AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

terça-feira, 20 de outubro de 2020

A TAINHA LIÇA - Chelon labrosus (Risso,1827)

FAMILÍA: mugilídeos. Existem cerca de 70 espécies de tainhas na família dos mugilídeos, distribuídas pelas águas temperadas e tropicais de todo o mundo. A maioria vive junto à costa e penetra frequentemente em estuários e rios, e algumas, incluindo a tainha autraliana, que vive em água doce. Alimentam-se sobretudo no fundo, à base de algas, detritos orgânicos e pequenos organismos que habitam no lodo. São pescadas tanto para fins comerciais como desportivos. Neste caso o objectivo é a tainha liça!! Além de ser um lutador formidavél é um sobrevivente nato, pois adapta-se a baixos niveis de salinidade e alimenta-se práticamente de tudo, enfim uma verdadeira força da natureza. Outro factor a ter em conta durante a sua pesca é que sempre se desloca em cardumes bastante numerosos, a sua reprodução é antagónica à maioria das outras espécies de peixes de água salgada, visto que a Tainha se reproduz no Inverno. Provavelmente por isso a sua taxa de crescimento é tão grande.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: 0 -70 metros.

COMPRIMENTO: 70 cêntimetros.

PESO: 5 quilogramos. 

DISTRIBUIÇÃO: ocêano Atlântico desde Escandinavia até Noruega, sul do Senegal e Cabo Verde. Também existem boas populações no Mediterrâneo e sueste do Mar Negro.BIOLOGIA: os grandes e grossos lábios desta tainha europeia ajudam a distingui-la da fataça, uma espécie muito semelhante que se encontra nas águas em que as suas zonas de distribuição se sobrepõem. A tainha-liça forma pequenos cardumes que se deslocam junto à superficie. Têm preferência por zonas junto à costa como entradas de estuários e portos. Nesta espécie os adultos formam cardumes que normalmente se deslocam junto à costa, em ocasiões entram em estuários ou lagoas com agua doce para alimentar-se. A fêmea têm um tamanho muito superior ao macho e isso é fácilmente visivel na altura do cortejo. Ao chegar o verão ou simplesmente pelo aumento da tempratura a tainha liça sabe que chegou o momento do cortejo e desloca-se para aguas mais profundas para criar.ALIMENTAÇÃO: uma dieta à base de algas e detritos orgânicos, porém aceitam com facilidade muitos outros alimentos, tais como: minhocas, larvas de mosca (asticot), banana, milho, pão, sardinha troceada, queijo, ervilhas, ou carne picada. 

MÉTODOS DE PESCA: pesca à bóia, surfcasting, à mosca, também se podem pescar com pequenas colheres rotativas, porém deve-se iscar os anzóis da fateixa com minhoca da lama de maneira a formar um pequeno "polvo".

RÉCORD IGFA: não existe récord IGFA para esta espécie.

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sábado, 17 de outubro de 2020

A TAINHA FATAÇA - Liza ramada ( Risso,1827)


FAMILÍA: mugilídeos. Existem cerca de 70 espécies de tainhas na família dos mugilídeos, distribuídas pelas águas temperadas e tropicais de todo o mundo. A maioria vive junto à costa e penetra frequentemente em estuários e rios, e algumas, incluindo a tainha autraliana, que vive em água doce. Alimentam-se sobretudo no fundo, à base de algas, detritos orgânicos e pequenos organismos que habitam no lodo. São pescadas tanto para fins comerciais como desportivos. Neste caso o objectivo é a tainha fataça!! Além de ser um lutador formidavél é um sobrevivente nato, pois adapta-se a baixos niveis de salinidade e alimenta-se práticamente de tudo, enfim uma verdadeira força da natureza. Outro factor a ter em conta durante a sua pesca é que sempre se desloca em cardumes bastante numerosos, a sua reprodução é antagónica à maioria das outras espécies de peixes de água salgada, visto que a Tainha se reproduz no Inverno. Provavelmente por isso a sua taxa de crescimento é tão grande.
LONGEVIDADE: 15 anos.

