AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

terça-feira, 19 de abril de 2022

A TILÁPIA DE MOÇAMBIQUE - Oreochromis mossambicus (Peters, 1852)

FAMILÍA: ciclídeos

LONGEVIDADE: 11 anos.

PROFUNDIDADE: 10 metros.

COMPRIMENTO:  40 cêntimetros.

PESO:  1 quilogramo.

DISTRIBUIÇÃO: América Central, sul do Caribe, sul da América do Norte e sueste Asiático.BIOLOGIA: A tilápia é um peixe bastante conhecido se falamos de términos alimenticios. Já que a seu crescimento acelerado, a alta tolerância a doenças, a carne branca de excelente qualidade e a grande capacidade de adaptação, a práticamente todos os tipos de água faz deste peixe o expôente ideal para a criação. A tilápia pode viver prefeitamente, tanto em água doce como salgada. A sua resistência a baixos niveis de oxigéneo faz de ela um dos peixes mais resistentes do mundo. Embora tenha origem africano, hoje em dia a população das tilápias pode-se considerar global!! Dentro do género Oreochromis existem várias espécies dependendo do continente. Aquela sobre a qual trataremos neste artículo é a Oreochromis mossambicus, originária de Moçambique e conhecida por muitos como tilápia de Moçambique, pode alcançar a longitude de 40 cêntimetros e 3 quilogramos de peso. A taxa de natalidade da tilápia é das mais altas, no que se refere a àgua doce. Uma fêmea com apenas 25 cêntimetros têm a capacidade de pôr mais de 1.700 ovos!! Embora seja uma espécie originária do rio Zambeze e Limpopo foi introduzida em Venezuela e vive nos cursos de água deste pais desde 1959!! Em Colômbia também existe uma população enorme em vários cursos de àgua.MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, à bóia, à mosca, spinning.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 3.110 quilogramos e foi capturada na barragem de Loskop na Àfrica do Sul. No dia 4 de Abril de 2003 por Eugene Kruger.

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quinta-feira, 14 de abril de 2022

A TILÁPIA DO NILO - Oreochromis niloticus (Linnaeus, 1758)

FAMILÍA: ciclídeos.

LONGEVIDADE: 9 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 4,500 quilogramos.

DISTRIBUIÇÃO: é originária de África, possui grandes populações nos rios costeiros de Israel, Trewavas e Teugels, cuenca do Nilo, nos quais se inclui os lagos Alberto, Eduardo, Tana, Jebel Marra, Lago Kivu, Tanganyka e o rio Awash. Na Etiopia também se encontra con muita facilidade no sistema do rio Omo, río Suguta, no lago Turkana e no lago Baringo. Na África Oriental, a sua distribuição natural cobre as cuencas do Senegal, Gambia, nos ríos Volta, Niger, Benue e Chad. Porém a sua expansão está a nivel mundial, já que foi exportada para diversos paises com fins alimenticios, tais como Brasil, Colombia ou Venezuela.BIOLOGIA: A tilápia é um peixe bastante conhecido se falamos de términos alimenticios. Já que a seu crescimento acelerado, a alta tolerância a doenças, a carne branca de excelente qualidade e a grande capacidade de adaptação, a práticamente todos os tipos de água faz deste peixe o expôente ideal para a criação. A tilápia pode viver prefeitamente, tanto em água doce como salgada. A sua resistência a baixos niveis de oxigéneo faz de ela um dos peixes mais resistentes do mundo. Embora tenha origem africano, hoje em dia a população das tilápias pode-se considerar global!! Encontra-se numa grande variedade de habitates de água doce, como rios, barragens, canais de irrigação, lagos e lagoas. Como acontece com muitos dos ciclídios a maternidade, faz-se na boca do mãe. A fêmea põe os ovos num pequeno ninho que o macho faz na areia e depois de serem fertilizados pelo macho, a fêmea recolhe os ovos na boca até ao momento da eclosão. Esta fase dura aproximadamente uma semana. Depois da eclosão as pequenas tilápias continuam a utilizar a boca da mãe como protecção em caso de perigo. A tilápia têm essa particularidade de adaptação que permite que um 90% da prole seja capaz de sobreviver. Já que em caso de perigo ou ataque de qualquer depredador, os filhotes escondem-se no interior da boca do mãe, até passar o perigo. A femêa têm a capacidad de cargar na boca até 200 ovos sem nenhum problema. Este sistema de perservação permite, que a tilápia seja um dos peixes com maior taxa de subervivência. Esta em particular têm a capacidade procrear con outras espécies de tilápias, o que faz dela uma dos peixes de água doce com maior poder de adaptação.  Está  considerada como uma das espécies mais invasivas do planeta.ALIMENTAÇÃO: na sua fase juvenil têm um comportamento alimentício mais homenivoro, alimentando-se con frequência de insectos e larvas. Porém ao crescer a sua alimentação passa a ter uma base mais vegetal, com base de algas e detritus de todo tipo. Para a sua pesca, usa-se milho, ou qualquer otro grão de origem vegetal.

