AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

sábado, 8 de junho de 2019

O TAPAH - Wallago attu (Bloch & Schneider, 1801)

FAMILÍA: silúrídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 200 cêntimetros.

PESO: 50 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: o mais estranho de este peixe é sem dúvida a sua distribuição, grande parte da sua população encontra-se na Indía e a outra parte no Sudoeste Asiático o qual engloba 11 países tais como Birmania, Brunéi, Camboya, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Singapur, Tailandia, Timor Oriental e Vietnam!! 
BIOLOGIA: o wallago também é conhecido como o majestuoso Tapah, é um enorme peixe gato originário da Asía e claro, é o sonho de muitos pescadores que se deslocam a este continente com a esperança de juntar à sua lista de trofeos um exemplar de este magnifico adversário. Vive en grandes rios, lagos e lagoas, normalmente junto ao fundo encondendo-se em buracos ou troncos e desloca-se com frequência às margens para alimentar-se pela noite. Durante a estação seca têm a capacidade de enterrar-se e viver em estado de hibernação até à chegada da nova estação de chuvas. Nesta familía existem quatro tipos de tapah, o wallago attuwallago lerii, wallago maculatus e o wallago micropogon, todos temíveis predadores do seu entorno, pocos são os peixes do seu habitat que lhe podem fazer frente, assim que na aréa onde reside é como uma versão do grande branco de água doce. Na época do acasalamento migra para pequenos canais tribuitários para realizar o cortejo e fazer a posta dos ovos.
ALIMENTAÇÃO: durante a fase juvenil alimenta-se de pequenos invertebrados, moluscos e crustáceos. Mas como a maioría dos peixes gato, o tapah alimenta-se de tudo o que possa entrar pela sua boca, desde rãs, roedores, peixes ou qualquer outro animal do seu habitat.

MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, spinning, á bóia.

O VIDEO: a captura de um tapah por Jeremy Wade. 
RÉCORD IGFA:  encontra-se em 18.600 quilos e foi capturado por Kasem Lamaikul no día 04 dezembro de 2003 em Khaolam Dam, Sangklaburi na Tailândia. 

                                                      HOMENAGEM AOS AMIG@S

quarta-feira, 5 de junho de 2019

O BAGRE SERRA - Oxydoras niger (Valenciennes, 1821)

FAMILÍA: doradídeos.

LONGEVIDADE: 20 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

PESO: 25 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: América do sul, São Francisco, Bacía do río Essequibo e possivelmente na bacia do río Orinoco.
BIOLOGIA: este incrivel "dinossauro" vive em lagos e ríos, têm preferência por zonas com lodo. Vive em cardume a maior parte da sua existência, somente ao atingir grandes tamanhos adopta uma vida mais solitária. O seu corpo parece uma autêntica courassa, têm um revestimente de placas ósseas na cabeça e rodeando a barbatana dorsal. Para além disso têm uma linha de espinhas defensivas ao largo de todo o seu corpo, entre 18-20 espinhas. Exactamente por essa linha de espinhas defensivas vem o nome de bagre serra. As mesmas espinhas defensivas também se encontram nas barbatanas peitorais e na barbatana dorsal. Come através da sucção, depois de detectar o alimento. Recebe a informação para detectar as possivéis presas através dos seus bigodes. No estado de alevin alimenta-se de larvas e minhocas. Ao atingir o estado juvenil, começa a fazer parte da sua dieta todo tipo de crustáceos. Não é um peixe que se capture habitualmente como peixe desportivo, no entanto é possivel pescar esta espécie con técnicas de carpfishing e pesca embarcada. O grande aliciante em conseguir uma captura desta espécie é a incrivel luta que proposiona ao ser fisgado. E claro está, poder sentir no extremo da tua linha um peixe que já habitava a terra na mesma época que os dinossauros. No Brasil também é conhecido com o nome de abotoado, bacu, cari, cuicú cuicú, cajuba, focinho de porco ou vacu. Sem dúvida uma rareza que precisamos cuidar e conservar.
ALIMENTAÇÃO: larvas, minhocas, crustáceos e peixes do seu habitat.

