AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

segunda-feira, 28 de maio de 2012

SUZUKI - Lateolabrax japonicus (Cuvier, 1828)


FAMÍLIA: lateolabracídeos

LONGEVIDADE:

PROFUNDIDADE: 0 - 50m

COMPRIMENTO: 100cm

PESO: 8.700kg


DISTRIBUIÇÃO: oceano Pacifico até ao sul de China.


BIOLOGIA: pertence à familía das percas de água salgada, esta espécie é unica pois só tem dois membros, o suzuki e o blackfin seabass (Lateolabrax latus), encontra-se normalmente em águas movidas junto a recifes. Os suzuki (seigo) juvenis formam grandes cardumes e deslocam-se com frequência por rios ou estuários em actitude de caça, ao atingir o estado adulto, voltam ao mar para reproduzir-se e o resto da sua vida é passada na costa, sempre junto a recifes ou outras estruturas rochosas, em rara ocasiões voltam ao rio para caçar. A reprodução dá-se no inverno em recifes a grande profundidade, no estado de alevín alimenta-se de zooplâncton e de pequenos camarões passando depois a todos tipo de crustáceos e peixes. É um predador extraordinário, rápido e preciso. No Japão passa por três nomes, quando tem um tamanho entre os 20-25cm chamam-lhe "seigo" ao atingir os 50-60cm passa a chamar-se "fukko" ou "suzuki". Os japoneses consideram o Suzuki como um peixe talismã e desde tempos remotos utilizam a sua carne para confecionar remédios que "prolongam" a vida.

                                                                    Cortesia de:



ALIMENTAÇÃO: camarões, caranguejos e peixes.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, corrico, mosca, surfcasting.

VIDEO: a captura de um Suzuki.



RECORD IGFA: encontra-se em 13.140kg capturado no dia 08/10/2006 por Yoshiaki Kubo no rio Katada, Oita no Japão.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O MERO DE VARSÓVIA - Epinephelus nigritus (Holbrook, 1855)


FAMÍLIA: serranídeos.

LONGEVIDADE:

PROFUNDIDADE: 0 - 525m.

COMPRIMENTO: 230cm.

PESO: 263kg.

DISTRIBUIÇÃO: Oceano Atlântico (Oeste), Massachusetts, Golfo do México, Cuba, Trinidade e Tobago, Rio de Janeiro e São Paulo.


BIOLOGIA: o mero de Varsóvia tem uma coloração uniforme castanha escura avermelhada e é o único mero com a mesma tonalidade na sua côr. Mesmo no estado de juvenil já tem esta côr, todos os outros meros mudam a tonalidade tanto pelo crescimento como pelo habitat ou alimentação. É uma espécie solitária como normalmente acontece com os meros, habita fundos de rocha ou recifes de coral mas pode ser encontrado em qualquer tipo de estrutura submarina, como destroços de navios, plataformas de petróleo ou qualquer outra estrutura que lhe proprocione abrigo e alimento.Embora seja um mero que normalmente vive em grandes profundidades na sua fase juvenil, até 10-20kg pode ser pescado com técnicas de surfcasting. Actualmente encontra-se entre as espécies protegidas.


                                                                        Cortesia de:



ALIMENTAÇÃO: camarão, caranguejo, lagostas, polvos e peixe.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, jigging, corrico.

VIDEO: uma pequena amostra de um mero de Varsóvia.


RECORD IGFA: encontra-se em 198.100kg capturada por Steve Haeusler no dia 22/12/1985 no Golfo de México, Flórida, U.S.A.

CURIOSIDADES: na familía dos meros o Mero de Varsóvia é o único que possui 10 espinhas dorsais.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O MERO DE QUEENSLAND - Epinephelus lanceolatus (Bloch, 1790)


FAMÍLIA: serranídeos

LONGEVIDADE:

PROFUNDIDADE: 0 - 130m

COMPRIMENTO: 270cm

PESO: 400kg

DISTRIBUIÇÃO: Mar vermelho, Àfrica do Sul, Hawai, Japão e sul da Austrália.




