AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

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sábado, 11 de maio de 2019

O BLUE TREVALLY - Carangoides ferdau (Forsskål, 1775)


FAMILÍA: carangídeos. 

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 100 metros. 

COMPRIMENTO: 70 cêntimetros. 

PESO: 15 quilos. 

DISTRIBUIÇÃO: desde o Senegal até Angola, incluindo o oeste do Mediterrâneo, Nova Escócia, Canadá, Brasil, Argentina, Golfo do México e Caribe. 
BIOLOGIA: o charéu azul também chamado (blue runner, corredor azul), por algo será. É um dos peixes mais combativos que se pode capturar na pesca desportiva. Preferem zonas costeiras com fundos de areia e com água movida. Também se encontram em zonas de recifes a mais de 60 metros de profundidade, são peixes rápidos e nervosos que atacam com extrema voracidade e não desistem se falham o primeiro ataque. Deslocam-se normalmente em cardume com excepção de exemplares de grande tamanho que adoptam uma actitude mais solitária. Durante a sua fase juvenil, entre 3-5 kilos fazem incursões nas entradas das barras para alimentar-se de peixes mais pequenos que buscam refúgio nas marismas.
ALIMENTAÇÃO: moluscos, crustáceos e pequenos peixes. 

MÉTODOS DE PESCA: spinning, corrico, jigging, mosca, á deriva. 

O VIDEO: Fábio Fergona "Baca" no fim do video, capturando um charéu azul desde kayak.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 2,260 quilos e foi capturado por Matthew Stewart no dia 30 Maio de 2001 em Midway Atoll.

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sexta-feira, 29 de março de 2013

O CHARUTEIRO MENOR - Seriola fasciata (Bloch, 1793)


FAMÍLIA: carangídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 130 metros.

COMPRIMENTO: 67 cêntimetros.

PESO: 4 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico ocidental desde Massachusetts, para o sul até ao Brasil.
BIOLOGIA: o charuteiro menor adulto é muito parecido ao catarino, mas as barras escuras na sua cabeça convergem para a cabeça. Trata-se de um peixe muito mais pequeno que o catarino e normalmente não alcança pesos superiores aos 5 quilos. Os exemplares jovens desta espécie caracterizam-se por uma série de barras castanho escuro, normalmente separadas entre sí por zonas mais claras. Estas barras escuras desaparecem à medida que o peixe vai amadurecendo. Durante a sua juventude o charuteiro menor têm por costume seguir a grandes predadores como por exemplo; os tubarões, atuns ou espadartes para aproveitar os restos das suas capturas. A sua côr vai desde um verde azeitona ou castanho escuro com bandas prateadas nos flancos laterais. Embora sejam de menor tamanho que os outros carangídeos vivem em maiores profundidades. São predadores vorazes e rápidos e é muito raro vê-los em zonas costeiras, quase toda a sua vida têm lugar no alto mar. A sua luta caracteriza-se por largas corridas para a profundidade e quando se sente arrastado para a superficíe dá grandes cabeças para tentar livrar-se do anzol.
ALIMENTAÇÃO: lulas, polvos, peixe e crustáceos.

MÉTODOS DE PESCA: jigging, spinning, pesca embarcada e à deriva.

RÉCORD IGFA: encontra-se em

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domingo, 28 de outubro de 2012

O GOLDEN TREVALLY - Gnathanodon speciosus (Forsskål, 1775)

FAMÍLIA: carangídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 120 cêntimetros.

