AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O PEIXE AGULHA - Belone belone (Linnaeus, 1760)

FAMILIA: belonídeos.

LONGEVIDADE: 17 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 5 metros.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

PESO: 1,480 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Oceano Atlântico, Mar Mediterrâneo e Mar negro.
BIOLOGIA: esta espécie muito común na costa Portuguesa assim como em muitos países do mundo, normalmente considerada como (peixe de segunda) é um digno adversário para qualquer pescador desportivo e em especial para noveles que desejem sentir a emoção de uma luta considerável na captura de um predador. Pode ser considerado um peixe de superfície visto que grande parte da sua acção têm a superfície como zona predominante, têm o corpo alongado e comprimido com escamas pequenas que se soltam com muita facilidade e se aderem às nossas mãos como verdadeiras lapas. O dorso é de côr esverdeado ou azulado e o ventre branco prateado, as maxilas são alongadas em forma de bico e a inferior é um pouco mais pequena que a superior, os dentes percorrem este "bico" de forma inregular. É um predador muito rápido e voraz que se alimenta de pequenas presas tais como o peixe-rei, desloca-se normalmente aos pares para caçar e entendem-se perfeitamente na sua estratégia para capturar qualquer presa. Desloca-se muitas vezes com cardumes de cavalas o qual é um aliciante para a captura deste perdador. Perfere os dias sem vento e água calma. A maturidade sexual é atingida com a idade de 5/6 anos. Na época reprodutora entre março e junho a fêmea coloca vários fios de ovos, entre 60/80 em algas ou outros objectos fultuantes e a sua eclosão dá-se ao fim de semanas. A luta do peixe agulha é muito enérgica e bastante normal que nos sorpreenda com saltos e cabriolas fora de água na tentativa de livrar-se do anzol. Um peixe divertido e para os apreciadores da sua carne um verdadeiro manjar.
ALIMENTAÇÃO: pequenos peixes e crustáceos que captura na superfície ou a meias águas.

MÉTODOS DE PESCA: à bóia, corrico, spinning, surfcasting com montagens especiais para esta espécie.
RECORD IGFA: encontra-se em 1,480 quilos e foi capturado no dia 24/08/2004 por Nicholas Reiner em Cape May Reef, New Jersey, USA.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIGOS

sábado, 26 de novembro de 2011

O GIANT SEA BASS - Stereolepis gigas ( Ayres, 1859 )

FAMÍLIA: polyprionídeos.

LONGEVIDADE: 100 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 250 cêntimetros.

PESO: 250 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Oceano Pacífico, desde os Estados Unidos até ao Japão. Já foi confirmada a sua presença em águas do Oceano Atlântico.
BIOLOGIA: para fazer uma ideia sobre o poder predador de este bichinho, só temos de imaginar um achigã com 200 quilos!!!! Assim é um giant sea bass, uma máquina de engolir. Vive em fundos de rocha com abundância de algas perto da costa, durante a sua juventude vive em profundidade próximas aos 10-15 metros alimentando-se de camarões, peixe e toda classe de crustáceos. Vive em pequenos cardumes de 6-10 indivíduos tal como o achigã e caça por absorção, chegando incluso a engolir pequenos tubarões e raias, devido à semelhança que possui com o Mero ( Epinephelus itajara) é muitas vezes confundido com esta espécie. Porém os seu comportamento é bastante dispar em relação ao Mero. Ao ver a sua fisionomia podemos pensar que é um peixe lento, porém nada mais longe da realidade, caça por emboscada e nas distâncias curtas é uma verdadeira flecha, com esta velocidade explosiva e uma boca que se pode comparar a uma aspiradora industrial faz desta espécie um dos maiores predadores do Oceano Pacífico. Durante o ano 2005 devido a extrema pressão de pesca a que foi submetida esta espécie o governo dos Estados Unidos, através do Departamento de pesca dictou uma lei na qual qualquer pessoa que fosse encontrada com uma captura de um Black sea bass, seria multada com 1.000 dólares e um minimo de seis meses de cadeia. (Pena que isto só aconteça em outros países!!!)
ALIMENTAÇÃO: caranguejos, lagostas, polvos, lulas, tubarões e practicamente tudo o que lhe entre pela boca.

MÉTODOS DE PESCA: corrico, spinning, jigging, surfcasting.


VIDEO: o tipíco Americano, suando a gota gorda com um estupendo Giant Sea Bass.


RÉCORD IGFA: encontra-se em 255,600 quilos e foi capturado por James McAdam Jr. no dia 20/08/1968 em AnaCapa Island em Califórnia, USA.

                                                       HOMENAGEM AOS AMIG@S

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ÁGUA DOCE - ISCOS ARTIFICIAIS

O ISCO DE MODA: sem dúvida!! Hoje em dia parece não existir outra forma de pescar, e tudo graças a um visionário chamado Lauri Rapala, de origen filandesa, que devido às penúrias que passava a sua família, por falta de recursos económicos, teve uma idéia que hoje em dia no mundo da pesca se considera como algo parecido ao descobrimento da energia eléctrica. Este pobre lenhador e pescador profissional que apenas tinha estes dois recursos para alimentar a sua família, um dia pescando verificou o movimento algo descentrado de um pequeno alevím, e a forma fulminante em que era engolido por um salmão no momento seguinte. Isto foi o que implusou a Lauri a desenhar e construir uma imitação daquele peixinho, pensando que se consegui-se imitar esse movimento poderia pescar mais peixes para a sua família. Ajudado com uma simples faca, talhou e poliu esse pedaço de madeira que daria origen à primeira amostra Rapala. Contam as histórias que Lauri Rapala era capaz de capturar mais de 250 quilos de peixe num só dia graças ao seu invento. Este invento provou ser tão bom que com o passar do tempo, não só pescava peixes, também começou a pescar...  pescadores dando origem a um império econômico imenso, e tudo começou com um pauzinho. Como sempre os ditados demostram ser sempre verídicos. " A necessidade é a mãe de todos os inventos".