BIOLOGIA: a côr é extraordinária, uma obra de pintura digna de uma criatura extraordinária, o mero de Queensland é o maior da família dos serranídeos, um verdadeiro sonho ou pesadelo, tudo depende do pescador. Durante a sua juventude raramente são vistos, pois são autênticos mestres da camuflagem, sempre ocultos em recifes, fazendo pequenas incrusões nocturnas em estuários para alimentar-se, de caranguejos do lodo, pequenos polvos e peixe, esta côr tão peculiar desaparece com o crescimento pois devido ao colossal tamanho que atinge já não necessita camuflagem, pois são poucos os predadores que se atrevem com este mastodonte. Na fase adulta a sua vida desenrola-se no alto mar em recifes de coral ou destroços de navios e plataformas petrolíferas como muitos outros meros. A captura de um mero de Quennsland com cana é sem dúvida um sonho para qualquer pescador desportivo.


                                                                         Cortesia de:



ALIMENTAÇÃO: peixe, lagostas, e o seu manjar favorito raias e pequenos tubarões!!

MÉTODOS DE PESCA: jigging, spinning, corrico.

VIDEO: de cortar a respiração!!!



RECORD IGFA: encontra-se em 179.500kg capturado por Shayne Keith Nelson no dia 03/10/2004 ilha Latham em Tanzânia.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O MERO CRIOULO - Epinephelus striatus (Bloch, 1792)


FAMÍLIA: serranídeos

LONGEVIDADE: 29 anos

PROFUNDIDADE: 90m

COMPRIMENTO: 122cm

PESO: 25kg


DISTRIBUIÇÃO: Oceano Atlântico, Bermudas, Flórida, Bahamas, México, do Mar Caribe até ao Brasil.




BIOLOGIA: o mero crioulo vive sobre rochas, recifes de coral e bancos de vegetação desde águas costeiras superficiais até profundidades de 90 metros. É sem dúvida um dos meros mais belos desta família,  com a sua coloração pálida, variável de barras escuras e manchas claras. Trata-se de uma espécie importante a nível comercial, tal como o mero americano, (Epinephelus morío) o negro (Mycteroperca bonaci ) ou o serrano estriado,( Centropristis stríata ). Ofrece ao pescador desportivo uma luta titânica ao ser ferrado e é um dos mais perseguidos por estes nas suas jornadas de pesca. Durante a sua juventude é normal ver cardumes de 20 ou mais individuos em leitos de algas capturando pequenos camarões ou caranguejos, porém esta fase gregária dura pouco, ao atingir a fase adulta o mero crioulo tal como outros meros trona-se um peixe solitário que normalmente habita uma cova ou se esconde em qualquer estrutura marinha e só sai dela para alimentar-se. São peixes muito confiados que proprocionam aos mergulhadores fotos belissimas, pois se se habituam à sua presença permitem que se lhes acariciem. Na questão da captura a parte mais dificil é conseguir evitar que o peixe se meta no buraco ao estrutura, pois é o primeiro que faz ao sentir-se preso, esses primeiros segundos são cruciais para o sucesso da captura, depois é uma questão de paciência e qualidade de equipamento. O mero crioulo encontra-se em perigo de extinção devido como sempre aos excessos cometidos pelo famoso "ser humano".


O VIDEO: infelizmente a melhor maneira de ver hoje em dia um mero crioulo, en cativeiro.



ALIMENTAÇÃO: moluscos, crustáceos, peixe, polvos e ao atingir o estado adulto raias.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, corrico, pesca embarcada, surfcasting.

RECORD IGFA: encontra-se em 17.460kg capturado por Lewis Goodman no dia 14/02/1994 em Bimini nas Bahamas.

