AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A PALMETA - Trachinotus ovatus (Linnaeus, 1758)



FAMÍLIA: carangídeos.

PROFUNDIDADE: 0 - 200 metros.

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 70 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: oeste do Oceano Atlântico, Baía de Biscaia, Mediterrâneo até Angola.
BIOLOGIA:  tal como a história de David e Golias, este pequeno predador bem podia ser David, pois o que lhe falta em tamanho é compensado com bravura. Poucos pescadores poderiam acreditar que o que está no extrêmo da sua linha é uma pequena palmeta. Gosta de praias arenosas, donde se desloca como uma autêntica "faca" cortando a água na busca incessante de pequenos peixes, moluscos e crustáceos que são a base da sua alimentação. Embora o seu dorso tenha um acentuado azul, a côr que predomina é o prateado com várias manchas negras nas extremidades das suas barbatana dorsal, ventral e caudal. Possui também entre 3-5 manchas em forma de meia lua acinzentadas nos flancos. É frequente vê-la em estuários pois tolera bastante bem a falta de salinidade, prefere águas calmas com pouca ondulação e as suas capturas são mais frequentes no verão, com preferência ao amanhecer e ao entardecer. Na sua juventude formam pequenos cardumes que são capturados com facilidade desde qualquer praia ou molhe. A sua defesa quando capturada consiste em rápidas corridas, nas quais utiliza o seu corpo como escudo, para oferecer resistência dobrando-se em forma de "U". Devido a sua beleza e escasso tamanho é utilizada em muitos países como peixe ornamental em aquários.
ALIMENTAÇÃO: camarão, toda espécie de anélidos, pequenos peixes do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, á bóia, á mosca.
RECORD IGFA: encontra-se em 0,81 quilos capturada por Henry B. Flores Jr no dia 06/12/2006 em Port Aransas, Texas, USA.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O VUNDÚ - Heterobranchus longifilis (Valenciennes, 1840)


FAMÍLIA: silúrídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 200 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 60 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: África Austral.
BIOLOGIA: pertence á familia dos peixe-gato obviamente, porém com uma diferença fantástica para nós pescadores, pura adernalina, é sem dúvida o mais poderoso dos peixes-gato, a sua força de combate só é comparável à do Siluro, porém este deveria possuir o dobro do tamanho do Vundú, para estar em igualdade de condições. É um peixe-gato único, têm os "bigodes" mais grandes de todos os seus congéneres, autênticas antenas de detecção e duas barbatanas dorsais, a sua cor é acastanhado e o seu ventre branco, uma cabeça descomunal acompanhada por uma boca de iguais porporções é a maior espécie de água doce da África Austral, perfere lagos e rios profundos, na sua juventude alimenta-se de tudo, tal como na sua madurez, a única diferença é o tamanho dos alimentos, quem pratica a sua pesca com assiduidade, utiliza como iscos, rãs, cobras, carne de diversos animais e um isco muito "particular", sabão azul. Sim, disse sabão azul!! Calcula-se que devido ao alta quantidade de gordura animal que possui este tipo de sabão o Vundú adora-o. Assim que fazem pequenas bolas (uma bola de golfe, aproximadamente) que é posta no anzol directamente ou através do sistema "hair" tão utilizado pelos pescadores de carpfishing. Uma das qualidades deste isco tão particular é a selecção de espécies, visto que somente o Vundú se alimenta deste. O seu combate é tão épico devido ao facto de que o Vundú detesta a luz, ( a sua pesca normalmente faz-se á noite), e cada vez que se consegue subir próximo á superfície este colosso a sua reacção imediata é buscar a profundidade, são peixes que te arrancarão 100 metros de linha na primeira corrida, é somente para dar uma ideia da força bruta de este gatinho.
ALIMENTAÇÃO: a enteriormente citada.

MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, jigging, spinning, á mosca.
O VIDEO: Jeremy Wade com um excelente vundú.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 32.500 quilos e foi capturado por Rob Konschel no dia 26/12/2000 no lago Kariba em Zambézia.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIG@S

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O PEIXE GATO - Ameiurus melas ( Rafinesque 1820)

FAMÍLIA: ictalúrideos.