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo,à bóia, à mosca ou spinning.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 6,01 quilogramos e foi capturada no dia 5 de Junho de 2002, na reserva de Kariba em Zimbabwe. O afortunado foi Sarel Van Rooyen.

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

O CAVALO VERMELHO - Moxostoma carinatum (Cope, 1870)

FAMILÍA: catostomídeos.

LONGEVIDADE: 12 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 70 cêntimetros.

PESO: 4 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: habita principalmente no rios St.Lawrence, Mississippi, Escambia e Pearl. Também está presente em Minnesota e Iowa, a norte de Alabama e este de Oklahoma.BIOLOGIA: o cavalo vermelho (redhorse river) é o peixe de água doce americano, mais parecido ao nosso barbo comúm. Os seus hábitos também são muito semelhantes, têm preferência por rios grandes ou pequenos com corrente estável e limpa e fundos de areia e pedra. Realiza a subida dos rios para procrear e também ganha essas pretuberâncias no focinho para indicar à fêmea que está pronto para o apareamento. Têm normalmente uma cauda vermelha e as barbatanas ventrais e dorsal da mesma côr, o corpo de côr verde-bronze.É um autêntica flecha, tal como o nosso barbo europeu. Existe outra espécie com as mesmas carecteristicas, porém não alcança nem o comprimento, nem o peso do cavalo vermelho (redhorse river). A principal diferença do cavalo vermelho de cabeça corta (Shorthead redhorse) Moxostoma macrolepidotum) é o tamanho da cabeça tal como o seu nome indica. No habitat, comportamento e alimentação é exactamente igual.O comportamento do cavalo vermelho é territorial e normalmente deslocam-se sempre em cardúme, no qual o tamanho dos membros é muito similar. Têm tendência a subir as descargas de água dos campos de golf. Um peixe incrível para pescar com técnicas ligeiras e disfrutar da potência de este colosso.

ALIMENTAÇÃO: crustáceos, minhocas, insectos na superficie e moluscos.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca, inglesa, bolonhesa, feeder, carpfishing.

RÉCORD IGFA: encontra-se 4.620 quilogramos e foi capturado por Maverick Yoakum no dia 4 de março de 2018 em Missouri.


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sábado, 5 de fevereiro de 2022

O SOOTY GRUNTER - Hephaestus fuliginosus (Macleay, 1883)

FAMILÍA: terapontídeos

LONGEVIDADE:

PROFUNDIDADE: 0 -50 metros.

COMPRIMENTO: 54 cêntimetros.

PESO: 6 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Austrália em quase todos os rios e também se encontra nos lagos Maraboon, Awoonga e Eacham. Por estranho que possa parecer, este peixe também reside em França e é uma especie protegida neste pais.BIOLOGIA: o Sooty grunhão é uma espécie australiana relativamente extendida neste pais. A sua côr é variável dependendo das condições do seu habitat. Porém sempre são de côr escura tirando a negro. Existem Sooty´s com tonalidades de castanho e cinzento, negros com dourado ou cinzento na parte ventral e dorsal. Vive normalmente em rios com bastante caudal, porém também se adapta muito bem a barragens ou lagos. Prefere fundos com areia e pedras ou zonas com bastante vegetação. A fase de cria dá-se durante os meses de verão, devido a que aproveita a crescida dos rios devido à época das monções. Os ovos são depositados em fundos de areia e a guarda dos mesmo é só feita pelo macho. É um depredador que controla com bastante ferocidade o seu território, também é conhecido por outros nomes como: brema negra, grunhão púrpura ou grunhão do norte. Estes nomes devem-se ao facto de que uma das características do Sooty é o som que emite quando é capturado, muito parecido a um grunhido. Como peixe desportivo nem faz falta fazer apresentações. Basta ver a sua fisionomia, compacto e provisto de uma barbatana caudal exagerada para um peixe com estas dimensões!ALIMENTAÇÃO: Durante a sua fase de juvenil alimenta-se principalmente de algas, raizes de plantas, insectos, minhocas e camarões. Como o crescimento não deixa de alimentar-se da base vegetal, mas procura presas de maior tamanho como lagostins, rãs ou sapos. Pasando a peixes em fase adulta.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, corrico ou mosca. Também se pode pescar com técnicas como o carpfishing desde que se utilize isco vivo.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 6,170 quilogramos e 54 cêntimetros e foi capturado por Brian Seawright na barragem Tinaroo em 1997.

