AMIGOS DE PEIXES DESPORTIVOS DO MUNDO

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O TRAIRÃO - Hoplias macrophthalmus

                                          
FAMÍLIA: erythrynídeos

COMPRIMENTO: 100 cm

LONGEVIDADE: ?

PROFUNDIDADE: 0- 15 m

PESO: 20 kg

 
DISTRIBUIÇÃO: América do Sul (Brasil, rios Amazonas e Orinoco e Guiana Francesa).

 
BIOLOGIA: predador voraz, vive normalmente em pouca profundidade, com preferência pelas margens de rios e lagos, onde se oculta entre a vegetação para atacar as suas presas.
A cor predominante no dorso é o negro, flancos acinzentados e o ventre branco. A fisionomia do corpo é cilindrica. É possuidor de uma dentição impressionante e perigosa, a qual deve ser tida em conta ao retirar os anzois, pois causa perigosas dentadas. Na família dos trairões existem também o Hoplias lacerdae e o Hoplias aimara, cuja única diferença com o primeiro é a cor e o tamanho. Estes mais pequenos que o macrophthalmus, mas igualmente vorazes e excelentes adversários desde que se pesquem com o equipamento adequado. Gosta da águas paradas para desovar, onde a fêmea põe os ovos e o macho os cobre com sémen. Depois da eclosão, o macho vigia os alevins defendendo-os ferozmente. Prefere caçar ao entardecer e é portanto a melhor hora para a sua pesca. Extremamente territorial ataca qualquer intruso que invada o seu território.
O trairão azul da foto superior é um dos mais belos da espécie. Este em particular encontra-se com mais frequência no rio Paraná (fronteira entre Brasil e Paraguai.

                                                           Cortesia de S. Bersano


O VIDEO: a captura do trairão um peixe super combativo.




ALIMENTAÇÃO: peixes do seu habitat tais como, cachorra, matrinxa,carimbata,etc e amostras (principalmente de superfície e de meia-água).


MÉTODOS DE PESCA: spinning, ao fundo, à bóia e à mosca.


RECORD IGFA: (categoria All-Tackle): encontra-se em 14.950 kg capturado por Cittadini Gerard no dia 21/03/2007 no rio Sinamary na Guiana Francesa.


                               ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.


                                                               CAPTURA E SOLTA


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A CANA - UM POUCO DE HISTÓRIA


Até meados do século 19, as canas de pesca eram feitas de madeira de avelaneira, freixo, nogueira americana e nectandrea, mas nos anos 40 do seculo passado, William Blacker (Inglaterra) e Samuel Phillipe, (Pensilvania), começaram a fazer canas de bambu corrigido, ou seja, bambu cortado em tiras longitudinais que se colavam umas às outras.
As canas de bambu corrigido revelaram-se mais leves, mais flexíveis e mais resistentes do que as de madeira, e o bambu viria a ser o material mais popular para canas de pesca durante mais de cem anos.
É ainda usado actualmente para canas de pesca à mosca dispendiosas e feitas à mão, mas desde o fim dos anos 40 o seu uso caiu rapidamente face à forte concorrência dos materiais sintéticos. O aço tubular e o alumínio foram os seus primeiros adversários, mas rapidamente se viram também eles substituídos pela fibra de vidro. Esta última foi suplantada por materiais ainda mais modernos, incluindo o boro, o kevlar e o que mais êxito alcançou: a fibra de carbono (grafite).


Assim, com o passar dos tempos, a nossa querida cana evoluiu, para hoje em dia ser uma extensão da nossa personalidade, dos nossos desejos e dos nossos sentimentos. Obrigado William Blacker e Samuel Phillipe.



sábado, 14 de novembro de 2009

O ESPADIM AZUL - Makaira nigricans

                                       
FAMÍLIA: istioforídeos

LONGEVIDADE: ?

COMPRIMENTO: 500 cm

PESO: 900 kg

PROFUNDIDADE: 0-200 m



DISTRIBUIÇÃO: global(com preferência por climas tropicais e subtropicais).


