AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

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sábado, 21 de fevereiro de 2026

O ATUM GAIADO - Katsuwonus pelamis (Linnaeus, 1758)

FAMILÍA: escombrídeos.

LONGEVIDADE: 12 anos.

PROFUNDIDADE: 300 metros, porém caça em superfície.

COMPRIMENTO: entre 45 a 80 centímetros.

PESO:  pode alcançar os 45 quilogramos, porém o seu peso mais comúm ronda os 10 quilogramos.

DISTRIBUIÇÃO: é uma espécie bastante comúm nos nossos mares e oceanos temperados, com excepção do Mediterrâneo oriental e mar Negro.BIOLOGIA: habita em águas superficiais, no mar aberto, embora possa aproximar-se da costa em certas ocasiões formando cardumes bastante numerosos, é provavelmente o atum mais pescado do mundo!! E o mais utilizado na indústria conserveira. Embora viva a uma profundidade entre os 200 - 300 metros, sobe à superfície todos os dias para caçar animais pelágicos dos quais se alimenta a diário. Também depreda sobre os seus congêneres mais jovens. Precorrem uma média de 80 quilômetros por dia neste frenesim à procura de alimento. São atraídos por objetos flutuantes ou qualquer estrutura que se encontre à deriva. Como aliciante para a sua pesca, devo mencionar a fantástica luta que podem oferecer, como é normal em qualquer atum e a excelente carne que proporciona.ALIMENTAÇÃO: peixes pelágicos, moluscos e cefalópodes.

MÉTODOS DE PESCA: corrico ou trolling, spinning, à deriva, surfcasting.

RECORD IGFA: encontra-se em 21 quilogramos, com um comprimento de 99 centímetros. Capturado em 2020 na ilha da Gomera em Espanha.


                                                 HOMENAGEM AOS AMIGOS

sábado, 15 de julho de 2023

A MERMA - Euthynnus alletteratus ( Rafinesque, 1810 ).

FAMILÍA: escombrídeos.

LONGEVIDADE: 10 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 150 metros.

COMPRIMENTO: 120 cêntimetros.

PESO: 15 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: ocêano Atlântico, águas tropicais y subtropicais, incluido o Mediterrâneo, mar Negro e Caribe. Também está presente no golfo do México.BIOLOGIA: a merma também pertence à familia dos escombrídeos, têm como principal característica um corpo largo e comprimido, sem escamas salvo na zona interior do tronco. As bartatanas dorsais estão muito juntas e uma das principais características para a poder reconhecer, são as pintas, entre 5-6 que sempre têm debaixo das barbatanas peitorais. A segunda barbatana dorsal está seguida de 8 pequenas barbatanas óseas em forma de serra como es normal nos peixes da familia dos escombrídeos. Possui uma côr cinzento azulada brilhante, que se vai escurecendo ao chegar ao dorso. Muito parecida ao atum-gaiado (Euthynnus pelamis) e muitas vezes comfundida com o mesmo. Um peixe muito popular entre os pescadores desportivos, devido à extraordinária luta que dá ao ser capturada.Têm preferência por águas rápidas, onde forma grandes cardúmes que se deslocam à procura de alimento. Como pelágico que é, a merma normamente sempre se deslocará nas capas superiores a não ser que procure alimento em zonas mais profundas, o que só sucede em raras ocasiões.

ALIMENTAÇÃO: à base de peixes como a cavala, sardinha, boqueirão e céfalópodes como o choco, a lula ou o polvo. 

MÉTODOS DE PESCA: corrico, spinning, à deriva, surfcasting.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 16.780 quilogramos e foi capturado por Lorenzo Roca Moreno em L Ametlla de mar, Tarragona, Espanha no dia 26 de Junho de 2020.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIGOS

quarta-feira, 31 de maio de 2023

O SARRAJÃO - Auxis rochei rochei ( Risso, 1810 )

FAMILÍA: escombrídeos.

LONGEVIDADE: 5 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 2 - 3 quilogramos.