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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

A PERCA PRATEADA - Bidyanus bidyanus (Mitchell, 1838)

FAMILÍA: terapontídeos.

LONGEVIDADE: 10 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 10 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 8 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Austrália, em todo o sistema fluvial do rio Murray-Darling, rio Condamine, Sul de Queensland, rio Dumaresq, noroeste de Gales, Victoria e rio Goulburn.BIOLOGIA: a perca prateada é um peixe moderadamente alongado, com uma cabeça pequena e escamas pequenas. A sua côr pode variar dependendo das condições da água donde se encontra. Os adultos são normalmente prateados com fortes tonalidades de cinzento. Mas também podem ter as tonalidades de verde, castanho ou dourado. A barriga é branca e as barbatanas são normalmente cinzentas, con excepção da barbatana anal que costuma ser branca. Durante a sua fase adulta podem ser encontrados en rios, lagos ou barragens. Preferem àguas rápidas com cascadas, onde normalmente formam cardúmes perto da superfície. No verão sobem o rio em busca de águas mais frias e transparentes para procrear. Procuram zonas com um fundo de areia ou gravilha donde depositam os ovos. Esta zona deve ser muito oxigenada pela corrente, mas deve estar num remanso. Podem recorrer mais de 100 kilómetros até encontrar a zona ideal para o acto!! O comportamento da fêmea nesta ocasião é de total submisão. Já que se desloca a zonas superficiais e começa a fazer circulos lentamente em posição oblicua. Então uma prole de machos que pode chegar a uma dúzia faz o cortejo para a continuação enseminar a fêmea. Uma fêmea com aproximadamente 1,800 quilogramos têm a capacidade de pôr 50.000 ovos!! Os ovos são pelágicos e medem entre 2.7 - 2.8 milimetros de diâmetro. A fase de eclosão dura aproximadamente 30 horas e os pequenos alevins nascem com cerca de 3.6 milimetros. É um peixe muito resistente às temperaturas!! Pode viver em temperaturas que vão desde os -2 graus até aos 35 graus!! Porém a temperatura òptima para o seu desenvolvimento vai dos 12 graus até aos 28.ALIMENTAÇÃO: na fase juvenil alimenta-se de larvas, insectos, passando depois a moluscos, minhocas da terra e plantas. 

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca. 

RÉCORD IGFA: encontra-se em 6 quilos e foi capturada numa reserva privada perto de Berrima por Ms. Jacqueline Keers.

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quinta-feira, 8 de abril de 2021

A PERCA DE ESTUÁRIO - Percalates colonorum (Günther, 1863)

FAMILÍA: percictídeos. A perca de estuário é outro de esses peixes que só alguns podem usufruir da sua pesca. Esta espécie só existe na Austrália e como é obvio, para conseguir uma foto com um exemplar desta espécie não existe outra opção que viajar a esse paraíso. Possui uma côr cinzenta escura no lomo e prateada na zona lateral, difuminando-se em branca ao chegar ao ventre. Encontra-se nas correntes costeiras, estuários e em alguns lagos do sudeste de Austrália. A perca de estuário têm uma particularidade bastante rara em relação a outros peixes da sua mesma familía. A época da desova dá-se em zonas de água salgada com excepção de aquelas que vivem nos lagos. A fêmea deposita os ovos no fundo do estuário, porém estes fultuam até à superficie e são pasto de peixes e aves que transformam a época da desova num verdadeiro festim. Os que consiguem sobreviver, navegam durante três dias, ao final dos quais se dá a eclosão!! Outro caso bastante estranho nesta espécie é o facto de que a época da desova é diferente dependendo da zona em que habita a espécie. Na zona de Nova Gales do Sul a desova dá-se no inverno. Porém, na zona de Victoría o mesmo peixe só desova no inicio do verão. Suponho que será por questão de temperaturas ou correntes alimenticias. O certo é que até hoje, apesar de numerosos estudos sobre o caso, não foi posivel chegar a uma conclusão verídica sobre a razão pela qual a perca de estuário têm este comportamento.
LONGEVIDADE: 40 anos!

PROFUNDIDADE:

COMPRIMENTO: 70 cêntimetros.