BIOLOGIA: o espadim azul do atlântico é o maior dos espadins. O seu único rival é o espadim negro (Makaira indicus). Exemplares de ambas as espécies foram capturados com cana e carreto com pesos superiores aos 455 kg. Uma vez ferrado, o espadim de grande tamanho oferece uma luta tremenda, levando em ocasiões horas a consumar a captura. Os espadins alimentam-se de peixe, crustáceos e lulas, (especialmente de arenques e atuns). Uma vez iniciada a caça, a presa tem poucas possibilidades de escapar a estes predadores poderosos e vorazes.
O seu nome provém da peculiar forma que tem a sua boca, cuja mandíbula superior se prolonga, formando um bico ou espada. Na família dos espadins existem também outros adversários de bom porte como por exemplo o espadim raiado (Tetrapturus audax), o espadim bicudo(Tetrapturus pflugeri), o veleiro (Istiophorus platypteurus), o espadim de bico curto (Tetrapturus angustirostris) e o espadarte (Xiphias gladius), todos eles adversários de altura. O máximo degrau alcança-se com a captura do espadim azul do Atlântico, considerado pelos seus maiores aficionados (os pescadores de BigGame) como o máximo que se pode atingir num palmarés. Pessoalmente, penso que já vai sendo hora de que se utilize outro método para demonstrar a magnífica captura de um espadim, que não passe por levar o exemplar para o porto e exibir o espadim pendurado, dando assim morte a um dos mais magníficos peixes que existem nos nossos mares.

                                                                    Cortesia de C. Butman
 

ALIMENTAÇÃO: arenques, cavalas, atuns, lulas e amostras.

MÉTODOS DE PESCA: ao corrico, spinning e jigging, a deriva e a mosca.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 636 kg capturado por Paulo Amorim no dia 29/02/1992 em Vitoria, Brasil.

domingo, 8 de novembro de 2009

O SARGO - Diplodus sargus sargus




FAMÍLIA: esparídeos

LONGEVIDADE: 10 anos

COMPRIMENTO: 45 cm

PESO: 2 kg

PROFUNDIDADE: 0-100 m

DISTRIBUIÇÃO: oeste do Oceano Atlântico, Mediterrâneo e mar Negro.


BIOLOGIA: com preferência por zonas de pedra onde se oculta com habilidade surpreendente, o sargo é um excelente nadador, capaz de suportar as mais fortes correntes para se alimentar. Gregário salvo quando atinge grandes tamanhos, altura em que se torna mais solitário. Juntam-se em cardumes na época de reprodução e na minha humilde opinião constitui um dos mais belos acontecimentos que se podem ver no reino animal. Existem zonas da costas específicas em que se concentram centenas de milhar de indivíduos para procriar. Nesses dias encontram-se em pleno frenesim, momento em que certos afortunados (que tem o privilégio de conhecer a localizaçao dos sargos) fazem pescarias incríveis.

A família dos sargos é extensa, variando do que atinge maior tamanho - sargo veado( diplodus cervinus cervinus), passando pelo sargo bicudo, safia etc. Não conheço nenhum pescador que não se apaixone por este peixe. Ainda me continua a surpreender como um animal tão pequeno possui tamanha força.
Quando fisgado, a tenacidade com que se defende faz-nos pensar (sempre), que o peixe tem o dobro do tamanho que tem na realidade, com corridas interrompidas por fortes "cabeçadas", tenta por todos os meios alcançar um buraco onde esconder-se. Quando o consegue, dificilmente conseguimos ganhar a batalha, porque a segunda estratégia do sargo consiste em abrir as espinhas dorsais e ficar literalmente cravado na pedra. Com as nossas tentativas de tirar do buraco o merecido "trofeu", só o conseguimos ajudar, pois ao fim de algum tempo o nylon corta na pedra e o sargo escapa-se.


ALIMENTAÇÃO: toda espécie de anelídeos, crustáceos (ralos, caranguejos), bivalves (ameijoas, berbigão, lingueirão).

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, chumbadinha, bóia e ao fundo.


RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 1.870 kg capturado por Anthony Loddo no dia 28/04/1996 na Baia de Gibraltar.