MÉTODOS DE PESCA: pesca embarcada, carpfishing. 

O VIDEO: un bonito bagre serra ou abotoado alimentando-se no fundo do rio. 
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 21,500 quilos e foi capturado no rio Amazonas na zona de Furo do Curari por Gilberto Fernandes no dia 13 de Março de 2010.

                                                    HOMENAGEM AOS AMIG@S

O JACUNDÁ - Crenicichla lenticulata (Heckel, 1840)


FAMILÍA: ciclídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros. 

PESO: 1 quilo.

DISTRIBUIÇÃO: Ámérica do sul, bacias do rio Negro e Amazonas. 
BIOLOGIA: este belissímo peixe da familía dos ciclídeos é talvez o peixe mais detestado pelos pescadores de tucunaré, já que comparte habitat com os mesmos e normalmente ataca os artificiais com mais rapidez que os tucunarés que são mais desconfiados. Por esse motivo existe uma brincadeira entre os pescadores, que contabilizam a captura de um jacundá como o ponto zero da pescaría. Quer dizer, se um pescador capturou dois tucanarés e a terceira captura é um jacundá o marcador ficaria a zero! Fora esta pequena curiosidade, o jacundá é um peixe muito desportivo desde que seja pescado com material ligeiro. Além de ser muito bonito também é um lutador feroz que ataca qualquer "isca" que passe pelo seu habitat, não esquecer que é um ciclídeo e como tal é muito territorial. Vive junto á margem de rios, lagos ou lagoas e prefere zonas com muitos obstáculos e vegetação. O jacundá atinge a madurez sexual ao final do primeiro ano de vida e durante a fase de acasalamento a fêmea desenvolve uma côr avermelhada nas barbatanas, principalmente na barbatana anal. O casal cuida dos alevins até considerar que estão em condições de viverem sózinhos. No Brasil dependendo da região do país onde se encontre, também é conhecido como joaninha, joana, boca de velha, peixe cachorro ou peixe sabão. Devido ao seu pequeno tamanho e extraordinária beleza é um dos peixes mais utilizados em grandes aquários ornamentais. 
ALIMENTAÇÃO: invertebrados, camarões e pequenos peixes.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca.
O VIDEO: a pesca do jacundá com artificial. 
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 0,790 quilos e foi capturado por Martin Arostegui no dia 10 de Janeiro de 2004 no rio Tapera no Brasil. 

                                                   HOMENAGEM AOS AMIG@S

terça-feira, 4 de junho de 2019

A PIRARARA - Phractocephalus hemioliopterus (Bloch & Schneider, 1801)

FAMILÍA: pimelodídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 150 cêntimetros.

PESO: 90 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: América do Sul, bacia amazônica e Araguaia-Tocantins.
BIOLOGIA: a pirarara é um peixe de couro também conhecido por Redtail Catfish, têm uma cabeça extremadamente ossificada e achatada. A côr geral do seu corpo é cinzenta, com excepção da barriga que é branca. Porém destaca pela côr alaranjada que possui nas barbatanas, anal, dorsal e adiposa. Estas características fazem da pirarara um dos peixes mais coloridos da bacía amazônica. A força bruta é a sua arma mais poderosa, se juntamos a isso a insistência que têm este peixe para buscar todo tipo de coberturas para esconder-se, já temos os dois aliciantes para fazer da sua captura uma das mais dificéis na pesca desportiva. Habita normalmente no canal dos rios, com preferência pelas zonas con remansos a seguir a quedas de água ou cascadas. Pesca-se usando iscos naturais como por exemplo pedaços de traíra ou piranha, a piranha é um dos seus manjares favoritos e um dos peixes mais importantes na sua dieta. 
 ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat, crustáceos e frutos. 

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, à bóia, à mosca.
O VIDEO: o combate com uma pirarara no rio Teles Pires. 
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 56 quilos e foi capturado por Gilberto Fernandes no dia 3 de Abril de 2010 no rio Amazonas, Brasil. 