LONGEVIDADE: 10 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 4 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: global. (Desde que sejam águas temperadas).
BIOLOGIA: este pequeno peixe-gato, nativo da América do Norte, possui um corpo sem escamas coberto de uma abundante capa de garro, a cor predominante é o negro excepto o seu ventre que é de um amarelo esbranquiçado, destaca o tamanho da sua cabeça e boca que são bastante desporporcionados em relação ao pequeno corpo que têm. Segundo os estudos realizados sobre esta espécie, é um peixe que pode alcançar os 60 cm de longitude e um peso aproximado aos 4 quilos, mas são casos excepcionais que só se dão no pais de origen, normalmente medem entre 25-35 cm e alcançam um peso de 400 gramas. Suporta bem águas com pouco oxigénio e bastante contaminadas, vivendo prefeitamente em águas com temperaturas superiores aos 30ºC o que há partida é bastante supreendente para um peixe de tão reduzidas dimensões. A época de reprodução dá-se a finais de Primavera e principios do Verão, a fêmea deposita entre 2000 a 5000 ovos, os quais ficam ao cuidado do macho até a éclosão. Durante a sua juventude formam autênticas "nuvens" na superficie alimentando-se de larvas de mosquito. É um animal de hábitos nocturnos e a sua alimentação hómnívora, alimentando-se de plantas, invertebrados e peixes. Intruduzido em muitos países como um predador das larvas de mosquito, mais tarde foi confirmada esta medida como um tremendo erro, pois devido a sua alta capacidade de adaptação aos meios mais agrestes, este pequenino transformou-se numa verdadeira "praga", da qual as autoridades não se conseguem livrar, pois além de alimentar-se das larvas de mosquito, também depreda sobre todos os alevins de outros peixes do seu habitat, reduzindo drásticamente a sua população. Embora seja uma espécie de reduzidas dimensões por vezes dão-se casos excepcionais como este. Na pesca de competição é considerado um peixe com alto valor desportivo, porque quando não se consegue capturar qualquer outra espécie, os pescadores de pensamento rápido dedicam o seu tempo de prova à captura desta espécie devido à sua abundância, para assim conseguir uma classificação satisfatória.
ALIMENTAÇÃO: o peixe gato come de tudo, para a pesca normalmente utiliza-se o asticot, milho e minhoca da terra.

MÉTODOS DE  PESCA: à inglesa, à francesa, feeder e ao fundo.
RECORD IGFA: encontra-se em 3,370 kg capturado por Kevin Kelly no dia 25/08/1993 em Mill Pond, Wantagh New York U.S.A.

                                                        HOMENAGEM AOS AMIG@S

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A PALOMBETA - Lichia amia (Linnaeus, 1758)

                         
FAMILIA: carangídeos

COMPRIMENTO: 200 cêntimetros.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

PESO: 50 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: oeste do oceano Atlântico até África do Sul incluindo o Mediterrâneo.
BIOLOGIAeste pelágico possui um corpo largo e comprimido de côr prateada com ligeiros tons dourados passando a verde no dorso, com excepção do seu ventre que é branco, cabeça ligeiramente bicuda donde destaca uma mandíbula impressionante repleta de pequenos dentes afiadíssimos destribuídos em várias filas, carácteriza-se pela peculiaridade da sua linha lateral em forma de "S", é um predador por excelência e no seu habitat poucos lhe podem fazer frente, normalmente encontra-se perto da costa patrulhando em busca de cavalas, sardinhas, ou taínhas que são a sua principal fonte de alimento. Porém não hesita em engolir qualquer outro peixe que esté ao alcance de tão temivél dentadura, tais como anchovas ou robalos. Os exemplares jovens vivem em cardumes mais ou menos compactos perto da costa, ao atingir a fase adulta tornam-se mais solitários e deslocam-se para zonas mais profundas, porém nunca se afastam demasiado da costa, onde fazem incrusões com regularidade, chegando a entrar em estuários para caçar. A sua época de reprodução como de muitas espécies dá-se na Primavera e pode durar toda a estação dependendo da tempratura da àgua que deve estar entre os 18º-19º C e um máximo de 22º-23º C. Outro detalhe que salta à vista é a sua magnifica barbatana caudal, enorme!! Com a qual atinge essas velocidades explosivas que  deixam a garganta seca, é um autêntico "animal" na batalha que se segue à sua captura. A sua pesca mais tradicional faz-se desde costa na modalidade de surfcasting, com a particularidade de que em vez de fazer-se o típico lançamento de larga distância, o pescador leva o isco que neste caso costuma ser uma tainha a nado ou com a técnica do balão até à zona que considera "quente". A tainha vai iscada pela mandíbula superior com um anzol que lhe deixa "livre" na totalidade dos seus movimentos. Na pesca com amostras, aconselha-se de superficie, não só pela espetácularidade da pesca em si, mas também porque são as mais efectivas.
ALIMENTAÇÃO: cavalas, tainhas, anchovas, sardinhas e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, corrico, jigging, spinning.