PESO: 10 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Em toda Austrália com principal incidência na zona de Nova Gales do Sul e Victoria. BIOLOGIA: a perca de estuário é irmã do robalo australiano (Macquaria novemaculeata) sobre o cual já escrevi um artigo. É um peixe com uma longevidad fora do normal. Pode viver até aos 40 anos!! Os machos alcançam a maturidade com apenas 22 cêntimetros e as fêmeas como em quase todos os peixes um pouco mais tarde, aos 28 cêntimetros. Preferem nadar junto ao fundo básicamente porque é ali que se encontram grande parte dos alimentos que costumam caçar. Na Austrália é uma espécie muito popular entre os pescadores desportivos e também era um peixe que fazia parte da pesca comercial. Porém como sucede vezes sem conta, não sabemos dosificar e pouco a pouco a espécie foi chegando quase ao nivel de estremínio. Agora faz parte das espécies protegidas na Austrália e só se podem capturar um determinado numero de indivíduos. São pescadas principalmente por amantes do spinning utilizando imitações feitas em vinil de camarões, ou lagostins, alguns dos seus principais alimentos. Porém considero que a forma mais activa de conseguir estes peixes, é a pesca ao spinning com pequenas amostras. É um peixe que tal como o achigã, caça por emboscada. Um dato muito importante para aqueles que algum dia possam tentar esta espécie. São peixes gregários! Assim que se capturarem algum voltem a tentar na mesma área que de certeza não andará sozinho. 

ALIMENTAÇÃO: minhocas, moluscos, crustáceos, peixes, amostras.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca. 

O VIDEO: A pesca da perca de estuário.

RÉCORD IGFA: encontra-se actualmente em 3,500 quilogramos e foi capturada por Jamie Behrens no ano 2007 em Barwon river estuary na Austrália.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

A TAINHA DE ÁGUA DOCE - Myxus petardi (Castelnau, 1875)

FAMILÍA: mugilídeos. Existem cerca de 70 espécies de tainhas na família dos mugilídeos. Distribuídas pelas águas temperadas e tropicais de todo o mundo. A maioria vive junto à costa e penetra frequentemente em estuários e rios. Alimentam-se sobretudo no fundo, à base de algas, detritos orgânicos e pequenos organismos que habitam no lodo. Este caso é totalmente diferente, já que a tainha em questão vive em água doce e somente se desloca para estuários e outras zonas marítimas na época de reprodução. Ela é também a tainha que maior peso pode alcançar!!

LONGEVIDADE: 14 anos.

PROFUNDIDADE: 0 -15 metros.

COMPRIMENTO: 40 cêntimetros.(Mas pode atingir o dobro em condições optimas.)

PESO: 7 quilogramos. 

DISTRIBUIÇÃO: Austrália.BIOLOGIA: a tainha de água doce ou de olhos amarelos, como também é conhecida, vive nos rios costeiros do sudeste da Austrália e migra rio abaixo, até aos estuários para desovar. A reprodução da tainha é antagónica, quer dizer que se reproduz antes do que a maioria das outras espécies. A sua reprodução dá-se no inverno, talvez por isso a tainha tenha uma taxa de população tão alta. Esta espécie em concreto só existe na Austrália, embora seja originária da Àfrica do Sul. Gosta de ríos com grandes poças e correntes lentas e ao contrário das outras tainhas não forma grandes cardumes. Talvez devido ao tamanho que alcança. Já que como todos sabemos os peixes mais pequenos formam os cardumes para aumentar o seu volume e assim poder fazer frente aos seus predadores. A famosa bola de peixes é somente uma extratégia genéticamente pensada para disuadir a outros peixes de maior tamanho que se alimentam dos mais pequenos. A tainha de água doce com 30 cêntimetros já atinge a maturidade sexual e começa a sua fase de adulto que se prolongará em media durante 14 anos.ALIMENTAÇÃO: uma dieta à base de algas e detritos orgânicos, porém aceitam com facilidade muitos outros alimentos, tais como: minhocas, larvas de mosca (asticot), banana, milho, pão, sardinha troceada, queijo, ervilhas, ou carne picada. 

MÉTODOS DE PESCA: pesca à bóia, surfcasting, à mosca, também se podem pescar com pequenas colheres rotativas, porém deve-se iscar os anzóis da fateixa com minhoca da lama de maneira a formar um pequeno "polvo".

RÉCORD IGFA: não existe record IGFA. (Por enquanto).