PROFUNDIDADE: 0 -15 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 3 quilogramos. 

DISTRIBUIÇÃO: desde a costa de Noruega até Cabo Verde. Incluindo o Mediterrâneo e o mar Negro.BIOLOGIA: com um corpo alargado, quase cilíndrico e cabeça achatada que termina numa boca em forma de bico a tainha fataça é um dos peixes mais comúns da nossa costa. Possui duas barbatanas dorsais, a primeira com 4 espinhas e a segunda con 1 espinha. As barbatanas peitorais estão ligeiramente abatidas em direcção da cabeça e não chegam ao canto posterior do olho. A barbatana anal possui 3 espinhas. Não possui linha lateral (pelo menos de una forma visivel) e normalmente possui uma côr cinzenta, ou prateada brilhante, um pouco mais escura no dorso e branca no ventre. A tainha fataça para além de ter uns lábios mais finos do que os outros membros da sua familia, também possui uma mancha escura na base de cada barbatana peitoral e a primeira barbatana dorsal encontra-se muito mais atrás que todas as outras taínhas. Os seus hábitos são bastante semelhantes aos da tainha-liça, porém gosta muito mais de penetrar na água doce e não é nada estranho vê-la a bastantes quilómetros de qualquer estuário ou foz. Também é a tainha mais numerosa da Europa. Resta mencionar que a época de desove da tainha em qualquer das suas espécies é sem dúvida um dos espetáculos naturais mais asombrosos que existem no mar!!ALIMENTAÇÃO: uma dieta à base de algas e detritos orgânicos, porém aceitam com facilidade muitos outros alimentos, tais como: minhocas, larvas de mosca (asticot), banana, milho, pão, sardinha troceada, queijo, ervilhas, ou carne picada.MÉTODOS DE PESCA: pesca à bóia, surfcasting, à mosca, também se podem pescar com pequenas colheres rotativas, porém deve-se iscar os anzóis da fateixa com minhoca da lama de maneira a formar um pequeno "polvo".

RÉCORD IGFA: encontra-se em 3,180 quilogramos e foi capturada no dia 7 de Maio de 2012 por Steven Maliska em Malpas, Cornwall, Inglaterra. 

                                                         HOMENAGEM AOS AMIGOS


terça-feira, 13 de outubro de 2020

O BODIÃO RETICULADO - Labrus bergylta (Ascanius, 1767 )

FAMILÍA: labrídeos.

LONGEVIDADE: 29 anos.

PROFUNDIDADE: 10 - 20 metros.

COMPRIMENTO: 60 cêntimetros.

PESO: 4 quilogramos. 

DISTRIBUIÇÃO: Atântico oriental: desde Noruega até Marrocos, incluindo a Madeira, Açores e Ilhas Canárias.BIOLOGIA: um peixe que é fêmea e macho ao mesmo tempo? Pois sim!! O bodião é hermafrodita protogínica!! Todos os bodiões nascem fêmeas, porém dependendo das necessidades, entre os 4 e os 14 anos todas essas fêmeas acabam por mudar de sexo. É somente após este fenómeno que a espécie esta habilitada para a construção dos ninhos circulares, construidos com algas dentro das fendas das rochas donde uma ou mais fêmas depositarão os ovos. Lembro-me bem dessas imagéns quando praticava caça-sub e podia verificar a forma como esse pequeno bodião fazia frente a qualquer ameaça para defender a futura prole. A sus reprodução dá-se durante a primavera e o bodião defende o ninho com uñas e dentes como se costuma dizer!! O bodião é uma peixe com um território determinado. Normalmente vive toda a sua vida numa área que não supera os mil metros. A variedade de côres que pode chegar a ter um bodião é práticamente infinita, já que as côres dependem muito da alimentação existente na zona habitavél e do território por ele elegido. Embora perdomine o verde ou o castanho com tons avermelhados. Nos juvenis a côr mais proeminente é o verde-esmeralda que utilizam para ocultar-se entre as algas. O bodião é o rei da camuflagem, dependo do terreno assim serão as suas côres. Perfere zonas de rocha com muita vegetação ou zonas de recifes. Têm o corpo compacto com grandes lábios que escondem uns dentes impressionantes que utiliza com maestría para arrancar das rochas o seu alimento. Actualmente existem 4 espécies reconhecidas de bodiões (Labrus), o Labrus bergyta do qual trata es artigo e outros três de menor tamaño, o labrus merula, labrus mixtus e labrus viridis. Todos eles são excelentes para alimento, porém devemos ser conscientes e  preservar.ALIMENTAÇÃO: moluscos e crustáceos.  

