AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

sexta-feira, 23 de março de 2012

O SALMONETE - Mullus surmuletus (Linnaeus, 1758)



 
FAMÍLIA: mulídeos.

LONGEVIDADE: 10 anos.

PROFUNDIDADE: 0 - 100m.

COMPRIMENTO: 40cm.

PESO: 1,640kg.


DISTRIBUIÇÃO: Mediterrâneo, Atlântico Oriental, desde o sul da Noruega até às Ilhas Canárias.



BIOLOGIA: é possivelmente um dos peixes mais famosos do mundo, não pela luta que dá, nem pelo tamanho que alcançam os individuos desta espécie, mas sim pela fabulosa carne que possui. Um dos peixes mais saborosos dos nossos mares. O salmonete é uma pequena jóia para os nossos paladares, a sua carne faz parte do famoso guisado francês o bouillabaisse. O salmonete é um peixe discreto, tanto pelo seu tamanho como pela forma de vida. A sua actividade alcança a plenitude durante a noite, possui um maravilhoso camuflagem devido à sua morfologia que lhe permite mudar de côr, durante a noite a sua coloração passa de listada para mosqueada e barrada tornando muito difícil aos seus predadores a sua localização. A familía dos mulídeos compreende cerca de 50 espécies abundantemente distribuídas pelas àguas quentes do nosso planeta. Como peixe desportivo a sua pesca é normalmente ocasional, sempre agradecida pelo pescador principalmente se a captura têm um tamanho razoável, o que normalmente é dificil. Pois os samonetes de maior tamanho normalmente encontran-se em profundidades consideráveis. É um autêntico detector de alimentos devido aos barbilhos que possuí, verdadeiras antenas de radar para encontrar todo tipo de minhocas, moluscos ou crustáceos que são a grande base da sua dieta. O seu habitat preferido são fundos de areia onde pode escavar com facilidade para procurar alimento e ocultar-se com facilidade devido ao seu maravilhoso mimetismo.


                                                                      Cortesia de:



ALIMENTAÇÃO: minhocas, moluscos e crustáceos.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, pesca embarcada, à bóia, jigging.

VIDEO: a perfeita técnica de detectar alimentos do salmonete.



RECORD IGFA: não existe récord igfa para esta espécie.

quinta-feira, 15 de março de 2012

O BARU - Uaru amphiacanthoides (Heckel, 1840)



FAMÍLIA: ciclídeos

LONGEVIDADE:

PROFUNDIDADE: 0 - 20m

COMPRIMENTO: 30 cm

PESO: 0,480kg


DISTRIBUIÇÃO: América do Sul, rio Amazonas, rio Solimões, río Japurá, Tapajós e rio Negro.


BIOLOGIA: com clara perferência por águas cristalinas com abundante vegetação o Baru é o típico peixe tropical que todos desejariamos para o nosso aquário, porém é considerado como peixe desportivo pela IGFA, por algo será. Territorial e agressivo o Baru é um pequeno lutador, capaz de dar muitas alegrias a pequenos e maiores, especialmente adequado para quem se inicia neste tão belo desporto que é a pesca. Diz o ditado que: "debaixo da pedra mais pequena sai o maior lagarto" este é o caso do Baru, um pequeno com grande capacidade de luta. Os machos são totalmente intransigentes e agressivos na época do acasalamento. As suas principais caracteristicas são a mancha em forma de triângulo, que vai das barbatanas peitorais até ao nascimento da caudal e a barbatana dorsal que apresenta uma série de espinhas largas e grossas. Essas espinhas podem causar ferimentos graves ao manipular o peixe sem um prévio conhecimento. Devido a essas manchas em forma de triângulo o Baru é conhecido por muitos como ciclídio triângulo.


ALIMENTAÇÃO: milhocas da terra, crustáceos e insectos.

MÉTODOS DE PESCA: bolonhesa, inglesa, à francesa ou coup, à mosca.

VIDEO: vários Barus no aquário.