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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

A TAINHA GARRENTO - Liza aurauta (Risso, 1810)

FAMILÍA: mugilídeos. Existem cerca de 70 espécies de tainhas na família dos mugilídeos, distribuídas pelas águas temperadas e tropicais de todo o mundo. A maioria vive junto à costa e penetra frequentemente em estuários e rios, e algumas, incluindo a tainha autraliana, que vive em água doce. Alimentam-se sobretudo no fundo, à base de algas, detritos orgânicos e pequenos organismos que habitam no lodo. São pescadas tanto para fins comerciais como desportivos. Neste caso o objectivo é a tainha garrento!! Além de ser um lutador formidavél é um sobrevivente nato, pois adapta-se a baixos niveis de salinidade e alimenta-se práticamente de tudo, enfim uma verdadeira força da natureza. Outro factor a ter em conta durante a sua pesca é que sempre se desloca em cardumes bastante numerosos, a sua reprodução é antagónica à maioria das outras espécies de peixes de água salgada, visto que a Tainha se reproduz no Inverno. Provavelmente por isso a sua taxa de crescimento é tão grande.
LONGEVIDADE: 15 anos.

PROFUNDIDADE: 10 -30 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 1,5 quilogramos.

DISTRIBUIÇÃO: desde o sueste do Oceano Atlântico até Cabo Verde, no Mediterrâneo e mar Negro. Excelente populações em Noruega e Marrocos. BIOLOGIA: esta espécie que também é conhecida como tainha cinzenta dourada é  parecida com a fataça, porém possui uma tonalidade bronzeada e aprensenta manchas douradas nas bochechas. E em comparação com a fataça é bastante mais pequena. Os adultos formam cardumes que normalmente se deslocam ao longo da costa. De novembro a abril, deslocam-se para águas mais profundas e começa o ciclo reprodutivo. Os Juvenis vivem em estuarios e lagoas formadas pelas grandes marés e alimentam-se de organismos bentónicos, zooplanctôn, detritos e ocasionalmente de insectos. A tainha garrento ao contrário do que muitos pensam é um peixe desconfiado e bastante dificíl de capturar. Normalmente nunca engole o isco de uma forma clara. Costuma dar pequenos mordiscos e cuspir o isco de imediato, até estar completamente confiada de que o pode engolir, é nesta ocasião que devemos templar os nossos reflexos e esperar o suficiente para poder cravar o peixe. É um peixe fabuloso para concursos, já que pela quantidade disponível é possivel fazer grandes pesos em pouco tempo. Além disso proprociona uma luta mágnifica por pequeno que seja o exemplar. ALIMENTAÇÃO: uma dieta à base de algas e detritos orgânicos, porém aceitam com facilidade muitos outros alimentos, tais como: minhocas, larvas de mosca (asticot), banana, milho, pão, sardinha troceada, queijo, ervilhas, ou carne picada. 

MÉTODOS DE PESCA: pesca à bóia, surfcasting, à mosca, também se podem pescar com pequenas colheres rotativas, porém deve-se iscar os anzóis da fateixa com minhoca da lama de maneira a formar um pequeno "polvo".

RÉCORD IGFA: encontra-se em 2,720 quilogramos e foi capturada no dia 3 de Julho de 2017 por Dennis Triana em Darwin, Austrália.  

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terça-feira, 20 de outubro de 2020

A TAINHA LIÇA - Chelon labrosus (Risso,1827)

FAMILÍA: mugilídeos. Existem cerca de 70 espécies de tainhas na família dos mugilídeos, distribuídas pelas águas temperadas e tropicais de todo o mundo. A maioria vive junto à costa e penetra frequentemente em estuários e rios, e algumas, incluindo a tainha autraliana, que vive em água doce. Alimentam-se sobretudo no fundo, à base de algas, detritos orgânicos e pequenos organismos que habitam no lodo. São pescadas tanto para fins comerciais como desportivos. Neste caso o objectivo é a tainha liça!! Além de ser um lutador formidavél é um sobrevivente nato, pois adapta-se a baixos niveis de salinidade e alimenta-se práticamente de tudo, enfim uma verdadeira força da natureza. Outro factor a ter em conta durante a sua pesca é que sempre se desloca em cardumes bastante numerosos, a sua reprodução é antagónica à maioria das outras espécies de peixes de água salgada, visto que a Tainha se reproduz no Inverno. Provavelmente por isso a sua taxa de crescimento é tão grande.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: 0 -70 metros.

COMPRIMENTO: 70 cêntimetros.

PESO: 5 quilogramos. 

