AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A CACHARA - Pseudoplatystoma fasciatum (Linnaeus, 1766)

FAMILIA: pilomídeos.

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 104 cêntimetros.

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

PESO: 70 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: bacia Amazónica e seus afluentes (introduzida em vários países com fins desportivos) 
BIOLOGIA: a cachara ou surubim é peixe de couro, visto carecer de escamas, com um corpo alongado e roliço; cabeça achatada; possui três pares de bigodes que utiliza como "radar" para a detecção das suas presas. A sua côr é cinzento escura no dorso, ficando mais clara junto à linha lateral e acaba num ventre branco.A sua principal característica são as faixas negras transversais que começam na região dorsal e estendem-se até à linha lateral, o que nos serve para distinguir a cachara dos outros peixes do seu género, visto que a família é bastante extensa. Habita com regularidade em canais dos rios, utilizando os seus poços para descansar. Quando caça, prefere zonas superficiais tais como: baixios de praias, matas inundadas e lagos. Na sua dieta estão peixes da região tais como; tuviras, lambaris, piaus, carimbatás e a famosa minhocuçu (minhoca de proporções gigantescas existente na região); o camarão constitui também uma parte importante da sua dieta. A sua reprodução dá-se na época das chuvas quando a subida dos rios lhe permite ascender para desovar. O principal atractivo deste peixe para além da sua beleza e tamanho, é a extraordinária luta que dá ao ser fisgado. Como principal defesa, pega-se ao fundo utilizando o seu ventre achatado e empreende corridas prolongadas contornando qualquer obstáculo para livrar-se do anzol. A fêmea atinge a maturidade aos 56 cêntimetros e pode pôr oito milhões de ovos por quilo de peso; o macho atinge a maturidade aos 45 cêntimetros. A luta com um peixe de estas caracteristicas é inolvidável!
ALIMENTAÇÃO: os peixes anteriormente citados.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, à mosca, ao fundo e a bóia.

O VIDEO: Fábio Fergona com uma belissima cachara ou surubim.


RECORD IGFA: encontra-se em 16,170 quilos capturado por Gilberto Fernandes no dia 26/04/2008 no rio Amazonas, Brasil.

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O SNOOK - Centropomus nigrescens (Günther, 1864)


FAMÍLIA: centropomídeos.  

LONGEVIDADE: 7 anos.

COMPRIMENTO: 123 cêntimetros.

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

PESO: 40 quilos. 

DISTRIBUIÇÃO: oeste do Oceano Atlântico, Caraíbas, México e U.S.A.
BIOLOGIA: o snook, também conhecido como robalo negro ou robalo flecha, deve o seu nome ao facto de possuir uma linha negra longitudinal. Porém a sua côr é prateada, com tonalidades amarelas nas barbatanas.Habitante de águas pouco profundas, praias, mangues, entradas de baías e praias, possui uma boca enorme com a mandíbula inferior sobressaída e cabeça achatada. Como predador oportunista, utiliza estruturas para a caça, onde se oculta à espera da presa. Embora seja um peixe de água salgada, faz incursões em água salobra com frequência. A sua alimentação tem como base pequenos peixes do seu habitat e crustáceos tais como o camarão. Quando fisgado, a sua primeira defesa consiste em saltos espectaculares com sacudidas de cabeça com a finalidade de tentar cortar a linha, visto que possui junto as brânquias umas placas ósseas que são uma autêntica faca. Se não o consegue, pega-se ao fundo cosendo-se a qualquer obstáculo com a mesma finalidade. Nos Estados Unidos têm uma autêntica legião de seguidores que o adoram , existindo clubes que se dedicam exclusivamente à sua pesca. Tal é a adoração que se tem por este peixe que três dos seus submarinos foram batizados com os nomes de USS Robalo - 273, USS Snook - SS 279 e na segunda guerra mundial o USS Snook SSN - 592 em 1950.
ALIMENTAÇÃO: amostras (especialmente de superfície e meia-água), peixes do seu habitat, camarões ou caraguejos.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, à mosca, surfcasting e à bóia.
RECORD IGFA: encontra-se em 26,190 quilos e foi capturado por George Beck no dia 23/08/1991 no rio Naranjo na Costa Rica.