PESO: 15 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: oceano Indíco, Pacífico, sudoeste de baixa Califórnia, México e Golfo de Califórnia até ao Equador.
BIOLOGIA: um dos mais belos peixes da família dos carangídeos, o Golden Trevally é sem lugar a dúvidas uma maravilha da natureza, vive em lagoas profundas ou em bancos de recifes de coral, com fundo de areia onde procura crustáceos e outros invertebrados para sua alimentação. Utiliza a sua boca como um aspirador. Durante a sua fase juvenil têm o estranho comportamento de procurar abrigo entre os tentáculos das medusas, utilizando assim o veneno desta espécie como arma defensiva. Este comportamento não o utiliza só com as medusas, a mesma técnica de defesa é utilizada com peixes de maior porte; tais como tubarões, raias ou até mesmo mergulhadores. Forma grandes cardumes durante esta fase de juvenil para sua protecção. Nesta fase a sua côr vai desde um amarelo intenso com barras verticais alternando o negro e o castanho em ambos flancos, passando mais tarte a um amarelo prateado. É tal a sua beleza que durante a sua fase de alevin a juvenil é utilizado como peixe ornamental em aquários de todo o mundo.  Ao atingir o estado adulto a côr predominante é o prateado e as barras verticais tomam um tom cinzento. As barbatanas tornam-se totalmente amarelas, o crescimento é rápido e notável em especial o crescimento das barbatanas peitorais que crescem de uma forma fora do comúm, fazendo do Golden Trevally um magnifico nadador, não só em rapidez mas também no factor manobras, pode girar e mudar de sentido com extrema rapidez.
ALIMENTAÇÃO: pequenos peixes, invertebrados e crustáceos.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, corrico, mosca e surfcasting.

VIDEO: o resultado da captura de um Golden Trevally para um pescador impaciente.
RECORD IGFA: encontra-se em 14.750 quilos e foi capturado por Jason Hornhardt em Aústralia.

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sábado, 6 de outubro de 2012

O BIGEYE TREVALLY- Caranx sexfasciatus (Quoy LY & Gaimard, 1825)

FAMÍLIA: carangídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 146 metros.

COMPRIMENTO: 120 cêntimetros.

PESO: 18 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Oceano Indo-Pacífico, Mar vermelho, este de Àfrica até ao Hawai, norte e sueste do Japão, Austrália e Nova Caledónia, também no México e Golfo de Califórnia, Equador e Ilhas Galápagos.
BIOLOGIA: habita àguas costeiras e oceânícas, sempre relacionadas com recifes. Ocasionalmente entra em rios, para caçar. Como a maioria dos carangídeos é um predador incansavél, prefere o amanhecer e o anoitecer para caçar, durante a fase juvenil é fácil de encontrar em estuários formando grandes cardumes, nesta fase o seu corpo está coberto por um tom prateado para castanho com 5-6 manchas verticais nos laterais, atinge a maturidade entre os 40-60cm, nesta fase desloca-se a águas abertas onde passará o resto da sua vida. Embora possa deslocar-se a águas mais costeiras para caçar em raras ocasiões. Na sua juventude como técnica de defesa contra outros predadores utilizam a chamada "bola de peixe", formação em circulo na qual estão envolvidos várias centenas de indivíduos para assim confundir o predador que tenta caçá-los. Como peixe desportivo pouco há que dizer, uma máquina de tirar linha dos carretes, só se entrega quando se encontra completamente extenuado. Destaca dos outros carangídeos pelo grande tamanho dos seus olhos,(daí vêm o seu nome) a sua côr dorsal é de um azul-verdoso e um ventre prateado, com um tom amarelo verdoso na barbatana anal possui uma espetacular cauda bifurcada que lhe dá essa incrível potência.
ALIMENTAÇÃO: peixes, céfalopodes e crustáceos.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, corrico, surfcasting, rockfishing.

VIDEO: uma pequena amostra da potência destes magnífico animal!!!
RÉCORD IGFA: encontra-se em 14.300 quilos e foi capturado por Les Sampson no dia 23/04/1997 na ilha Poivre nas Seychelles.

                                                      HOMENAGEM AOS AMIG@S

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O GIANT TREVALLY - Caranx ignobilis ( Forsskål, 1775 )

FAMÍLIA: carangídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 180 metros.

COMPRIMENTO: 170 cêntimetros.

PESO: 80 quilos. 

