AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A CARPA NEGRA - Mylopharyngodon piceus (Richardson, 1846)

FAMÍLIA: ciprinídeos.

LONGEVIDADE: 13 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 170 cêntimetros.

PESO: 50 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Àsia, distribuída por vários países com grande sucesso.
BIOLOGIA: a carpa negra é um ciprinídeo originário de China, criada em cativeiro para consumo humano e para a fabricação de remédios chineses. Nos mercados de China é um dos peixes mais caros, uma verdadeira iguaria ao alcance de poucos. Só há poucos anos se começou a explorar o potencial de este peixe para a pesca desportiva. Com grande satisfação para muitos, pois é um verdadeiro colosso capaz de rebentar com qualquer equipamento de pesca. A carpa negra foi exportada para diversos paises com grande adaptação e uma clara loucura por parte dos pescadores desportivos em relação a esta nova espécie. Nos Estados Unidos já se tornou um dos peixes favoritos para o "curriculum" de qualquer pescador que se preze. A carpa negra tem uma enorme taxa de reprodução uma fêmea com apenas 4 anos é capaz de pôr anualmente 1,18 milhões de ovos!! A carpa negra como todas as carpas ao atingir uma certa idade desenvolve uns dentes faríneos, capazes de partir os alimentos mais duros, como por exemplo um dos alimentos favoritos desta carpa, as ameijoas de água doce.
ALIMENTAÇÃO: uma dieta à base de matéria vegetal, porém também consome caracóis, lagostins, caranguejo e todo tipo de insectos, mas o alimento favorito são os moluscos.

MÉTODOS DE PESCA: carpfishing.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 18.500 quilos e foi capturada por Kenichi Hosoi no dia 04/01/2000 no rio Edo, Chiba no Japão.

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

O SUZUKI - Lateolabrax japonicus (Cuvier, 1828)

FAMÍLIA: lateolabracídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

PESO: 8 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: oceano Pacifico até ao sul de China.
BIOLOGIA: pertence à familía das percas de água salgada, esta espécie é unica pois só tem dois membros, o suzuki e o blackfin seabass (Lateolabrax latus), encontra-se normalmente em águas movidas junto a recifes. Os suzuki (seigo) juvenis formam grandes cardumes e deslocam-se com frequência por rios ou estuários em actitude de caça, ao atingir o estado adulto, voltam ao mar para reproduzir-se e o resto da sua vida é passada na costa, sempre junto a recifes ou outras estruturas rochosas, em rara ocasiões voltam ao rio para caçar. A reprodução dá-se no inverno em recifes a grande profundidade, no estado de alevín alimenta-se de zooplâncton e de pequenos camarões passando depois a todos tipo de crustáceos e peixes. É um predador extraordinário, rápido e preciso. No Japão passa por três nomes, quando tem um tamanho entre os 20-25cm chamam-lhe "seigo" ao atingir os 50-60 cêntimetros passa a chamar-se "fukko" ou "suzuki". Os japoneses consideram o Suzuki como um peixe talismã e desde tempos remotos utilizam a sua carne para confecionar remédios que "prolongam" a vida.
ALIMENTAÇÃO: camarões, caranguejos e peixes.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, corrico, mosca, surfcasting.

O VIDEO: a captura de um Suzuki.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 13.140 quilos e foi capturado no dia 08/10/2006 por Yoshiaki Kubo no rio Katada, Oita no Japão.

                                                        HOMENAGEM AOS AMIG@S

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O MERO DE VARSÓVIA - Epinephelus nigritus (Holbrook, 1855)

FAMÍLIA: serranídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 525 metros.

COMPRIMENTO: 230 cêntimetros.