MÉTODOS DE PESCA: pesca embarcada, surfcasting, à bóia, rockfishing, spinning, mosca.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 4.350 quilogramos e foi capturado por Bertrand Kron em Clogher Head, Co. Kerry Irlanda.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

A TAINHA BRANCA - Mugíl curema ( Valenciennes, 1836 )

FAMILÍA: mugilídeos. Existem cerca de 70 espécies de tainhas na família dos mugilídeos, distribuídas pelas águas temperadas e tropicais de todo o mundo. A maioria vive junto à costa e penetra frequentemente em estuários e rios. A tainha autraliana é a única que vive em água doce. Alimentam-se sobretudo no fundo, à base de algas, detritos orgânicos e pequenos organismos que habitam no lodo. São pescadas tanto para fins comerciais como desportivos. Neste caso o objectivo é a tainha branca!! Além de ser um lutador formidavél é um sobrevivente nato, pois adapta-se a baixos niveis de salinidade e alimenta-se práticamente de tudo, enfim uma verdadeira força da natureza. Outro factor a ter em conta durante a sua pesca é que sempre se desloca em cardumes bastante numerosos, a sua reprodução é antagónica à maioria das outras espécies de peixes de água salgada, visto que a Tainha se reproduz no Inverno. Provavelmente por isso a sua taxa de crescimento é tão grande.

LONGEVIDADE:

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 30 cêntimetros.

PESO: 1 quilogramo. 

DISTRIBUIÇÃO: costa do Pacífico e Atlântico americano, também a oeste de África, principalmente em àguas tropicais. Pacífico oriental desde o sul de Califórnia até ao golfo de Chile. Existe também uma boa população nas ilhas Galápagos, Revillagigedo e Coco. BIOLOGIA: esta espécie frequenta as águas quentes do Atlântico e as zonas tropicais do Pacífico oriental. Possui uma mancha oscura na base de cada barbatana peitoral e muitas vezes apresenta uma ou duas manchas douradas a ambos lados da cabeça. Habita zonas costeiras do litoral, mas também entra em estuários e lagoas em busca de alimento. Algumas vezes entra em ríos. Pode ser encontrada com bastante frequência em recifes de coral. A reprodução dá-se entre março e agosto e os juvenis, alimentan-se de plâncton e micro-organismos e passam a maior parte da sua fase de crescimento em estuários ou lagoas com aportação de água marinha.ALIMENTAÇÃO: uma dieta à base de algas e detritos orgânicos, porém aceitam com facilidade muitos outros alimentos, tais como: minhocas, larvas de mosca (asticot), banana, milho, pão, sardinha troceada, queijo, ervilhas, ou carne picada. 

MÉTODOS DE PESCA: pesca à bóia, surfcasting, à mosca, também se podem pescar com pequenas colheres rotativas, porém deve-se iscar os anzóis da fateixa com minhoca da lama de maneira a formar um pequeno "polvo".

RÉCORD IGFA: encontra-se em 0,680 quilogramos e foi capturada no dia 13 de abril de 2001 por Erich Filho.

