AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

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sábado, 8 de junho de 2019

O JUNDIÁ - Leiarius marmoratus (Gill, 1870)


FAMILÍA: pilomídeos. 

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros. 

PESO: 10 quilos. 

DISTRIBUIÇÃO: exclusivo da bacia Amazônica, relativamente abundante na sub-bacia de Teles Pires e Juruena. 
BIOLOGIA: o jundiá é um peixe de couro, que têm a particularidade de possuir uma força descomunal para o tamanho que alcança. O que leva muitas vezes ao pescador a acreditar que têm um colosso na ponta da cana e no fim sente-se decepcionado ao verificar o tamanho da captura. Este é o principal aliciante na captura de este peixe. A luta extraordinária que dá ao ser fisgado. A espécie têm uma côr castanha com manchas pretas de forma circular semelhante ao desenho da onça, razão pela qual também é conhecido como peixe-onça. A barbatana caudal é bifurcada e talvez seja esta a razão da extraordinária força que desempenha durante a luta. A sua actividade cresce com as horas crepusculares e durante o dia normalmente está escondido entre troncos ou pedras, colado ao fundo. Otra particularidade do jundiá que será devida à sua alimentação, faz com que a sua carne tenha um sabor e uma textura muito parecida à da lagosta. Habita em zonas com lodo e prefere poças profundas nas quais embosca a suas presas, durante a fase juvenil forma grandes cardumes que vivem nas margens. Como quase todos os peixes gato a sua actividade aumenta durante as horas crepusculares e principalmente durante a noite. 

ALIMENTAÇÃO: onívoro, a base da sua dieta são os insectos, peixes e matéria vegetal. 

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, à bóia. 
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 13,010 quilos e foi capturado por Russel Jensen no dia 2 de Fevereiro de 2009 no rio Travessão, Amazonas, Brasil. 

                                                   HOMENAGEM AOS AMIG@S


sábado, 11 de maio de 2019

O SURUBIM CHICOTE - Brachyplatystoma platynemum (Boulenger, 1898)


FAMILÍA: pilomídeos. 

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: ?

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros. 

PESO: 10 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Ámerica do Sul, rios Orinoco, Tocatins e Araguaia. 
BIOLOGIA: o surubim chicote, também conhecido como bargada, em algumas regiões do Brasil. É um peixe de couro, nome que se dá aos peixes que carecem de escamas. Têm um corpo alongado e roliço, com uma enorme cabeça achatada o que engana muito na altura de definir o seu peso, já que a cabeça apenas pesa e faz parecer que o peixe é muito mais pesado do que é na realidade. O maxilar superior é muito maior que o inferior e ambos estão cobertos de diminutos dentes que se podem apreciar mesmo com a boca fechada. É sem dúvida um dos peixes desportivos mais bonitos da familía dos bagres. Vive e alimenta-se no leito dos rios. Também é dos poucos bagres que durante a luta utiliza como técnica de saltar fora de água para tentar escapar. 
ALIMENTAÇÃO: minhocuçu, lagostins e pequenos peixes, tais como a tuvira.

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, à bóia. 

O VIDEO: o amigo Fábio Fergona "Baca" com um fantástico exemplar de esta espécie.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A CACHARA - Pseudoplatystoma fasciatum (Linnaeus, 1766)

FAMILIA: pilomídeos.

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 104 cêntimetros.

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

PESO: 70 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: bacia Amazónica e seus afluentes (introduzida em vários países com fins desportivos) 
BIOLOGIA: a cachara ou surubim é peixe de couro, visto carecer de escamas, com um corpo alongado e roliço; cabeça achatada; possui três pares de bigodes que utiliza como "radar" para a detecção das suas presas. A sua côr é cinzento escura no dorso, ficando mais clara junto à linha lateral e acaba num ventre branco.A sua principal característica são as faixas negras transversais que começam na região dorsal e estendem-se até à linha lateral, o que nos serve para distinguir a cachara dos outros peixes do seu género, visto que a família é bastante extensa. Habita com regularidade em canais dos rios, utilizando os seus poços para descansar. Quando caça, prefere zonas superficiais tais como: baixios de praias, matas inundadas e lagos. Na sua dieta estão peixes da região tais como; tuviras, lambaris, piaus, carimbatás e a famosa minhocuçu (minhoca de proporções gigantescas existente na região); o camarão constitui também uma parte importante da sua dieta. A sua reprodução dá-se na época das chuvas quando a subida dos rios lhe permite ascender para desovar. O principal atractivo deste peixe para além da sua beleza e tamanho, é a extraordinária luta que dá ao ser fisgado. Como principal defesa, pega-se ao fundo utilizando o seu ventre achatado e empreende corridas prolongadas contornando qualquer obstáculo para livrar-se do anzol. A fêmea atinge a maturidade aos 56 cêntimetros e pode pôr oito milhões de ovos por quilo de peso; o macho atinge a maturidade aos 45 cêntimetros. A luta com um peixe de estas caracteristicas é inolvidável!
ALIMENTAÇÃO: os peixes anteriormente citados.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, à mosca, ao fundo e a bóia.

O VIDEO: Fábio Fergona com uma belissima cachara ou surubim.


RECORD IGFA: encontra-se em 16,170 quilos capturado por Gilberto Fernandes no dia 26/04/2008 no rio Amazonas, Brasil.

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