DISTRIBUIÇÃO: sobretudo no Indo-Pacífico, porém com notável presença na Àfrica do Sul e no oeste do Hawai, também no Japão e Austrália.
BIOLOGIA: é o espécime mais grande do género caranx, e o quinto membro mais grande da familía dos carangídeos. Embora seja mais conhecido na giría dos pescadores como GT. O seu perfil é simplesmente escandaloso, uma cabeça enorme em relação ao corpo que têm, parece um verdadeiro ariete, mas não se deixem enganar por esta deforme aparência o GT é uma máquina de caça, rápido e letal.  Normalmente a sua côr é prateada com pequenas manchas escuras, porém os machos ao atingirem a madurez o que acontece por volta dos 3 anos e com um comprimento de uns 60 cêntimetros. Nessa altura ficam com uma côr mais escura quase negra embora o seu ventre continua de côr branca. O giant trevally habita numa grande variedade de fundos marinhos, desde estuários, baias pouco profundas ou lagoas. Os adultos vivem no alto mar, porém a captura de um juvenil é bastante fácil, e pode ser capturado mesmo da praia. Nesta altura suportam muito bem a baixa salinidade e não é raro serem capturados em entradas de estuàrios, ou entradas de rios onde adoram caçar com a água turva. É um peixe que cresce relativamente rápido como quase todos os predadores. A reprodução dá-se no verão e é um espetáculo grandioso, onde centenas de milhar de GT´s se juntam perto de recifes de coral ou zonas rochosas para procriar. A luta com um GT adulto, é épica, um incansável lutador capaz de partir em duas a mais forte das canas!!!
ALIMENTAÇÃO: peixes, cefalópodes, moluscos e crustáceos, são a principal base da sua dieta.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, corrico, spinning, mosca, jigging.

VIDEO: a captura de um GT com popper, uma das formas mais fascinantes de pescar este colosso.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 72,800 quilos e foi capturado por Keiki Hamasaki no dia 22/05/2006 em Takara Kagoshima no Japão.

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segunda-feira, 1 de março de 2010

A SEREIA AFRICANA - Alectis ciliaris (Bloch, 1787)

FAMÍLIA: carangídeos

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 1000 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 22 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: águas tropicais de todo o mundo e zonas temperadas do Oceano Atlântico.
BIOLOGIA: a Sereia Africana ou (African Pompano), encontra-se em muitas águas temperadas e está distribuída pelos mares tropicais de todo o mundo. O seu habitat preferido são os recifes rochosos das águas profundas. Os exemplares jovens desta espécie conhecidos como "peixe-fio" apresentam corpos muito comprimidos e raios muito prolongados nas barbatanas dorsal e anal que parecem fios. Possuem um corpo em forma de diamante cuja côr normalmente é prateada, possui escamas ósseas na barbatana caudal. Quando jovem possui várias manchas em forma de bomerang de côr azul que se distribuem de uma forma longitudinal, porém desaparecem na fase adulta assim como as famosas prolongações das barbatanas dorsais e anais. Ganha então uma mancha dorsal de um azul metálico, e uma pequena mancha da mesma côr nos opérculos. Como peixe de águas profundas as suas capturas costeiras são escassas e só possiveis durante a sua juventude, altura em que fazem breves incrusões para capturar caranguejos, uma das suas dietas favoritas, alimenta-se também de pequenos peixes e outros crustáceos. Desloca-se normalmente em cardume com excepção de exemplares muito grandes que preferem a vida solitária.
ALIMENTAÇÃO: pequenos crustáceos, peixes do seu habitat e amostras.


MÉTODOS DE PESCA: Surfcasting, Spinning, Jigging, Corrico, à deriva, ao fundo.
RECORD IGFA: encontra-se em 22,900 quilos capturado por Tom Sargent, no dia 21/04/1990 em Daytona Beach Flórida, USA.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A PALMETA - Trachinotus ovatus (Linnaeus, 1758)



FAMÍLIA: carangídeos.

PROFUNDIDADE: 0 - 200 metros.