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sábado, 3 de outubro de 2020

O ABADEJO - Pollachius pollachius ( Linnaeus, 1758)


FAMILÍA: gadídeos

LONGEVIDADE: 10 anos.

PROFUNDIDADE: 10 -100 metros. 

COMPRIMENTO: 130 cêntimetros.

PESO: 18 quilogramos. 

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico Norte e Oriental, desde Noruega até Espanha e Portugal. 
BIOLOGIA: o abadejo é um peixe de familia dos gadídeos muito parecido ao bacalhau e muitas vezes vendido como tal para clientes menos conhecedores da espécie. Têm normalmente uma côr verde azeitona no dorso com salpicaduras pardas e um ventre branco. O corpo é bastante esbelto e está coberto de pequenas escamas cicloídes. O abadejo não possui barbilha na mandíbula inferior, a qual é bastante proeminente. O bacalhau, por diferenciar de alguma forma têm barbilha na mandibula inferior. ( https://peixesdesportivosdomundo.blogspot.com/2009/12/o-bacalhau-gadus-morhua.html )
Como se pode apreciar no artigo que escrevi anteriormente sobre esta espécie. Vive normalmente em pequenos cardúmes ao largo da costa e preferem fundo de rocha. Na pesca desportiva é uma adversário brutal, principalmente quando luta em profundidades superiores aos 50 metros.
ALIMENTAÇÃO: a sua dieta é vasta e incluí desde minhocas, crustáceos, ferreiras, enguias, linguados, polvos, lulas e pequenos bacalhaus. 

MÉTODOS DE PESCA: spinning, pesca embarcada, jigging, trolling.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 12,410 quilogramos. 

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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

O RONCADOR - Pomadasys incisus (Bowdich, 1825)

FAMILÍA: haemulídeos

LONGEVIDADE: 7 anos.

PROFUNDIDADE: 10 - 100 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 3 quilogramos.

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico e Mediterrâneo com grande incidência nas ilhas dos Açores, Madeira e Canárias.BIOLOGIA: Possui um corpo ovalado e comprimido lateralmente, com uma barbatana dorsal com 12 espinhas e a anal com 3 espinhas. O corpo está cuberto por pequenas escamas cicloídes. A boca alcança a base anterior ao olho. A sua côr é cinzenta com reflexos dourados. São animais gregários que vivem em grandes cardumes com um comportamento parecido ao dos sargos. São peixes roncadores incluídos na família dos perciformes e caracterizam-se por uma boca pequena com lábios grossos e predileção por alimentar-se durante a noite. Durante o día procuram a sombra das estruturas e permanecem inactivos a maior parte do mesmo.Com preferência por fundos lodosos com areia à mistura. Durante a sua fase de alevín são muito demandados para a acuariofilía marinha, já que formam grandes cardumes dourados o que sem dúvida é  uma bela imagem para qualquer acuário de dimensões respeitavéis. ALIMENTAÇÃO: os roncadores são peixes como uma clara tendência omnívora. Já que se alimentam de todo tipo de invertebrados, minhocas, crustáceos, moluscos, anélidos e pequenos peixes. Não desdenham alimentar-se de peixes mortos desde que a sua carne se encontre en condições.MÉTODOS DE PESCA: Surfcasting, à bóia, chumbadinha.

RÉCORD IGFA: encontra-se em 


sexta-feira, 19 de junho de 2020

O BADEJO - Pollachius virens - (Linnaeus, 1758)

FAMILÍA: gadídeos. (Família de peixes teleósteos com cabeça volumosa e escamas cicloides, cujo género ou tipo se denomina Gadus.)

LONGEVIDADE: 25 anos. 

PROFUNDIDADE: 0 - 200 metros.

COMPRIMENTO: 130 cêntimetros. 

PESO: 30 quilogramos. 