DISTRIBUIÇÃO: ocêano Atlântico desde Escandinavia até Noruega, sul do Senegal e Cabo Verde. Também existem boas populações no Mediterrâneo e sueste do Mar Negro.BIOLOGIA: os grandes e grossos lábios desta tainha europeia ajudam a distingui-la da fataça, uma espécie muito semelhante que se encontra nas águas em que as suas zonas de distribuição se sobrepõem. A tainha-liça forma pequenos cardumes que se deslocam junto à superficie. Têm preferência por zonas junto à costa como entradas de estuários e portos. Nesta espécie os adultos formam cardumes que normalmente se deslocam junto à costa, em ocasiões entram em estuários ou lagoas com agua doce para alimentar-se. A fêmea têm um tamanho muito superior ao macho e isso é fácilmente visivel na altura do cortejo. Ao chegar o verão ou simplesmente pelo aumento da tempratura a tainha liça sabe que chegou o momento do cortejo e desloca-se para aguas mais profundas para criar.ALIMENTAÇÃO: uma dieta à base de algas e detritos orgânicos, porém aceitam com facilidade muitos outros alimentos, tais como: minhocas, larvas de mosca (asticot), banana, milho, pão, sardinha troceada, queijo, ervilhas, ou carne picada. 

MÉTODOS DE PESCA: pesca à bóia, surfcasting, à mosca, também se podem pescar com pequenas colheres rotativas, porém deve-se iscar os anzóis da fateixa com minhoca da lama de maneira a formar um pequeno "polvo".

RÉCORD IGFA: não existe récord IGFA para esta espécie.

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sábado, 17 de outubro de 2020

A TAINHA FATAÇA - Liza ramada ( Risso,1827)


FAMILÍA: mugilídeos. Existem cerca de 70 espécies de tainhas na família dos mugilídeos, distribuídas pelas águas temperadas e tropicais de todo o mundo. A maioria vive junto à costa e penetra frequentemente em estuários e rios, e algumas, incluindo a tainha autraliana, que vive em água doce. Alimentam-se sobretudo no fundo, à base de algas, detritos orgânicos e pequenos organismos que habitam no lodo. São pescadas tanto para fins comerciais como desportivos. Neste caso o objectivo é a tainha fataça!! Além de ser um lutador formidavél é um sobrevivente nato, pois adapta-se a baixos niveis de salinidade e alimenta-se práticamente de tudo, enfim uma verdadeira força da natureza. Outro factor a ter em conta durante a sua pesca é que sempre se desloca em cardumes bastante numerosos, a sua reprodução é antagónica à maioria das outras espécies de peixes de água salgada, visto que a Tainha se reproduz no Inverno. Provavelmente por isso a sua taxa de crescimento é tão grande.
LONGEVIDADE: 15 anos.

PROFUNDIDADE: 0 -15 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 3 quilogramos. 

DISTRIBUIÇÃO: desde a costa de Noruega até Cabo Verde. Incluindo o Mediterrâneo e o mar Negro.BIOLOGIA: com um corpo alargado, quase cilíndrico e cabeça achatada que termina numa boca em forma de bico a tainha fataça é um dos peixes mais comúns da nossa costa. Possui duas barbatanas dorsais, a primeira com 4 espinhas e a segunda con 1 espinha. As barbatanas peitorais estão ligeiramente abatidas em direcção da cabeça e não chegam ao canto posterior do olho. A barbatana anal possui 3 espinhas. Não possui linha lateral (pelo menos de una forma visivel) e normalmente possui uma côr cinzenta, ou prateada brilhante, um pouco mais escura no dorso e branca no ventre. A tainha fataça para além de ter uns lábios mais finos do que os outros membros da sua familia, também possui uma mancha escura na base de cada barbatana peitoral e a primeira barbatana dorsal encontra-se muito mais atrás que todas as outras taínhas. Os seus hábitos são bastante semelhantes aos da tainha-liça, porém gosta muito mais de penetrar na água doce e não é nada estranho vê-la a bastantes quilómetros de qualquer estuário ou foz. Também é a tainha mais numerosa da Europa. Resta mencionar que a época de desove da tainha em qualquer das suas espécies é sem dúvida um dos espetáculos naturais mais asombrosos que existem no mar!!ALIMENTAÇÃO: uma dieta à base de algas e detritos orgânicos, porém aceitam com facilidade muitos outros alimentos, tais como: minhocas, larvas de mosca (asticot), banana, milho, pão, sardinha troceada, queijo, ervilhas, ou carne picada.MÉTODOS DE PESCA: pesca à bóia, surfcasting, à mosca, também se podem pescar com pequenas colheres rotativas, porém deve-se iscar os anzóis da fateixa com minhoca da lama de maneira a formar um pequeno "polvo".