                                                         HOMENAGEM AOS AMIGOS



sábado, 7 de novembro de 2009

O AMUR - Ctenopharyngodon idella

                                        

FAMÍLIA: ciprinídeos

LONGEVIDADE: 21 anos

COMPRIMENTO: 150 cm

PESO: 45 kg

PROFUNDIDADE: 0 - 30m

DISTRIBUIÇÃO: Ásia (China), este de Sibéria, (exportado para muitos países como meio para combater pragas de vida vegetal ).


BIOLOGIA: o amur ou carpa verde, também conhecida como carpa herbívora, é sem dúvida um peixe desportivo excepcional. Original da Ásia Ocidental, nos primeiros anos alimentam-se exclusivamente de zooplâncton, passando depois a uma dieta omnívora, com especial predilecção por plantas aquáticas tais como: Elodea canadense, Potamogeton pectinatus e Myriophyllum spicatum. Ao chegar a Primavera, o amur inicia a sua tarefa alimentar. Não quero dizer com isto que não se alimente durante o Inverno, porém nos meses estivais come entre 100% a 150% do seu peso corporal e durante o inverno práticamente vive dessas reservas. Utilizado em muitos países como controladora de invasões vegetais em águas paradas tais como barragens, lagos, ou canais e também em rios, mediante o seu incrível potencial para devorar toda a classe de vida vegetal.

Os seus maiores aficionados são os amantes do carpfishing, porém pode ser pescado de várias maneiras. Apesar de ser um ciprinídeo o que à priori indica um comportamento pacífico, esta espécie encontra-se fora deste adjectivo, principalmente na época reprodutiva, tornando-se extremamente territorial. Para defender a área de acasalamento não hesita em atacar o que seja para manter a salvo a sua prole. A sua fisionomia é bastante mais parecida à de um barbo do que à da carpa devido ao seu corpo largo e esbelto. A maior diferença reside na sua boca, que ao contrário da carpa não está feita para aspirar, mas sim para cortar. Com lábios finos e duros, protegidos por uma placa óssea o que dificulta muito a fixação dos anzóis, é um lutador incansável devido ao seu habitat natural - rios com fortes correntes, daí a espectacular barbatana caudal que possui.

                                                                       Cortesia de:



ALIMENTAÇÃO: milho, pelletes, boillies,(desde que sejam ricos em proteínas vegetais e lácteas).

MÉTODOS DE PESCA: carpfishing, bóia, fundo e à mosca.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 36.280 kg capturado por Nathan Taylor no dia 24/06/2004 no lago Wedington Arkansas U.S.A.

O PEIXE-PORCO - Balistes capriscus

                                          

FAMÍLIA: balistídeos

LONGEVIDADE: 20 anos

COMPRIMENTO: 60 cm

PESO: 6 kg

PROFUNDIDADE: 0- 100 m

 
DISTRIBUIÇÃO: oeste do Oceano Atlántico, Angola, Mediterrãneo, Canadá, Bermudas, Golfo do México e canal de Suez.



BIOLOGIA: habitante de recifes, rápidamente se adaptou a baías, estuários, portos e qualquer outro habitat que lhe ofereça comida com relativa assiduidade. Na sua juventude desloca-se muitas vezes com os cardumes de sargos, que utiliza como camuflagem devido à forma similar que tem com esta espécie. Ao atingir a maturidade desloca-se normalmente sozinho ou em pequenos cardumes. Alimenta-se de invertebrados, moluscos e crustáceos, mas não rejeita qualquer outro tipo de alimento que lhe caia na boca. Dotado de uma mandíbula que faria inveja a muito peixe maior, o peixe-porco tem um aspecto quase anedótico, porém é um grande lutador.


Utiliza o seu corpo de forma oval comprimido lateralmente, como escudo, oferecendo uma enorme resistência. Além disso, possui uma formidável barbatana anal. O que mais se destaca neste peixe para além dos seus dentes, é provavelmente o facto de não possuir escamas mas sim uma "pele" rígida de onde provavelmente vem o seu nome. Aconselha-se extremo cuidado ao manejar este peixe, porque além da tendência que tem em morder, possui na barbatana dorsal alguns espinhos bastante perigosos que podem provocar feridas, e arruinar o dia de pesca.