DISTRIBUIÇÃO: é um peixe de águas frias e está mais presente no Mar Báltico, especialmente ao norte das ilhas britânicas, assim como nas águas escandinavas e islandesas. Existe uma população separada nas águas norte americanas ao longo da costa leste dos Estados Unidos e Canadá. O famoso mar de Bering no Alaska é a zona do planeta com a maior população de esta espécie.
Pollachius virens occurs on both sides of the North Atlantic. In the western Atlantic, their distribution is centered between Cape Cod and the Strait of Canso, while in the eastern Atlantic they are mainly found around Iceland, in the North Sea, and off the northern coast of Norway (Steele 1963). Specimens have been found as far south as North Carolina (Coles 1926), although their abundance is very low at the southern edge of their range. They are native to much of the Atlantic and ArBIOLOGIA: o badejo ou escamudo como também é muitas vezes reconhecido é um peixe do gênero Pollachius (escamudo). Trata-se de um peixe pelágico ativo, gregário e que com frequência ocorre em águas costeiras, principalmente no período da desova, a qual se dá durante a primavera. Durante o inverno as suas deslocações são mais habituais em águas profundas. Uma das suas características mais distintivas é a presença de uma linha longitudinal que percorre as suas costas . O seu dorso é mais escuro, com côres que oscilam entre o verde e o preto. É muitas vezes confundido com um parente seu. O (Abadejo, ou pollachius pollachius). Durante os dois ou três primeiros anos de idade, o badejo prefere as águas costeiras, porém o estado de jovem não dura muito tempo, já que é um peixe de crescimento muito rápido e com cerca de três anos já mede aproximadamente 50 centímetros. É nesta altura que abandona as águas costeiras e se desloca em busca de maiores profundidades. A desova têm lugar no final de outono-inverno. Uma fêmea adulta pode produzir mais de 220.000 ovos, mas em peixes realmente grandes (mais de 10 quilos)  a posta pode chegar a 4.000.000 por fêmea! 
ALIMENTAÇÃO: durante a sua fase juvenil alimenta-se principalmente de crustáceos (copépodes, anfípodes, euphausiids), depois pasa a peixes de menor tamanho e durante a fase adulta a sua dieta é básicamente de outros peixes do seu hábitat. 

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, pesca embarcada. 

RÉCORD IGFA: encontra-se em ...

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domingo, 14 de julho de 2019

A CHOUPA - Spondyliosoma cantharus (Linnaeus, 1758)

FAMILÍA: esparídeos.

LONGEVIDADE: 15 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 300 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 2 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: desde a Escandinávia até ao norte de Namibia, passando pelo estreito de Gibraltar, Mediterrâneo e Oceano Atlântico.
BIOLOGIA: a choupa é um esparídeo muito comúm na costa portuguesa e em grande parte do mundo. É um peixe com clara tendência homenívora já que se alimenta de práticamente tudo o que encontra no seu habitat. Gosta de fundos lodosos com bastante vegetação, mas também se podem encontrar em fundos de areia com pedra à mistura. É um peixe gregário que normalmente se desloca em cardume e se capturarmos uma choupa convém insistir porque provávelmente existam mais na zona. Caracteriza-se por uma coloração cinzenta com um corpo oval comprimido, possui de cinco a seis manchas verticais que acompanham o corpo desde a barbatana dorsal até ao ventre. Ao atingir os 20-25 cêntimetros já pode procriar e normalmente põe os ovos em leitos de areia, a reprodução dá-se de Janeiro a Maio. É um peixe muito combativo, que apesar do seu pequeno tamanho ofrece grande satisfação na sua captura. 
ALIMENTAÇÃO: pequenos invertebrados, especialmente crustáceos, anélidos e pequenos peixes. 

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, à bóia, pesca embarcada. (capturas ocasionais com a técnicas de rockfishing).
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 1,900 quilos e foi capturada por Patrick Sebile no dia 16 de Setembro de 2002 na Córsega, França.

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segunda-feira, 1 de julho de 2019

O JURUPENSÉM - Sorubim lima (Bloch & Schneider, 1801)


FAMILÍA: silúrídeos. 