                                                     HOMENAGEM AOS AMIG@S

sábado, 1 de junho de 2019

O APAIARI - Astronotus crassipinnis (Heckel, 1840)


FAMILÍA: ciclídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 40 cêntimetros. 

PESO: 1,5 quilos. 

DISTRIBUIÇÃO: bacía Amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata. Foi introduzido nos açudes do noroeste e na bacía do rio São Francisco. 
BIOLOGIA: o apaiari ou acará-açu é muito conhecido pelos amantes da aquáriofilía, não é outro que o famoso óscar, esse peixe tão bonito que faz as delicias de muitos aquários pela espetacularidade das suas côres. Porém em plena natureza este pequeno ciclídeo atinge um tamanho mais que consideravél e pode ser considerado um magnifico un peixe desportivo. Tal é a agressividade que demonstra ao atacar amostras tanto de superficie como de meias águas. A sua reprodução é monogâmica e pode reproduzir-se até três vezes por ano. Atinge a madurez sexual por volta dos 10-12 meses e a fêmea pode pôr entre 1.500 - 2.000 ovos por cada desova. É um peixe muito territorial e não hesita em atacar qualquer animal que seja considerado uma ameaça para o seu território. Habita em lagos e lagoas e têm preferência por zonas com o fundo lodoso com muita vegetação. São peixes muito territoriais o que significa que se podem localizar em determinado cenário de pesca e voltar ao mesmo lugar para pescar outra vez o mesmo peixes. Claro está que isso só é possivel praticando a captura e solta.
ALIMENTAÇÃO: alimentam-se principalmente de insectos, crustáceos, frutos e pequenos peixes. 

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo,á bóia, spinning e mosca. 

O VIDEO: a pesca do apaiari ou óscar ao spinning. 
RÉCORD IGFA: encontra-se em 1,580 quilos e foi capturado por Jay Wrigth Jr. no dia 30 Julho de 1999 no lago Pasadena em Flórida, USA.

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O PIAUÇU - Leporinus macrocephalus Garavello & Britski, 1988


FAMILÍA: anostomídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 80 cêntimetros.

PESO: 10 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Ámérica do Sul, Mato-Grosso, Minas Gerais, Góiás e São Paulo. 
BIOLOGIA: o piauçu é um peixe que destaca pela força que demonstra no momento em que é fisgado pelo anzol. Durante a fase juvenil apresenta três manchas escuras en forma de barras ao longo do seu corpo que têm uma côr cinzenta e destacam as barbatanas de côr amarelo, porém ao atingir o estado adulto essas manchas desaparecem. O seu habitat favorito são as margens com muita vegetação. Vegetação essa que procurará para livrar-se do anzol na sua primeira corrida. Durante a época da desova pode precorrer mais de quatro kilómetros por dia, rio acima lutando contra a corrente como se de um salmão se trata-se, só por esse facto podemos vislumbrar a potência desde peixe. Uma particularidade desta espécie é a dentadura, é idêntica à de um rato ou um coelho. Já podemos ter uma ideia do que esses dentes podem fazer a uma linha de pesca. Embora seja um peixe com uma carne muito boa, é muito complicado para arranjar, já que têm muitas, mas mesmo muitas espinhas. Na sua pesca utilizam-se com frequência terminais de aço, porque parece ser a única maneira de evitar que esse dentes de coelho terminem por cortar a linha. 
ALIMENTAÇÃO: onívoro,alimenta-se de caranguejos, frutas e pequenos peixes. 

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, à bóia.

O VIDEO: a pesca do piauçu no pantanal. 
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 0,450 quilos e foi capturado por Steven M. Ozniak no dia 8 de Maio de 2010 no pesqueiro Matsumura Ponds, em São Paulo, Brasil.

                                                   HOMENAGEM AOS AMIG@S

quinta-feira, 30 de maio de 2019

A BETARA - Menticirrhus americanus (Linnaeus, 1758)

FAMILÍA: escienídeos. 

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 40 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros. 