O VIDEO: adrenalina em estado puro!!
RÉCORD IGFA: encontra-se em 27.800 kg capturado por Oriol Ribalta no dia 30/04/2000 em L`Ampolla, Espanha.

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A ENGUIA - Anguilla reinhardtii (Steindachner, 1867)

FAMÍLIA: anguilídeos.

COMPRIMENTO: 200 cêntimetros.

LONGEVIDADE: 60 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 2000 metros.

PESO: 20 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: global, porém com maior incidência em Àfrica do Sul, Austrália, Tasmânia, Nova Zelânda e América do Sul.
BIOLOGIA: na fase inicial do seu desenvolvimento, as larvas da enguias são criaturas estranhas, transparentes e em forma de folha a que se dá o nome de leptocéfalos. Mais tarde tornam-se angulas, versões em miniatura dos seus progénitores, é nessa fase que as enguias de àgua doce chegam aos rios. Durante essa fase sofrem uma verdadeira caça por parte de paìses como Espanha por exemplo, visto que são consideradas um autêntico manjar nessa fase do seu crescimento, chegando a atingir preços astronômicos no mercado, principalmente no Natal. Naturalmente se um peixe é dizimado na sua primeira fase de crescimento poucas possibilidades existem de que uma grande população dessa espécie chegue a existir, porém a mãe natureza é excepcional e consegue, não sei através de que milagre manter mais ou menos estável a população deste magnifico peixe. Existem várias espêcies de enguias como por exemplo a Enguia Europeia (Anguilla anguilla), a Enguia Americana (Anguilla rostrata) e a Enguia de barbatanas largas (Anguila reinhardtii ), neste caso dou-vos a conhecer a Enguia das barbatanas largas, visto ser a que atinge maior tamanho e peso. Embora exista a nível global, é em Nova Zelanda que são conhecidos os maiores exemplares capturados com cana. São peixes de lento crescimento atingindo uma média de 15-25 milímetros ao ano. Devido à febre do ouro nos anos sesenta "doênça" que atacou este país durante muitos anos, foram escavadas millares de minas nas suas montanhas, minas essas que depois de abandonadas foram imundadas por rios e ribeiras da zona criando verdadeiros paraísos para as enguias. Estes "santuários" foram esquecidos durante anos deixando as enguias crescer em paz, o que generou provávelmente o lugar do planeta com as maiores enguias conhecidas até hoje. Exemplares que podem ser comparados (sem exagero) com a perna de um homem. Este fenómeno deve-se ao facto que em Nova Zelanda a Enguia de barbatanas largas é o peixe que está no topo da cadeia alimenticía dos peixes de água doce, assim que atingindo certo tamanho deixa de haver perdadores que lhe façam frente, podendo então atingir estes tamanhos e pesos tão espetaculares. São peixes que se alimentam praticamente de tudo, mas com especial debilidade por iscos sangrentos, assim que para a sua pesca, que normalmente é mais produtiva ao amanhecer ou entardecer, utilizam-se com frequência pedaços de figado de cordeiro ou boi troceados e corações de galinha.
ALIMENTAÇÃO:  a anteriormente citada.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, à boia, à deriva.

RECORD IGFA: encontra-se em 16,360 quilos capturada por Ferdier Van Nooten no dia 10/06/1984 em Hanzelmere Dam na Àfrica do Sul.


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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O ALABOTE DO PACÍFICO - Hippoglossus stenolepis Schmidt, 1904

FAMÍLIA: pleuronectídeos.

LONGEVIDADE: 55 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 1.200 metros.

