AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

domingo, 11 de março de 2012

O BAGRE DE CANAL - Ictalurus punctatus (Rafinesque, 1818)

FAMÍLIA: ictalurídeos.

LONGEVIDADE: 40 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 40 metros.

COMPRIMENTO: 120 cêntimetros.

PESO: 27 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: América do Norte, porém hoje em dia já se encontra distríbuido por quase todo o mundo.
BIOLOGIA: esta espécie, uma das maiores entre os bagres da América do Norte, é a única que possui,  simultaneamente, manchas e uma cauda profundamente bifurcada; as manchas têndem a desaparecer nos peixes maiores e mais velhos. É a espécie mais común dos bagres americanos, e também o bagre mais popular dos pescadores dos Estados Unidos, calcula-se que uma média de 8 milhões de americanos vai à pesca exclusivamente à procura desta espécie. A sua carne é também muito apreciada, o que faz com que este peixe seja um verdadeiro manjar para os amantes do bom paladar. O bagre de Canal encontra-se normalmente em rios, lagos e barragens de qualquer tamanho, adapta-se com grande facilidade ao meio e tem uma taxa de crescimento pasmosa. A sua taxa de natalidade é brutal, deposições de cerca de 150 ovos por hora, num total de 8.000 ovos, dos quais um 90% sobrevivem!! Depois de capturado aconselha-se muito cuidado na estracção do anzol, pois o bagre do canal têm uma espinha na barbatana dorsal e duas nas peitorais, que podem estragar o dia de pesca com uma corrida ao hospital. Estas espinhas (principalmente a dorsal) é utilizada pelo bagre na sua defesa para evitar ser capturado, a sua primeira defesa ao sentir-se preso é procurar qualquer cavidade na rocha ou no leito e depois de introduzir-se espeta as espinhas para ficar literalmente cravado no buraco, quando isto acontece, é quase impossível retirar o peixe do seu esconderijo e normalmente termina com a ruptura da linha. Além do Bagre de Canal só existem mais dois exemplares de peixe gato em todo o mundo com a cauda bifurcada, eles são o Peixe gato branco (Ameiurus catus) e o Peixe gato azul, (Ictalurus furcatus), sobre o qual já fiz um artigo anterior. Pouco a pouco o bagre de canal ou channel catfish foi-se expandindo de uma forma alarmante e já se pode pescar este peixe em práticamente todo o mundo. A sua presença na Península Ibérica é notável e têm muitos aficionados que desejam a sua captura. Especialmente os praticantes do carpfishing. 
ALIMENTAÇÃO: no estado de alevin alimenta-se de pequenos invertebrados passando depois a camarões, lagostins e finalmente a peixes, é prácticamente omnívoro, com especial debelidade por iscos malcheirosos e gordurosos.

MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, spinning, mosca, à bóia.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 26,300 quilos e foi capturado por W.Whaley na reserva de Santee-Cooper na Carolina do Sul, U.S.A.

                                                         HOMENAJE A LOS AMIG@S

domingo, 4 de março de 2012

O ACHIGÃ DA FLÓRIDA - Micropterus floridanus (Lesueur, 1822)

FAMÍLIA: centrárquídeos.

LONGEVIDADE: 23 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 735 cêntimetros.

PESO: 10 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Flórida nos Estados Unidos de América, embora hoje em dia já existe uma população bastante extendida por vários paises do mundo como por exemplo México, Cuba, Marrocos e Japão.
BIOLOGIA: é o maior da sua espécie, porém foi só no ano 1949 que os biólogos conseguiram distinguir as duas subespécies do achigã de boca grande. Além da notável diferença de tamanhos, apenas pequenas diferenças fisicas distinguiam estas duas espécies. Foi necessário fazer uma análisis de proteínas para poder identificá-los com total segurança. Os achigãs (Micropterus salmoides salmoides) possuem entre 59-65 escamas na linha lateral, enquanto os (Micropterus salmoides floridanus) possuem entre 69-73. Outra grande diferença é a longevidade, o floridanus vive muitos mais anos, porém este colosso têm uma fraqueza; a tempratura. Durante muitos anos foi intruduzido em lagos e rios do norte dos Estados Unidos, sem sucesso. Em contrapartida os seus parentes mais pequenos fácilmente se adaptavam a estas condições mais "duras". A mãe natureza como sempre é provisora e os floridanus reproduzem-se antes que os seus parentes, cerca de duas semanas antes, claro que este dato têm grande importância na hora de alimentar-se, com uma dieta à base de proteínas o floridanus rápidamente começa a alimentar-se de animais de maior porte, incluidos os seus parentes de boca grande e boca pequena, que por essa altura já nasceram. A partir do segundo ano de vida é quando se dá a verdadeira explosão e o floridanus começa a crescer três vezes mais rápido que qualquer dos seus parentes. Normalmente o floridanus perfere viver em capas de água mais superficiais que os seus parentes, mas a sua disposição para atacar amostras também é menor em relação aos seus parentes, o que faz com que a sua população tenha muito mais possibilidades de sobreviver. Para além da descomunal diferença de tamanhos e de que o floridanus não suporta baixas tempraturas o seu comportamento é básicamente o mesmo. O que não é o mesmo é capturar um floridanus, porque a sua defesa é muito mais aguerrida para além da notável diferença de peso em relação a qualquer dos seus "irmãos".
ALIMENTAÇÃO: qualquer ser vivo do seu habitat.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, corrico, mosca.