DISTRIBUIÇÃO: ocêano Atlântico, Índico e Pacífico e também no Mediterrâneo. Foi introduzida no ano 1982, como espécie migratória na Convenção para as leis do mar.BIOLOGIA: o sarrajão é esse pequeno túnido que consegue a potência de um peixe de 10 quilos, no corpo de uma cavala sobre dimensionada. Por alguma razão é conhecido em inglês por "Bullet tuna" ou atum bala!! É dos mais pequenos da família dos escombrídeos e provávelmente por isso, dos mais desconhecidos. Tanto a nivel comercial como desportivo. Possui um corpo robusto e alargado com duas barbatanas dorsais muito separadas, o que talvez seja um dos segredos da sua enorme potência! O seu corpo carece de escamas, com excepção da parte interior do tronco. Nessa zona, sim têm escamas e bastante grossas em relação ao tamanho da espécie. Tal como a maioria dos escombrídeos têm quilha em ambos sentidos da barbatana caudal e dorso azulado, tornando-se mais escuro em direção à cabeça. Ventre branco sem pontos ou linhas. Esta pequena diferênça é muito importante para não confundir esta espécie con outra bastante parecida como a merma (Euthynnus alletteratus). Como a maioría dos escombrídeos, desloca-se normalmente em cardúme o que permite uma pesca realmente satisfatória se conseguimos encontrar algúm exemplar.Durante a sua fase migratória formam grandes cardúmes que se deslocam na linha costeira à procura de alimento, é nesse momento que normalmente se deixam capturar desde costa. Uma fêmea com apenas um quilo já têm a capacidad de pôr entre 31.000 a 103.000 ovos dependendo do tamanho do exemplar.

ALIMENTAÇÃO: à base de pequenos peixes, tais como sardinhas ou boqueirão, crustáceos, carangueijos e pequenos polvos.

MÉTODOS DE PESCA: Corrico, spinning, jigging, à deriva.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 1.720 quilogramos. Porém em Torrevieja (Espanha) foi capturado por Vicente Quirante, um exemplar com 11,400 quilogramos e 90 cêntimetros de comprimento.

                                                     HOMENAGEM AOS AMIGOS 

terça-feira, 18 de junho de 2019

O ATUM PATUDO - Thunnus obesus (Lowe, 1839)

FAMILÍA: escombrídeos. 

LONGEVIDADE: 16 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 1.500 metros.

COMPRIMENTO: 125 cêntimetros.

PESO: 200 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Átlântico Índico e Pacífico e práticamente todas as águas tropicais e subtropicais.
BIOLOGIA: o patudo é como quase todos os atuns uma máquina de adrenalina para qualquer pescador que tenha a sorte ou a destreza de conseguir essa captura. Com um corpo roliço que para nada lhe impide uma velocidade espantosa, a cual utiliza para capturar o seu alimento. Têm um comportamento pelágico o que significa que onde exista um atum patudo sempre haverá mais. Os jovens deslocam-se quase sempre em águas superficiais enquanto os adultos preferem mais a profundidade superior aos 50 metros, devido à sua preferência por águas mais frias. O que não quer dizer que não os possamos encontrar em plena caça na superficie. Adoram os objectos flutuantes e é bastante normal que façam escola ao lado dos tubarões baleia. Infelizmente como tantas espécies do nosso planeta encontra-se em estado de extinção devido à enorme explotação de alguns paises como o Japão e a Coreia do Sul. No Japão é o atum mais utilizado para confeccionar o famoso shashimi. Nos Estados Unidos é conhecido como big eye, devido ao enorme tamanho dos seus olhos, já que parecem completamente despropocionados em relação ao tamanho da cabeça. 
ALIMENTAÇÃO: sardinhas, cavalas, lulas ou qualquer peixe do seu habitat.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, trolling, jigging, à mosca e à deriva.

O VIDEO: a captura de um excelente atum patudo ou big eye. 
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 197,310 quilos e foi capturado pelo Dr. Russel Lee no dia 17 de Abril de 1957 em Cabo Blanco, Perú.

                                                       HOMENAGEM AOS AMIGOS

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O ATUM ALBACORA - Thunnus alalunga (Bonnaterre, 1788)



FAMÍLIA: escombrídeos.

LONGEVIDADE: 9 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 600 metros.

COMPRIMENTO: 140 cêntimetros.