COMPRIMENTO: 250 cêntimetros.

PESO: 300 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Norte do Oceano Pacifico.
BIOLOGIA: este enorme peixe chato de olhos dextrógiros ( olhos cujo carbono asimètrico se encontra deslocado para o lado esquerdo), e o seu congenére da Atlántico (Hippoglossus hippoglossus) estão entre os peixes marinhos de maiores dimensões. Nos dias que se seguem a éclosão a larva de um peixe chato assemelha-se à de qualquer outro peixe, mas depois começa a transformar-se e a adquirir a forma comprimida e assimétrica que os faz adaptar de uma forma magnífica, a um vida junto ao fundo do mar. Este voraz predador alimenta-se de peixe, lulas, polvos e outros invertebrados, com o seu corpo chato cola-se ao fundo e enterra-se na areia deixando apenas os olhos de fora ficando completamente camuflado com o fundo, espera pacientemente até que uma possivel presa se aproxima o bastante para estar ao alcance da sua boca, atacando então com uma velocidade vertiginosa, succiona a victíma. Na fase adulta somente se pode capturar este colosso em grandes profundidades, porém durante a sua juventude e pescavél em zonas de relativa profundidade e ao alcance de  pescadores de surfcasting. Excelente nadador capaz de levar a cabo viagens de millares de km na procura de alimento ou de melhor habitat. As fêmeas crescem mais que os machos atingindo tamanhos e pesos descomunais, e o seu nível de reprodução é simplesmente espantoso, uma fêmea com um peso mèdio de 100 quilos tem a capacidade de pôr cerca de 4 milhões de ovos, os quais ficam a deriva até a sua éclosão.O macho porém raramente ultrapassa a barreira dos 40 quilos. Isso sim, é o mais longevo da espécie e cresce mais rápidamente que a fêmea. A melhor época para a sua pesca vai desde Janeiro a Outubro. Penso que sobra qualquer comentário sobre a luta que deve dar um "bichinho" destes e deixo estas considerações à vossa imaginação.
ALIMENTAÇÃO: arenques, sardinhas, cavalas, lulas, chôcos e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting. spinning, jigging.

RECORD IGFA: encontra-se em 208,200 quilos capturado por Jack Tragis no dia 11/06/1996 em Dutch Harbor, Alaska, U.S.A.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A TENCA - Tinca tinca (Linnaeus, 1758)

FAMÍLIA: ciprinídeos.

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 70 cêntimetros.

PESO: 8 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Europa, América do Norte, Àsia e Austrália.
BIOLOGIA: a tenca é uma espécie muito popular entre os pescadores das suas águas nativas da Europa e Àsia, intruduzida com êxito em águas de Austrália e América do Norte. É sobretudo uma espécie de águas paradas, embora também se encontre nas zonas baixas dos rios. Pode-se determinar o sexo das tencas através das suas barbatanas pélvicas, as do macho são muito mais compridas que as da fêmea e prolongam-se para além do orificio anal. As diminutas escamas da tenca estão cobertas por uma camada protectora de garro, tão espessa que nos dá a ideia que esta não possui escama alguma, as barbatanas são suavemente arredondadas e a sua coloração normal é de um verde azeitona passando por vezes a um verde escuro ou amarelado, dependendo do habitat, o qual é um presente da natureza já que lhe serve de perfeita camuflagem para ocultar-se dos seus predadores. Amiga da vegetação onde pode encontrar comida e refúgio não se desloca para muito longe desta, o que nos dá uma excelente pista para a sua localização. Na sua juventude alimenta-se de pequenos invertebrados, insectos e anélidos, passando depois a comer quase de tudo como qualquer outro ciprinídeo. É um peixe bonito de picada delicada, mais parecida a um pequeno beijo que a uma picada, a sua pesca não é apta a nervosos ou pescadores de pouca paciência pois a Tenca é um peixe subtíl cuja presença apenas se nota, a não ser depois de fisgada. Embora não seja grande combatente sabe utilizar o seu habitat com astúcia para enroscar-se no tronco mais próximo com a finalidade de evitar a sua captura.
ALIMENTAÇÃO: asticot, milhoca da terra, milho, pellets, pão.

MÉTODOS DE PESCA: pesca à Francesa, à Inglesa, carpfishing.