VIDEO: uma pequena amostra da diferença entre os nossos e o floridanus!!
RECORD IGFA: encontra-se em 10,120 quilos e foi capturado por Manabu Kurita no lago Biwa, Shiga, Japão no dia 02/07/2009.
                           
                                                           HOMENAGEM AOS AMIGOS

sexta-feira, 2 de março de 2012

O CAMURIM OBESO - Centropomus parallelus ( Poey, 1860)

FAMÍLIA: centropomídeos

LONGEVIDADE: 7 anos

PROFUNDIDADE: 0 - 42 metros.

COMPRIMENTO: 72 cêntimetros.

PESO: 5 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico ocidental, desde a Carolina do Sul até ao Brasil.
BIOLOGIA: trata-se de um pequeno peixe de corpo muito deprimido que raramente excede o 1,500 kilogramos. A forma mais segura para o destinguir de outros camurins de pequenas dimensões é contar o número de escamas ao longo da linha lateral: o Camurim obeso tem entre 80-90 escamas. Possui uma mandíbula inferior proeminente e uma característica risca lateral preta que se prolonga até à cauda. A tonalidade do seu corpo é prateada e as barbatanas normalmente amarelas. A sua reprodução dá-se entre Maio e Setembro, normalmente com uma grande congregação de indíviduos, um dos melhores momentos para conseguir um grande exemplar, com a consequente captura e solta do exemplar, claro!! Deve ser manuseado com muito cuidado pois as extremidades das suas coberturas branquíais são muito afiadas.
ALIMENTAÇÃO: peixe, camarões, e caranguejos, fazem parte da sua dieta normalmente, embora possa depredar sobre qualquer outro animal do seu habitat.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, corrico, mosca.

O VIDEO: a captura de um possivel récord de um Camurin obeso ou Fat snook!!
RÉCORD IGFA: encontra-se em 4,960 quilos e foi capturado por Gilney Braido no rio Mampituba no Brasil.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIGOS

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O BACALHAU DE MURRAY - Maccullochella peelii (Mitchell, 1838)

FAMILIA: percictídeos.

LONGEVIDADE: 70 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 10 metros.

COMPRIMENTO: 180 cêntimetros.

PESO: 113 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Ocêania, no rio Murray-Darling e na maior parte dos seus afluentes. Intruduzido com bastante aceitação em muitos lagos e rios do sudoeste, também é utilizado como peixe ornamental em grandes aquários.
BIOLOGIA: o Bacalhau de Murray é um dos maiores peixes de água doce do nosso planeta, infelizmente encontra-se entre as espécies em perigo de extinção. Adapta-se a grande variedade de cenários, tanto pode viver num rio caudaloso como num tranquilo lago. O murray é muito territorial, normalmente oculta-se numa cova ou buraco na rocha e controla o seu território como um autêntico cão de guarda. O murray atinge a maturidade ao alcançar os 48-62 cm. A sua reprodução dá-se de primavera até ao princípio do verão, na fase de alevín alimenta-se de zooplâncton e pequenos invertebrados, mas rápidamente começa a atacar presas maiores devido a alta taxa de crescimento que possui. O murray é um dos peixes que melhor cuida das suas crias, depois de depositar os ovos a femêa retira-se para que o macho os fecunde, a partir de esse momento o macho cuida dos ovos até ao nascimento dos alevins e só deixa de protegê-los quando são auto-suficientes. Durante a sua fase juvenil o murray imigra com bastante frequência, porém ao atingir o estado adulto, normalmente procura um território e estabelece o seu límite de deslocamentos a esse espaço. Esta foi uma das razões que ajudou à sua captura por parte dos pescadores, visto que ao estabelecer-se numa zona bastante reduzida oferecia grandes possibilidades de ser capturado com certa facilidade.
ALIMENTAÇÃO: invertebrados, rãs, cobras, peixes, patos, ou qualquer outro animal que se deixe capturar por este grande predador.

MÉTODOS DE PESCA: corrico, spinning, mosca, carpfishing.

VIDEO: a captura de vários murray com spinnerbaits.
RECORD IGFA: encontra-se em ?