PESO: 263 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Oceano Atlântico (Oeste), Massachusetts, Golfo do México, Cuba, Trinidade e Tobago, Rio de Janeiro e São Paulo.
BIOLOGIA: o mero de Varsóvia tem uma coloração uniforme castanha escura avermelhada e é o único mero com a mesma tonalidade na sua côr. Mesmo no estado de juvenil já tem esta côr, todos os outros meros mudam a tonalidade tanto pelo crescimento como pelo habitat ou alimentação. É uma espécie solitária como normalmente acontece com os meros, habita fundos de rocha ou recifes de coral mas pode ser encontrado em qualquer tipo de estrutura submarina, como destroços de navios, plataformas de petróleo ou qualquer outra estrutura que lhe proprocione abrigo e alimento.Embora seja um mero que normalmente vive em grandes profundidades na sua fase juvenil, até 10-20 quilos pode ser pescado com técnicas de surfcasting. Actualmente encontra-se entre as espécies protegidas. Na familía dos meros o Mero de Varsóvia é o único que possui 10 espinhas dorsais. A sua pesca realiza-se normalmente junto de plataformas petrolíferas.
ALIMENTAÇÃO: camarão, caranguejo, lagostas, polvos e peixe.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, jigging, corrico.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 198.100 quilos e foi capturado por Steve Haeusler no dia 22/12/1985 no Golfo de México, Flórida, U.S.A.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

O MERO DE QUEENSLAND - Epinephelus lanceolatus (Bloch, 1790)

FAMÍLIA: serranídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 130 metros.

COMPRIMENTO: 270 cêntimetros.

PESO: 400 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Mar vermelho, Àfrica do Sul, Hawai, Japão e sul da Austrália.
BIOLOGIA: a côr é extraordinária, uma obra de pintura digna de uma criatura extraordinária, a grande pena é que o mero de Queensland, só nos pode ofrecer estas côres durante a sua juventude, ao passar ao estado adulto, pouco a pouco vai perdendo essas magnificas côres. É o maior da família dos serranídeos, um verdadeiro sonho ou pesadelo, tudo depende do pescador. Durante a sua juventude raramente são vistos, pois são autênticos mestres da camuflagem, sempre ocultos em recifes, fazendo pequenas incrusões nocturnas em estuários para alimentar-se, de caranguejos do lodo, pequenos polvos e peixe, esta côr tão peculiar desaparece com o crescimento pois devido ao colossal tamanho que atinge já não necessita camuflagem, pois são poucos os predadores que se atrevem com este mastodonte. Na fase adulta a sua vida desenrola-se no alto mar em recifes de coral ou destroços de navios e plataformas petrolíferas como muitos outros meros. A captura de um mero de Quennsland com cana é sem dúvida um sonho para qualquer pescador desportivo.
ALIMENTAÇÃO: peixe, lagostas, e o seu manjar favorito raias e pequenos tubarões!!

MÉTODOS DE PESCA: jigging, spinning, corrico.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 179.500 quilos e foi capturado por Shayne Keith Nelson no dia 03/10/2004 ilha Latham em Tanzânia.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

terça-feira, 22 de maio de 2012

O MERO CRIOULO - Epinephelus striatus (Bloch, 1792)

FAMÍLIA: serranídeos.

LONGEVIDADE: 29 anos.

PROFUNDIDADE: 90 metros.

COMPRIMENTO: 122 cêntimetros.

PESO: 25 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Oceano Atlântico, Bermudas, Flórida, Bahamas, México, do Mar Caribe até ao Brasil.
BIOLOGIA: o mero crioulo vive sobre rochas, recifes de coral e bancos de vegetação desde águas costeiras superficiais até profundidades de 90 metros. É sem dúvida um dos meros mais belos desta família,  com a sua coloração pálida, variável de barras escuras e manchas claras. Trata-se de uma espécie importante a nível comercial, tal como o mero americano, (Epinephelus morío) o negro (Mycteroperca bonaci ) ou o serrano estriado,( Centropristis stríata ). Ofrece ao pescador desportivo uma luta titânica ao ser ferrado e é um dos mais perseguidos por estes nas suas jornadas de pesca. Durante a sua juventude é normal ver cardumes de 20 ou mais individuos em leitos de algas capturando pequenos camarões ou caranguejos, porém esta fase gregária dura pouco, ao atingir a fase adulta o mero crioulo tal como outros meros trona-se um peixe solitário que normalmente habita uma cova ou se esconde em qualquer estrutura marinha e só sai dela para alimentar-se. São peixes muito confiados que proprocionam aos mergulhadores fotos belissimas, pois se se habituam à sua presença permitem que se lhes acariciem. Na questão da captura a parte mais dificil é conseguir evitar que o peixe se meta no buraco ou estrutura, pois é o primeiro que faz ao sentir-se preso, esses primeiros segundos são cruciais para o sucesso da captura, depois é uma questão de paciência e qualidade de equipamento. O mero crioulo encontra-se em perigo de extinção devido como sempre aos excessos cometidos pelo famoso "ser humano".
O VIDEO: infelizmente a melhor maneira de ver hoje em dia um mero crioulo é em cativeiro.
ALIMENTAÇÃO: moluscos, crustáceos, peixe, polvos e ao atingir o estado adulto raias.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, corrico, pesca embarcada, surfcasting.