PESO: 1,5 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: oceano Atlântico, desde Cape Code até Massachussets, Argentina e Brasil.
BIOLOGIA: a betara ou papa-terra como é mais conhecido em algumas regiões do Brasil, é um escienídeo, são peixes com a boca invertida na direcção do chão, já que é assim que detectam e encontram os alimentos. Não é um peixe que chegue a grandes tamanhos, porém é muito divertido para pescar, já que parece uma pequena corvina. Muitas vezes até é confundido com ela. A betara é principalmente buscado por amantes do surfcasting nas praias do mundo e principalmente no sul, sudeste e nordeste do Brasil. A melhor época para a sua pesca é durante os meses de Dezembro a Abril. É bastante común no litoral brasileiro e habita normalmente en zonas como estuários ou praias arenosas, já que se alimentan dos habitantes de essas zonas quando são expostos pelo rebentar das ondas. A luta da betara ou papa-terra é manhosa! Depois de fisgada pode nadar em direcção oposta como é normal em qualquer peixe ou vir directamente na nossa direcção. Muitos pescadores perderam a captura por considerar que já se tinha escapado ao ver a linha frouxa. Também têm a má costume de comer e ficar quieta, só se nota a sua picada porque a linha fica frouxa de repente. Nessa altura é conveniente dar uma fisgada antes de verificar se a linha estava apenas frouxa pela acção das ondas ou era uma betara. É um peixe muito saboroso mas normalmente só é consumido pelos próprios pescadores que as capturam usando com iscos a minhoca da praia, camarão ou corrupto. O papa-terra pertence à família do tão conhecido corvinão negro. ( https://peixesdesportivosdomundo.blogspot.com/2013/06/black-drum-pogonias-cromis-linnaeus-1766.html  ). 
ALIMENTAÇÃO: crustáceos, moluscos e pequenos peixes. 

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, mosca. 
O VIDEO: a pesca da betara com a modalidade de surfcasting usando pulga de mar ou tatuí.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 1,270 quilos e foi capturada por Chip Watters no dia 29 de Setembro de 2002 na praia de Virginia nos Estados Unidos de Ámérica.

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A ARUAÑA - Osteoglossum bicirrhosum (Cuvier, 1829)

FAMILÍA: osteoglocídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 5 metros. 

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

PESO: 5 quilos. 

DISTRIBUIÇÃO: bacia Amazônica, Araguaia-Tocantins. 
BIOLOGIA: a aruaña é uma espécie espetacular tanto como peixe desportivo ou simplesmente como peixe. É o maior peixe de água doce que com uma dieta de insectos consegue alcançar o tamanho e o peso que possui. Também conhecida com língua-de-osso devido ao facto de que a sua língua é osséa e possui pequenos dentes que utiliza para imobilizar as sus presas contra o paladar do maxilar superior. São peixes que necessitam respirar oxigênio pelo ar. A aruaña é capaz de saltar fora de água mais de um metro para poder alcançar os insectos dos quais se alimenta, que normalmente estão nas ramas das árvores próximas da margem. Vive normalmente perto da margem, já que essa é a sua zona de caça e podem ver-se com facilidade ao deslocar-se com os seus barbilhões que utiliza como antenas para detectar qualquer movimento de algum insecto que possa cair à água. Deslocam-se normalmente debaixo da superficie em actitude de caça. A sua reprodução também é bastante peculiar, já que os machos guardam os ovos na boca até à sus eclosão e depois fazem o mesmo com os alevíns até que estes tenham o tamanho necessário para poder sobreviver. 
ALIMENTAÇÃO: insectos, especialmente aranhas e besouros. 

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca.

O VIDEO: a captura de uma aruaña espetácular no rio Sucunduri, Amazonas.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 6,580 quilos e foi capturada por Jorge Massulo de Aguiar no dia 22 de Outubro de 2009 em Miriti, rio Preta da Eva, Amazonas, Brasil.

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sexta-feira, 17 de maio de 2019

A BAILA - Dicentrarchus punctatus (Bloch, 1792)

FAMILÍA: moronídeos.

LONGEVIDADE: 10 anos.

COMPRIMENTO: 70 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

PROFUNDIDADE: 0-30 metros.