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O GIANT TREVALLY - Caranx ignobilis ( Forsskål, 1775 )

FAMÍLIA: carangídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 180 metros.

COMPRIMENTO: 170 cêntimetros.

PESO: 80 quilos. 

DISTRIBUIÇÃO: sobretudo no Indo-Pacífico, porém com notável presença na Àfrica do Sul e no oeste do Hawai, também no Japão e Austrália.
BIOLOGIA: é o espécime mais grande do género caranx, e o quinto membro mais grande da familía dos carangídeos. Embora seja mais conhecido na giría dos pescadores como GT. O seu perfil é simplesmente escandaloso, uma cabeça enorme em relação ao corpo que têm, parece um verdadeiro ariete, mas não se deixem enganar por esta deforme aparência o GT é uma máquina de caça, rápido e letal.  Normalmente a sua côr é prateada com pequenas manchas escuras, porém os machos ao atingirem a madurez o que acontece por volta dos 3 anos e com um comprimento de uns 60 cêntimetros. Nessa altura ficam com uma côr mais escura quase negra embora o seu ventre continua de côr branca. O giant trevally habita numa grande variedade de fundos marinhos, desde estuários, baias pouco profundas ou lagoas. Os adultos vivem no alto mar, porém a captura de um juvenil é bastante fácil, e pode ser capturado mesmo da praia. Nesta altura suportam muito bem a baixa salinidade e não é raro serem capturados em entradas de estuàrios, ou entradas de rios onde adoram caçar com a água turva. É um peixe que cresce relativamente rápido como quase todos os predadores. A reprodução dá-se no verão e é um espetáculo grandioso, onde centenas de milhar de GT´s se juntam perto de recifes de coral ou zonas rochosas para procriar. A luta com um GT adulto, é épica, um incansável lutador capaz de partir em duas a mais forte das canas!!!
ALIMENTAÇÃO: peixes, cefalópodes, moluscos e crustáceos, são a principal base da sua dieta.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, corrico, spinning, mosca, jigging.

VIDEO: a captura de um GT com popper, uma das formas mais fascinantes de pescar este colosso.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 72,800 quilos e foi capturado por Keiki Hamasaki no dia 22/05/2006 em Takara Kagoshima no Japão.

                                                    HOMENAGEM AOS AMIGOS

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O MANGAR - Luciobarbus esocinus (Heckel, 1843)

FAMÍLIA: ciprinídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: ?

COMPRIMENTO: 250 cêntimetros.

PESO: 200 quilos.

DISTRIBUIÇÃO:  no continente Asiático, principalmente en Síria, Turquía, Irán e Irak, distríbuido em pelas inumeráveis ramificações dos ríos Tigris e Éufrates.
BIOLOGIA: muitos de vós devem ter na memória esta fotografia, famosa faz algum tempo não pelo peixe em sí mas pelo sitio onde foi capturado, nada mais e nada menos que num dos famosos lagos artificiais do famoso ditador Sadam , capturado por um soldado americano, com uma simples côdea de pão. O seu nome científico faz referência ao lucio devido ao facto que é muito mais comprido e muito mais grande que o barbo normal. Porém a espécie pertence à família dos barbos tal como se pode apreciar em qualquer fotografía deste magnifico animal. Claro está que um exemplar que pasa com facilidade a tabela dos 100 quilos não nos faz lembrar um barbo, mas neste caso é mesmo assim. Agora só faz falta imaginar a potência e a velocidade dos nossos barbitos multiplicada por 100!!  Deve ser dessas histórias para contar aos netos. Embora seja um animal colossal, não deixa de ser um ciprinídeo, portanto o seu comportamento não difere muito do mais común dos nossos barbos tanto em alimentação como em reprodução, a diferença mais notável é essa taxa de crescimento tão espetácular. Não existe muita informação sobre esta espécie devido às suas origens, países que práticamente estão isolados do mundo devido à sua política, enfim uma pena. Ao fundo podemos apreciar o que foi o palácio de Sadam.

ALIMENTAÇÃO: como ciprinídeo a sua alimentação é simples, come tudo o que lhe entre pela boca, o afortunado pescador que ostenta o récord do mundo capturou esse mangar com pedaços de peixe.

MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, spinning, mosca.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 123 quilos e 2,250 cêntimetros e foi capturado por Jesús Yavuz no mês de fevereiro do ano 2010 na barragem de Karakaya em Turquía. Peço desculpa pela imagem, lógicamente não é a melhor forma de mostrar o récord do mundo, mas é a única imagem disponível.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O ROBALO AUSTRALIANO - Macquaria novemaculeata (Steindachner, 1866)

FAMÍLIA: moronídeos.