RECORD IGFA:  encontra-se em 4,640 quilos capturada em  Ljungbyan, Suíça no dia 02/07/1985 por Dan Dellerfjord.

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O SALMÃO REAL - Oncorhynchus tshawytscha (Walbaum, 1792)

 
FAMILIA : salmonideos.

LONGEVIDADE: 9 anos. 

PROFUNDIDADE: 0 - 375 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 60 quilos.

DISTRIBUIÇÃO:  Oceano Pacífico desde a Baia de Monterey até Califórnia, Alaska, Sibéria, Japão e Àsía.
BIOLOGIA: o Salmão Real ou Chinook, como é normalmente mais conhecido é um peixe anádromo (considera-se assim aos peixes que vivem num habitat completamente adverso aquele donde realizam a desova para uma futura generação), este é o caso do Chinook, que vive grande parte da sua vida no mar, porém na época da desova sobe o rio no qual nasceu para dar lugar a uma nova generação. A sua coloração no lomo é azul verdosa com flancos prateados e ventre branco, possui várias pintas negras que lhe cobrem a totalidade do dorso e a sua boca é cinzento escuro, porém esta cor desaparece na época da procriação, altura em que adquere uma cor avermelhada ou rosada a qual lhe proprociona o famoso nome de "salmão", esta espécie de salmão em concreto é a maior da familia dos salmonideos, e tem a praticularidade de que se "transforma" durante a época de procriação. Esta transformação é mais notável nos machos, a sua boca arqueia-se formando um espécie de "bico" o que lhe dá uma "expressão" muito mais feroz. Como a maioria dos salmões não se alimenta na sua subida para desovar, mas conta com reservas de energia que o sustentarão durante a sua viagem,  o consumo desta energia vai-lhe provocar uma mudança de pigmentação transformando as suas escamas prateadas na cor salmão que tanto nos atrai devido ao consumo da gordura acumulada para tão grande viagem. Casos como o do Salmão Real que por norma geral desova no lago Teslín em Yukon, chega a subir  3,860 kilómetros entre os rios Yukon e Teslín para lá chegar. Como peixe desportivo é sem dúvida um "rei", pois pertence ao sonho de todo pescador capturar um. Tarefa bastante difícil em grande parte devido ao facto de que não se alimenta na sua subida o que vem a ser mais um "valor" sumado há dificuldade da sua captura.
ALIMENTAÇÃO: camarão, minhoca da terra, peixes do seu hábitat como o arenque ou a sardinha.

MÉTODOS DE PESCAà mosca, à boia, à chumbadinha, ao fundo, spinning, corrico.

O VIDEO: sin comentários.


RÉCORD IGFA: encontra-se em 44,110 quilos capturado por Les Andreson no dia 17/05/1985 no rio Kenai no Alaska, U.S.A.

                                                    HOMENAGEM AOS AMIG@S

O DOURADO - Salminus maxillosus (Cuvier 1816)


FAMÍLIA: characídeos.

LONGEVIDADE: 14 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

PESO: 30 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: América do Sul, Paraná, Brasil, Argentina, (rio Amazonas e suas ramificações).
BIOLOGIA: habitante de fortes correntes, o dourado é um peixe musculoso, com um corpo parecido em estrutura ao salmão, possui uma grande cabeça e uma boca que alcança a metade da mesma, repleta de caninos em forma cónica, com uma barbatana caudal rubusta própria de habitante de rápidos e correntes, donde se move com muito mais facilidade que as suas presas, normalmente peixes como o Carimbatá (Prochilodus lineatus) ou a Boga ( Leporinus obtusidens), está considerado em muitos países como o rei da água doce devido a potência e espetácularidade dos saltos que proprociona durante a sua luta. A sua reprodução dà-se entre os meses de Outubro e Novembro, quando remonta o rio para procriar, vários machos cortejam a fêmea que depõe até 200.000 ovas por posta, abandonando-as depois ao seu destino, as quais éclosionam apenas um dia depois, os alevins nascem com aproximadamente 5mm e estão aptos a sobreviver. Alimentam-se de insectos e crustáceos na sua juventude, atingindo a maturidade aos dois anos e a fêmea aos três. A melhor época para a sua pesca está entre os meses de Maio e Agosto antes de que empreendam a extenuante remontada do rio para desovar. A sua pesca é especialmente espetácular com amostras de superficie, porque ao atacar o Dourado salta fora de àgua para cair sobre a amostra.   
 ALIMENTAÇÃO: peixes do seu hàbitat (anteriormente referidos).