O VIDEO: a história de Lauri Rapala.

Ora bem, a pesca com amostras tem tanto, mas tanto que se lhe diga que seria necessário um biblía para a poder arranhar a superficie deste mundo. Como tal, vou apenas expôr alguns dos modelos de  amostras consideradas mais importantes e tentar dentro do meu parco conhecimento falar um pouco delas.

SUPERFÍCIE: para a pesca em superficie existem vários modelos de amostras, e embora existam centenas de milhar de marcas, todas dizendo que a minha é a melhor. A verdade é que práticamente todas cumprem a sua função variando em pequenos detalhes como o preço, movimento ou as cores. Eu por exemplo dou mais importância à qualidade dos anzóis que leva dita amostra e ao movimento produzido por ela que às cores. Porém na pesca em superfície existem duas que destacam pela captura de peixes mais que provada.
O POPPER: as características de um popper são básicamente tentar imitar qualquer tipo de ser vivo que se desloque na superficie da água tal como rãs, ratos, pequenas tartarugas ou um peixe com dificuldades natatórias que, ao não conseguir manter-se no nível de água por ele elegido é forçado a subir à superficie. Para manejar un popper o ideal é recolher a amostra com pequenos tirões fazendo uma breve pausa entre cada tirão, é uma pesca pausada e imprópria para nervosos, o ataque normalmente sucede durante a pausa. Devido à forma da sua boca o popper ao deslocar-se pela superfície produz um ruído característico como pop, pop, de esse ruído vem o seu nome.

                                                   COMO MANEJAR UM POPPER

O PENCIL POPPER: o pencil é uma variação do popper, com a grande diferença que esta amostra pode ser utilizada de forma mais rápida e com movimentos mais agressivos, entre os quais se inclui o famoso "passear o cão" que consiste em imprimir à amostra um movimento em zig-zag utilizando a ponta da cana com pequenos e subtis toques. Esta amostra têm grandes seguidores no mundo marinho pela captura de peixes como a barracuda ou o jack, mas é igual de efectiva em água doce.

                                            COMO MANEJAR UM PENCIL POPPER

A MAROTA: a marota é a inovação portuguesa entre o pencil popper e o popper, para mim é uma amostra estrela, e não pelo facto de que seja portuguesa, mas porque é realmente efectiva. Para manejar a marota pode-se utilizar as duas técnicas, movimentos rápidos do pencil e movimentos lentos do popper, esta é uma das características que faz da marota uma amostra àparte. Esta amostra é uma velha conhecida de qualquer fanático do blackbass, e de alguns sabichões de água salgada, que conhecem bem o valor das capturas que esta "bazuca" consegue tirar fora de água. O efeito das hélices na água é simplesmente brutal, levantando peixes com uma agressividade incrível.

MEIAS ÁGUAS: aqui o surtido é ainda maior, o que em muitos casos faz a escolha quase impossivel, tal é a quantidade de amostras de meias águas que existe, as amostras de meias águas trabalham normalmente entre 1m de profundidade e 3 metros, entre as quais está a famosa rapala original, nestes acasos a escolha deve ser feita a pensar no tipo de peixe que vamos a pescar, pois todas elas tem um movimento parecido e normalmente o que destaca são as cores (para nós) ou as dimensões da amostra que existem em vários tamanhos embora trabalhem na mesma faixa de água. As amostras de meias águas têm quase todas um movimento lateralmente ondulante, tentando imitar um peixinho que nada com dificuldade, pode variar este movimento de uma marca para outra, mas básicamente é o mesmo movimento, alterado muitas vezes por pequenos pesos colocados no interior da amostra, à frente ao meio ou atrás. Este tipo de amostras imita peixes que se deslocam nas capas superficiais, um factor muito importante a ter em conta é precisamente o tamanho da amostra, dependendo da espécie que procuramos capturar. Estes são alguns exemplos deste tipo de amostras. Começando claro está pela mais famosa.
RAPALA ORIGINAL : esta pequena amostra é uma verdadeira legenda, passam os anos e continua a tirar peixes em qualquer lugar do mundo. Seja em água doce ou salgada. É a tipica amostra de meias águas, caracteriza-se quase sempre por um corpo estilizado, com um babeiro de dimensões reduzidas e com um movimento lateral muito nervoso, pode ser utilizada en recolhidas rápidas ou lentas com breves pausas ou toques de ponteira para animar o movimento tornando-a mais real. As amostras de meias águas também são fabricadas em modelos articulados, dividindo a amostra em 2 ou 3 secções, e como para gostos não está nada escrito, essa já será uma eleição pessoal.
RAPALA MAX RAP:  outro exemplo de amostra de medias águas é a Maxrap da rapala, uma amostra que permite lançar a grandes distâncias, outro factor a ter em conta na compra de uma amostra de meias águas, pois a maior distância recorrida maiores possibilidades de captura. A Maxrap é uma amostra de terceira geração, no interior do seu corpo possui umas bolas de tungsteno que ao efectuar o lançamento se deslocam para a parte posterior da amostra transformando-a em um míssel, cortando o ar de uma forma equilibrada primitindo grandes lançamentos, mesmo sem uma experiência prévia da parte do pescador.