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 70 cêntimetros.

PESO: 3 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: bacia Amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata. 
BIOLOGIA: o jurupensém ou surubim lima é o tipo de bagre com o corpo roliço que não destacaria dos otros bagres a não ser pela peculiaridade do seu nariz. Devido ao alongamento exagerado do maxilar superior também é conhecido como bico-de-pato. O dorso é castanho escuro, quase preto, passando ao amarelo e depois esbranquiçado na parte ventral. As barbatanas são avermelhadas ou rosadas. É um peixe gregário que realiza grandes migrações subindo o rio nos períodos de procriação. Apesar da estranha forma que têm a sua boca, este peixe é um predador que durante a noite caça pequenos peixes do seu habitat com uma velocidade incrível! Na época do acasalamento realiza grandes migrações rio acima para buscar águas oxigenadas para os pequenos alevins. Durante o resto do tempo prefere grandes poças perto de cascadas ou quedas de água para viver. Pesca-se normalmente em maiores quantidades, quando sobe o rio para reproduzir-se já que faz pequenas paragens nas cascadas para descansar, momento em que os pescadores que sabem a data se deslocam a essas zonas para pescá-los com material ligeiro. 
ALIMENTAÇÃO: minhocas, crustáceos e peixes.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca, ao fundo, à bóia.
O VIDEO: um video extraórdinário, surubim lima caçando em cardume.
RÉCORD IGFA: encontra-se em 1,500 quilos e foi capturado por Roberta Mathias no dia 2 Junho de 2003 no rio Xingu no Brasil. 

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quarta-feira, 26 de junho de 2019

A SAICANGA - Acestrorhynchus falcatus (Bloch, 1794)

FAMILÍA: characídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 30 metros.

COMPRIMENTO: 50 cêntimetros.

PESO: 2 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Ámérica do Sul.
BIOLOGIA: a saicanga é o que se podría chamar um pequeno demónio, este diminuto peixe que raramente alcança os 50 cêntimetros de comprimento é extremadamente voraz e agressivo, Normalmente as saicangas capturadas rondam os 20 cêntimetros. É um peixe desportivo dos mais interessantes para pescar com material ligeiro e gozar com a tremenda luta que dá para o pequeno que é. Como peixe gregário ataca sempre em cardumes e provoca uma onda de pânico cada vez que decide alimentar-se. Prefere zonas com pedras e cobertura em forma de paus ou vegetação donde regressa para esconder-se depois de alimentar-se. Na sua fase de alevin alimenta-se de insetos aquáticos e terrestres que ocasionalmente caem na água, depois passa directamente a atacar pequenos peixes que são a base da sua dieta. A reprodução ocorre normalmente, entre os meses de Novembro a Maio, migra grandes distâncias até encontrar uma planície alagada como resultado das enchentes e ali procede à desova. O seu corpo é alongado e comprimido lateralmente, um bonita coloração prateada acompanha longitudinalmente esse corpo cheio de agressividade até terminar nas barbatanas com um bonito amarelo avermelhado. A barbatana caudal possui uma mancha em forma de amêndoa de côr negro, essa mesma mancha também se encontra presente junto ao opérculo. A sua boca alargada e em forma cônica está preparada para desgarrar, já que os dentes afiados práticamente saem da boca de forma a infringir o maior dano possivel. Assim é a saicanga, esse peixinho tão bonito, também conhecido com cachorra ou bicuda.
ALIMENTAÇAO: insetos, minhocas e pequenos peixes. 

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca, à bóia e ao fundo. 
O VIDEO: a pesca da saicanga, muitos não dão valor ao pescar peixes pequenos, mas é só questão do equipamento. Muitas vezes é mais dificíl pescar um peixe pequeno que um grande. 
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 1,810 quilos e foi capturada por Ian Artur de Sulocki no dia 2 de Novembro de 2014 no rio Maria, Brasil. 