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico, Canal da Mancha (ocasional), Marrocos, Senegal, Mediterrâneo e Canal do Suez.
BIOLOGIA: a baila é um dos peixes mais conhecidos da costa sul Portuguesa.
Do ponto de vista morfológico, caracteriza-se por ter algumas semelhanças com o robalo, não atingindo porém as mesmas dimensões. Possui um típico dorso sarapintado e é um peixe bastante mais frenético que o robalo. Os habitats preferidos destes peixes são os mais variados: fundos arenosos, mistos ou até lodosos. A sua presença é comum em praias, rias ou na entrada de rios/rias. Na costa Algarvia são frequentes todo o ano e a sua captura não oferece grandes dificuldades. Reproduz-se no Inverno em grandes cardumes. As maiores ameaças para estes peixes são as redes de cerco que capturam centenas de quilos de peixe, no período reprodutivo. Para além disso, nas competições de surfcasting (através de uma legislação infeliz e desajustada, criada para favorecer a pesca de competição) matam-se todos os anos milhares de juvenis. Independentemente da predação levada a cabo pelo ser humano, esta espécie é controlada por outras espécies marinhas. De modo cíclico, a anos excelentes sucedem-se anos com uma redução significativa dos seus efectivos em muitos pontos da nossa costa (assim como sucede com outras espécies marinhas).
ALIMENTAÇÃO: toda espécie de anelídeos, camarões, sardinha, biqueirão e ralos.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, á bóia, spinning.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 2,160 quilos e foi capturada por Jay Webster no dia 8 Janeiro de 2016 nas Ilhas Canarias, Lanzarote.

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O PARGO CAPATÃO - Dentex gibbosus (Rafinesque, 1810)

FAMILIA: espárídeos.

LONGEVIDADE: 20 anos.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros.

PROFUNDIDADE: 0 - 220 metros.

PESO: 15 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico este, desde Portugal a Angola, Mediterrâneo, Ilhas Canárias, Ilhas de S. Tomé e Príncipe e Grã-Bretanha.
BIOLOGIA: é vulgarmente conhecido como pargo capatão e caracteriza-se por um alto volumoso e proeminente na cabeça e por apresentar uma coloração avermelhada.Habita em fundos rochosos ou mistos estando quase sempre associado a barcos naufragados ou a grandes formações no relevo submarino. É um peixe muito potente sendo considerado um troféu na pesca desportiva. A família do pargo é extensa e entre eles estão, o pargo dourado (Dentex dentex), o Pargo Raiado ou Sêmea (Pargus auriga ou Sparus auriga), o pargo comúm ou legítimo (Pargus pargus ou Sparus pagrus).
O pargo é um peixe dotado de grande astúcia e super desconfiado, o que valoriza a sua captura.
ALIMENTAÇÃO: a base da sua alimentação são os crustáceos, moluscos, cefalópodes e peixes do género diplodus e afins.

MÉTODOS DE PESCA: jigging, spinning, corrico e pesca embarcada.

O VIDEO: aqui podemos apreciar o amigo Luis Ceia a capturar um pargo capatão.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 16,200 quilos e foi capturado por Joaquim Bento da Liberdade Silva no dia 15 de Maio de 2015 em Lagos, Portugal.

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sábado, 11 de maio de 2019

A PIRAPUTANGA - Brycon orbignyanus (Valenciennes, 1850)

FAMILÍA: characídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Ámerica do sul, rio de La Plata e bacía do Paraná.
BIOLOGIA: ao vê-lo pela primeira vez, parecía que estava a ver um dourado pequeno, tal é a semelhança em côres e forma. Mais tarde, depois de informar-me descubrí que se chamava, piraputanga. Um nome bastante peculiar, e bastante adequado ao peixe. Piraputanga significa (peixe avermelhado) no idioma Tupi, suponho que isto se deve à côr da sua barbatana caudal. Os Tupis são indigenas originais do Brasil. Este predador de pequeno tamanho, mas não por isso menos aguerrido na batalha é um dos peixes com mais aficionados no Brasil. Na zona de Mato-Grosso é conhecida como "pêra". Com um corpo alongado e um pouco comprimido e dentes tricúspides é um peixe que te dará grande satisfação na pesca, já que depois de fisgado dá grandes saltos fora de água para tentar livrar-se do anzol . Prefere zonas com corrente e adora estar em zonas do río que tenham árvores frutais na margem, já que é um peixe que adora comer todo tipo de frutos. Vive em cardúmes e a sua pesca não é nada fácil. É um peixe que normalmente caça a meia agua e as melhores iscas são frutas da época ou artificiais como por exemplo spinnerbaits ou pequenos plugs. 
ALIMENTAÇÃO: é omnívoro, alimenta-se de frutos, insectos, crustáceos e pequenos peixes.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca, corrico, bóia, ao fundo. 