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O TRAIRÃO - Hoplias macrophthalmus (Pellegrin 1907)



FAMÍLIA: erythrynídeos.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0- 15 metros.

PESO: 60 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: América do Sul (Brasil, rios Amazonas e Orinoco e Guiana Francesa).
BIOLOGIA: predador voraz, vive normalmente em pouca profundidade, com preferência pelas margens de rios e lagos, onde se oculta entre a vegetação para atacar as suas presas.
A côr predominante no dorso é o negro, flancos acinzentados e o ventre branco. A fisionomia do corpo é cilíndrica. É possuidor de uma dentição impressionante e perigosa, a qual deve ser tida em conta ao retirar os anzóis, pois causa perigosas dentadas. Na família dos trairões existem também o Hoplias lacerdae e o Hoplias aimara, cuja única diferença com o primeiro é a côr e o tamanho. Estes mais pequenos que o macrophthalmus, mas igualmente vorazes e excelentes adversários desde que se pesquem com o equipamento adequado. Gosta da águas paradas para desovar, onde a fêmea põe os ovos e o macho os cobre com sémen. Depois da eclosão, o macho vigia os alevins defendendo-os ferozmente. Prefere caçar ao entardecer e é portanto a melhor hora para a sua pesca. Extremamente territorial ataca qualquer intruso que invada o seu território. O trairão azul é um dos mais belos da espécie. Este em particular encontra-se com mais frequência no rio Paraná (fronteira entre Brasil e Paraguai.
ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat tais como, cachorra, matrinxá, carimbatá.


MÉTODOS DE PESCA: spinning, ao fundo, à bóia e à mosca com amostras principalmente de superfície e de meia-água.
RECORD IGFA: (categoria All-Tackle): encontra-se em 14,950 quilos capturado por Cittadini Gerard no dia 21/03/2007 no rio Sinamary na Guiana Francesa.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A CANA - UM POUCO DE HISTÓRIA

Até meados do século 19, as canas de pesca eram feitas de madeira de avelaneira, freixo, nogueira americana e nectandrea, mas nos anos 40 do seculo passado, William Blacker (Inglaterra) e Samuel Phillipe, (Pensilvania), começaram a fazer canas de bambu corrigido, ou seja, bambu cortado em tiras longitudinais que se colavam umas às outras. As canas de bambu corrigido revelaram-se mais leves, mais flexíveis e mais resistentes do que as de madeira, e o bambu viria a ser o material mais popular para canas de pesca durante mais de cem anos. É ainda usado actualmente para canas de pesca à mosca dispendiosas e feitas à mão, mas desde o fim dos anos 40 o seu uso caiu rapidamente face à forte concorrência dos materiais sintéticos. O aço tubular e o alumínio foram os seus primeiros adversários, mas rapidamente se viram também eles substituídos pela fibra de vidro. Esta última foi suplantada por materiais ainda mais modernos, incluindo o boro, o kevlar e o que mais êxito alcançou: a fibra de carbono (grafite). Assim, com o passar dos tempos, a nossa querida cana evoluiu, para hoje em dia ser uma extensão da nossa personalidade, dos nossos desejos e dos nossos sentimentos. Obrigado William Blacker e Samuel Phillipe.

sábado, 14 de novembro de 2009

O ESPADIM AZUL - Makaira nigricans (Lacepède, 1802)

 FAMÍLIA: istioforídeos.

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 500 cèntimetros.

PESO: 900 quilos.

PROFUNDIDADE: 0-200 metros.

