primeiros vertebrados terrestres, analisando as retinas deste peixe descobrirão que podia ver em cores.(Coisa que os peixes não podem, mas isto já voçês sabem). Esta maravilha é o único sobrevivente do género Neoceratodus existente hoje em dia.
ALIMENTAÇÃO: é omnívoro e come desde plantas aquáticas, passando por frutos, caranguejos, peixe, rãs, minhocas de terra, caracóis ou camarão.

MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, spinning, baitcasting, à bóia e à mosca.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 

                                                  HOMENAGEM AOS AMIG@S

terça-feira, 8 de março de 2011

A PERCA DA SELVA - Kuhlia rupestris (Lacepède, 1802)

FAMÍLIA:  kulídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Austrália, Nova Caledónia, Ilhas Fiji e África do sul.
BIOLOGIA: a perca da selva pertence a uma pequena familía de peixes semelhantes à dos centrarquídeos da América do Norte. Esta espécie é prateada com manchas características de um tom castanho avermelhado e manchas negras na segunda barbatada dorsal e em ambos lóbulos da caudal. Vive em pequenos rios de águas rápidas e transparentes. Encontra-se também nas correntes costeiras da zona oriental de Queensland e está também abundantemente distribuída pela região tropical indo-pacífica. Na época da reprodução abandona os rios e lagos e  emigra para estuários costeiros até que se produz o nascimento dos alevins. Prefere zonas com abundante vegetação onde se oculta para poder caçar e proteger-se dos seus predadores. Devido à sua exuberante beleza é utilizada para fins decorativos em aquàrios. Na Austrália a sua pesca a nível desportivo está em tão alto grau de satisfação como nos Estados Unidos a captura de um bom Achigã.
ALIMENTAÇÃO: alimenta-se sobretudo de insectos, fruta, caranguejos e peixe. Porém é considerado um peixe omnívoro, por isso na pesca pode ser tentado com inumeráveis iscos.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, carpfishing, à bóia, à mosca, baitcasting, surfcasting.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O BAGRE AZUL - Ictalurus furcatus (Rafinesque, 1818)

FAMILIA: ictalurídeos.

LONGEVIDADE: 24 anos.

PROFUNDIDADE: 36 metros.

COMPRIMENTO: 130 cêntimetros.

PESO: 45 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: América do Norte, Canadá e norte de México.
BIOLOGIA: esta espécie é a maior entre os bagres americanos. Ao contrário da maior parte dos seus congéneres, perfere águas de correntes rápidas e relativamente transparentes, ás de curso lento e turvas. Encontra-se sobre fundos de rocha, areia ou gravilha e não de lodo nem de limos. Também é conhecido com Channel catfish, devido ao facto de que normalmente habita canais de regadio nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos é considerado peixe desportivo com uma verdadeira legião de fans incondicionais que perferem pescar este peixe a qualquer outro, existem recordes estatais com prémios avultadissimos e sempre que se bate um record, é noticia nas televisões de todo o país. A maior curiosidade sobre este peixe, é que o peixe que bate o record é levado para um grande aquário público para que todos o possam admirar, e só é restituido ao seu habitat natural, quando o record volta a ser batido.
ALIMENTAÇÃO: sobretudo à noite, altura em que deixa as águas profundas e vai até à superfície onde apanha peixes e caranguejos no meio dos rápidos.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, à mosca, carpfishing, à bóia.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 26,300 quilos capturado por W.Whaley no dia 07/07/1964 na reserva natural de Santee-Cooper no sul de Carolina USA.

                                                 HOMENAGEM AOS AMIG@S

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A MOREIA EUROPEIA - Muraena helena ( Linnaeus, 1758 )

FAMILIA: murenídeos.