LONGEVIDADE: 22 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 4 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: por todo o sudeste de Austrália e em particular em Queensland e Victoria.
BIOLOGIA: o robalo Australiano, é um mini predador, mas não por isso deixa de ser um valente contrincante. Vive em nos ríos costeiros, estuários e lagos do sudeste da Austrália. É das poucas espécies que desova no inverno, normalmente em estuários, os ovos eclodem ao fim de três dias e por volta dos três meses de idade os jovens peixes já se assemelham a pequenos adultos embora apresentem ligeiras barras verticais no dorso e nos flancos. A sua côr pode variar de um prateado a um verde escuro dependendo do habitat e da côr das águas onde viva. Perfere zonas com muita vegetação e de perferência com fundos de pedra ou grava. Como quase todo predador caça por emboscada e em distâncias curtas é uma autêntica flecha. Como peixe desportivo em Austrália encontra-se no top dos perferidos pelos pescadores, não só pela agressividade mas também pela beleza desta espécie. Da mesma forma que nos E.U.A se organizam campeonateos monstruosos para a pesca do Floridanus o mesmo acontece na Austrália com o robalo australiano. Apesar de ser um peixe de água doce o robalo australiano desova em estuários, portanto possui a capacidade de viver pelo menos durante o tempo de desova em água salgada.
ALIMENTAÇÃO: pequenos peixes, crustáceos, minhocas e insectos.

MÉTODOS DE PESCA: à mosca, spinning, feeder, corrico.
VIDEO: como se pesca o robalo Australiano com popper´s.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 3,750 quilos e foi capturado por Neil Schultz no dia 24/07/2005 no lago Wivenhoe, Queensland , Australia.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIG@S

domingo, 18 de dezembro de 2011

A JAMANTA - Manta birostris (Walbaum, 1792)

FAMÍLIA: mobulídeos.

LONGEVIDADE: 20 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 120 metros.

COMPRIMENTO: 900 cêntimetros.

PESO: 3.000 quilos.

 DISTRIBUIÇÃO: práticamente global em àguas temperadas a tropicais, desde California até Nova Zelanda, passando por Japão, Perú, Egipto, Açores. 

       

 
BIOLOGIA: as jamantas ou raias-vampiro pertencem à família dos mobulídeos, que compreende cerca de uma dúzia de espécies. Variam em tamanho desde a manta Australiana (Mobula díabola), que mede cerca de 60 cm transversalmente até ao nosso personagem a Jamanta que é a maior de todas. Apesar do seu enorme tamanho, a jamanta é um peixe geralmente inofensivo que se alimenta de pequeos peixes e crustáceos que arrasta até à sua boca através das barbatanas cefálicas, o par de (chifres) que tem na sua cabeça. As jamantas vivem a uma profundidade média e à superficie e muitas vezes, dão saltos no ar talvez para se libertarem de parasitas ou simplesmente por diversão. Preferem viver em fundos coralinos ou rochosos onde encontram a sua dieta com mais facilidade, no entanto podem ser encontradas práticamente en toda parte, proprocionando muitas vezes sustos colossais a mergulhadores, que nem nos seus melhores sonhos pensavam encontrar um espetáculo de essa dimensão. Como peixe desportivo é um verdadeiro colosso só ao alcance de alguns, quando são mais pequenas podem ser capturas a surfcasting e já com maior tamanho ao corrico, são capturas difíceis e muito perigosas, devido ao enorme tamanho que normalmente possuen, especialmente no momento de retirar o anzol para poder libertar tão magnífico oponente. Manusear uma jamanta não é tarefa fácil, e normalmente o pescador perfere cortar a linha quando a têm junto ao barco, para assim evitar qualquer risco. A jamanta reproduz-se somente uma vez a cada dois anos, e têm apenas uma cria. A pequena jamanta nasce já com cerca de 10 quilos e medindo cerca de 1metro.
ALIMENTAÇÃO: pequenos peixes e crustáceos.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, corrico.

VIDEO: depois de um combate de 2h30 minutos o a jamanta partiu a linha !!!
Esta é uma imagem de 1934, hoje em dia,  felizmente já não se podem matar estes magnificos animais pois estão protegidos por lei.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O PEIXE AGULHA - Belone belone (Linnaeus, 1760)

FAMILIA: belonídeos.

LONGEVIDADE: 17 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 5 metros.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