RÉCORD IGFA: encontra-se em 3,180 quilogramos e foi capturada no dia 7 de Maio de 2012 por Steven Maliska em Malpas, Cornwall, Inglaterra. 

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terça-feira, 13 de outubro de 2020

O BODIÃO RETICULADO - Labrus bergylta (Ascanius, 1767 )

FAMILÍA: labrídeos.

LONGEVIDADE: 29 anos.

PROFUNDIDADE: 10 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 4 quilogramos. 

DISTRIBUIÇÃO: Atântico oriental: desde Noruega até Marrocos, incluindo a Madeira, Açores e Ilhas Canárias.BIOLOGIA: um peixe que é fêmea e macho ao mesmo tempo? Pois sim!! O bodião é hermafrodita protogínica!! Todos os bodiões nascem fêmeas, porém dependendo das necessidades, entre os 4 e os 14 anos todas essas fêmeas acabam por mudar de sexo. É somente após este fenómeno que a espécie esta habilitada para a construção dos ninhos circulares, construidos com algas dentro das fendas das rochas donde uma ou mais fêmas depositarão os ovos. Lembro-me bem dessas imagéns quando praticava caça-sub e podia verificar a forma como esse pequeno bodião fazia frente a qualquer ameaça para defender a futura prole. A sus reprodução dá-se durante a primavera e o bodião defende o ninho com uñas e dentes como se costuma dizer!! O bodião é uma peixe com um território determinado. Normalmente vive toda a sua vida numa área que não supera os mil metros. A variedade de côres que pode chegar a ter um bodião é práticamente infinita, já que as côres dependem muito da alimentação existente na zona habitavél e do território por ele elegido. Embora perdomine o verde ou o castanho com tons avermelhados. Nos juvenis a côr mais proeminente é o verde-esmeralda que utilizam para ocultar-se entre as algas. O bodião é o rei da camuflagem, dependo do terreno assim serão as suas côres. Perfere zonas de rocha com muita vegetação ou zonas de recifes. Têm o corpo compacto com grandes lábios que escondem uns dentes impressionantes que utiliza com maestría para arrancar das rochas o seu alimento. Actualmente existem 4 espécies reconhecidas de bodiões (Labrus), o Labrus bergyta do qual trata es artigo e outros três de menor tamaño, o labrus merula, labrus mixtus e labrus viridis. Todos eles são excelentes para alimento, porém devemos ser conscientes e  preservar.ALIMENTAÇÃO: moluscos e crustáceos.  

MÉTODOS DE PESCA: pesca embarcada, surfcasting, à bóia, rockfishing, spinning, mosca.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 4.350 quilogramos e foi capturado por Bertrand Kron em Clogher Head, Co. Kerry Irlanda.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

A TAINHA BRANCA - Mugíl curema ( Valenciennes, 1836 )

FAMILÍA: mugilídeos. Existem cerca de 70 espécies de tainhas na família dos mugilídeos, distribuídas pelas águas temperadas e tropicais de todo o mundo. A maioria vive junto à costa e penetra frequentemente em estuários e rios. A tainha autraliana é a única que vive em água doce. Alimentam-se sobretudo no fundo, à base de algas, detritos orgânicos e pequenos organismos que habitam no lodo. São pescadas tanto para fins comerciais como desportivos. Neste caso o objectivo é a tainha branca!! Além de ser um lutador formidavél é um sobrevivente nato, pois adapta-se a baixos niveis de salinidade e alimenta-se práticamente de tudo, enfim uma verdadeira força da natureza. Outro factor a ter em conta durante a sua pesca é que sempre se desloca em cardumes bastante numerosos, a sua reprodução é antagónica à maioria das outras espécies de peixes de água salgada, visto que a Tainha se reproduz no Inverno. Provavelmente por isso a sua taxa de crescimento é tão grande.

LONGEVIDADE:

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 30 cêntimetros.

PESO: 1 quilogramo. 