MERO - Epinephelus marginatus (Lowe, 1834)


FAMÍLIA: serranídeos

LONGEVIDADE: 50 anos

PROFUNDIDADE: 0 - 300m

COMPRIMENTO: 150cm

PESO: 60kg


DISTRIBUIÇÃO: este e sudoeste do Oceano Atlântico e Oceano Indíco, Mediterrâneo, Baía de Biscaya, também mas com menos população no Brasil, Uruguay e Argentina.




BIOLOGIA: como a maioria dos meros, a atingir um tamanho consideravél torna-se um peixe solitário, embora se possam encontrar grandes cardumes na época do acasalamento. Vive em estruturas submarinas, com clara perferência por zonas coralinas ou rochosas, mas adapta-se com grande facilidade a outras estruturas tais como plataformas petrolíferas ou barcos afundados, para o pescador desportivo é um peixe estrela, muito cobiçado, pelas extraordinárias dimensões que alcança e pela aguerrida luta que proprociona ao afortunado que o consegue fisgar. Durante a sua juventude pode ser capturado em zonas costeiras, ou em estuários onde se adentra para alimentar-se de pequenos camarões e peixes. A principal defesa do mero é ocultar-se na sua "toca" utilizando o seu peso para evitar ser elevado à superficie, o que normalmente funciona, pois um mero depois de entocado é muito dificíl de capturar.


ALIMENTAÇÃO: camarões, caranguejos, lagostas, moluscos, polvos e peixe.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, surfcasting, corrico.

RECORD IGFA: encontra-se em  21.250kg capturado por Luca Bonfanti no dia 11/05/1990 em Porto Cervo, Sardenha, Itália.



                                                         HOMENAGEM AOS AMIGOS

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O MERO NEGRO - Mycterperca bonaci (Poey, 1860)


FAMÍLIA: serranídeos.

LONGEVIDADE:

PROFUNDIDADE: 0 - 33m.

COMPRIMENTO: 150cm.

PESO: 100kg.


DISTRIBUIÇÃO: Bermudas, Flórida, Golfo do México, Mar Caribe e sudoeste do Brasil.



BIOLOGIA: o mero negro pode parecer-se a qualquer outro mero, mas as diferenças são notáveis. Possui uma coloração variavél marcada por manchas rectangulares escuras. A côr escura ou negra pode variar dependendo da alimentação e das águas onde habite, porém a forma rectangular do desenho que possui nos flancos é sempre a mesma, o que o faz único. No estado juvenil pode ser encontrado em águas costeiras ou em estuários onde se desloca com frequência para alimentar-se, formando pequenos cardumes de cerca de 10-15 indivíduos. É um verdadeiro colosso só ultrapassado pelo mero Tigre (Epinephelus itajara) e pelo mero de Queensland ( Promicrops lanceolatus ) o maior de todos os meros. Como qualquer outro mero, é um oponente que fará suar qualquer pescador, oferece uma luta titânica, e impossivel de capturar se consegue entrar na sua toca. Depois de elevar o mero a batalha está práticamente terminada, pois são peixes que vivem a profundidades consideráveis, normalmente a sua bexiga incha-se pela descompressão e a partir de esse momento só oferecem a resistência do seu peso.

                                                                       Cortesia de:



ALIMENTAÇÃO: durante a fase juvenil de crustáceos, mas na fase adulta básicamente de peixe.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, jigging, pesca embarcada, surfcasting.

VIDEO: a captura de um mero negro em Flórida Keys.



RECORD IGFA: encontra-se em 56,240kg capturado no dia 11/01/2003 por Tim Oestreich II no Golfo de México, Texas, USA.

O MERO AMERICANO - Epinephelus morío (Valenciennes, 1828)


FAMÍLIA: serranídeos.

LONGEVIDADE: 25 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 330m.

COMPRIMENTO: 125cm.

PESO: 23kg.

DISTRIBUIÇÃO: a Oeste do Oceano Atlântico, Carolina do Norte, Sudoeste do Brasil, Golfo de México, Caribe e Bermudas.