LONGEVIDADE: 10 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 100 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 6 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: em águas subtropicais e tropicais de todo o mundo; algumas espécies frequentam águas temperadas.
BIOLOGIA: esta moreia normalmente encontra-se na parte oriental do Atlântico e no Mediterrâneo, é uma das espécies de moreia de entre as mais de 80 existentes. Todas elas são visivelmente irascíveis e usam prontamente a sua dentadura afiada sempre que se sentem ameaçadas. Raramente constituem uma presa de pesca, embora por vezes sejam fisgadas por engano. O que não quer dizer que se pescamos uma moreia (pelo menos eu) fique chateado, ao contrário, pois que conhece a magnífica carne que tem este irascível peixe sabe prefeitamente o manjar que é. Isso sim é aconselhável mil e um cuidados há hora de tratar do bichinho, pois a sua temível dentadura causa feridas de consideravél gravedade. Como a maioria dos murenídeos perfere habitar junto a zonas com rocha ou qualquer outro objecto onde se sinta protegida, tais como restos de naufrágios ou destroços de qualquer tipo. É um predador que caça de sorpresa, normalmente estático na sua toca com a cabeça de fora, e a boca aberta há espera de algum incauto peixinho que passe diante das suas fauces. Utiliza o seu corpo como uma mola sobre pressão no momento do ataque, a vitíma normalmente nem se apercebe do ataque até que o próprio já terminou. A moreia possui uma técnica única para despedaçar presas maiores, quando não as pode engolir inteiras. Depois de apanhar a presa como por exemplo um polvo, a moreia provoca um nó no extremo do corpo e consegue deslocar esse nó através do seu corpo passando pela cabeça até alcançar a presa, nessa fase aperta o nó e estica o corpo conseguindo assim rasgar a presa para poder engolir o pedaço que têm na boca. A moreia é extremamente territorial, o que neste caso a prejudica muito, pois ao habitar a mesma toca durante todo o ano é presa fácil de quem pratica a caça submarina.
ALIMENTAÇÃO: qualquer peixe do seu habitat, incluindo céfalopodes e caranguejos, para a sua pesca aconselha-se peixes como a sardinha, cavala ou tiras de choco ou lula.

MÉTODOS DE PESCA: pesca embarcada, surfcasting.
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 6,200 quilos capturada por Eduardo Soares no dia 24/01/2007 em Vila Real de Sto António, Algarve, Portugal.

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

O PEJERREY - Odontesthes bonariensis (Valenciennes, 1835)

FAMILIA: atherinídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 80 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 2 quilos.

 DISTRIBUIÇÃO: águas litorais da costa Argentina e rio de La Plata.
BIOLOGIA: cuando chegam os primeiros dias frescos depois do verão, este incansavél nadador, sobe os rios pela chamada da natureza, buscando àguas mansas onde possa uma vez mais procriar. Momento este mais que esperado pelos pescadores, que  procuram assim encontrar a magia deste lutador. O Pejerrey é um predador de qualquer peixe mais pequeno do seu habitat, assim como de invertebrados e outros organismos acuàticos. Está sempre em constante movimento o que claro está provoca um consumo de energia enorme, para combater isto só há uma solução; comer!! Mas está perfeitamente adaptado para essa função, o seu corpo cilíndrico coberto de pequenas escamas que estão perfeitamente empapadas por uma mucosa protectora que faz com que o nível de atrito com as águas seja minímo. Possuidor de uma musculatura formidável para o pequeno que é, e a sua poderosa barbatana anal fazem o resto. Ao estar em constante movimento o Pejerrey consome grandes quantidades de oxigénio, sabendo que o oxigénio no ar aumenta com a diminuição da tempratura, já podemos entender a razão pela qual o Pejerrey está mais activo no Inverno que no Verão. Com uma boca feita à medida, pois possui a capacidade de ser protráctil, que quando está retraida mantém uma forma hidrodinâmica, porém quando se alimenta pode engolir presas com um tamanho considerável. O Pejerrey normalmente desova na plataforma subaquática da barra do  Rio de La Plata, porque o leito é de areia, barro e gravilha e é bastante sólido, o que permite à fêmea formar uma cavidade onde deposita os ovos. O Pejerrey possui uma fecundação externa , como a maioria dos peixes, portanto o macho deve depositar o esperma sobre os ovos e grande parte normalmente é disolvido pela àgua, a fêmea ao construir este pequeno (ninho) evita assim que as correntes possam arrastar o esperma do macho e consegue portanto aumentar as possibilidades de uma fecundação exitosa.
ALIMENTAÇÃO: todo tipo de organismos invertebrados do seu habitat e peixe.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, à inglesa.