DISTRIBUIÇÃO: costa do Pacífico e Atlântico americano, também a oeste de África, principalmente em àguas tropicais. Pacífico oriental desde o sul de Califórnia até ao golfo de Chile. Existe também uma boa população nas ilhas Galápagos, Revillagigedo e Coco. BIOLOGIA: esta espécie frequenta as águas quentes do Atlântico e as zonas tropicais do Pacífico oriental. Possui uma mancha oscura na base de cada barbatana peitoral e muitas vezes apresenta uma ou duas manchas douradas a ambos lados da cabeça. Habita zonas costeiras do litoral, mas também entra em estuários e lagoas em busca de alimento. Algumas vezes entra em ríos. Pode ser encontrada com bastante frequência em recifes de coral. A reprodução dá-se entre março e agosto e os juvenis, alimentan-se de plâncton e micro-organismos e passam a maior parte da sua fase de crescimento em estuários ou lagoas com aportação de água marinha.ALIMENTAÇÃO: uma dieta à base de algas e detritos orgânicos, porém aceitam com facilidade muitos outros alimentos, tais como: minhocas, larvas de mosca (asticot), banana, milho, pão, sardinha troceada, queijo, ervilhas, ou carne picada. 

MÉTODOS DE PESCA: pesca à bóia, surfcasting, à mosca, também se podem pescar com pequenas colheres rotativas, porém deve-se iscar os anzóis da fateixa com minhoca da lama de maneira a formar um pequeno "polvo".

RÉCORD IGFA: encontra-se em 0,680 quilogramos e foi capturada no dia 13 de abril de 2001 por Erich Filho.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIGOS


sábado, 3 de outubro de 2020

O ABADEJO - Pollachius pollachius ( Linnaeus, 1758)


FAMILÍA: gadídeos

LONGEVIDADE: 10 anos.

PROFUNDIDADE: 10 -100 metros. 

COMPRIMENTO: 130 cêntimetros.

PESO: 18 quilogramos. 

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico Norte e Oriental, desde Noruega até Espanha e Portugal. 
BIOLOGIA: o abadejo é um peixe de familia dos gadídeos muito parecido ao bacalhau e muitas vezes vendido como tal para clientes menos conhecedores da espécie. Têm normalmente uma côr verde azeitona no dorso com salpicaduras pardas e um ventre branco. O corpo é bastante esbelto e está coberto de pequenas escamas cicloídes. O abadejo não possui barbilha na mandíbula inferior, a qual é bastante proeminente. O bacalhau, por diferenciar de alguma forma têm barbilha na mandibula inferior. ( https://peixesdesportivosdomundo.blogspot.com/2009/12/o-bacalhau-gadus-morhua.html )
Como se pode apreciar no artigo que escrevi anteriormente sobre esta espécie. Vive normalmente em pequenos cardúmes ao largo da costa e preferem fundo de rocha. Na pesca desportiva é uma adversário brutal, principalmente quando luta em profundidades superiores aos 50 metros.
ALIMENTAÇÃO: a sua dieta é vasta e incluí desde minhocas, crustáceos, ferreiras, enguias, linguados, polvos, lulas e pequenos bacalhaus. 

MÉTODOS DE PESCA: spinning, pesca embarcada, jigging, trolling.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 12,410 quilogramos. 

                                                    HOMENAGEM AOS AMIGOS

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

O RONCADOR - Pomadasys incisus (Bowdich, 1825)

FAMILÍA: haemulídeos

LONGEVIDADE: 7 anos.

PROFUNDIDADE: 10 - 100 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 3 quilogramos.

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico e Mediterrâneo com grande incidência nas ilhas dos Açores, Madeira e Canárias.BIOLOGIA: Possui um corpo ovalado e comprimido lateralmente, com uma barbatana dorsal com 12 espinhas e a anal com 3 espinhas. O corpo está cuberto por pequenas escamas cicloídes. A boca alcança a base anterior ao olho. A sua côr é cinzenta com reflexos dourados. São animais gregários que vivem em grandes cardumes com um comportamento parecido ao dos sargos. São peixes roncadores incluídos na família dos perciformes e caracterizam-se por uma boca pequena com lábios grossos e predileção por alimentar-se durante a noite. Durante o día procuram a sombra das estruturas e permanecem inactivos a maior parte do mesmo.Com preferência por fundos lodosos com areia à mistura. Durante a sua fase de alevín são muito demandados para a acuariofilía marinha, já que formam grandes cardumes dourados o que sem dúvida é  uma bela imagem para qualquer acuário de dimensões respeitavéis. ALIMENTAÇÃO: os roncadores são peixes como uma clara tendência omnívora. Já que se alimentam de todo tipo de invertebrados, minhocas, crustáceos, moluscos, anélidos e pequenos peixes. Não desdenham alimentar-se de peixes mortos desde que a sua carne se encontre en condições.MÉTODOS DE PESCA: Surfcasting, à bóia, chumbadinha.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 


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