PESO: 1,480 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Oceano Atlântico, Mar Mediterrâneo e Mar negro.
BIOLOGIA: esta espécie muito común na costa Portuguesa assim como em muitos países do mundo, normalmente considerada como (peixe de segunda) é um digno adversário para qualquer pescador desportivo e em especial para noveles que desejem sentir a emoção de uma luta considerável na captura de um predador. Pode ser considerado um peixe de superfície visto que grande parte da sua acção têm a superfície como zona predominante, têm o corpo alongado e comprimido com escamas pequenas que se soltam com muita facilidade e se aderem às nossas mãos como verdadeiras lapas. O dorso é de côr esverdeado ou azulado e o ventre branco prateado, as maxilas são alongadas em forma de bico e a inferior é um pouco mais pequena que a superior, os dentes percorrem este "bico" de forma inregular. É um predador muito rápido e voraz que se alimenta de pequenas presas tais como o peixe-rei, desloca-se normalmente aos pares para caçar e entendem-se perfeitamente na sua estratégia para capturar qualquer presa. Desloca-se muitas vezes com cardumes de cavalas o qual é um aliciante para a captura deste perdador. Perfere os dias sem vento e água calma. A maturidade sexual é atingida com a idade de 5/6 anos. Na época reprodutora entre março e junho a fêmea coloca vários fios de ovos, entre 60/80 em algas ou outros objectos fultuantes e a sua eclosão dá-se ao fim de semanas. A luta do peixe agulha é muito enérgica e bastante normal que nos sorpreenda com saltos e cabriolas fora de água na tentativa de livrar-se do anzol. Um peixe divertido e para os apreciadores da sua carne um verdadeiro manjar.
ALIMENTAÇÃO: pequenos peixes e crustáceos que captura na superfície ou a meias águas.

MÉTODOS DE PESCA: à bóia, corrico, spinning, surfcasting com montagens especiais para esta espécie.
RECORD IGFA: encontra-se em 1,480 quilos e foi capturado no dia 24/08/2004 por Nicholas Reiner em Cape May Reef, New Jersey, USA.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIGOS

sábado, 26 de novembro de 2011

O GIANT SEA BASS - Stereolepis gigas ( Ayres, 1859 )

FAMÍLIA: polyprionídeos.

LONGEVIDADE: 100 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 250 cêntimetros.

PESO: 250 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Oceano Pacífico, desde os Estados Unidos até ao Japão. Já foi confirmada a sua presença em águas do Oceano Atlântico.
BIOLOGIA: para fazer uma ideia sobre o poder predador de este bichinho, só temos de imaginar um achigã com 200 quilos!!!! Assim é um giant sea bass, uma máquina de engolir. Vive em fundos de rocha com abundância de algas perto da costa, durante a sua juventude vive em profundidade próximas aos 10-15 metros alimentando-se de camarões, peixe e toda classe de crustáceos. Vive em pequenos cardumes de 6-10 indivíduos tal como o achigã e caça por absorção, chegando incluso a engolir pequenos tubarões e raias, devido à semelhança que possui com o Mero ( Epinephelus itajara) é muitas vezes confundido com esta espécie. Porém os seu comportamento é bastante dispar em relação ao Mero. Ao ver a sua fisionomia podemos pensar que é um peixe lento, porém nada mais longe da realidade, caça por emboscada e nas distâncias curtas é uma verdadeira flecha, com esta velocidade explosiva e uma boca que se pode comparar a uma aspiradora industrial faz desta espécie um dos maiores predadores do Oceano Pacífico. Durante o ano 2005 devido a extrema pressão de pesca a que foi submetida esta espécie o governo dos Estados Unidos, através do Departamento de pesca dictou uma lei na qual qualquer pessoa que fosse encontrada com uma captura de um Black sea bass, seria multada com 1.000 dólares e um minimo de seis meses de cadeia. (Pena que isto só aconteça em outros países!!!)
ALIMENTAÇÃO: caranguejos, lagostas, polvos, lulas, tubarões e practicamente tudo o que lhe entre pela boca.

MÉTODOS DE PESCA: corrico, spinning, jigging, surfcasting.


VIDEO: o tipíco Americano, suando a gota gorda com um estupendo Giant Sea Bass.


RÉCORD IGFA: encontra-se em 255,600 quilos e foi capturado por James McAdam Jr. no dia 20/08/1968 em AnaCapa Island em Califórnia, USA.

                                                       HOMENAGEM AOS AMIG@S

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ÁGUA DOCE - ISCOS ARTIFICIAIS

O ISCO DE MODA: sem dúvida!! Hoje em dia parece não existir outra forma de pescar, e tudo graças a um visionário chamado Lauri Rapala, de origen filandesa, que devido às penúrias que passava a sua família, por falta de recursos económicos, teve uma idéia que hoje em dia no mundo da pesca se considera como algo parecido ao descobrimento da energia eléctrica. Este pobre lenhador e pescador profissional que apenas tinha estes dois recursos para alimentar a sua família, um dia pescando verificou o movimento algo descentrado de um pequeno alevím, e a forma fulminante em que era engolido por um salmão no momento seguinte. Isto foi o que implusou a Lauri a desenhar e construir uma imitação daquele peixinho, pensando que se consegui-se imitar esse movimento poderia pescar mais peixes para a sua família. Ajudado com uma simples faca, talhou e poliu esse pedaço de madeira que daria origen à primeira amostra Rapala. Contam as histórias que Lauri Rapala era capaz de capturar mais de 250 quilos de peixe num só dia graças ao seu invento. Este invento provou ser tão bom que com o passar do tempo, não só pescava peixes, também começou a pescar...  pescadores dando origem a um império econômico imenso, e tudo começou com um pauzinho. Como sempre os ditados demostram ser sempre verídicos. " A necessidade é a mãe de todos os inventos".