MÉTODOS DE PESCA: ao corrico, spinning, à bòia e à mosca.

O VIDEO: como fazer bem as coisas, Johnny Hoffmann com um dourado de sonho. 
RÉCORD IGFA: encontra-se em 25,280 quilos capturado por André L. S. de Button no dia 11/01/2006 no rio Uruguai, Concordia Argentina.

                                                    HOMENAGEM AOS AMIGOS

sábado, 26 de dezembro de 2009

O PEIXE GALO - Nematistius pectoralis (Gil, 1862)

                                                                                          
FAMÍLIA: carangídeos

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 163 cêntimetros.

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

PESO: 60 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: U.S.A.(sul da Califórnia), Equador, Perú, Ilhas Galápagos e México (águas tropicais e subtropicais).
 BIOLOGIA: o peixe galo ou rooster é um dos peixes mais belos do óceano, este peixe deve o seu nome aos sete longos espinhos da primeira barbatana dorsal, que se estreitam dando origem a filamentos parecidos com fios, que lembram a crista de um galo. Estes espinhos estão encaixados num sulco do dorso do peixe, mas erguem-se sempre que este se excita. O peixe-galo frequenta águas superficiais sobre fundos de areia. A sua coloração é normalmente de um cinzento azulado no dorso com reflexos prateados e uma inconfundível mancha negra na mandíbula superior e outra desde a nuca até ao opérculo. Possui também duas longitudinais que começam na espinha dorsal terminando uma junto ao orificio anal e outra na barbatana caudal. As pontas das barbatanas dorsais também são da mesma côr. Os juvenis encontram-se por vezes nas pequenas lagoas que deixa a maré, ou em estuários, onde fazem incursões para se alimentar, principalmente de pequenos invertebrados e peixes do seu habitat. Uma curiosidade sobre este peixe é que a sua bexiga gasosa se estende até ao crânio contactando com o ouvido interno e através dela amplifica os sons para utilizá-los como "radar"com a finalidade de detectar as sua presas. Desloca-se normalmente sozinho ou em cardumes de poucos indivíduos. Os estudos sobre a sua reprodução, são poucos e a informação é escassa. Considera-se como um lutador "furioso" pois até cair exausto nao se entrega. A sua defesa consiste praticamente em corridas intermináveis que levam qualquer pescador ao cansaço extremo. A sua pesca desde a praia é especialmente emocionante, pois pode ver-se o peixe atacar devido à pouca profundidade onde normalmente caça.
ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: à mosca, spinning, corrico. surfcasting e à bóia.

O VIDEO: sem palavras, com Fábio Fergona "Baca", um magnífico rooster com popper. 

RECORD IGFA: encontra-se em 51,710 quilos capturado por Abe Sackheim no dia 01/06/1960 em La Paz, México.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O LÍRIO - Seriola dumerili (Risso, 1810)


FAMÍLIA: carangídeos.

PROFUNDIDADE: 0 - 360 metros.

LONGEVIDADE: 17 anos.

COMPRIMENTO: 190 cêntimetros.