DISTRIBUIÇÃO: global(com preferência por climas tropicais e subtropicais).
BIOLOGIA: o espadim azul do atlântico é o maior dos espadins. O seu único rival é o espadim negro (Makaira indicus). Exemplares de ambas as espécies foram capturados com cana e carrete com pesos superiores aos 455 quilos. Uma vez ferrado, o espadim de grande tamanho oferece uma luta tremenda, levando em ocasiões horas a consumar a captura. Os espadins alimentam-se de peixe, crustáceos e lulas, (especialmente de arenques e atuns). Uma vez iniciada a caça, a presa tem poucas possibilidades de escapar a estes predadores poderosos e vorazes. O seu nome provém da peculiar forma que tem a sua boca, cuja mandíbula superior se prolonga, formando um bico ou espada. Na família dos espadins existem também outros adversários de bom porte como por exemplo o espadim raiado (Tetrapturus audax), o espadim bicudo(Tetrapturus pflugeri), o veleiro (Istiophorus platypteurus), o espadim de bico curto (Tetrapturus angustirostris) e o espadarte (Xiphias gladius), todos eles adversários de altura. O máximo degrau alcança-se com a captura do espadim azul do Atlântico, considerado pelos seus maiores aficionados (os pescadores de BigGame) como o máximo que se pode atingir num palmarés. Pessoalmente, penso que já vai sendo hora de que se utilize outro método para demonstrar a magnífica captura de um espadim, que não passe por levar o exemplar para o porto e exibir o espadim pendurado, dando assim morte a um dos mais magníficos peixes que existem nos nossos mares.
ALIMENTAÇÃO: arenques, cavalas, atuns, lulas e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: ao corrico, spinning e jigging, a deriva e a mosca.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 636 quilos capturado por Paulo Amorim no dia 29/02/1992 em Vitoria, Brasil.

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domingo, 8 de novembro de 2009

O SARGO - Diplodus sargus (Linnaeus, 1758)


FAMÍLIA: esparídeos.

LONGEVIDADE: 10 anos.

COMPRIMENTO: 45 cêntimetros.

PESO: 2 quilos.

PROFUNDIDADE: 0-100 metros.

DISTRIBUIÇÃO: oeste do Oceano Atlântico, Mediterrâneo e mar Negro.
BIOLOGIA: com preferência por zonas de pedra onde se oculta com uma habilidade surpreendente, o sargo é um excelente nadador, capaz de suportar as mais fortes correntes para se alimentar. Gregário salvo quando atinge grandes tamanhos, altura em que se torna mais solitário. Juntam-se em cardumes na época de reprodução e na minha humilde opinião constitui um dos mais belos acontecimentos que se podem ver no reino animal. Existem zonas da costas específicas em que se concentram centenas de milhar de indivíduos para procriar. Nesses dias encontram-se em pleno frenesim, momento em que certos afortunados (que tem o privilégio de conhecer a localizaçao dos sargos) fazem pescarias incríveis. A família dos sargos é extensa, variando do que atinge maior tamanho - sargo veado( diplodus cervinus cervinus), passando pelo sargo bicudo, safia etc. Não conheço nenhum pescador que não se apaixone por este peixe. Ainda me continua a surpreender como um animal tão pequeno possui tamanha força. Quando fisgado, a tenacidade com que se defende faz-nos pensar (sempre), que o peixe tem o dobro do tamanho que tem na realidade, com corridas interrompidas por fortes "cabeçadas", tenta por todos os meios alcançar um buraco onde esconder-se. Quando o consegue, dificilmente conseguimos ganhar a batalha, porque a segunda estratégia do sargo consiste em abrir as espinhas dorsais e ficar literalmente cravado na pedra. Com as nossas tentativas de tirar do buraco o merecido "troféu", só o conseguimos ajudar, pois ao fim de algum tempo o nylon corta na pedra e o sargo escapa-se.
ALIMENTAÇÃO: toda espécie de anelídeos, crustáceos (ralos, caranguejos), bivalves (ameijoas, berbigão, lingueirão).

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, chumbadinha, bóia e ao fundo.
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 1.870 quilos e foi capturado por Anthony Loddo no dia 28/04/1996 na Baia de Gibraltar.

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sábado, 7 de novembro de 2009

O AMUR - Ctenopharyngodon idella (Valenciennes, 1844)

                                        
FAMÍLIA: ciprinídeos.

LONGEVIDADE: 21 anos.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 45 quilos.