O VIDEO: a história de Lauri Rapala.

Ora bem, a pesca com amostras tem tanto, mas tanto que se lhe diga que seria necessário um biblía para a poder arranhar a superficie deste mundo. Como tal, vou apenas expôr alguns dos modelos de  amostras consideradas mais importantes e tentar dentro do meu parco conhecimento falar um pouco delas.

SUPERFÍCIE: para a pesca em superficie existem vários modelos de amostras, e embora existam centenas de milhar de marcas, todas dizendo que a minha é a melhor. A verdade é que práticamente todas cumprem a sua função variando em pequenos detalhes como o preço, movimento ou as cores. Eu por exemplo dou mais importância à qualidade dos anzóis que leva dita amostra e ao movimento produzido por ela que às cores. Porém na pesca em superfície existem duas que destacam pela captura de peixes mais que provada.
O POPPER: as características de um popper são básicamente tentar imitar qualquer tipo de ser vivo que se desloque na superficie da água tal como rãs, ratos, pequenas tartarugas ou um peixe com dificuldades natatórias que, ao não conseguir manter-se no nível de água por ele elegido é forçado a subir à superficie. Para manejar un popper o ideal é recolher a amostra com pequenos tirões fazendo uma breve pausa entre cada tirão, é uma pesca pausada e imprópria para nervosos, o ataque normalmente sucede durante a pausa. Devido à forma da sua boca o popper ao deslocar-se pela superfície produz um ruído característico como pop, pop, de esse ruído vem o seu nome.

                                                   COMO MANEJAR UM POPPER

O PENCIL POPPER: o pencil é uma variação do popper, com a grande diferença que esta amostra pode ser utilizada de forma mais rápida e com movimentos mais agressivos, entre os quais se inclui o famoso "passear o cão" que consiste em imprimir à amostra um movimento em zig-zag utilizando a ponta da cana com pequenos e subtis toques. Esta amostra têm grandes seguidores no mundo marinho pela captura de peixes como a barracuda ou o jack, mas é igual de efectiva em água doce.

                                            COMO MANEJAR UM PENCIL POPPER

A MAROTA: a marota é a inovação portuguesa entre o pencil popper e o popper, para mim é uma amostra estrela, e não pelo facto de que seja portuguesa, mas porque é realmente efectiva. Para manejar a marota pode-se utilizar as duas técnicas, movimentos rápidos do pencil e movimentos lentos do popper, esta é uma das características que faz da marota uma amostra àparte. Esta amostra é uma velha conhecida de qualquer fanático do blackbass, e de alguns sabichões de água salgada, que conhecem bem o valor das capturas que esta "bazuca" consegue tirar fora de água. O efeito das hélices na água é simplesmente brutal, levantando peixes com uma agressividade incrível.

MEIAS ÁGUAS: aqui o surtido é ainda maior, o que em muitos casos faz a escolha quase impossivel, tal é a quantidade de amostras de meias águas que existe, as amostras de meias águas trabalham normalmente entre 1m de profundidade e 3 metros, entre as quais está a famosa rapala original, nestes acasos a escolha deve ser feita a pensar no tipo de peixe que vamos a pescar, pois todas elas tem um movimento parecido e normalmente o que destaca são as cores (para nós) ou as dimensões da amostra que existem em vários tamanhos embora trabalhem na mesma faixa de água. As amostras de meias águas têm quase todas um movimento lateralmente ondulante, tentando imitar um peixinho que nada com dificuldade, pode variar este movimento de uma marca para outra, mas básicamente é o mesmo movimento, alterado muitas vezes por pequenos pesos colocados no interior da amostra, à frente ao meio ou atrás. Este tipo de amostras imita peixes que se deslocam nas capas superficiais, um factor muito importante a ter em conta é precisamente o tamanho da amostra, dependendo da espécie que procuramos capturar. Estes são alguns exemplos deste tipo de amostras. Começando claro está pela mais famosa.
RAPALA ORIGINAL : esta pequena amostra é uma verdadeira legenda, passam os anos e continua a tirar peixes em qualquer lugar do mundo. Seja em água doce ou salgada. É a tipica amostra de meias águas, caracteriza-se quase sempre por um corpo estilizado, com um babeiro de dimensões reduzidas e com um movimento lateral muito nervoso, pode ser utilizada en recolhidas rápidas ou lentas com breves pausas ou toques de ponteira para animar o movimento tornando-a mais real. As amostras de meias águas também são fabricadas em modelos articulados, dividindo a amostra em 2 ou 3 secções, e como para gostos não está nada escrito, essa já será uma eleição pessoal.
RAPALA MAX RAP:  outro exemplo de amostra de medias águas é a Maxrap da rapala, uma amostra que permite lançar a grandes distâncias, outro factor a ter em conta na compra de uma amostra de meias águas, pois a maior distância recorrida maiores possibilidades de captura. A Maxrap é uma amostra de terceira geração, no interior do seu corpo possui umas bolas de tungsteno que ao efectuar o lançamento se deslocam para a parte posterior da amostra transformando-a em um míssel, cortando o ar de uma forma equilibrada primitindo grandes lançamentos, mesmo sem uma experiência prévia da parte do pescador.