PROFUNDIDADE: as amostras para trabalhar em profundidade, têm normalmente uma forma oval ou redonda o que as ajuda a afundar, possuem um babeiro de grandes dimensões que normalmente está ligado à profundidade que alcançam, quanto maior for o babeiro mais afundam.
No entanto existem outras com a mesma capacidade de pescar em profundidade, mas sem babeiro.

 São as chamadas Lipless (sem babeiro) estas amostras para além da evidente falta de babeiro também tem outra forma de fixação, e costuma ser na parte superior da amostra. São amostras mais lentas que normalmente possuem bolas de tungsteno no seu interior para provocar ruídos que atraem os peixes. Ao terem esta forma, o manejar destas amostras têm de ser feito com sabedoria, pois são amostras que se prendem muito fácilmente em qualquer obstáculo, devido ao facto de que o primeiro a entrar em contacto com o fundo são as suas fateixas. No entanto em mãos expertas são amostras que fazem a diferença naqueles dias que parece que eles não querem nada. 
Este é o caso da Rattlin da Rapala uma das primeira e que até hoje continua a demonstrar a sua efectividade, principalmente em zonas profundas junto a paredes ou para levantar esse achigã que se encontra a 6-8 metros de profundidade no inverno. O seu movimento em dentes de serra, é decisivo para peixes indecisos que não pretendem gastar mais energia que a necessária para alimentar-se.

CRANKBAITS: não se pode falar de crankbaits sem mencionar a famosa Hotlips de Luhr Jansen , outra amostra que marcou uma época e que continua a demonstrar hoje em dia que é uma máquina de pescar. Outra forma de utilizar as amostras de profundidade com babeiro é arrastar a amostra pelo fundo, golpeando o fundo com o seu enorme babeiro, este tipo de pesca é arriscado devido a que se pode prender a amostra, no entanto é muito eficiente. Para a pesca de peixes como o achigã, a lucioperca, ou o lucio no inverno é das melhores. É uma amostra rápida para bater terreno, técnica muito usada pelos profissionais americanos nos torneios para encontrar os peixes a capturar e passar mais tarde se necessário a outras técnicas como por exemplo os vinis, com todas as suas técnicas inventivas e eficazes.

Sei que a lista é curta, mas espero que seja suficiente para que possam ter uma idéia sobre este mundo tão amplio e complicado, porque embora muita gente utilize amostras para pescar, normalmente a sua técnica consiste em lançar e recolher como se se trata-se de uma chumbada, sem muitas vezes pensar na técnica adequada para cada amostra e tentar tirar o máximo partido de esse pedaço de madeira ou plástico.

Espero que tenham gostado, e que sirva de ajuda para poderem utilizar as vossas amostras com mais efectividade, e como se custuma dizer:

 "A AMOSTRA QUE MAIS PESCA, É A QUE PASSA MAIS TEMPO DENTRO DE ÁGUA."

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ÁGUA DOCE - ISCOS NATURAIS

Consideram-se iscos naturais todos aqueles que se podem utilizar para a pesca sem prévia preparação do pescador, este tipo de iscos é pouco utilizado devido ao facto de que normalmente não se encontram na loja de pesca e claro está, se têm de apanhar, o que hoje em dia com a comodidade a que nos habituam desde pequenos se faz cada dia menos. No entanto são a meu ver os melhores de todos os iscos pois são o que os peixes comem a diário no seu habitat.

Eu normalmente separo este tipo de iscos em dois: os animais e os vegetais. Penso sempre que, na pesca deviamos analizar o que comem os peixes quando nós não lhes damos de comer. Existem na natureza centenas de milhar de iscos que por comodidade, não se utilizam nos dias de hoje. Porém foram muito utilizados pelos nossos avôs com grandes satisfações.