PESO: 43 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: global.
BIOLOGIA: também conhecido como atum de barbatanas largas ou albacora, é uma máquina perfeita. Devido às suas barbatanas peitorais, que se estendem até ultrapassar o início da barbatana anal, este peixe é uma autêntica flecha. Estas barbatanas ajudam a destingui-lo de outras espécies de atum tais como o atum rabilo ou o azul. Um cosmopolita em todas as àguas tropicais, temperadas e até no Mediterrâneo, adora mergulhar a grandes profundidades, normalmente para alimentar-se de lulas, o seu petisco favorito. Em zonas onde se encontrem grandes quantidades de sargaços é muito provável encontrar grandes concentrações desta espécie, também têm o costume de seguir e agrupar-se debaixo de grandes objectos que se encontrem à deriva. Normalmente as maiores concentrações desta espécie têm lugar no chamado tremoclima (profundidade subaquática na qual a temperatura caí em picado). Alcançam a maturidade sexual com cerca de 90cm, os seus ovos são muito apreciados no mercado e chegam a atingir preços considerados abusivos. Na sua pesca utiliza-se tanto o isco vivo como as amostras, a tainha, a anchova ou a sardinha são alguns dos iscos mais utilizados pelos profissionais que se dedicam à sua captura. O atum albacora é provávelmente um dos peixes mais combativos das nossas àguas, um lutador incansável que deixará esgotado qualquer pescador.
ALIMENTAÇÃO: peixes, crustáceos e lulas.

MÉTODOS DE PESCA: corrico, spinning, jigging, trolling.

O VIDEO: um pequeno video da captura de um atum albacora.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 39,970 quilos e foi capturado por Sigfried Dickemann no dia 19 de Novembro de 1977 na ilha de Gran Canaria, España. 

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

A CAVALA DO ATLÂNTICO - Scomber scombrus (Linnaeus, 1758)


FAMÍLIA: escombrídeos

LONGEVIDADE: 17 anos

PROFUNDIDADE: ?

COMPRIMENTO: 34 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico, Mediterrâneo e Mar Negro.
BIOLOGIA: a cavala do Atlântico é muito parecida à cavala do Pacífico (Scombrus japonicus), porém a nossas têm a particularidade de possuir menos barras escuras no dorso e não tem as manchas castanhas da cavala do Pacífico. A cavala forma grandes cardumes, que por vezes se vêem junto à costa, formam um verdadeiro esquadrão de caça, atacam pequenos peixes com uma voracidade digna de qualquer tubarão. Como escombrídeo possui essa linha hidrodinâmica, fusiforme com uma grande cauda bifurcada que lhe permite atingir velocidades asombrosas para o pequeno peixe que é. A sua carne é de excelente qualidade e como peixe desportivo um verdadeiro lutador, com o equipamento próprio um dia de pesca às cavalas pode deixar-te o braço a pedir massagens. A sua luta caracteriza-se principalmente por grandes corridas junto à superficie, procurando escapar-se, é tal a sua velocidade que muitas vezes pensamos que o peixe se escapou porque a linha fica frouxa de repente, devido a que a cavala vêm na nossa direcção. A cavala é também uma enorme fonte de alimento para outras espécies, assim que é utilizada com grande frequência como isco para captura de espécies de maior porte como por exemplo a corvina.
ALIMENTAÇÃO: pequenos invertebrados e peixes do seu habitat como pequenas sardinhas ou peixe-rei.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, corrico, surfcasting, à bóia.
VIDEO: uma pequena amostra da pesca à cavala de kayak com a técnica do jigging.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 1,200 quilos e foi capturada por Jorg Marquard em Karaakvaag na costa de Noruega, no dia 29/06/1992.

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domingo, 19 de setembro de 2010

O BONITO DO ATLÂNTICO - Sarda sarda (Bloch, 1793)

FAMÍLIA: escombrídeos.

LONGEVIDADE: 5 anos.

COMPRIMENTO: 90 cêntimetros.