PROFUNDIDADE: as amostras para trabalhar em profundidade, têm normalmente uma forma oval ou redonda o que as ajuda a afundar, possuem um babeiro de grandes dimensões que normalmente está ligado à profundidade que alcançam, quanto maior for o babeiro mais afundam.
No entanto existem outras com a mesma capacidade de pescar em profundidade, mas sem babeiro.

 São as chamadas Lipless (sem babeiro) estas amostras para além da evidente falta de babeiro também tem outra forma de fixação, e costuma ser na parte superior da amostra. São amostras mais lentas que normalmente possuem bolas de tungsteno no seu interior para provocar ruídos que atraem os peixes. Ao terem esta forma, o manejar destas amostras têm de ser feito com sabedoria, pois são amostras que se prendem muito fácilmente em qualquer obstáculo, devido ao facto de que o primeiro a entrar em contacto com o fundo são as suas fateixas. No entanto em mãos expertas são amostras que fazem a diferença naqueles dias que parece que eles não querem nada. 
Este é o caso da Rattlin da Rapala uma das primeira e que até hoje continua a demonstrar a sua efectividade, principalmente em zonas profundas junto a paredes ou para levantar esse achigã que se encontra a 6-8 metros de profundidade no inverno. O seu movimento em dentes de serra, é decisivo para peixes indecisos que não pretendem gastar mais energia que a necessária para alimentar-se.

CRANKBAITS: não se pode falar de crankbaits sem mencionar a famosa Hotlips de Luhr Jansen , outra amostra que marcou uma época e que continua a demonstrar hoje em dia que é uma máquina de pescar. Outra forma de utilizar as amostras de profundidade com babeiro é arrastar a amostra pelo fundo, golpeando o fundo com o seu enorme babeiro, este tipo de pesca é arriscado devido a que se pode prender a amostra, no entanto é muito eficiente. Para a pesca de peixes como o achigã, a lucioperca, ou o lucio no inverno é das melhores. É uma amostra rápida para bater terreno, técnica muito usada pelos profissionais americanos nos torneios para encontrar os peixes a capturar e passar mais tarde se necessário a outras técnicas como por exemplo os vinis, com todas as suas técnicas inventivas e eficazes.

Sei que a lista é curta, mas espero que seja suficiente para que possam ter uma idéia sobre este mundo tão amplio e complicado, porque embora muita gente utilize amostras para pescar, normalmente a sua técnica consiste em lançar e recolher como se se trata-se de uma chumbada, sem muitas vezes pensar na técnica adequada para cada amostra e tentar tirar o máximo partido de esse pedaço de madeira ou plástico.

Espero que tenham gostado, e que sirva de ajuda para poderem utilizar as vossas amostras com mais efectividade, e como se custuma dizer:

 "A AMOSTRA QUE MAIS PESCA, É A QUE PASSA MAIS TEMPO DENTRO DE ÁGUA."

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ÁGUA DOCE - ISCOS NATURAIS

Consideram-se iscos naturais todos aqueles que se podem utilizar para a pesca sem prévia preparação do pescador, este tipo de iscos é pouco utilizado devido ao facto de que normalmente não se encontram na loja de pesca e claro está, se têm de apanhar, o que hoje em dia com a comodidade a que nos habituam desde pequenos se faz cada dia menos. No entanto são a meu ver os melhores de todos os iscos pois são o que os peixes comem a diário no seu habitat.

Eu normalmente separo este tipo de iscos em dois: os animais e os vegetais. Penso sempre que, na pesca deviamos analizar o que comem os peixes quando nós não lhes damos de comer. Existem na natureza centenas de milhar de iscos que por comodidade, não se utilizam nos dias de hoje. Porém foram muito utilizados pelos nossos avôs com grandes satisfações.