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

DISTRIBUIÇÃO: Ásia (China), este de Sibéria, (exportado para muitos países como meio para combater pragas de vida vegetal ).
BIOLOGIA: o amur ou carpa verde, também conhecida como carpa herbívora, é sem dúvida um peixe desportivo excepcional. Original da Ásia Ocidental, nos primeiros anos alimentam-se exclusivamente de zooplâncton, passando depois a uma dieta omnívora, com especial predilecção por plantas aquáticas tais como: Elodea canadense, Potamogeton pectinatus e Myriophyllum spicatum. Ao chegar a Primavera, o amur inicia a sua tarefa alimentar. Não quero dizer com isto que não se alimente durante o Inverno, porém nos meses estivais come entre 100% a 150% do seu peso corporal e durante o inverno práticamente vive dessas reservas. Utilizado em muitos países como controladora de invasões vegetais em águas paradas tais como barragens, lagos, ou canais e também em rios, mediante o seu incrível potencial para devorar toda a classe de vida vegetal. Os seus maiores aficionados são os amantes do carpfishing, porém pode ser pescado de várias maneiras. Apesar de ser um ciprinídeo o que à priori indica um comportamento pacífico, esta espécie encontra-se fora deste adjectivo, principalmente na época reprodutiva, tornando-se extremamente territorial. Para defender a área de acasalamento não hesita em atacar o que seja para manter a salvo a sua prole. A sua fisionomia é bastante mais parecida à de um barbo do que à da carpa devido ao seu corpo largo e esbelto. A maior diferença reside na sua boca, que ao contrário da carpa não está feita para aspirar, mas sim para cortar. Com lábios finos e duros, protegidos por uma placa óssea o que dificulta muito a fixação dos anzóis, é um lutador incansável devido ao seu habitat natural - rios com fortes correntes, daí a espectacular barbatana caudal que possui.
ALIMENTAÇÃO: milho, pelletes, boillies,(desde que sejam ricos em proteínas vegetais e lácteas).

MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, bóia, fundo e à mosca.
RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 36.280 kg capturado por Nathan Taylor no dia 24/06/2004 no lago Wedington Arkansas U.S.A.

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O PEIXE PORCO - Balistes capriscus Gmelin, 1789

                                          
FAMÍLIA: balistídeos.

LONGEVIDADE: 20 anos.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 6 quilos.

PROFUNDIDADE: 0 - 100 metros.

DISTRIBUIÇÃO: oeste do Oceano Atlántico, Angola, Mediterrãneo, Canadá, Bermudas, Golfo do México e canal de Suez.
BIOLOGIA: habitante de recifes, rápidamente se adaptou a baías, estuários, portos e qualquer outro habitat que lhe ofereça comida com relativa assiduidade. Na sua juventude desloca-se muitas vezes com os cardumes de sargos, que utiliza como camuflagem devido à forma similar que tem com esta espécie. Ao atingir a maturidade desloca-se normalmente sozinho ou em pequenos cardumes. Alimenta-se de invertebrados, moluscos e crustáceos, mas não rejeita qualquer outro tipo de alimento que lhe caia na boca. Dotado de uma mandíbula que faria inveja a muito peixe maior, o peixe-porco tem um aspecto quase anedótico, porém é um grande lutador. Utiliza o seu corpo de forma oval comprimido lateralmente, como escudo, oferecendo uma enorme resistência. Além disso, possui uma formidável barbatana anal. O que mais se destaca neste peixe para além dos seus dentes, é provavelmente o facto de não possuir escamas mas sim uma "pele" rígida de onde provavelmente vem o seu nome. Aconselha-se extremo cuidado ao manejar este peixe, porque além da tendência que têm em morder, possui na barbatana dorsal alguns espinhos bastante perigosos que podem provocar feridas, e arruinar o dia de pesca.
ALIMENTAÇÃO:o peixe porco alimenta-se practicamente de tudo o que encontra, para a sua pesca utiliza-se a lula, lingueirão, choco, berbigão, devido a sua perdilecção pelos iscos de côr branca.

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, à bóia, buldó e mosca.
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 6.150 quilos e foi capturado por Jim Hilton no dia 03/05/1989 em Murrells Inlet, Carolina do Sul, U.S.A.

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O DENTÃO - Dentex dentex (Linnaeus, 1758)


FAMÍLIA: espárídeos.

LONGEVIDADE: 20 anos.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

PESO: 15 quilos.

PROFUNDIDADE: 0-200 metros.