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 70 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: oeste do Oceano Atlântico, Baía de Biscaia, Mediterrâneo até Angola.
BIOLOGIA:  tal como a história de David e Golias, este pequeno predador bem podia ser David, pois o que lhe falta em tamanho é compensado com bravura. Poucos pescadores poderiam acreditar que o que está no extrêmo da sua linha é uma pequena palmeta. Gosta de praias arenosas, donde se desloca como uma autêntica "faca" cortando a água na busca incessante de pequenos peixes, moluscos e crustáceos que são a base da sua alimentação. Embora o seu dorso tenha um acentuado azul, a côr que predomina é o prateado com várias manchas negras nas extremidades das suas barbatana dorsal, ventral e caudal. Possui também entre 3-5 manchas em forma de meia lua acinzentadas nos flancos. É frequente vê-la em estuários pois tolera bastante bem a falta de salinidade, prefere águas calmas com pouca ondulação e as suas capturas são mais frequentes no verão, com preferência ao amanhecer e ao entardecer. Na sua juventude formam pequenos cardumes que são capturados com facilidade desde qualquer praia ou molhe. A sua defesa quando capturada consiste em rápidas corridas, nas quais utiliza o seu corpo como escudo, para oferecer resistência dobrando-se em forma de "U". Devido a sua beleza e escasso tamanho é utilizada em muitos países como peixe ornamental em aquários. Estes são alguns dos outros nomes pelos quais a palmeta é conhecida: cabra, camochilo, facaio, plombeta, ranhosa, sereia-camochilo, trombeta.
ALIMENTAÇÃO: camarão, toda espécie de anélidos, pequenos peixes do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, á bóia, á mosca.
RECORD IGFA: encontra-se em 0,81 quilos capturada por Henry B. Flores Jr no dia 06/12/2006 em Port Aransas, Texas, USA.

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A PALOMBETA - Lichia amia (Linnaeus, 1758)

                         
FAMILIA: carangídeos

COMPRIMENTO: 200 cêntimetros.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

PESO: 50 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: oeste do oceano Atlântico até África do Sul incluindo o Mediterrâneo.
BIOLOGIA: este pelágico possui um corpo largo e comprimido de côr prateada com ligeiros tons dourados passando a verde no dorso, com excepção do seu ventre que é branco, cabeça ligeiramente bicuda donde destaca uma mandíbula impressionante repleta de pequenos dentes afiadíssimos destribuídos em várias filas, carácteriza-se pela peculiaridade da sua linha lateral em forma de "S", é um predador por excelência e no seu habitat poucos lhe podem fazer frente, normalmente encontra-se perto da costa patrulhando em busca de cavalas, sardinhas, ou taínhas que são a sua principal fonte de alimento. Porém não hesita em engolir qualquer outro peixe que esté ao alcance de tão temivél dentadura, tais como anchovas ou robalos. Os exemplares jovens vivem em cardumes mais ou menos compactos perto da costa, ao atingir a fase adulta tornam-se mais solitários e deslocam-se para zonas mais profundas, porém nunca se afastam demasiado da costa, onde fazem incrusões com regularidade, chegando a entrar em estuários para caçar. A sua época de reprodução como de muitas espécies dá-se na Primavera e pode durar toda a estação dependendo da tempratura da àgua que deve estar entre os 18º-19º C e um máximo de 22º-23º C. Outro detalhe que salta à vista é a sua magnifica barbatana caudal, enorme!! Com a qual atinge essas velocidades explosivas que  deixam a garganta seca, é um autêntico "animal" na batalha que se segue à sua captura. A sua pesca mais tradicional faz-se desde costa na modalidade de surfcasting, com a particularidade de que em vez de fazer-se o típico lançamento de larga distância, o pescador leva o isco que neste caso costuma ser uma tainha a nado ou com a técnica do balão até à zona que considera "quente". A tainha vai iscada pela mandíbula superior com um anzol que lhe deixa "livre" na totalidade dos seus movimentos. Na pesca com amostras, aconselha-se de superficie, não só pela espetácularidade da pesca em si, mas também porque são as mais efectivas.
ALIMENTAÇÃO: cavalas, tainhas, anchovas, sardinhas e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, corrico, jigging, spinning.

O VIDEO: adrenalina em estado puro!!
RÉCORD IGFA: encontra-se em 27.800 kg capturado por Oriol Ribalta no dia 30/04/2000 em L`Ampolla, Espanha.

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sábado, 26 de dezembro de 2009

O PEIXE GALO - Nematistius pectoralis (Gil, 1862)

                                                                                          
FAMÍLIA: carangídeos

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 163 cêntimetros.