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sexta-feira, 21 de junho de 2019

O LADYFISH - Elops saurus (Linnaeus, 1766)

FAMILÍA: elopídeos. 

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros. 

PESO: 10 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: desde o Golfo do México até ao Brasil, possiveis avistamentos na China.
BIOLOGIA: durante a sua fase juvenil é común encontrar cardumes de ladyfish em estuários e lagoas com alto grau de salinidade,  gosta muito de fundos com lodo, já que alí encontra as minhocas, crustáceos e pequenos peixes dos quais de alimenta. A fase de procriar dá-se em mar aberto, formando grandes cardumes que dão a idéia de uma enorme macha prateada. Predador incansável e rápido, cansa-se rápidamente depois de uma breve esplosão de adrenalina. É um peixe que dá tudo o que têm antes de render-se ao seu captor. Faz-me lembrar um pequeno trapão, já que nos Estados Unidos encontram-se com relativa facilidade junto aos famosos manglares donde vivem os trapões. Depois de capturado o ladyfish parece completamente rendido e deixa-se arrastar com facilidade para junto do seu captor, porém é exactamente neste preciso momento em que o pescador se sente vitorioso que se perdem muitas capturas. Já que este peixe têm a má costume de dar violentos saltos no momento em que é içado fora de água, livrando-se muitas vezes do anzol ou amostra. Um peixe excelente para a pesca desportiva desde que seja pescado com material ligeiro.
ALIMENTAÇÃO: minhocas, crustáceos e pequenos peixes do seu habitat.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, mosca, surfcasting, corrico.
O VIDEO: estar no sitio certo, na hora certa e encontrar um cardume e ladyfish caçando.
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 10,800 quilos e foi capturado por Zaqueu Paulo no dia 28 de Outubro de 1993 na ilha do Bazaruio em Moçambique. 

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terça-feira, 18 de junho de 2019

O ATUM PATUDO - Thunnus obesus (Lowe, 1839)

FAMILÍA: escombrídeos. 

LONGEVIDADE: 16 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 1.500 metros.

COMPRIMENTO: 125 cêntimetros.

PESO: 200 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: Átlântico Índico e Pacífico e práticamente todas as águas tropicais e subtropicais.
BIOLOGIA: o patudo é como quase todos os atuns uma máquina de adrenalina para qualquer pescador que tenha a sorte ou a destreza de conseguir essa captura. Com um corpo roliço que para nada lhe impide uma velocidade espantosa, a cual utiliza para capturar o seu alimento. Têm um comportamento pelágico o que significa que onde exista um atum patudo sempre haverá mais. Os jovens deslocam-se quase sempre em águas superficiais enquanto os adultos preferem mais a profundidade superior aos 50 metros, devido à sua preferência por águas mais frias. O que não quer dizer que não os possamos encontrar em plena caça na superficie. Adoram os objectos flutuantes e é bastante normal que façam escola ao lado dos tubarões baleia. Infelizmente como tantas espécies do nosso planeta encontra-se em estado de extinção devido à enorme explotação de alguns paises como o Japão e a Coreia do Sul. No Japão é o atum mais utilizado para confeccionar o famoso shashimi. Nos Estados Unidos é conhecido como big eye, devido ao enorme tamanho dos seus olhos, já que parecem completamente despropocionados em relação ao tamanho da cabeça. 
ALIMENTAÇÃO: sardinhas, cavalas, lulas ou qualquer peixe do seu habitat.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, trolling, jigging, à mosca e à deriva.

O VIDEO: a captura de um excelente atum patudo ou big eye. 
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 197,310 quilos e foi capturado pelo Dr. Russel Lee no dia 17 de Abril de 1957 em Cabo Blanco, Perú.

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sábado, 8 de junho de 2019

O JUNDIÁ - Leiarius marmoratus (Gill, 1870)


FAMILÍA: pilomídeos. 

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 100 cêntimetros. 

PESO: 10 quilos. 