RECORD IGFA: encontra-se em 0,480kg capturado por Gilberto Fernandes no Igarapé do Capitari, Amazonas, Brasil, no dia 01/03/2010.

CURIOSIDADES: o Baru, é um parceiro fiel, depois de acasalar por primeira vez, não volta a mudar de fêmea, no caso da morte da companheira permanece "viúvo".

domingo, 11 de março de 2012

O BAGRE DE CANAL - Ictalurus punctatus (Rafinesque, 1818)


FAMÍLIA: ictalurídeos

LONGEVIDADE: 40 anos

PROFUNDIDADE: 0 - 40m

COMPRIMENTO: 1,27cm

PESO: 27kg


DISTRIBUIÇÃO: América do Norte, porém hoje em dia já se encontra distríbuido por quase todo o mundo.


BIOLOGIA: esta espécie, uma das maiores entre os bagres da América do Norte, é a única que possui,  simultaneamente, manchas e uma cauda profundamente bifurcada; as manchas tendem a desaparecer nos peixes maiores e mais velhos. É a espécie mais común dos bagres americanos, e também o bagre mais popular dos pescadores dos Estados Unidos, calcula-se que uma média de 8 milhões de americanos vai à pesca exclusivamente à procura desta espécie. A sua carne é também muito apreciada, o que faz com que este peixe seja um verdadeiro manjar para os amantes do bom paladar. O bagre de Canal encontra-se normalmente em rios, lagos e barragens de qualquer tamanho, adapta-se com grande facilidade ao meio e tem uma taxa de crescimento pasmosa. A sua taxa de natalidade é brutal, deposições de cerca de 150 ovos por hora, num total de 8.000 ovos, dos quais um 90% sobrevivem!!

Depois de capturado aconselha-se muito cuidado na estracção do anzol, pois o bagre do canal têm uma espinha na barbatana dorsal e duas nas peitorais, que podem estragar o dia de pesca com uma corrida ao hospital. Estas espinhas (principalmente a dorsal) é utilizada pelo bagre na sua defesa para evitar ser capturado, a sua primeira defesa ao sentir-se preso é procurar qualquer cavidade na rocha ou no leito e depois de introduzir-se espeta as espinhas para ficar literalmente cravado no buraco, quando isto acontece, é quase impossível retirar o peixe do seu esconderijo e normalmente termina com a ruptura da linha.

A espansão desta espécie parece que não têm fim, como prova a foto posterior do amigo Raúl Ayala, com o Bagre de Canal capturado na barragem da Serena em Espanha, com técnicas de carpfishing.




ALIMENTAÇÃO: no estado de alevin alimenta-se de pequenos invertebrados passando depois a camarões, lagostins e finalmente a peixes, é prácticamente omnívoro, com especial debelidade por iscos malcheirosos e gordurosos.

MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, spinning, mosca, à bóia.


RECORD IGFA: encontra-se em 26,300kg capturado por W.Whaley na reserva de Santee-Cooper na Carolina do Sul, U.S.A.

CURIOSIDADES: além do Bagre de Canal só existem mais dois exemplares de peixe gato em todo o mundo com a cauda bifurcada, eles são o Peixe gato branco (Ameiurus catus) e o Peixe gato azul, (Ictalurus furcatus), sobre o qual já fiz uma ficha antes.

domingo, 4 de março de 2012

O ACHIGÃ DA FLÓRIDA - Micropterus Salmoides Floridanus (Lesueur, 1822)



FAMÍLIA: centrárquídeos

LONGEVIDADE: 23 anos

PROFUNDIDADE: 0 - 30m

COMPRIMENTO: 73,5cm

PESO: 10,120kg


DISTRIBUIÇÃO: Flórida nos Estados Unidos de América, embora hoje em dia já existe uma população bastante extendida por vários paises do mundo como por exemplo México, Cuba ou Japão.