ISCOS ANIMAIS:
O CARACOL - para quém já utilizou, saberá entender-me, para mim não há melhor isco para capturar um grande barbo ou carpa que um simples caracol, fácil de conseguir e simples de iscar. Claro está que devemos utilizar este isco, na época apropriada. O primeiro punto é verificar quando é que os peixes têm acesso a este tipo de alimento? Salvo raras ocasiões em que o caracol caí à água por qualquer acidente não é normal que ele lá esteja. Portanto devemos pensar em factores que poderiam levar os caracóis à água. Tempo de chuva, enchurradas, ribeiras ou rios que desbordam; esse é o momento idóneo para este isco. E os peixes sabem perfeitamente que nesse época existe um alimento mais no menú.  Porque a natureza é sábia, (nós nem por isso) porque não parámos de inventar iscos para pescar quando eles já existem. O caracol deve ser iscado inteiro (com casca) intruduzindo o anzol no interior do mesmo, convém utilizar anzóis de pata larga. Qualquer barbo ou carpa de boas dimensões partirá com facilidade a casca do caracol. Em Andalucía (Espanha) os pescadores utilizam este maravilhoso isco para pescar douradas!!! Sim; disse douradas, embora seja um isco tipíco de água doce, algum dia um "iluminado" decidiu iscar um caracol e o resultado foi uma dourada, hoje em dia é a coisa mais natural do mundo por essa zona ver como algum pescador isca um caracol para pescar douradas.
A LESMA - que repugnante, pensarão alguns!! No entanto os peixes não pensam assim, há séculos que a lesma faz parte da sua dieta. Com a lesma acontece o mesmo que com o caracol, exactamente a mesma época, durante a época de chuvas. A técnica mais eficaz é sem dúvida a chumbadinha, e deixar o isco descender suavemente pelo leito do río ou ribeira como se fosse arrastado pela corrente. Este tipo de isco sempre será aceite pelo peixe de um forma natural, pois estão habituados a comer estes alimentos, as picadas serão francas, decididas e a nossa adrenalina subirá como um foguete. A lesma deve ser iscada pela base girando o anzol no seu interior e extraindo a ponta pela parte posterior da lesma de forma a evitar que se prenda em qualquer obstáculo.
A LIBÉLULA - quem não teve a sorte de ver um achigã saltar fora de água para capturar uma libélula, não imagina o espetáculo visual que é. Este pequeno insecto é um verdadeiro manjar para o nosso amigo. A libélula deve ser utilizada na pesca da mesma maneira que a natureza a ofrece aos predadores, viva!! Qualquer peixe que veja uma pobre libélula a bater as suas asas desesperadamente na superfice, não hesitará. Um pequeno truco que eu utilizo é levar comigo uma bisnaga de supercola, basta uma gota na pata do anzol, para aderir sem problemas a libélula, o seu peso é suficiente para fazer um bom lance, mas se queremos lançar mais longe é só utilizar uma bóia de água, no entanto não aconselho muito esta técnica pois normalmente assusta o peixe.
O GRILO - somente encontro uma palavra para descrever este isco, fabuloso!!! Esse bichinho que muitas vezes não nos deixa dormir com o seu cântigo de acasalamento. É outro dos iscos que nos dará grandes capturas e sem gastar um cêntimo. Isca-se como a libélula com uma pequena gota de cola e a técnica de pesca é a mesma, claro que a imaginação não têm límites e que cada pescador o utilizará à sua maneira. Para capturar os grilos é tão fácil como utilizar uma garrafa de água de plástico, intruduzir na garrafa uma ou duas folhas de alface, fazer um buraco no chão de qualquer jardim e introduzir a garrafa de forma a que a boca fique ao mesmo nível do chão no dia seguinte (se ouver grilos na zona) de certeza que haverá capturas suficiente para uma jornada de pesca.

 A MINHOCA DA TERRA - REGRESSO ÀS ORIGENS

Sobre este maravilhoso isco, já escrevi anteriormente um largo articulo sobre todas as suas qualidades.
ISCOS VEGETAIS:
O FIGO - só de pensar neles alguns de nós ficamos com a boca em água. E se nós gostamos porque não os peixes?? Talvez já tenham reparado naquelas figueiras ali ao lado do rio ou lago, cujas ramas roçam timídamente a água. Imaginem a quantidade de peixes que espera ansiosos o momento da madurez, em que o figo cai para esse liquido elemento. Essa época é extraordinária para pescar com figos, todo o peixe que habita essa zona está habituado a comer figos, como algo natural, jamáis duvidará se é ou não um alimento!! O figo devido ao seu tamanho normalmente corta-se pela metade ou em quatro partes para poder iscar, aguenta muito bem no anzol e permite lances a larga distância. É um isco sublime especialmente em zonas donde abundem as figueiras, mas em qualquer outra zona de rio ou lago, é igualmente efectivo. Pois a famosa memória genética dos peixes vai reconhecer este isco como alimento mesmo que o peixe nunca o tenha visto antes.

 Nota do autor: Lembrem-se; os peixes não mudaram os seus hábitos de alimentação, nós é que mudamos a forma de os pescar.