RECORD IGFA: encontra-se em 1,300 quilos e foi capturado por Tomas Felipe Restano no rio de La Plata, Buenos Aires, Argentina no dia 25/08/2009.
  
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A BOGA DE RIO - Chondostroma polylepis (Steindachner, 1864)


FAMILIA: ciprinídeos.

LONGEVIDADE: 10 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 2 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Europa.
BIOLOGIA:  este pequeno ciprinídeo com a boca rectangular característica única desta espécie, na qual o lábio inferior possui uma menbrana óssea que lhe permite raspar o fundo para obter algas e filamentos que formam a base da sua dieta. Poucos damos a devida importância a este pequeno peixe, talvez porque não saber valorar a sua tenacidade em sobreviver, a boga vive nos cursos médios dos rios, porém também se encontram em muitas barragens, é um peixe gregário, especialmente durante a imigração pré-reprodutiva que efectúa com milhares de individuos rio acima. Para quem teve a sorte de ver este espetáculo, de certeza que nunca mais se esqueceu. A sua madurez é alcançada aos 3-4 anos de idade e a sua reprodução dá-se entre os meses de março a junho, como antes mencionava a mãe natureza mais uma vez demonstra a sua sabedoria. Devido ao pequeno tamanho da boga e às poucas defesas naturais que têm em relação aos predadores a sua fresa é das primeiras a efectuar-se, assim consegue evitar o ataque de qualquer predador sobre os seus alevins.  A femêa realiza uma posta que pode ir desde os 1.000 ovos até aos 8.000,  deposita os ovos entre areia e gravilha, os quais serão mais tarde inseminados como o esperma do macho. Pode-se verificar a qualidade da água de um rio ou barragem pela população existente de bogas, pois é um peixe que não tolera águas pouco oxigenadas ou contaminadas. Como peixe desportivo, é ideal para quem começa nestas lides, pois apesar de não ser de grande tamanho, é muito tenaz e extremamente rápido, especialmente cuando pica. Qualquer pescador que já tenha pescado bogas sabe que tem de estar ao limite de reflexos ou não pescará nada. Na pesca de competição é dos peixes mais valorados, pois para os "mestres" é um verdadeiro gozo pescar esta espécie.
ALIMENTAÇÃO:  pequenos invertebrados, vegetação e alguns detritos, para a sua pesca é aconselhavél a utilização de asticot, vert de vasse ou pão francês.

MÉTODOS DE PESCA:  á francesa, á inglesa, á mosca ou com pardilheira.
RÉCORD IGFA: encontra-se em...

                                                           HOMENAGEM AOS AMIGOS

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O ÁSPIO - Aspius aspius (Linnaeus, 1758)


FAMILIA: ciprinídeos.

LONGEVIDADE: 11 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 1 metro.

PESO: 12 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: desde a parte oriental da Holanda, passando pelo norte e centro da Europa, até ao mar Cáspio.

BIOLOGIA: o corpo esguio e hidrodinâmico deste predador dá-lhe a velocidade e agilidade necessárias para capturar os seus alimentos, que consistem sobretudo em pequenos peixes que se encontram a pouca profundidade ou quase à superfície. Trata-se de um caçador hábil que normalmente nunca falha os seus ataques. Durante a desova o áspio macho desenvolve várias pertuberâncias duras com aspecto de verrugas (tubérculos) na cabeça, que lhe ajudam a afastar os seus rivais. O áspio reproduz-se na primavera sobre leitos de gravilha. Prefere águas profundas e encontra-se frequentemente em represas, lagos ou rios com excelente qualidade de água. Depois de ferrado, é um autentico titán, com  rápidas e intermináveis corridas, só se rendirá cuando estiver completamente exausto. Como podeis ver o áspio pertence à familia dos ciprinídeos, porém o seu comportamento está bastante longe da carpa ou barbo, pois estes também predam mas só em raras ocasiões, o áspio porém já tem esse instinto no seu adn, poderia bem passar por um lúcio ou uma lúcioperca tal é a sua voracidade.
ALIMENTAÇÃO: insectos, crustáceos e peixes do seu habitat tais como o alburnete.


MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca, corrico, carpfishing, ou à bóia com peixe morto.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 5,660 quilos e foi capturado por Jan-Erik Skoglund no lago Varnern em Suiça no dia 25/09/1993.

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