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

PESO: 60 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: U.S.A.(sul da Califórnia), Equador, Perú, Ilhas Galápagos e México (águas tropicais e subtropicais).
 BIOLOGIA: o peixe galo ou rooster é um dos peixes mais belos do óceano, este peixe deve o seu nome aos sete longos espinhos da primeira barbatana dorsal, que se estreitam dando origem a filamentos parecidos com fios, que lembram a crista de um galo. Estes espinhos estão encaixados num sulco do dorso do peixe, mas erguem-se sempre que este se excita. O peixe-galo frequenta águas superficiais sobre fundos de areia. A sua coloração é normalmente de um cinzento azulado no dorso com reflexos prateados e uma inconfundível mancha negra na mandíbula superior e outra desde a nuca até ao opérculo. Possui também duas longitudinais que começam na espinha dorsal terminando uma junto ao orificio anal e outra na barbatana caudal. As pontas das barbatanas dorsais também são da mesma côr. Os juvenis encontram-se por vezes nas pequenas lagoas que deixa a maré, ou em estuários, onde fazem incursões para se alimentar, principalmente de pequenos invertebrados e peixes do seu habitat. Uma curiosidade sobre este peixe é que a sua bexiga gasosa se estende até ao crânio contactando com o ouvido interno e através dela amplifica os sons para utilizá-los como "radar"com a finalidade de detectar as sua presas. Desloca-se normalmente sozinho ou em cardumes de poucos indivíduos. Os estudos sobre a sua reprodução, são poucos e a informação é escassa. Considera-se como um lutador "furioso" pois até cair exausto nao se entrega. A sua defesa consiste praticamente em corridas intermináveis que levam qualquer pescador ao cansaço extremo. A sua pesca desde a praia é especialmente emocionante, pois pode ver-se o peixe atacar devido à pouca profundidade onde normalmente caça.
ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: à mosca, spinning, corrico. surfcasting e à bóia.

O VIDEO: sem palavras, com Fábio Fergona "Baca", um magnífico rooster com popper. 

RECORD IGFA: encontra-se em 51,710 quilos capturado por Abe Sackheim no dia 01/06/1960 em La Paz, México.

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O LÍRIO - Seriola dumerili (Risso, 1810)


FAMÍLIA: carangídeos.

PROFUNDIDADE: 0 - 360 metros.

LONGEVIDADE: 17 anos.

COMPRIMENTO: 190 cêntimetros.

PESO: 110 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: global (sempre que sejam águas temperadas ou mornas).
BIOLOGIA: este peixe está amplamente distribuído pelas águas temperadas e é o maior dos lírios do Atlântico. A sua coloração geral é prateada e possui frequentemente uma larga risca amarela ou côr de cobre ao longo de cada um dos flancos. As barras escuras que partem da mandíbula superior e atravessam os olhos encontram-se no local onde começa a barbatana dorsal, formando um V invertido. Na sua juventude formam cardumes numerosos que utilizam qualquer tipo de plataforma marinha ou artificial para ocultar-se e dar caça às suas presas. Aproximam-se de zonas costeiras em que predominem recifes, rochas ou qualquer outro tipo de estrutura que albergue possíveis presas. Alimentam-se normalmente de pequenos invertebrados, peixes e lulas. Excelente caçador que não perdoa e ataca as vezes necessárias para atingir o seu objectivo. Ao atingir o estado adulto, desloca-se para águas mais profundas onde procura zonas rochosas e montanhas submarinas no alto mar. Também se encontra junto a estruturas artificiais tais como plataformas petrolíferas, bóias, etc. Durante a época de reprodução que se dá na Primavera, aproxima-se da costa onde costuma ser presa de caçadores submarinos devido à sua curiosidade. Como peixe desportivo o adjectivo para o definir seria "brutal". Parar um lírio nas suas primeiras corridas não é tarefa fácil e diria mesmo que praticamente impossível. Os primeiro minutos de luta são duríssimos visto que é um peixe que para além de possuir uma força tremenda, utiliza com mestria a astúcia, cosendo-se a qualquer rocha ou obstáculo que encontre para cortar a linha o que muitas vezes consegue. Praticamente a totalidade do combate dá-se junto ao fundo o que em grande medida lhe facilita a tarefa de cortar a linha. Como todos os carangídeos, a sua carne é excelente tomando as devidas medidas pois pode causar "ciguatera" um aflitivo tipo de envenenamento alimentar que pode ser fatal. Em outros países é conhecido também pelos nomes de Peixe limão, Serviola ou Greater Amberjack. Os seus parentes mais próximos são a Seriola rivoliana, a Seriola lalandi, e a Seriola fasciata que habitam o Atlântico Ocidental  desde a Carolina do Norte até à Argentina, e no Atlântico Oriental desde a Madeira até à África do Sul.
ALIMENTAÇÃO: lulas, chocos, peixe-agulha e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: ao corrico, à deriva, jigging, spinning, surfcasting.