RECORD IGFA: encontra-se em 17.460 quilos e foi capturado por Lewis Goodman no dia 14/02/1994 em Bimini nas Bahamas.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

O MERO - Epinephelus marginatus (Lowe, 1834)

FAMÍLIA: serranídeos.

LONGEVIDADE: 50 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 300 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 60 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: este e sudoeste do Oceano Atlântico e Oceano Indíco, Mediterrâneo, Baía de Biscaya, também mas com menos população no Brasil, Uruguay e Argentina.
BIOLOGIA: como a maioria dos meros, a atingir um tamanho consideravél torna-se um peixe solitário, embora se possam encontrar grandes cardumes na época do acasalamento. Vive em estruturas submarinas, com clara perferência por zonas coralinas ou rochosas, mas adapta-se com grande facilidade a outras estruturas tais como plataformas petrolíferas ou barcos afundados, para o pescador desportivo é um peixe estrela, muito cobiçado, pelas extraordinárias dimensões que alcança e pela aguerrida luta que proprociona ao afortunado que o consegue fisgar. Durante a sua juventude pode ser capturado em zonas costeiras, ou em estuários onde se adentra para alimentar-se de pequenos camarões e peixes. A principal defesa do mero é ocultar-se na sua "toca" utilizando o seu peso para evitar ser elevado à superficie, o que normalmente funciona, pois um mero depois de entocado é muito dificíl de capturar.
ALIMENTAÇÃO: camarões, caranguejos, lagostas, moluscos, polvos e peixe.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, surfcasting, corrico.
RÉCORD IGFA: encontra-se em  21.250 quilos e foi capturado por Luca Bonfanti no dia 11/05/1990 em Porto Cervo, Sardenha, Itália.

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

O MERO NEGRO - Mycterperca bonaci (Poey, 1860)

FAMÍLIA: serranídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 33 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 100 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Bermudas, Flórida, Golfo do México, Mar Caribe e sudoeste do Brasil.
BIOLOGIA: o mero negro pode parecer-se a qualquer outro mero, mas as diferênças são notáveis. Possui uma coloração variavél marcada por manchas rectangulares escuras. A côr escura ou negra pode variar dependendo da alimentação e das águas onde habite, porém a forma rectangular do desenho que possui nos flancos é sempre a mesma, o que o faz único. No estado juvenil pode ser encontrado em águas costeiras ou em estuários onde se desloca com frequência para alimentar-se, formando pequenos cardumes de cerca de 10-15 indivíduos. É um verdadeiro colosso só ultrapassado pelo mero Tigre (Epinephelus itajara) e pelo mero de Queensland ( Promicrops lanceolatus ) o maior de todos os meros. Como qualquer outro mero, é um oponente que fará suar qualquer pescador, oferece uma luta titânica, e impossivel de capturar se consegue entrar na sua toca. Depois de elevar o mero a batalha está práticamente terminada, pois são peixes que vivem a profundidades consideráveis, normalmente a sua bexiga incha-se pela descompressão e a partir de esse momento só oferecem a resistência do seu peso.
ALIMENTAÇÃO: durante a fase juvenil de crustáceos, mas na fase adulta básicamente de peixe.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, pesca embarcada, surfcasting.
VIDEO: a captura de um mero negro em Flórida Keys.
RECORD IGFA: encontra-se em 56,240 quilos e foi capturado no dia 11/01/2003 por Tim Oestreich II no Golfo de México, Texas, USA.