ISCOS ANIMAIS:
O CARACOL - para quém já utilizou, saberá entender-me, para mim não há melhor isco para capturar um grande barbo ou carpa que um simples caracol, fácil de conseguir e simples de iscar. Claro está que devemos utilizar este isco, na época apropriada. O primeiro punto é verificar quando é que os peixes têm acesso a este tipo de alimento? Salvo raras ocasiões em que o caracol caí à água por qualquer acidente não é normal que ele lá esteja. Portanto devemos pensar em factores que poderiam levar os caracóis à água. Tempo de chuva, enchurradas, ribeiras ou rios que desbordam; esse é o momento idóneo para este isco. E os peixes sabem perfeitamente que nesse época existe um alimento mais no menú.  Porque a natureza é sábia, (nós nem por isso) porque não parámos de inventar iscos para pescar quando eles já existem. O caracol deve ser iscado inteiro (com casca) intruduzindo o anzol no interior do mesmo, convém utilizar anzóis de pata larga. Qualquer barbo ou carpa de boas dimensões partirá com facilidade a casca do caracol. Em Andalucía (Espanha) os pescadores utilizam este maravilhoso isco para pescar douradas!!! Sim; disse douradas, embora seja um isco tipíco de água doce, algum dia um "iluminado" decidiu iscar um caracol e o resultado foi uma dourada, hoje em dia é a coisa mais natural do mundo por essa zona ver como algum pescador isca um caracol para pescar douradas.
A LESMA - que repugnante, pensarão alguns!! No entanto os peixes não pensam assim, há séculos que a lesma faz parte da sua dieta. Com a lesma acontece o mesmo que com o caracol, exactamente a mesma época, durante a época de chuvas. A técnica mais eficaz é sem dúvida a chumbadinha, e deixar o isco descender suavemente pelo leito do río ou ribeira como se fosse arrastado pela corrente. Este tipo de isco sempre será aceite pelo peixe de um forma natural, pois estão habituados a comer estes alimentos, as picadas serão francas, decididas e a nossa adrenalina subirá como um foguete. A lesma deve ser iscada pela base girando o anzol no seu interior e extraindo a ponta pela parte posterior da lesma de forma a evitar que se prenda em qualquer obstáculo.
A LIBÉLULA - quem não teve a sorte de ver um achigã saltar fora de água para capturar uma libélula, não imagina o espetáculo visual que é. Este pequeno insecto é um verdadeiro manjar para o nosso amigo. A libélula deve ser utilizada na pesca da mesma maneira que a natureza a ofrece aos predadores, viva!! Qualquer peixe que veja uma pobre libélula a bater as suas asas desesperadamente na superfice, não hesitará. Um pequeno truco que eu utilizo é levar comigo uma bisnaga de supercola, basta uma gota na pata do anzol, para aderir sem problemas a libélula, o seu peso é suficiente para fazer um bom lance, mas se queremos lançar mais longe é só utilizar uma bóia de água, no entanto não aconselho muito esta técnica pois normalmente assusta o peixe.
O GRILO - somente encontro uma palavra para descrever este isco, fabuloso!!! Esse bichinho que muitas vezes não nos deixa dormir com o seu cântigo de acasalamento. É outro dos iscos que nos dará grandes capturas e sem gastar um cêntimo. Isca-se como a libélula com uma pequena gota de cola e a técnica de pesca é a mesma, claro que a imaginação não têm límites e que cada pescador o utilizará à sua maneira. Para capturar os grilos é tão fácil como utilizar uma garrafa de água de plástico, intruduzir na garrafa uma ou duas folhas de alface, fazer um buraco no chão de qualquer jardim e introduzir a garrafa de forma a que a boca fique ao mesmo nível do chão no dia seguinte (se ouver grilos na zona) de certeza que haverá capturas suficiente para uma jornada de pesca.

 A MINHOCA DA TERRA - REGRESSO ÀS ORIGENS

Sobre este maravilhoso isco, já escrevi anteriormente um largo articulo sobre todas as suas qualidades.
ISCOS VEGETAIS:
O FIGO - só de pensar neles alguns de nós ficamos com a boca em água. E se nós gostamos porque não os peixes?? Talvez já tenham reparado naquelas figueiras ali ao lado do rio ou lago, cujas ramas roçam timídamente a água. Imaginem a quantidade de peixes que espera ansiosos o momento da madurez, em que o figo cai para esse liquido elemento. Essa época é extraordinária para pescar com figos, todo o peixe que habita essa zona está habituado a comer figos, como algo natural, jamáis duvidará se é ou não um alimento!! O figo devido ao seu tamanho normalmente corta-se pela metade ou em quatro partes para poder iscar, aguenta muito bem no anzol e permite lances a larga distância. É um isco sublime especialmente em zonas donde abundem as figueiras, mas em qualquer outra zona de rio ou lago, é igualmente efectivo. Pois a famosa memória genética dos peixes vai reconhecer este isco como alimento mesmo que o peixe nunca o tenha visto antes.

 Nota do autor: Lembrem-se; os peixes não mudaram os seus hábitos de alimentação, nós é que mudamos a forma de os pescar.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ÁGUA DOCE - ISCOS PREPARADOS

Utilizar um isco adequado é um dos segredos do êxito da pesca com cana, quer se esteja a pescar uma carpa num pequeno lago ou um espadim num oceano tropical. A variedade de iscos utilizados hoje em dia pelos pescadores é enorme. E fazer a escolha acertada requer um bom conhecimento, não só da dieta e dos hábitos alimentares dos peixes mas também do tipo de isco mais eficaz para a sua atracção. Os iscos podem dividir-se em três, básicamente os iscos preparados os iscos naturais e os artificiais. Mas a função de todos é enganar os peixes para que piquem o anzol.

Assim que dentro do meu pequeno conhecimento tentarei explicar da melhor forma possível alguns dos iscos utilizados para várias espécies em água doce.