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

PESO: 11 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico, Mediterrâneo e Mar negro.
BIOLOGIA: o Bonito do Atlântico também chamado Sarrajão ou Serra, é semelhante ao do Pacifíco, mas as riscas que possui nos flancos são mais oblíquas e têm 20 a 23 espinhos na primeira barbatana dorsal, contra 17 a 19 do seu congénere do Pacífico. Quando se alimenta, desenvolve uma risca amarela em ambos lados do dorso e uma série de barras escuras verticais em cada flanco. Estas desaparecem quando pára de comer. Viaja em cardume a profundidades que oscilam entre os 50 metros e a superfície. Costuma entrar em estuários para alimentar-se, possui tendências canibais visto que os adultos predam sobre os seus congéneres mais jovens. E têm facilidade para adaptar-se a  diferentes estados de temperatura. Nadador veloz e lutador como poucos, uma verdadeira jóia para o pescador desportivo.
ALIMENTAÇÃO: lulas e peixes como a cavala que captura logo abaixo da superfície.

MÉTODOS DE PESCA: corrico, spinning, jigging, á deriva.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 8,300 quilos capturado por D. Higgs na ilha do Faial, Açôres, Portugal no dia 07/08/1953.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O ATUM RABILO - Thunnus thynnus (Linnaeus, 1758)


FAMÍLIA: escombrídeos.

LONGEVIDADE: 50 anos.

COMPRIMENTO: 430 cêntimetros.

PESO: 680 quilos.

PROFUNDIDADE: 0-985 metros.

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico (oeste), Golfo do México, Caraíbas, Venezuela, Noruega, Ilhas Canárias e Mediterrâneo. Também na África do Sul.
BIOLOGIA: o maior dos atuns, é uma autêntica "bala", capaz de alcançar velocidades da ordem dos 104 km/h. Deslocam-se em cardumes, mas todos os membros têm tamanhos similares. Alimenta-se de qualquer peixe do seu habitat, com especial interesse denotando particular interesse por pequenos cardumes de anchovas, lulas e caranguejo vermelho. A sua defesa mais espectacular consiste no facto de que quando são ferrados, mergulham a pique a uma velocidade tremenda, causando muitas vezes a ruptura do nylon. A família dos escombrídeos está espalhada pelas águas temperadas e tropicais e tem uma grande importância tanto a nível comercial como da pesca desportiva. O seu grande valor comercial faz com que sejam pescados com grandes redes derivantes, mas o uso dessas redes foi restringido por acordos internacionais, dado que apanhavam não só uma grande percentagem de atuns, como também outras especies tais como: dourados, espadins, etc.
Alguns dos nomes mais conhecidos desta espécie são; o atum gaiado (euthynnus pelamis) que pode atingir os 35 quilos, o atum de barbatana negra (thunnus atlanticus) sendo um dos mais pequenos que só atinge 19 quilos e o atum voador (thunnus alalunga ) cujo nome vem das suas barbatanas peitorais que se estendem até ultrapassar a barbatana anal e atinge o peso de 43 quilos.
ALIMENTAÇÃO: sardinha, cavala, lulas, anchovas e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, trolling, jigging, a mosca e a deriva.
RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 678,580 quilos capturado por Ken Fraser no dia 26/10/1979 em Aulds Cove Nova Escócia, Canada.

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

A CAVALA DA INDIA - Acanthocybium solandri (Cuvier, 1832)


FAMÍLIA: escombrídeos.

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 250 cêntimetros.

PESO: 80 quilos.

PROFUNDIDADE: 0 -20 metros.

DISTRIBUIÇÃO: Oceano Atlântico, Índico, Pacífico, Caraíbas e Mediterrâneo.
BIOLOGIA: foi referido pela primeira vez como peixe desportivo pela tripulação do Endeavour, cujo capitão James Cook pescou o primeiro e o baptizou como A. solandri , em homenagem a Daniel Solander, o grande cientista Sueco tripulante desse barco. Capaz de atingir um velocidade de 80 km/hora, é um peixe de corpo comprido com "a cabeça" fusiforme; a sua côr vai desde o prata ao cinzento prateado, com tons azulados no dorso e uma cauda bifurcada. Vive em mar aberto, normalmente em cardumes e alimenta-se de peixe e lulas. Mas o nome pelo qual é mais conhecido é sem duvída Wahoo, pocos são os peixes que possam rivalizar com a potência de combate de esta flecha com barbatanas. 
ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat, lulas e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: corrico, spinning, a mosca, á deriva.

O VIDEO: a captura de uma cavala da India pelo saudoso Rubinho, grande pescador brasileiro.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 83,460 quilos capturado por Sara Hayward no dia 26/07/2005 no Cabo San Lucas, Mexico.

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