O VIDEO: a captura de um lírio.
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 74 quilos e foi capturado por Tadashi Yamanaka no dia 22 Junho de 2015 em Zenisu, Tokio, Japão.

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O XARÉU-MACOA - Caranx hippos (Linnaeus, 1766)


FAMÍLIA: carangídeos.

COMPRIMENTO: 124 cêntimetros.

PROFUNDIDADE: 0 - 350 metros.

PESO: 32 quilos.

LONGEVIDADE: 17 anos.

DISTRIBUIÇÃO: na maior parte das águas temperadas e tropicais do Atlântico.
BIOLOGIA:  a família dos carangídeos, grandes predadores marinhos, é constituída por mais de 200 membros, entre os quais estão o Charuteiro ( Seriola), o Xaréu (Caranx ) e a Sereia ( Trachinotus ); estes dividem-se em várias subespécies. Porém, a eleição é fácil, o Jack Crevalle ou Xaréu-Macoa é uma lenda viva, não devendo existir nenhum pescador no mundo que não deseje ter este magnífico adversário no final da sua linha. Embora possa ser pescado com diversas técnicas, é com amostras que se pode "gozar" de toda a magnitude deste peixe, (especialmente com amostras de superfície).No estado juvenil formam cardumes que se ocultam debaixo de qualquer estrutura ou organismo flutuante, tais como medusas. Os exemplares adultos percorrem os mares em cardumes que se deslocam a grande velocidade, mas os mais velhos e de maiores dimensões tendem a ser solitários como a maioria dos peixes de bom porte.Espécie que pode ser encontrada em apenas "dois palmos de água" ou em profundidades abismais, o Jack Crevalle é sem dúvida uma máquina de combate. Devido à sua fisionomia, possui uma velocidade assombrosa, acompanhada de uma força descomunal em relação ao tamanho que tem.Alimenta-se normalmente de peixes do seu habitat, camarões, caranguejos e moluscos. O macho atinge a maturidade com 55 cm e a fêmea com 66 cm, o que em tempo real vem a ser um ano aproximadamente.A sua carne é excelente, porém com o devido cuidado, pois pode causar ciguatera, um aflitivo tipo de envenenamento alimentar que pode ser fatal.
ALIMENTAÇÃO: tainha, peixe-agulha, sardinhas, biqueirões, (vivos de preferência), e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: à deriva, ao corrico, à mosca, ao spinning e a surfcasting.
RECORD IGFA: encontra-se em 26,500 quilos capturado por Nuno da Silva no dia 10/12/2000 na barra do Kuanza em Angola.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O ENCHARÉU - Pseudocaranx dentex (Bloch & Schneider, 1801)


FAMÍLIA: carangideos.

LONGEVIDADE: 49 anos.

COMPRIMENTO: 1,22 cêntimetros.

PESO: 18 quilos.

PROFUNDIDADE: 0-238 metros.

 DISTRIBUIÇÃO: Atlântico, USA, Carolina do Norte, Sul do Brasil, Mediterrâneo, Açôres, Madeira, Canárias, África, Japão, Hawaii, Austrália, Irlanda e Nova Caledónia.
BIOLOGIA: Habita águas costeiras e baías; os juvenis vivem em estuários e em zonas costeiras, formando cardumes imensos que caçam a grande velocidade, alimentando-se básicamente de plâncton e invertebrados que ingerem através de sucção; ao atingir a maturidade, a sua alimentação muda para invertebrados e peixes. A pesca do encharéu é muito divertida, já que é um peixe muito combativo e como se desloca normalmente em cardume pode propocionar um dia de pesca inesquecível. Dependendo da profundidade a que se desloca o cardume pode-se pesca com amostra que baixem a boa profundidade ou jig´s que é a forma mais usada para pescar esta espécie. 
ALIMENTAÇÃO: sardinhas, cavalas, carapaus, arenques, peixe agulha, cefalópodes.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, á mosca, á deriva e ao fundo.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 15,250 quilos capturado por Kazuhiko Adachi no dia 06/07/1998 em Hahajima, Ogasawara, Japao.

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