DISTRIBUIÇÃO: exclusivo da bacia Amazônica, relativamente abundante na sub-bacia de Teles Pires e Juruena. 
BIOLOGIA: o jundiá é um peixe de couro, que têm a particularidade de possuir uma força descomunal para o tamanho que alcança. O que leva muitas vezes ao pescador a acreditar que têm um colosso na ponta da cana e no fim sente-se decepcionado ao verificar o tamanho da captura. Este é o principal aliciante na captura de este peixe. A luta extraordinária que dá ao ser fisgado. A espécie têm uma côr castanha com manchas pretas de forma circular semelhante ao desenho da onça, razão pela qual também é conhecido como peixe-onça. A barbatana caudal é bifurcada e talvez seja esta a razão da extraordinária força que desempenha durante a luta. A sua actividade cresce com as horas crepusculares e durante o dia normalmente está escondido entre troncos ou pedras, colado ao fundo. Otra particularidade do jundiá que será devida à sua alimentação, faz com que a sua carne tenha um sabor e uma textura muito parecida à da lagosta. Habita em zonas com lodo e prefere poças profundas nas quais embosca a suas presas, durante a fase juvenil forma grandes cardumes que vivem nas margens. Como quase todos os peixes gato a sua actividade aumenta durante as horas crepusculares e principalmente durante a noite. 

ALIMENTAÇÃO: onívoro, a base da sua dieta são os insectos, peixes e matéria vegetal. 

MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, à bóia. 
RÉCORD IGFA ALL TACKLE: encontra-se em 13,010 quilos e foi capturado por Russel Jensen no dia 2 de Fevereiro de 2009 no rio Travessão, Amazonas, Brasil. 

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O TAPAH - Wallago attu (Bloch & Schneider, 1801)

FAMILÍA: silúrídeos.

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0 - 50 metros.

COMPRIMENTO: 200 cêntimetros.

PESO: 50 quilos.

DISTRIBUIÇÃO: o mais estranho de este peixe é sem dúvida a sua distribuição, grande parte da sua população encontra-se na Indía e a outra parte no Sudoeste Asiático o qual engloba 11 países tais como Birmania, Brunéi, Camboya, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Singapur, Tailandia, Timor Oriental e Vietnam!! 
BIOLOGIA: o wallago também é conhecido como o majestuoso Tapah, é um enorme peixe gato originário da Asía e claro, é o sonho de muitos pescadores que se deslocam a este continente com a esperança de juntar à sua lista de trofeos um exemplar de este magnifico adversário. Vive en grandes rios, lagos e lagoas, normalmente junto ao fundo encondendo-se em buracos ou troncos e desloca-se com frequência às margens para alimentar-se pela noite. Durante a estação seca têm a capacidade de enterrar-se e viver em estado de hibernação até à chegada da nova estação de chuvas. Nesta familía existem quatro tipos de tapah, o wallago attuwallago lerii, wallago maculatus e o wallago micropogon, todos temíveis predadores do seu entorno, pocos são os peixes do seu habitat que lhe podem fazer frente, assim que na aréa onde reside é como uma versão do grande branco de água doce. Na época do acasalamento migra para pequenos canais tribuitários para realizar o cortejo e fazer a posta dos ovos.
ALIMENTAÇÃO: durante a fase juvenil alimenta-se de pequenos invertebrados, moluscos e crustáceos. Mas como a maioría dos peixes gato, o tapah alimenta-se de tudo o que possa entrar pela sua boca, desde rãs, roedores, peixes ou qualquer outro animal do seu habitat.

MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, spinning, á bóia.

O VIDEO: a captura de um tapah por Jeremy Wade. 
RÉCORD IGFA:  encontra-se em 18.600 quilos e foi capturado por Kasem Lamaikul no día 04 dezembro de 2003 em Khaolam Dam, Sangklaburi na Tailândia. 

                                                      HOMENAGEM AOS AMIG@S

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