BIOLOGIA: é o maior da sua espécie, porém foi só no ano 1949 que os biólogos conseguirão distinguir as duas subespécies do achigã de boca grande. Além da notável diferença de tamanhos, apenas pequenas diferenças fisicas distinguiam estas duas espécies. Foi necessário fazer uma análisis de proteínas para poder identificá-los com total segurança. Os achigãs (Micropterus salmoides salmoides) possuem entre 59-65 escamas na linha lateral, enquanto os (Micropterus salmoides floridanus) possuem entre 69-73.
Outra grande diferença é a longevidade, o floridanus vive muitos mais anos, porém este colosso têm uma fraqueza; a tempratura. Durante muitos anos foi intruduzido em lagos e rios do norte dos Estados Unidos, sem sucesso. Em contrapartida os seus parentes mais pequenos fácilmente se adaptavam a estas condições mais "duras". A mãe natureza como sempre é provisora e os floridanus reproduzem-se antes que os seus parentes, cerca de duas semanas antes, claro que este dato têm grande importância na hora de alimentar-se, com uma dieta à base de proteínas o floridanus rápidamente começa a alimentar-se de animais de maior porte, incluidos os seus parentes de boca grande e boca pequena, que por essa altura já nasceram. A partir do segundo ano de vida é quando se dá a verdadeira explosão e o floridanus começa a crescer três vezes mais rápido que qualquer dos seus parentes. Normalmente o floridanus perfere viver em capas de água mais superficiais que os seus parentes, mas a sua disposição para atacar amostras também é menor em relação aos seus parentes, o que faz com que a sua população tenha muito mais possibilidades de sobreviver. Para além da descomunal diferença de tamanhos e de que o floridanus não suporta baixas tempraturas o seu comportamento é básicamente o mesmo. O que não é o mesmo é capturar um floridanus, porque a sua defesa é muito mais aguerrida para além da notável diferença de peso em relação a qualquer dos seus "irmãos".

                                                                      Cortesia de:




ALIMENTAÇÃO: qualquer ser vivo do seu habitat.

MÉTODOS DE PESCA: spinning, corrico, mosca.

VIDEO: uma pequena amostra da diferença entre os nossos e o floridanus!!





RECORD IGFA: encontra-se em 10,120kg capturado por Manabu Kurita no lago Biwa, Shiga, Japão no dia 02/07/2009.

                           
                                                               CAPTURA & SOLTA

sexta-feira, 2 de março de 2012

O CAMURIM OBESO - Centropomus parallelus ( Poey, 1860)



FAMÍLIA: centropomídeos

LONGEVIDADE: 7anos

PROFUNDIDADE: 0 - 42m

COMPRIMENTO: 72cm

PESO: 5kg

DISTRIBUIÇÃO: Atlântico ocidental, desde a Carolina do Sul até ao Brasil.


BIOLOGIA: trata-se de um pequeno peixe de corpo muito deprimido que raramente excede o 1,500kg, A forma mais segura para o destinguir de outros camurins de pequenas dimensões é contar o número de escamas ao longo da linha lateral: o Camurim obeso tem entre 80-90 escamas. Possui uma mandíbula inferior proeminente e uma característica risca lateral preta que se prolonga até à cauda. A tonalidade do seu corpo é prateada e as barbatanas normalmente amarelas. A sua reprodução dá-se entre Maio e Setembro, normalmente com uma grande congregação de indíviduos, um dos melhores momentos para conseguir um grande exemplar, com a consequente captura e solta do exemplar, claro!! Deve ser manuseado com muito cuidado pois as extremidades das suas coberturas branquíais são muito afiadas.

                                                                      Cortesia de:


ALIMENTAÇÃO: peixe, camarões, e caranguejos, fazem parte da sua dieta normalmente, embora possa depredar sobre qualquer outro animal do seu habitat.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, spinning, corrico, mosca.

VIDEO: a captura de um possivel record de um Camurin obeso ou Fat snook!!



RECORD IGFA: encontra-se em 4,960kg capturado por Gilney Braido no rio Mampituba no Brasil.

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