DISTRIBUIÇÃO: oeste do oceano Atlântico, ilhas Britânicas, Mauritânia, Senegal, ilhas da Madeira e Açores, Mediterrâneo e ilhas Canárias.
BIOLOGIA: enquanto jovem, é um peixe gregário, costume esse que vai perdendo ao fazer-se maior. Os adultos normalmente andam sózinhos, alimentam-se de peixes, moluscos e cefalópodes. Com clara preferência por fundos rochosos, este predador possui uma dentadura temível. Apesar de possuír molares, o que mais chama a atenção são os seus caninos, que utiliza com eficácia provada na captura de peixes e cefalópodes. A estrutura do seu corpo é oval e típica neste género. Normalmente de côr vermelha ou alaranjada com manchas de azul ou verde e ventre branco. Excelente adversário, que nos proporciona uma luta titânica antes de dar-se por vencido. Normalmente os maiores exemplares são capturados na pesca embarcada, porém existem excepções de exemplares enormes capturados de costa. A sua reprodução dá-se nos meses de Março a Junho em zonas da costa com profundidades entre os 10-12 metros.
ALIMENTAÇÃO: peixe, lulas ou chocos e todo o tipo de anelídeos e moluscos.


MÉTODOS DE PESCA: spinning, jiginng, ao fundo, a deriva.
RECORD IGFA: categoria All-Tackle encontra-se em 14.250 kg capturado por Torsten Wetzel no dia 29/01/1999 em Los Cristianos, Tenerife Espanha.

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

A FERREIRA - Lithognathus mormyrus (Linnaeus, 1758)


FAMÍLIA: espárídeos.

LONGEVIDADE: 12 anos.

COMPRIMENTO: 55 cêntimetros.

PESO: 2 quilos.

PROFUNDIDADE: 0-150 metros.

DISTRIBUIÇÃO: oceano Atlântico, Madeira e Açores, golfo da Biscaia, estreito de Gibraltar, Mediterrâneo, Ilhas Canárias, Cabo Verde e Moçambique.
BIOLOGIA: este espárídeo encontra-se normalmente em fundos de areia ou lodosos, estuarios e rias. Alimenta-se de toda a classe de anelídeos através de sucção, camarões e inclusive de caranguejos. Gosta pouco de agitação e por esse facto aproxima-se mais da costa com o mar calmo ou "chão", momento aproveitado por pescadores conhecedores deste facto para fazer grandes pescarias. Utiliza os estuários e rias para procriar como tantas outras espécies de inferior tamanho. Apesar de não alcançar grande tamanho ou peso (uma ferreira com 1 kg é um excelente troféu), é um digno adversário para qualquer pescador que utilize o equipamento adequado para a sua pesca.
ALIMENTAÇÃO: ameijoa, berbigão, navalha e toda classe de anelídeos.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, bóia e ao fundo.
RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 0,800 quilos capturada no dia 17/09/1993 por Patrick Sibile em Dakhla, Marrocos.

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sábado, 31 de outubro de 2009

O PACÚ - Colossoma macropomum (Cuvier, 1816)

FAMÍLIA: characídeos

LONGEVIDADE: 13 anos

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

PESO: 50 quilos.

PROFUNDIDADE: 0-20 metros.

DISTRIBUIÇÃO: América do sul (rios Amazonas e Orinoco). Introduzido com sucesso na Tailândia.
BIOLOGIA: durante a sua juventude alimenta-se de vegetação subaquática, frutas e sementes variadas. Ao atingir o estado adulto, abandona as margens e procura águas mais profundas onde introduz na sua alimentação caracóis. Na época das cheias tem o custume de invadir as florestas inundadas para se alimentar. Espécie migratória, que tem a particularidade de não se alimentar durante a desova, sobrevivendo devido à gordura que acumula durante a época das cheias. É muito utilizado na aquariofilia, devido à capacidade de viver em águas pobres e à sua grande resistência a doenças. Esta espécie é normalmente solitária e em raras ocasiões encontram-se em cardume, excepto durante a época de reprodução. No Brasil é conhecido como Tambaqui, e existe uma verdadeira legião de pescadores que adora este peixe. Possuidor de uma excelente dentadura, corta com muita facilidade o nylon e aconselham-se anzóis de haste longa, para a sua captura. Existem capturas esporádicas com artificiais de vinil que imitam a minhocuçu.
ALIMENTAÇÃO: frutos ou sementes da região e em minhocas a preferida do Pacú é a minhocuçu (Rhinodrilus alatus). A minhocuçú é minhoca de dimensões extraordinárias que atinge mais de 50 cêntimetros de comprimento e 2 cêntimetros de diâmetro).