O PÃO : o pão proprociona uma série de iscos diferentes que podem ser usados de várias maneiras. A côdea, devido à grande porosidade que possui flútua com muita facilidade e durante um largo periodo de tempo devido a isso pode ser arrastada, colocada no fundo ou acenada livremente na linha em lagos para a carpa, o barbo, a tenca, ou o olho verde ou a boga e em ríos para a pardelha dos Alpes ou para o escalo do Norte. O miolo pode ser usado para isco de anzol ou com engodo. Para o anzol o melhor é o que provém de uma fatia de pão realmente fresco, pois durará mais tempo devido à sua consistência húmida. Também pode ser transformado numa pasta se o misturarmos com água e se o amassarmos numa toalha porosa, dando origem a uma massa pegajosa ideal para aplicar no anzol e com grande poder atractivo para os peixes. É provavelmente o mais antigo dos iscos, e apesar de todas as inovações existentes continua a ser a base de muitos engodos e a exercer um poder atractivo sem igual na pesca em água doce. Além disso devido às suas propriedades existe a possibilidade de aderir ao pão um sem fim de sabores dependendo da necessidade. Existe já pão especialmente fabricado para a pesca, o famoso Pão Francés, embora este se utilize somente para pescar à boga, qualquer outro peixe também o comerá.
SEMENTES E GRÃOS: muitas sementes e grãos constituem umas partículas excelentes para utilizar como isco, mas todos eles devem ser cozidos para ficarem mais macios pois os peixes não os conseguem dígerir crus.

O CÂNHAMO - a semente mais utilizada é a de cânhamo, uma semente que possui em azeite um 35% do seu peso, que faz as delícias de muitas espécies de ciprinídeos, como o barbo, ou a carpa. O cânhamo ao ser cozido liberta um azeite que se pode considerar "afrodísiaco" devido al alto poder atractivo de esta semente, foi proibido o seu uso em competição em países como França, Inglaterra ou Bélgica devido à estraordinária diferença entre os pescadores que o utilizavam e os que não o faziam. Muitos pescadores entre os quais me encontro ao cozer o cânhamo guardam a água da cozedura para mais tarde molhar o engodo, o famoso azeite que liberta a semente ao cozer é um dos melhores métodos para atrair peixes ao posto de pesca. Para cozer o cânhamo bastam cerca de 20-30 minutos dependendo do tipo de cânhamo pois existe de vários tamanhos, saberemos que a semente está bem cozida quando se abre e saí da casca uma pequena língua branca.
O GRÃO - o grão é outro isco estrela, principalmente na pesca da carpa ou barbo, não deve ser usado em excesso pois é um isco de difícil digestão e os peixes fartam-se em pouco tempo. Pode ser usado como engodo ou no anzol, melhor utilizado um ou dois dias depois de cozer pois começará a frementar e aumentará o seu poder atractivo. O grão é um isco selectivo, que normalmente só nos dará capturas importantes, e por outro lado descartará os peixes mais pequenos da zona.
O AMENDOIM -  tal como o grão, o amendoim também é um isco selectivo devido à sua dureza mesmo depois de cozido. Um autêntico manjar para peixes de porte, qualquer barbo ou carpa que devido ao seu tamanho já tenha desenvolvidos os seus dentes farineos não deixará o pesqueiro enquanto houver um amendoim, para além disso o amendoim têm um segundo poder atractivo. O chamado efeito crocante, o peixe ao partir o amendoim provoca um ruído característico que atrairá qualquer outro que esté pela zona. Pode ser utilizado como engodo ou no anzol com o sistema "hair" tão típico na pesca denominada Carpfishing.
A ERVILHA - embora não seja tão utilizada como os outros é um isco fantástico se habituarmos os peixes com uma pré-engodagem, as ervilhas devido à sua textura não se podem cozer muito, pois a casca têm tendência a abrir-se. Qualquer "spot" de pesca que seja préviamente engodado com ervilhas será no futuro um excelente posto de pesca. É um alimento muito rico em calorias (90,70 kcal) por cada 100gr. O que produz nos peixes um estado de excitação na procura de mais alimento, isto junto ao facto de que é  um alimento de rápida digestão faz dela um isco maravilhoso.
A BATATA - desde tempos remotos este isco foi utilizado com grande êxito por pescadores de todo o mundo, a batata deve ser cozida ligeiramente, e tal como a ervilha engodar o posto de pesca durante vários dias pois são iscos que funcionam através do hábito. Deveremos cortar a batata em pequenos quadraditos de cerca de 1cm ou dois pois facilitará ao engodar e será o tamanho ideal para pôr no anzol, para além disso ao ficar a batata com esta forma evitará que seja arrastada  por qualquer corrente, facilitando assim a concentração dos peixes no lugar elegido.O principal componente da batata é a água, que supõe mais de uma terça parte da mesma, (77,5%). O resto da sua composição são lípidos (0,1%), glúcidos (19,4%), prótidos (2%), e cinzas (1%). A batata constitui um alimento bastante equilibrado mas com carência de fibra, vitaminas, cálcio e com uma quantidade escassa de proteínas, porém com uma fonte alta em hidratos de carbono, almidão e  potássio o que faz dela um excelente isco para carpas pois por mais que comam sempre estarão com fome devido à rápida digestão que a batata produz. Além disso é um isco voluminoso que chama muito a sua atenção.
O MILHO - sabias que o milho começou a ser cultivado como alimento há mais de 7000 anos? Foi intruduzido na Europa no século XVI e era um alimento básico na dieta dos Incas, Mayas e Astecas. Existem poucos alimentos no mundo com as propriedades do milho, e é talvez o único alimento do qual se aproveitam todos os seus componentes. Nutrientes do milho: 123 calorias, 4gr de proteinas, 25gr de hidratos de carbono, 3gr de fibra, 2,5gr de gordura polisaturada, 260mg de potásio, 240mg de betacaroteno e 38mg de magnésio. Tudo isto faz do milho um alimento de alto valor nutritivo e de fácil digestão, o que o transforma num isco fabuloso para a pesca de ciprinídeos. Talvez o mais famoso, possivelmente devido ao comódo que é como isco, pois hoje em dia qualquer superficie comercial possui latas de milho para múltiplos usos. Sempre cozido o milho é outro isco estrela devido às facultades que possui. O grão de milho têm uma pele relativamente dura o que permite lançar o isco a largas distâncias sem que se solte, são também bastante pesados e afundam com facilidade o que é muito ùtil para pescar em zonas de corrente. Outra propriedade do milho é que se pode impregnar com vários sabores e côres, existem no mercado vários aditivos para "fazer" milho vermelho, castanho ou outra côr ao nosso gosto com somente misturar o aditivo antes de cozer o milho. Eu no entanto penso que o que é natural é bom, e a melhor côr para pescar com o milho é mesmo a sua côr natural.
O QUEIJO -  a origem do queijo não é muito precisa, mas calcula-se que está entre o ano 3000 a.C e o ano 8000 a.C. Existem dados arqueológicos que demonstram a sua elaboração no antigo Egipto desde o ano 2.300 a.C. Foi na Suiça no ano 1815 onde se abriu a primeira fábrica de queijo para produção industrial.   Básicamente utilizam-se dois tipos de queijo, o Cheddar e o Camembert o primeiro devido a ser muito fácil de conseguir e maleavél e o segundo pelo poderoso aroma afrutado que desprende, um verdadeiro manjar para os barbos especialmente, embora também resulte bastante atractivo para carpas e tencas. Deve cortar-se em quadraditos como a batata e utilizar directamente no anzol, o Cheddar têm a particularidade de que no inverno fica bastante duro, para evitar isto, devemos derreter um pouco o queijo e amassá-lo com pão formando uma massa homógena que nos permitirá pescar sem problemas e o isco não perderá o atractivo.
O BOILLE: mundialmente conhecido o boille, não é outra coisa que um conjunto de várias farinhas que depois de amassadas e misturadas se cortam em pequenos pedaços para dar-lhes uma forma de bola de pequeno tamanho (como um berlinde). Denominada "boille" proveninente do inglês ferver (to boil) hoje em dia parece que não se pesca com outra coisa, todas as grandes capturas devem os seus méritos a este fabuloso isco. O boille tal como qualquer dos iscos antes descritos é um isco de hábito, o que quer dizer que se vais pescar com boilles a um pesqueiro no qual nunca se utilizou antes tens as mesmas possibilidades de pescar que com qualquer outro isco. É bastante normal na pesca denominada Carpfishing a pré-engodagem com 20-30kg de boilles antes da pesca própriamente dita. Ora claro está que se eu provoco um hábito nos peixes a comer boilles durante meses o peixe identificará essa bolinha como alimento e quando ele estiver no anzol não deixará de fazê-lo. Assim pois parece que o boille veio para ficar, embora para mim seja um isco mais a adicionar ao local e momento da pesca.