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O MERO AMERICANO - Epinephelus morío (Valenciennes, 1828)

FAMÍLIA: serranídeos.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 330 metros.

COMPRIMENTO: 125 cêntimetros.

PESO: 23 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: a Oeste do Oceano Atlântico, Carolina do Norte, Sudoeste do Brasil, Golfo de México, Caribe e Bermudas.
BIOLOGIA: o mero americano ou Red grouper vive como a maioria dos meros em zonas rochosas ou recifes de coral em profundidades que variam entre os 24 a 330 metros, mas os exemplares mais pequenos encontram-se por vezes junto à costa, em águas superficiais. Este mero reconhece-se fácilmente pelo seu aspecto mosqueado e coloração avermelhada, pela cauda quadrada e pela uniformidade da extremidade superior da primeira barbatana dorsal; o interior da boca é de côr laranja ou vermelha escuro. Como todos os meros é um valente combatente para qualquer aficionado à pesca desportiva, capaz de levar o equipamento ao limite e o pescador ao desespero. Entre os 7-14 anos de idade possuem a capacidade de alterar o seu metabolismo sexual para passar de macho a fêmea e vice-versa dependendo da necessidade de procriação, alcançam o estado de madurez sexual entre os 35-98 cêntimetros, nesta fase torman-se mais solitários e é raro ver meros em cardume a não ser na época de acasalamento.
ALIMENTAÇÃO: a base da sua alimentação são os peixes e os moluscos, porém comem qualquer outro alimento que possam capturar.

MÉTODOS DE PESCA: jigging, spinning, pesca embarcada, surfcasting, corrico.

VIDEO: uma excelente pescaria de Meros Americanos ou redgrouper.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 19,160 quilos e foi capturado por Del Wiseman Jr em St. Augustine, Flórida, USA no dia 09/03/1997.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

A CORVINATA PINTADA - Cynoscion nebulosus ( Cuvier, 1830 )

FAMÍLIA: escienídeos.

LONGEVIDADE: 18 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

PESO: 7 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: de Nova Iorque ao Golfo do México.
BIOLOGIA: a corvinata pintada é uma das espécies mais populares entre os pescadores desportivos do Atlântico Ocidental, graças à sua carne delicada, é também uma espécie de grande interesse comercial. Está marcada por atraentes e numerosas manchas pretas, que a distinguem fácilmente das suas congéneres que não são mosqueadas e mais pequenas: a corvinata da areia ( Cynoscion arenarius ) e a prateada ( Cynoscion nothus ). É uma espécie normalmente costeira,com clara perferência por fundos com abundante vegetação. Embora no inverno se possa encontrar em maiores profundidades. Adora os estuários onde é capturada com maior frequência, desloca-se normalmente em cardumes que podem ir de 20-50 individuos. Como membro da família dos roncadores durante a época de acasalamento emite pequenos sons para atrair as fêmeas que se asemelham ao ruido de um tambor, este som é conseguido através da contracção de uns músculos que se encontram nas paredes das bexigas natatórias. Devido à grande atracção que têm pela luz, na pesca comercial utilizam-se grandes focos de luz verde para atrair os cardumes à superficie e assim cairem mais fácilmente nas redes. Apesar da grande luta que dá a corvinata pintada é conhecida pela fragilidade da sua boca, que normalmente ao ser forçada se desgarra, perdendo assim a peça, por essa razão nos Estados Unidos é conhecida pelo nome de Spotted weakfish ( peixe fraco pintado) devido à fragilidade da sua carne. Com peixes assim é quando se vê a categoria do pescador.
ALIMENTAÇÃO: camarões, caranguejos e pequenos peixes entre os quais se encontra a tainha.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, jigging, corrico, mosca, à bóia e com peixe vivo.

VIDEO: A captura de uma corvinata pintada, com a consequente alegria.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 2,430 quilos e foi capturada por William Favor em Vista de Oro, México no dia 16/09/2000.

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

A CAVALA DO ATLÂNTICO - Scomber scombrus (Linnaeus, 1758)


FAMÍLIA: escombrídeos

LONGEVIDADE: 17 anos

PROFUNDIDADE: ?