PESO: 110 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: global (sempre que sejam águas temperadas ou mornas).
BIOLOGIA: este peixe está amplamente distribuído pelas águas temperadas e é o maior dos lírios do Atlântico. A sua coloração geral é prateada e possui frequentemente uma larga risca amarela ou cor de cobre ao longo de cada um dos flancos. As barras escuras que partem da mandíbula superior e atravessam os olhos encontram-se no local onde começa a barbatana dorsal, formando um V invertido. Na sua juventude formam cardumes numerosos que utilizam qualquer tipo de plataforma marinha ou artificial para ocultar-se e dar caça às suas presas. Aproximam-se de zonas costeiras em que predominem recifes, rochas ou qualquer outro tipo de estrutura que albergue possíveis presas. Alimentam-se normalmente de pequenos invertebrados, peixes e lulas. Excelente caçador que não perdoa e ataca as vezes necessárias para atingir o seu objectivo. Ao atingir o estado adulto, desloca-se para águas mais profundas onde procura zonas rochosas e montanhas submarinas no alto mar. Também se encontra junto a estruturas artificiais tais como plataformas petrolíferas, bóias, etc. Durante a época de reprodução que se dá na Primavera, aproxima-se da costa onde costuma ser presa de caçadores submarinos devido à sua curiosidade. Como peixe desportivo o adjectivo para o definir seria "brutal". Parar um lírio nas suas primeiras corridas não é tarefa fácil e diria mesmo que praticamente impossível. Os primeiro minutos de luta são duríssimos visto que é um peixe que para além de possuir uma força tremenda, utiliza com mestria a astúcia, cosendo-se a qualquer rocha ou obstáculo que encontre para cortar a linha o que muitas vezes consegue. Praticamente a totalidade do combate dá-se junto ao fundo o que em grande medida lhe facilita a tarefa de cortar a linha. Como todos os carangídeos, a sua carne é excelente tomando as devidas medidas pois pode causar "ciguatera" um aflitivo tipo de envenenamento alimentar que pode ser fatal. Em outros países é conhecido também pelos nomes de Peixe limão, Serviola ou Greater AmberjackOs seus parentes mais próximos são a Seriola rivoliana, a Seriola lalandi, e a Seriola fasciata que habitam o Atlântico Ocidental  desde a Carolina do Norte até à Argentina, e no Atlântico Oriental desde a Madeira até à África do Sul.
ALIMENTAÇÃO: lulas, chocos, peixe-agulha e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: ao corrico, à deriva, jigging, spinning, surfcasting.

O VIDEO: a captura de um lírio.
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 74 quilos e foi capturado por Tadashi Yamanaka no dia 22 Junho de 2015 em Zenisu, Tokio, Japão.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O BACALHAU - Gadus morhua (Linnaeus, 1758)

FAMÍLIA: gadídeos.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

PROFUNDIDADE: 0 - 600 metros.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PESO: 96 quilos. 

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico norte.
BIOLOGIA: peixe de águas frias que se encontra normalmente no hemisfério norte, o bacalhau é provávelmente o peixe mais conhecido no mundo, tanto pelo valor desportivo como pelo alto valor gastronómico que possui. Há centenas de anos que esta espécie goza de uma suma importância. Os pescadores Europeus já o pescavam no Grand Banks (Canadá) muito antes que Colombo chegasse à América. Vive no fundo ou perto dele, com uma alimentação à base de peixes (principalmente o arenque e o badejo) crustáceos e invertebrados. A melhor época para a sua pesca, são os meses de Maio e Junho( em profundidade ) e durante os meses de Dezembro a Janeiro na zona costeira, embora possa ser pescado durante todo o ano. Desloca-se normalmente em cardumes de numerosos indivíduos. Esta é a minha forma de honrar os pescadores portugueses que pescavam o bacalhau com grandes veleiros nas águas da Terranova e Gronelândia até meados do século passado, que depois de chegar ao pesqueiro, normalmente com um tempo infernal típico das latitudes onde pescavam, se faziam ao mar em pequenas embarcações chamadas "doris", onde cada pescador sozinho, se dedicavam à faina, afastando-se entre 1 a 2 milhas marítimas à procura do tão apreciado bacalhau, que capturavam com um aparelho de vários anzóis, arriscando a sua vida e onde muitos a perderam entre espessas neblinas. Com grande tradição na nossa pátria, penso ser esta a época mais adequada para expôr toda a glória deste peixe.Mas não sempre foi assim. Passaram muitos anos até que o bacalhau chegasse ao estado de graça e manjar. Na idade média, o bacalhau foi praticamente imposto pela Igreja, devido à proibição de comer carne na Quaresma. Posteriormente, o consumo do bacalhau subiu de uma forma vertiginosa nos hábitos alimentares da população portuguesa.
ALIMENTAÇÃO: qualquer peixe do seu habitat (especialmente arenques e badejos) moluscos, anelídeos e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, jigging, spinning.
RECORD IGFA: encontra-se em 44.790 quilos capturado por Alphonse Bielevich no dia 08/06/1969 na ilha de Soals New Hampshire, U.S.A.

                                                    HOMENAGEM AOS AMIGOS