RECEITA PARA FAZER BOILLES: 
 1- 60 gr de caseinato de sódio, 60 gr de caseina, 60 gr de lactoalbumina, 30 gr de gluten, 30 gr de extracto de soja, 20 gr de sémola de milho, 15 gr de qualquer extracto em pó de morango, chocolate, baunilha ou outro ao nosso gosto e 10 gr de qualquer corante para dar côr ao nosso boille.

2 - Removemos todos estes productos até conseguir uma massa homógenea, depois da massa pronta, utilizando outro recipiente batemos 6 ovos com 3 ml de azeite, depois de batermos o conjunto juntamos a massa antes elaborada e batemos até conseguir uma pasta, a qual amassámos até conseguir uma boa consistência (se estiver demasiado pegajosa podemos pôr um pouco mais de caseinato de sódio) depois é só fazer bolinhas de 1 ou 2 cêntimetros de diâmetro e reboçar em farinha, para em seguida pôr uma panela com água a ferver e cozer as bolinhas durante 1,5minutos aproximadamente, ao cozer a bola ficará com uma "casca" que dará a dureza suficiente ao nosso boille, mas o seu interior continuará macio, para finalizar devemos escorrer os boilles e colocar sobre um pano ao al livre para que se sequem. Saberemos que os boillies estão cozidos quando començem a flutuar, nessa altura deveremos retirar os mesmos e pô-los a secar numa bandeija com rede para que possa secar-se de forma uniforme. 

Ou então fazem como eu, vão a uma loja de pesca e compram. Pois como já antes mencionei, o boille é um isco de hábito, e se no mesmo pesqueiro se engodar sempre com o mesmo boille mais tarde ou mais cedo a pesca sairá.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A CORVINA BRANCA - Atractoscion nobilis (Ayres, 1860)

FAMÍLIA: escienídeos

LONGEVIDADE:

PROFUNDIDADE: 0 - 122 metros.

COMPRIMENTO: 180 cêntimetros.