COMPRIMENTO: 34 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico, Mediterrâneo e Mar Negro.
BIOLOGIA: a cavala do Atlântico é muito parecida à cavala do Pacífico (Scombrus japonicus), porém a nossas têm a particularidade de possuir menos barras escuras no dorso e não tem as manchas castanhas da cavala do Pacífico. A cavala forma grandes cardumes, que por vezes se vêem junto à costa, formam um verdadeiro esquadrão de caça, atacam pequenos peixes com uma voracidade digna de qualquer tubarão. Como escombrídeo possui essa linha hidrodinâmica, fusiforme com uma grande cauda bifurcada que lhe permite atingir velocidades asombrosas para o pequeno peixe que é. A sua carne é de excelente qualidade e como peixe desportivo um verdadeiro lutador, com o equipamento próprio um dia de pesca às cavalas pode deixar-te o braço a pedir massagens. A sua luta caracteriza-se principalmente por grandes corridas junto à superficie, procurando escapar-se, é tal a sua velocidade que muitas vezes pensamos que o peixe se escapou porque a linha fica frouxa de repente, devido a que a cavala vêm na nossa direcção. A cavala é também uma enorme fonte de alimento para outras espécies, assim que é utilizada com grande frequência como isco para captura de espécies de maior porte como por exemplo a corvina.
ALIMENTAÇÃO: pequenos invertebrados e peixes do seu habitat como pequenas sardinhas ou peixe-rei.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, corrico, surfcasting, à bóia.
VIDEO: uma pequena amostra da pesca à cavala de kayak com a técnica do jigging.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 1,200 quilos e foi capturada por Jorg Marquard em Karaakvaag na costa de Noruega, no dia 29/06/1992.

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quarta-feira, 18 de abril de 2012

O PEIXE ARANHA - Trachinus draco (Linnaeus, 1758)

FAMÍLIA: trachinídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 150 metros.

COMPRIMENTO: 55 cêntimetros.

PESO: 1,890 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: oeste do Oceano Atlântico, Mar do Norte e Mediterrâneo, Marrocos, Madeira e Ilhas Canárias.
BIOLOGIA: existem duas espécies de peixes aranha, uma bastante pequena que carece de interesse para a pesca desportiva o Echiichthys vipera (Cuvier, 1829) que cresce apenas até aos 15 cêntimetros e a espécie em questão o Trachinus draco (Linnaeus, 1758). Não pensem que a cara de mau é a gozar, o gajo é mesmo mau!! Matar não mata, mas quem tiver a má sorte de pisar ou ser picado de outra forma por um peixinho destes, de certeza que se vai lembrar dele durante muito tempo. E falo por experiência. O peixe aranha é uma delícia (na mesa) porém sem um prévio conhecimento pode ser uma experiência muito dolorosa. É um predador astuto, que utiliza a camuflagem natural para ocultar-se na areia, tapa-se quase completamente, só com os olhos de fora. No entanto como podemos apreciar pela foto, não lhe fazia falta porque o seu mimetismo é suficiente para ser confundido com o fundo. Vive no litoral normalmente sobre fundos de areia, embora também possa ser visto em fundos de lodo ou gravilha. É um predador que ataca por sorpresa apurando a distância com a presa ao límite. Ao manejar um peixe aranha aconselha-se o uso de uns alicates ou um bocagrip ou até um simples pano de maneira a imobilizar o peixe para uma extracção segura do anzol, as 3 primeiras espinhas dorsais são as que  possuem o veneno pode-se ver a diferença de côr porque estas são mais escuras que as outras. Existem também duas espinhas venenosas nas aberturas branquiais, estas são as que devemos ter debaixo de olho ao manejar o peixe aranha. No caso de picadura, o remédio mais aconselhavél para o momento, no caso de não se poder deslocar-se a pedir ajuda médica é através do calor, devemos projectar calor na zona da picadura através de àgua quente (de maneira suportavél) ou até com o calor de um cigarro. É raro que a picada de um peixe aranha provoque a morte (mas já se deram casos) devido a alergias que a vítima possa ter. São capturas muito comuns nas primeiras horas da manhã, que é quando normalmente caçam, mas podem ser capturados a qualquer hora do dia. 
ALIMENTAÇÃO: pequenos invertebrados, caranguejos, camarões, peixe ou qualquer outro ser vivo do seu habitat.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, jigging, corrico, à mosca, spinning.
O VIDEO: aqui podemos apreciar bem como se move um peixe aranha durante o cortejo e os seus famosos espinhos.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 1,740 quilos e foi capturado por John H. Williams en La Gomera, Ilhas Canárias, España, no dia 11/06/2005.