                                                                         Cortesia de:


ALIMENTAÇÃO:o peixe porco alimenta-se practicamente de tudo o que encontra, para a sua pesca utiliza-se a lula, lingueirão, choco, berbigão, devido a sua perdilecção pelos iscos de cor branca.




MÉTODOS DE PESCA: ao fundo, à bóia, buldo e mosca.


RECORD IGFA: categoria All-Tackle. encontra-se em 6.150 kg capturado por Jim Hilton no dia 03/05/1989 em Murrells Inlet, Carolina do Sul, U.S.A.

O DENTÃO - dentex dentex


                                
FAMÍLIA: espárídeos

LONGEVIDADE: 20 anos

COMPRIMENTO: 1 m

PESO: 15 kg

PROFUNDIDADE: 0-200 m


DISTRIBUIÇÃO: oeste do oceano Atlântico, ilhas Britânicas, Mauritânia, Senegal, ilhas da Madeira e Açores, Mediterrâneo e ilhas Canarias.



BIOLOGIA: enquanto jovem, é um peixe gregário, costume esse que vai perdendo ao fazer-se maior. Os adultos normalmente andam sózinhos, alimentam-se de peixes, moluscos e cefalópodes. Com clara preferência por fundos rochosos, este predador possui uma dentadura temível. Apesar de possuír molares, o que mais chama a atenção são os seus caninos, que utiliza com eficácia provada na captura de peixes e cefalópodes. A estrutura do seu corpo é oval e típica neste género. Normalmente de cor vermelha ou alaranjada com manchas de azul ou verde e ventre branco. Excelente adversário, que nos proporciona uma luta titânica antes de dar-se por vencido. Normalmente os maiores exemplares são capturados na pesca embarcada, porém existem excepções de exemplares enormes capturados de costa. A sua reprodução dá-se nos meses de Março a Junho em zonas da costa com profundidades entre os 10-12 m.

                                                           Cortesia de L. Ceia


ALIMENTAÇÃO: peixe, lulas ou chocos ( preferencialmente) e todo o tipo de anelídeos e moluscos.


MÉTODOS DE PESCA: spinning, jiginng, ao fundo, a deriva.

A BOCA: reparem bem na dentadura do bichinho.


                              ACONSELHO AS AMOSTRAS PELA DESPORTIVIDADE.


RECORD IGFA: categoria All-Tackle encontra-se em 14.250 kg capturado por Torsten Wetzel no dia 29/01/1999 em Los Cristianos, Tenerife Espanha.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A FERREIRA - Lithognathus mormyrus

 

FAMÍLIA: espárídeos

LONGEVIDADE: 12 anos

COMPRIMENTO: 55 cm

PESO: 2 kg

PROFUNDIDADE: 0-150 m

DISTRIBUIÇÃO: oceano Atlântico, Madeira e Açores, golfo da Biscaia, estreito de Gibraltar, Mediterrâneo, Ilhas Canárias, Cabo Verde e Moçambique.



BIOLOGIA: este esparídeo encontra-se normalmente em fundos de areia ou lodosos, estuarios e rias. Alimenta-se de toda a classe de anelídeos atraves de sucção, camarões e inclusive de caranguejos. Gosta pouco de agitação e por esse facto aproxima-se mais da costa com o mar calmo ou "chão", momento aproveitado por pescadores conhecedores deste facto para fazer grandes pescarias. Utiliza os estuários e rias para procriar como tantas outras espécies de inferior tamanho. Apesar de não alcançar grande tamanho ou peso (uma ferreira com 1 kg é um excelente troféu), é um digno adversário para qualquer pescador que utilize o equipamento adequado para a sua pesca.


                                                                   Cortesia de: J. Ribeiro



ALIMENTAÇÃO: ameijoa, berbigão, navalha e toda classe de anelídeos.

MÉTODOS DE PESCA: surfcasting, bóia e ao fundo.

RECORD IGFA: categoria All-Tackle, encontra-se em 0.800 kg capturada no dia 17/09/1993 por Patrick Sibile em Dakhla, Marrocos.

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