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo e à bóia.

O VIDEO: Fábio Fergona "Baca" ganhando músculo com vários pacús ou tambaquis.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 10,210 quilos e foi capturado por Alejandro Linares no rio Tarija na Bolívia no dia 28 de setembro de 2008.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O GIANT FEATHERBACK - Chitala lopis (Bleeker, 1851)

FAMÍLIA: notopterídeos.

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 30 quilos.

PROFUNDIDADE: 0-20 metros.

DISTRIBUIÇÃO: Ásia.
BIOLOGIA: também conhecido como peixe faca (knifefish), esta espécie, habita rios e lagos, com preferência por águas lentas ou paradas. Alimenta-se de pequenos peixes do seu habitat assim como de invertebrados e insectos. A sua máxima actividade dá-se em horas crepusculares ou nocturnas. Tímido e reservado, é de difícil captura. É um adversário digno, pela bravura com que se defende, saltando como um autêntico diabo e empreendendo corridas meteóricas. Dentro da mesma espécie existem vários individuos como por exemplo a Chitala ornata ou a Chitala banci que se diferenciam pela côr ou pelo desenho que o seu corpo possa apresentar. Dentro da enorme variedade que esta espécie têm, também se dá o caso de aparecerem chitaras albinas.
ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca e à bóia.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 9,800 quilos capturado por A. Sungwichien-Helias no dia 21/04/2006 na reserva Srinkain Dam, Tailândia.

                                                    HOMENAGEM AOS AMIG@S

A CACHORRA - Hydrolycus scomberoides (Cuvier, 1819)


FAMÍLIA: cynodonterídeos.

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 117 cêntimetros.

PESO: 17 quilos.

PROFUNDIDADE: 0-50 metros.

DISTRIBUIÇÃO: América do sul, rio Amazonas e afluentes.
BIOLOGIA: encontra-se principalmente em águas rápidas, especialmente ao redor de rápidos e formações rochosas; também em águas profundas onde podem caçar mais fácilmente. Existem muitas espécies de cachorras ou payaras. Embora sejam predadores rápidos e ferozes são mais pequenas. A maioria raramente excede os 2,5 quilos. Caçam em cardume e o mais impressionante da sua fisionomia são sem dúvida os seus dentes, especialmente os dois caninos proeminentes de cerca de 10-15 cêntimetros, nas payaras adultas, que apesar de serem tão extravagantes não incomodam nada, visto que a payara tem duas cavidades no maxilar superior, onde estes caninos encaixam na perfeição. Com uma agressividade extrema, atacam de baixo para cima empalando literamente as suas presas com esses temíveis caninos. Muitas vezes, as presas possuem metade do seu tamanho. Devido à estrutura da sua boca (puro osso), a payara é muito difícil de fisgar. Diz-se que se conseguirmos capturar 5 de cada 10 picadas é porque se está a pescar bem! No caso de se optar por uma pesca mais desportiva (com amostras) aconselha-se o uso de amostras de madeira de balsa vistos que estas continuarão a funcionar perfeitamente depois de esburacadas pelos dentes da Payara, enquanto que as de plástico não, porque lhes entrará água pelos orifícios desestabilizando a amostra. A reprodução dá-se nos meses de Novembro-Abril e sobe o rio para a realizar. Isto ocorre quando o peixe alcança cerca de 27 cêntimetros de comprimento. Também conhecida como "payara ou cachorra" pelo aspecto que têm e a ferocidade dos seus ataques.
ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat tais como, lambaris, tuviras e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca, fundo e à bóia.

O VIDEO: Fábio Fergona "Baca" ao limite com uma payara monstruosa!!
RÉCORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 17,800 quilos capturado por Bill Keelly no dia 10/02/1996 nas cataratas Uraima em Venezuela.

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