RÉCORD IGFA: encontra-se em 0,620 quilos e foi capturada por Hélder Coutinho no dia 16 de Abril de 1998 no rio Piguiri em Mato Grosso, Brasil.

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O BLUE TREVALLY - Carangoides ferdau (Forsskål, 1775)


FAMILÍA: carangídeos. 

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 100 metros. 

COMPRIMENTO: 70 cêntimetros. 

PESO: 15 quilos. 

DISTRIBUIÇÃO: desde o Senegal até Angola, incluindo o oeste do Mediterrâneo, Nova Escócia, Canadá, Brasil, Argentina, Golfo do México e Caribe. 
BIOLOGIA: o charéu azul também chamado (blue runner, corredor azul), por algo será. É um dos peixes mais combativos que se pode capturar na pesca desportiva. Preferem zonas costeiras com fundos de areia e com água movida. Também se encontram em zonas de recifes a mais de 60 metros de profundidade, são peixes rápidos e nervosos que atacam com extrema voracidade e não desistem se falham o primeiro ataque. Deslocam-se normalmente em cardume com excepção de exemplares de grande tamanho que adoptam uma actitude mais solitária. Durante a sua fase juvenil, entre 3-5 kilos fazem incursões nas entradas das barras para alimentar-se de peixes mais pequenos que buscam refúgio nas marismas.
ALIMENTAÇÃO: moluscos, crustáceos e pequenos peixes. 

MÉTODOS DE PESCA: spinning, corrico, jigging, mosca, á deriva. 

O VIDEO: Fábio Fergona "Baca" no fim do video, capturando um charéu azul desde kayak.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 2,260 quilos e foi capturado por Matthew Stewart no dia 30 Maio de 2001 em Midway Atoll.

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O MATRINXÃ - Brycon cephalus (Günther, 1869)


FAMILÍA: characídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: ?

COMPRIMENTO: 80 cêntimetros.

PESO: 5 quilos. 

DISTRIBUIÇÃO: Bacia Amazônica, Perú e Bolívia. 
BIOLOGIA: o matrinxã ou jatuarana como também é conhecido em algumas regiões do Brasil, é um pequeno peixe da região amazônica que pode ser muito divertido para a pesca desportiva. Com um corpo alongado e um pouco comprimido demonstra que está feito para nadar. Prefere zonas com corrente e rios de águas claras. Também se adapta bem a lagos ou lagoas desde que a qualidade das águas seja boa. Adoram estruturas, tais como vegetação ou paus submersos donde descansam e esperam a acasião de atacar as sus presas. Costumam nadar em pequenos cardumes, especialmente na estação reprodutiva. Vivem a meia água e em zonas superficiais. Depois de fisgada a sua tendência é buscar a superficie e encontrar obstáculos para roçar-se e tentar livrar-se do anzol.
ALIMENTAÇÃO: onívoro, frutos, sementes, flores, insectos e pequenos peixes.

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, à bóia, spinning, corrico, mosca.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 3,400 quilos e foi capturada por Peter F. Binaski no rio Negro no ano 2015.

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Amante incondicional de la naturaleza y la pesca deportiva. Los blog´s que escribo tienen como finalidad ayudar a cualquier pescador presente y futuro a enamorase de la pesca y respetar el medio ambiente. No hesitéis en escribir a preguntar lo que sea sobre estos temas que en la medida de lo que sepa, os ayudaré.

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