BIOLOGIA: o mero americano ou Red grouper vive como a maioria dos meros em zonas rochosas ou recifes de coral em profundidades que variam entre os 24 a 330m, mas os exemplares mais pequenos encontram-se por vezes junto à costa, em águas superficiais. Este mero reconhece-se fácilmente pelo seu aspecto mosqueado e coloração avermelhada, pela cauda quadrada e pela uniformidade da extremidade superior da primeira barbatana dorsal; o interior da boca é de cor laranja ou vermelha escuro. Como todos os meros é um valente combatente para qualquer aficionado à pesca desportiva, capaz de levar o equipamento ao limite e o pescador ao desespero. Entre os 7-14 anos de idade possuem a capacidade de alterar o seu metabolismo sexual para passar de macho a fêmea e vice-versa dependendo da necessidade de procriação, alcançam o estado de madurez sexual entre os 35-98cm, nesta fase torman-se mais solitários e é raro ver meros em cardume a não ser na época de acasalamento.



                                                                        Cortesia de:




ALIMENTAÇÃO: a base da sua alimentação são os peixes e os moluscos, porém comem qualquer outro alimento que possam capturar.

MÉTODOS DE PESCA: jigging, spinning, pesca embarcada, surfcasting, corrico.

VIDEO: uma excelente pescaria de Meros Americanos.



RECORD IGFA: encontra-se em 19,160kg capturado por Del Wiseman Jr em St. Augustine, Flórida, USA no dia 09/03/1997.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A CORVINATA PINTADA - Cynoscion nebulosus ( Cuvier, 1830 )


FAMÍLIA: escienídeos

LONGEVIDADE: 18 anos

PROFUNDIDADE: 0 - 20 m

COMPRIMENTO: 1m

PESO: 7,920kg

DISTRIBUIÇÃO: de Nova Iorque ao Golfo do México.



BIOLOGIA: a corvinata pintada é uma das espécies mais populares entre os pescadores desportivos do Atlântico Ocidental, graças à sua carne delicada, é também uma espécie de grande interesse comercial. Está marcada por atraentes e numerosas manchas pretas, que a distinguem fácilmente das suas congéneres que não são mosqueadas e mais pequenas: a corvinata da areia ( Cynoscion arenarius ) e a prateada ( Cynoscion nothus ). É uma espécie normalmente costeira,com clara perferência por fundos com abundante vegetação. Embora no inverno se possa encontrar em maiores profundidades. Adora os estuários onde é capturada com maior frequência, desloca-se normalmente em cardumes que podem ir de 20-50 individuos. Como membro da família dos roncadores durante a época de acasalamento emite pequenos sons para atrair as fêmeas que se asemelham ao ruido de um tambor, este som é conseguido através da contracção de uns músculos que se encontram nas paredes das bexigas natatórias. Devido à grande atracção que têm pela luz, na pesca comercial utilizam-se grandes focos de luz verde para atrair os cardumes à superficie e assim cairem mais fácilmente nas redes.


                                                                   Cortesia de:


ALIMENTAÇÃO: camarões, caranguejos e pequenos peixes entre os quais se encontra a tainha.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, jigging, corrico, mosca, à bóia e com peixe vivo.

VIDEO: A captura de uma corvinata pintada, com a consequente alegria.



RECORD IGFA: encontra-se em 2,430 kg capturado por William Favor em Vista de Oro, México no dia 16/09/2000.

CURIOSIDADES: apesar da grande luta que dá a corvinata pintada é conhecida pela fragilidade da sua boca, que normalmente ao ser forçada se desgarra, perdendo assim a peça, por essa razão nos Estados Unidos é conhecida pelo nome de Spotted weakfish ( peixe fraco pintado) devido à fragilidade da sua carne.

EDITOR

A minha foto

Los que me conocen, saben quien soy...

Arquivo do blogue