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terça-feira, 10 de abril de 2012

O GOLD-SADDLE GOATFISH - Parupeneus cyclostomus (Lacepède, 1801)

FAMÍLIA: mulídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 100 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 2,265 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: mar vermelho, até ao sul de Durban, África do Sul e este de Hawaii também se encontram populações de esta espécie nas ilhas Tuamoto e no norte das ilhas de Ryukyu e sul de Nova Caledónia ou na famosa Ilha da Páscoa.
BIOLOGIA: é um dos peixes mais belos e exóticos encontrados na barreira coralina, sempre associado a corais ou fundos de rocha, porém também faz incrusões em baías e praias à procura de alimento, mas o seu habitat natural é o coral. Na fase juvenil forma cardumes de 30-50 individuos mas no estado adulto é um peixe solitário que só procura individuos da mesma espécie na época do acasalamento. A variedade de côres que pode chegar a alcançar esta espécie é espantosa, dependendo do habitat e da alimentação a côr é simplesmente indescrítivel, desde um amarelo escandaloso, passando por uma mistura de azul e amarelo ou roxo, ou amarelo e roxo com vermelho, enfim, é um verdadeiro arco-íris.
ALIMENTAÇÃO: camarões, caranguejos, polvos, chocos, peixes.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, jigging, corrico.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 1,260 quilos e foi capturado por Kenji Tamura no dia 09/07/2005 em Kubotsu, Kochi , Japão.

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sexta-feira, 23 de março de 2012

O SALMONETE - Mullus surmuletus (Linnaeus, 1758)

FAMÍLIA: mulídeos.

LONGEVIDADE: 10 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 100 metros.

COMPRIMENTO: 40 cêntimetros.

PESO: 1,640 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Mediterrâneo, Atlântico Oriental, desde o sul da Noruega até às Ilhas Canárias.
BIOLOGIA: é possivelmente um dos peixes mais famosos do mundo, não pela luta que dá, nem pelo tamanho que alcançam os individuos desta espécie, mas sim pela fabulosa carne que possui. Um dos peixes mais saborosos dos nossos mares. O salmonete é uma pequena jóia para os nossos paladares, a sua carne faz parte do famoso guisado francês o bouillabaisse. O salmonete é um peixe discreto, tanto pelo seu tamanho como pela forma de vida. A sua actividade alcança a plenitude durante a noite, possui um maravilhoso camuflagem devido à sua morfologia que lhe permite mudar de côr, durante a noite a sua coloração passa de listada para mosqueada e barrada tornando muito difícil aos seus predadores a sua localização. A familía dos mulídeos compreende cerca de 50 espécies abundantemente distribuídas pelas àguas quentes do nosso planeta. Como peixe desportivo a sua pesca é normalmente ocasional, sempre agradecida pelo pescador principalmente se a captura têm um tamanho razoável, o que normalmente é dificil. Pois os samonetes de maior tamanho normalmente encontram-se em profundidades consideráveis. É um autêntico detector de alimentos devido aos barbilhos que possuí, verdadeiras antenas de radar para encontrar todo tipo de minhocas, moluscos ou crustáceos que são a grande base da sua dieta. O seu habitat preferido são fundos de areia onde pode escavar com facilidade para procurar alimento e ocultar-se com facilidade devido ao seu maravilhoso mimetismo.
ALIMENTAÇÃO: minhocas, moluscos e crustáceos.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, pesca embarcada, à bóia, jigging.

VIDEO: a perfeita técnica de detectar alimentos do salmonete.
RECORD IGFA: não existe récord igfa para esta espécie.

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