PESO: 40 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Oceano pacífico desde Alaska até à Baixa Califórnia.
BIOLOGIA: este peixe é uma das numerosas espécies da familía dos escinídeos de grande interesse desportivo ao longo da costa do Pacífico da América do Norte. Durante a sua juventude desloca-se ao longo das praias fazendo pequenas incrusões em baías e estuários para alimentar-se. Mas o seu habitat favorito encontra-se em profundidades que rondam os 10-20 metros sobre fundos de rocha com grande abundância de algas, (as famosas laminárias onde se dedicam a caçar também os nosso queridos robalos)  também se encontram com bastante frequência em zonas consideradas surfistas, pois é um excelente caçador nas ondas, atacando as suas presas por sorpresa aproveitando o mimetismo que o seu corpo de tonalidades brancas lhe ofrece. Desloca-se sempre em cardume e é muito raro encontrar uma corvina branca solitária. A carne da corvina branca estraga-se com muita rapidez, por essa razão aconselha-se a consumir este peixe após a sua captura.
ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat, chocos, lulas e polvos.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, corrico, pesca embarcada, surfcasting.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 37,980 quilos e foi capturada em San Felipe, México por Lyal Baumgardner.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O PEIXE GALO - Zeus faber ( Linnaeus, 1758 )


FAMÍLIA: zenionídeos.

LONGEVIDADE: 12 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 400 metros.

COMPRIMENTO: 90 cêntimetros.

PESO: 8 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: mundial.
BIOLOGIA: um peixe estranho e belo sem dúvida, o peixe galo é uma espécie das consideradas exóticas devido à peculiar forma e cores que esta espécie possui. Vive normalmente junto ao fundo marinho em grandes profundidades, cerca dos 400mts embora também possa ser capturado em águas menos profundas. Com clara perferência por zonas onde abundem as rochas e algas é um peixe solitário, até na época do acasalamento. Quando se encontra em zonas em que o fundo é de lodo têm a particularidade de enterrar-se como se fosse uma solha ou linguado, em clara actitude de caça, pois assim sopreende qualquer sardinha ou arenque que passe pelas proximidades, é um peixe estremadamente voraz depois do acasalamento. A sua reprodução dá-se entre os meses de Maio e Agosto e em águas menos profundas, normalmente a uns 100 metros de profundidade. Como peixe desportivo é mais procurado pela beleza que possui e pela saborosa carne, que pela luta que dá. A lenda do Peixe galo, diz a lenda que na época da criação do mundo, existiam dois exemplares de um só peixe lindíssimo!!! E com tal muito vaidosos pela sua beleza e que Deus farto de tanta gaborolice, deu uma palmada a um, tornando-o feio e esborrachado, foi o pai de todos os tamboris. E ao outro esborrachou-o entre as mãos batendo palmas e dando origem ao pai de todos os peixes galo. Deus conseguiu mudar a sua forma, mas graças a "Deus" o sabor continua o mesmo.
ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat, polvos, lulas e crustáceos.


MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, pesca embarcada, jigging.
O VIDEO: a captura do peixe galo, neste caso com um carrete para preguiçosos. Utiliza-se devido ao facto que o peixe galo normalmente pesca-se a grandes profundidades.
RECORD IGFA: não existe record.

                                                   HOMENAGEM AOS AMIGOS

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O PICÃO EUROPEU - Stizostedion lucioperca (Linnaeus, 1758)

FAMÍLIA: percídeos.

LONGEVIDADE: 17 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

PESO: 12 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: norte e centro de Europa; introduzido também na Europa ocidental.
BIOLOGIA: o picão europeu ou lucio-perca, também chamada zander na Grã-Bertanha, têm como presa habitual peixes pequenos como a brema, a acerina e a pardelha. Inicialmente encontrava-se apenas no Danúbio e norte da Europa, mas foi intruduzida para oeste, até à Inglaterra, e continua  a expandir-se lentamente. Gerou-se uma grande controvérsia em torno de algumas destas introduções, quando se culpou a esta espécie das reduções drásticas nas populações de peixes locais, mas em muitas das águas em que surgiu não parece ter causado problemas de maior. O picão desova na primavera, e inicío do verão, pondo grupos de ovos de um tom amarelo-pálido nas plantas, na areia ou nas pedras. As larvas eclodem ao fim de alguns dias e vivem à custa dos seus sacos vitelinos até que a sua dentadura se desenvolve e se possam alimentar sozinhos. Ao desenvolver os dentes começa a caçar pequenos alevins e larvas de insectos. A dificuldade na captura de um picão consiste em detectar a sua presença, pois são peixes que se movem nas capas mais profundas e somente na primavera (quando se reproduzem) é que se deslocam a capas mais superficiais, depois de detectar ou capturar um a pesca começa a ser muito divertida pois normalmente desloca-se em cardume e quando se pesca um picão se insistirmos no mesmo local provavelmente capturaremos mais de um. A sua picada para predador é muito subtíl, pequenos toques como se estive-se a provar um petisco, seguido de uma arrancada brutal, que infelizmente dura pouco, pois é um peixe que se cansa muito depressa, a questão é aguentar os nervos durante esses pequenos toques, o que normalmente não acontece, com a consequente perda do peixe. É um predador temível e oportunista que não desdenha um isco morto no fundo, facto aproveitado por muitos pescadores para capturar esta espécie com a famosa montagem dachkovitch. Embora o picão seja considerado um peixe de profundidade e que detesta a luz, a sua pesca normalmente pratica-se em dias nublados foram já capturados vários picões com amostras de superficie, o que vêm a demonstrar que toda teoria sobre a pesca sempre têm uma segunda leitura.
ALIMENTAÇÃO: qualquer ser vivo do seu habitat.


MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca, jigging, corrico, à bòia.
O VIDEO: a captura e libertação de um picão europeu.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 11,480 quilos e foi capturado por Jurg Sherrer no lago Maggiore na Suiça, no dia 7 Junho de 2016.

                                                         HOMENAGEM AOS AMIG@S

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A PERCA EUROPEIA - Perca fluviatilis ( Linnaeus, 1758 )

FAMÍLIA: percídeos.

LONGEVIDADE: 22 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 4 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: desde Europa para o norte até à Escandinávia.
BIOLOGIA: a perca é um temível predador apesar do seu escasso tamanho, habita em lagos, ríos, ou barragens, adapta-se rápidamente a um novo habitat, seja este de águas paradas ou com corrente. Como todo predador, alimenta-se de práticamente de tudo o que possa encontrar no seu território, vive em cardume o que faz de este peixe um predador super eficiente, o seu comportamento em cardume foi muitas vezes igualado ao das piranhas embora seja menos agressivo neste sentido, pois só ataca para alimentar-se. Durante o seu estado juvenil alimenta-se de  pequenos invertebrados, insectos e larvas. Entre o 1-2 ano de idade o macho atinge a maturidade e já se pode reproduzir, as fêmeas demoram um pouco mais, entre o 2-4 ano de vida. Nessa altura já preda sobre pequenos peixes, rãs e outros animais de maior porte. A fase de namoro começa em fevereiro e termina a mediados de Junho, os ovos da perca europeia formam uma espécie de corda, que pode alcançar o metro de longitude, esta estrutura permite que esta longa corda de ovos tenha uma fácil aderência a qualquer tronco ou raiz submergida, o resultado de tão elaborado sistema verifica-se na taxa de natalidade da perca europeia, quase um 90% dos seus ovos fecunda. A pesca de este percídeo dá-se bastante melhor em dias de calor, pois a perca sobe à superficie para atacar os cardumes de peixes mais pequenos que caçam insectos na superficie, o material para pescar este peixe é idêntico ao que se utiliza para a pesca do achigã embora em tamanhos mais reduzidos devido à escassa dimensão da sua boca, durante o inverno devemos procurar as percas em profundidade, com jigs, de côr branca, amarela ou prateada.
ALIMENTAÇÃO: qualquer ser vivo do seu habitat.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, mosca, corrico.

O VIDEO: a pesca da perca europeia conhecida nos E.U.A. como Jumbo Perch.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 2,900 quilos e foi capturado por Kalle Vaaranen no dia 04/09/2010 em Kokar, Aland Islands em Filândia.

                                                         HOMENAGEM AOS AMIG@S

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A BICA - Pagellus erythrinus (Linnaeus, 1758)

FAMÍLIA: espárídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 200 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: desde o Noreste do oceano Atlântico, passando por Noruega e Mediterrâneo.
BIOLOGIA:  a Bica para muitos é uma desconhecida, pois é um peixe que normalmente se captura por casualidade, um peixe lindíssimo a meu ver, pois as suas côres sempre em tons rosa e branco, são um verdadeiro espetáculo dentro e fora de àgua. O seu habitat encontra-se quase sempre em zonas mistas de areia e rocha em profundidades que rondam os 70-80 metros. Embora no inverno se desloquem a maiores profundidades. Para além da sua esplendorosa beleza a bica também dá uma grande luta e é uma verdadeira especialista em safar-se dos anzóis.  A picada da bica é bastante súbtil, pois tem o hábito de saborear ou brincar com o isco antes de tomá-lo, muitas são as bicas perdidas pelo nervosismo do pescador que fisga antes do momento, pois raras são as ocasiões em que a bica volta ao mesmo isco. As bicas são hemafroditas e nascem todas fêmeas, ao alcançar o seu segundo ano de vida, a natureza faz o seu trabalho e a transformação em macho dá-se com cerca de 17 cêntimetros, altura em que podem começar a procriar, (normalmente na primavera) neste sentido peço uma especial atenção para a libertação de todo aquele exemplar que não alcance esta medida. Só estaremos a pensar no nosso próprio futuro. A bica normalmente consegue safar-se do anzol, porque ao ser fisgada, depois de duas ou três investidas para o fundo, parece render-se e vêm para cima dócilmente, é neste momento que o pescador confiado comete o erro e começa a recolher a linha sem sentir qualquer esforço da parte do peixe. Ocasião esta em que a bica aproveita para pegar dois ou três cabeçadas e livrar-se do anzol.
 ALIMENTAÇÃO: pequenos invertebrados(anelídeos) crustáceos, moluscos e pequenos peixes.

MÉTODOS DE PESCA: pesca embarcada, jigging, surfcasting, à bóia.
VIDEO: a captura de uma bica à Portuguesa!!
RÉCORD IGFA: encontra-se 3,240 quilos e foi capturada por Geoff Flores em Monte Gordo (Algarve/ Portugal) no dia 19/05/1996.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIG@S